A Associação Cultural e Esportiva Nipo Brasileira de São Carlos promove o seu 3º Bon Odori no sábado dia 20 de setembro de 2014.
O bon odori é uma dança popular típica japonesa, que literalmente significa “dança do finado”. Na origem sim, mas as músicas e danças incorporadas posteriormente falam de vários assuntos, como a colheita, a pescaria e a noite com lua. Tradicionalmente, no Japão o bon odori é mais visto em agosto, mês dos finados e também das férias escolares de verão. Assim, os principais “matsuris” acontecem nessa época do ano.
Na cidade de São Carlos, a capital da tecnologia do Estado de São Paulo, o bon odori é um pretexto, para a família inteira se divertir saboreando a culinária japonesa, brincando e também dançando (todo o público é chamado para participar).
Local: Instituto Cultural Ítalo Brasileiro – Rua General Osório, 1094 – Centro, São Carlos/SP.
Festa da Uva e do Caqui de Louveira. Foto da Secretaria da Agricultura e Abastecimento de São Paulo
Turismo Rural não é mais sinônimo de passeio exótico em localidades distantes. Cada vez mais, pequenos produtores agrícolas, principalmente os localizados perto de rodovias, estão abrindo suas portas para o turista. Alguns conseguem realizar grandes eventos, como a festa do Caqui, aproveitando a época da colheita, o que acabou se tornando num grande acontecimento municipal, enquanto outros simplesmente disponibilizam um serviço de atendimento, que vai de um simples passeio pelas plantações, até atividades na terra, produção de doces com almoço e hospedagem no local.
O turismo se tornou uma alternativa de renda para muitos pequenos agricultores. É sobre isso que irão falar o agrônomo Issao Ishimura, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado de São Paulo, e a turismóloga Jamila Tanaka, Secretária Municipal de Cultura e Turismo do município de Ibiúna/SP. Ambos estarão participando do 5º Bunkyo Rural, que acontece na sede da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, no dia 13 de setembro de 2014 (Rua São Joaquim, 381, Liberdade, São Paulo), que tem como tema geral “Empreendedor Rural”. A taxa de inscrição é de apenas R$ 30,00 incluindo almoço e coffee break. Corra, que ainda dá tempo. Informações no site http://www.bunkyorural.com.br e tel. 11 3208-1755.
Obs. Foi confirmada a participação do Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller no evento.
Publicação de 2004 relembrando os 40 anos dos Jogos de Tóquio. Foto de James Wang
Os Jogos Olímpicos de 1964 foram uma oportunidade para apresentar o novo Japão, destruído pela guerra e reconstruído com uma velocidade inimaginável. Não foram apenas os estádios que surgiram do nada, mas toda a infraestrutura do País pareceu perfeita para os visitantes. Várias rodovias foram inauguradas, duas novas linhas de metrô começaram a funcionar em Tóquio, o aeroporto de Haneda foi modernizado para receber os turistas, e o que chamou a atenção foi o trem-bala, o primeiro Shinkansen, que ligou as estações de Tóquio e Shin-Osaka, numa distância de 515 km, em apenas 4 horas de viagem incluindo duas paradas. Até hoje, esse é o trecho mais concorrido do mundo, onde circulam 13 trens por hora, cada qual com capacidade para 1323 passageiros. Os modernos trens N700 reduziram o tempo de viagem para 2 horas e 25 minutos, mas naquela época, aquele trem da linha Tokaido foi notícia no mundo inteiro, pela velocidade e pela pontualidade.
Além de construir a estrutura física, todos os japoneses estavam conscientes da sua responsabilidade para com o êxito daquele grande evento internacional. Aquele Japão tinha renascido e não guardavam mais rancores da ferida recente. Todos procuraram fazer o melhor de si, não só para dar a melhor atenção para os turistas, mas colaborando para manter a cidade completamente limpa. Assim, num esforço coletivo, o Rio Sumida que corta a cidade, antes bastante poluído, ficou limpo e passou a ser frequentado por pescadores amadores.
Dentro do trem-bala: melhor que avião. Foto de Wally Gobetz
Dentro dos ginásios, os atletas japoneses vestiram a camisa do País de verdade e conseguiram superar muitos dos seus adversários e se tornaram lendas. De um 8º lugar nos Jogos de Roma em 1960, com oito medalhas de ouro, quatro anos depois, os japoneses subiram para o 3º lugar, com 16 medalhas de ouro, dentre 93 países, perdendo apenas para os Estados Unidos e a União Soviética. A organização foi milimétrica, desde a recepção no aeroporto, na entrada nos estádios, e no show de abertura. Não havia recursos eletrônicos, mas havia recursos humanos competentes, e o espetáculo foi transmitido via satélite para o mundo, sendo os primeiros jogos a serem transmitidos dessa forma.
