out 122021
 

Os japoneses apontam o desenhista Tezuka Osamu como o Deus do Mangá. Certamente, ele é o maior nome da área, mas o mangá não começou com ele e continua se desenvolvendo depois dele. Ou seja, existem outros Deuses do Mangá.

A palestra apresenta a história da origem do mangá, partindo da ideia de que existem Sete Deuses do Mangá, que muito contribuíram para o desenvolvimento desse meio de comunicação, ilustrando com fatos históricos.

Dia 21 de Novembro de 2021 (domingo) – 9 às 10h30.  Se destina, não apenas a estudiosos do assunto e pesquisadores da cultura japonesa, como também a leitores de mangá em geral. Palestra on-line, com inscrições antecipadas e gratuitas pelo Sympla.

Palestrante: Francisco Noriyuki Sato, formado em Jornalismo e em publicidade pela Universidade de São Paulo, foi assessor de comunicação da Cooperativa Agrícola de Cotia e da Jetro – Japan External Trade Organization. É autor dos livros História do Japão em Mangá, Banzai – História da Imigração Japonesa no Brasil, A Filosofia do Samurai na Administração, entre outros. Presidente da Abrademi e editor do site culturajaponesa.com.br. Foi bolsista da JICA na Universidade de Kanazawa, em 2014, e ministrou palestras em universidades e museus do Japão em 2016 e 2019. Escreve artigos para revistas em português e japonês e edita livros. Desde 2017 leciona o Curso Completo de História do Japão.

A iniciativa é da Abrademi (Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações) em conjunto com o departamento cultural da Associação Cultural Mie Kenjin do Brasil. Apoio institucional: Fundação Japão em São Paulo.

Para qualquer comunicação, utilize o endereço: abrademi@abrademi.com

set 052021
 

Terceira e última palestra gratuita da série “Ensino no Japão”, aborda o sistema pedagógico atual do Japão, apresentando o funcionamento geral das escolas japonesas. Esta palestra, inicialmente agendada para o dia 05/9, por problemas técnicos do Sympla, foi transferida para o dia 12/9, das 9 às 10h30, on-line. 

O público alvo são as pessoas que apreciam ou têm curiosidade sobre o Japão, e aqueles que pretendem visitar o país no futuro, seja como turista, a negócios, para trabalhar ou como estudante, para que tenham maior proveito da oportunidade à partir do conhecimento de sua história e cultura.

Certificados: Haverá emissão de um certificado único, com carga horária, para as três palestras da série, somente para aqueles que assistirem as três palestras na transmissão on-line. O fato de se inscrever não dá direito ao certificado. Não haverá um certificado separado para cada palestra.

A iniciativa é da Abrademi (Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações) em conjunto com o departamento cultural da Associação Cultural e Assistencial Mie Kenjin do Brasil. Apoio institucional: Fundação Japão em São Paulo.

Para qualquer comunicação, utilize o endereço: abrademi@abrademi.com

As gravações das demais palestras da série “Ensino no Japão”:

1 – A História do Ensino no Japão – Dia 22/08/2021 – Com o professor Francisco Noriyuki Sato, jornalista e editor. https://youtu.be/0fjHkAe20g4

2 – As Escolas Brasileiras no Japão – Dia 29/08/2021 – Com os professores Alexandre Funashima e Samuel Tachibana, da Escola Alegria de Saber. https://youtu.be/V61tfflYfHg

Próxima palestra da Abrademi:

O Culto ao Barroco Romântico no Japão INSCREVA-SE – Dia 11/09/2021 – Com a profa. Cristiane A. Sato

set 022021
 

Palestra gratuita on-line aborda o Culto ao Barroco Romântico no Japão.

Rococó, a estética profusamente ornamentada do século 18, uma característica da aristocracia do Antigo Regime, classificada como “decadente” e “kitsch” no Ocidente, no Japão contemporâneo é sinônimo do auge das belas artes e do romantismo ocidental. Cultuado como estilo pop art, o Rococó foi reinterpretado no Japão e passou a fazer parte da cultura e da moda contemporânea.

Fenômenos como a moda “Lolita”, “maid” cafés, a popularidade da alta confeitaria francesa e de peças teatrais ambientadas na Europa setecentista são atualmente um forte chamariz para turistas no Japão.