No dia 10 de outubro de 2014 se completam 50 anos da abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Todos os estádios construídos continuam sendo usados até hoje e abrigam grandes shows e competições. O trem-bala, que chega alcançar 320 km/h, cresceu para 2.387 km de trilhos. O aeroporto de Haneda perdeu o título de internacional para Narita, mas continua recebendo os vôos nacionais. A cidade continua limpa e os pescadores ainda estão no Rio Sumida.
Reflexão se faz necessária: O Japão começou a construir a infraestrutura necessária para os jogos assim que venceu a competição entre os candidatos (Detroit, Viena e Bruxelas) em março de 1959. Tiveram cinco anos para isso. Tóquio se candidatou novamente, mas perdeu para o Rio de Janeiro a sede dos próximos Jogos, de 2016.
No Brasil, ninguém fala nos Jogos Olímpicos do Rio, que acontecerão daqui a 2 anos, mas no Japão, que sediará os jogos de 2020, não só estão falando, como também apresentam num site uma campanha para receber de braços abertos os visitantes, e mostram todo o planejamento da infraestrutura a ser construída para o evento ser inesquecível. Veja em Tokyo2020
Aqui, num curioso noticiário de junho de 1964, a Universal Pictures mostra os estádios de Tóquio em fase final de construção, no trecho entre 3:43 a 4:27.
Dorayaki é um doce feito por duas camadas da macia massa de bolo castela (influência portuguesa do século 16) com recheio de azuki, o feijão doce japonês. De origem incerta, é sabido que o dorayaki, no início, tinha apenas uma camada, tal qual uma panqueca e a massa era diferente. Alguns creditam sua origem a um episódio da história, onde o valente monge guerreiro Benkei (1155 ~1189) refugiou-se numa fazenda e ali esqueceu seu gongo (instrumento musical metálico de origem asiática). O fazendeiro resolveu empregar o gongo para fritar alguma coisa, dando origem ao que seria chamado mais tarde de dorayaki. 銅鑼 (dora) significa gongo.
Na região do Kansai (Osaka, Kyoto, Kobe e região), o dorayaki recebeu o nome de mikasa 三笠, uma referência ao Monte Mikasa, que fica em Nara, a antiga capital japonesa. Em Tóquio, a Usagi-ya (casa-coelho!) serve o dorayaki tal qual conhecemos hoje, desde 1927.
Nos dias 13 e 14 de setembro de 2014, a Associação Cultural e Esportiva Vila Carrão – ACREC, que fica na Rua Nunes Balboa, 299, realiza o seu 41º Bazar Beneficente a partir das 9 horas. Setenta bazaristas estarão oferecendo seus produtos, que variam de artesanatos, roupas e utilidades domésticas. Haverá também alimentos feitos pelo departamento de senhoras, cujo destaque é o dorayaki feito na hora. Maiores informações: 11-2296-3872.
A Rua Nunes Balboa começa e acaba na Av. Conselheiro Carrão, pois é uma rua semicircular.
O engenheiro mecânico e pesquisador de história Hidemitsu Miyamura vem ministrando palestras sobre a história do Japão. A próxima, que é a 13ª, abordará o período imediatamente anterior a Segunda Guerra Mundial, quando o Japão ocupou a Manchúria. Dia 13/09/2014, sábado, das 16 às 18 horas
TEMA – MANCHÚRIA (2) – continuidade da palestra anterior, até os caminhos para a Guerra do Pacífico.
Coffee Break e Perguntas e Respostas no final.
Local: Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa – Rua São Joaquim, 381 – 5º andar, Bairro Liberdade, metrô São Joaquim, São Paulo/SP.
A palestra será em português, as perguntas poderão ser em japonês ou português, a entrada é gratuita e não precisa se inscrever antes.
“Trata-se de um dos temas mais interessantes da moderna história do Japão, que nossos pais, avós, parentes de ascendência japonesa viveram intensamente na primeira metade do século passado. É um assunto muito mal compreendido e com muitas versões e entendimentos segundo pontos de vista diferentes. Aqui vamos procurar abordar o assunto com base em dados mais recentes tornados públicos só agora, próximo dos 70 anos do término da Guerra do Pacífico”. Hidemitsu Miyamura.
A promoção é da associação Nippon Kaigi do Brasil, uma entidade formada por idealistas que querem estudar e divulgar o Japão (de verdade, sem qualquer vínculo religioso ou político)