Mas por que o Rococó Revival moderno ocorreu justo onde era mais improvável? Para entender esse influente fenômeno do Japão contemporâneo, assista esta palestra que mostrará como história, mangás, filmes, negócios e sonhos convergiram num movimento único.

A palestrante Cristiane A. Sato, formada em Direito pela USP, autora do livro JAPOP – O Poder da Cultura Pop Japonesa é palestrante em universidades, entidades, embaixada e consulado geral do Japão, foi bolsista da JICA em 2016, na Universidade de Kanazawa, onde pesquisou sobre estética e moda japonesa. Desde 2017, ministra cursos de História do Japão.

O Culto ao Barroco Romântico no Japão
Dia 11 de setembro de 2021 - das 9 às 10h30 (horário do Brasil)
Inscrições abertas pelo Sympla e a transmissão será pelo Zoom.
Promoção Abrademi e Associação Cultural Mie
ago 062021
 

Foto de Marine Perez/Miss Million

No mês de junho, a Times Higher Education, da Inglaterra, como faz desde 2004, revelou os dados do levantamento anual (2021) das universidades a nível mundial. A Universidade de Tóquio é a número 6 da Ásia e se mantém em 36º lugar no mundo. De suas salas saíram nove vencedores de Prêmio Nobel, 15 primeiros-ministros e cinco astronautas. Não é pouca coisa, mas em 2014 estava em 23º no mundo e era o número 1 da Ásia!

Há que considerar o grande investimento realizado pelas universidades da Ásia em geral, cujo desempenho superou a da tradicional universidade japonesa. Em 2015, cinco universidades japonesas estavam no ranking das 200 melhores, entretanto, em 2021, apenas a Kyoto University, em 54º do mundo, além da Tokyo, permanece na lista.

O ex-Primeiro Ministro Shinzo Abe desejava elevar 10 universidades japonesas à lista dos 100 melhores até 2020, e isso, obviamente, não foi atingido. Além da supremacia das universidades americanas e inglesas que permanecem no topo, as escolas da China, Hong Kong, Cingapura e Coreia do Sul estão avançando rapidamente.

As escolas japonesas têm contratado professores do exterior, para melhorar a qualidade do ensino, porém, esbarram na questão do custo. Professores americanos de primeira linha ganham em média 270 mil dólares por ano (levantamento de 2014), e eles preferem trabalhar num ambiente onde estejam outros professores estrangeiros do mesmo nível, para poder compartilhar pesquisas usando os dados mais recentes. Há também diferenças culturais quanto à hierarquia no Japão e a adaptação das famílias no País distante e onde poucos realmente falam inglês.

A pesquisa da Time Higher Education leva em conta vários fatores como número de professores estrangeiros, número de pesquisas publicadas, quantidade de citações, reputação, proporção de estudantes para professores, quantidade de doutores formados no período analisado, etc. Sendo assim, um trabalho publicado em inglês poderá ser visto e citado por todos os países do mundo, mas um trabalho no idioma japonês registrará pouca consulta, evidentemente, e isso será desvantajoso se considerar o sistema de pontuação da Times Higher.

O governo japonês está preocupado com o nível de suas universidades. Nós também.

A melhor universidade brasileira é a Universidade de São Paulo, que tem 5.383 professores, 97 mil alunos, mais de 13.300 funcionários e forma cerca de 2.300 doutores por ano (dado de 2014), produzindo em torno de 25% de tudo o que se produz na área acadêmica no Brasil. A USP é a melhor no Brasil, mas é a 235ª do mundo, e perde para a Pontifical Catholic University of Chile. Mesmo dentre os países do BRICS e países emergentes, a USP está em 13º lugar.

Obs. Na listagem internacional, a classificação não especifica a colocação das universidades que não ficaram entre as 200 melhores, deixando a USP no bloco das 201 a 250, porém, pela ordem geral, a USP deverá estar na 235ª colocação. A segunda melhor do Brasil, a Unicamp, está no bloco das 401 a 500, enquanto a terceira posição ficou para a Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal de São Paulo, Universidade Federal de Sergipe, e a PUC do Rio de Janeiro, todos no bloco de 601 a 800.

Confira você mesmo e saiba a metodologia empregada: Times Higher Education

Autor: Francisco Noriyuki Sato – jornalista, editor e professor de História do Japão.

Esta matéria foi publicada em 2014 e atualizada em 2021, Veja outros textos da série:

O sistema de ensino que forma um país desenvolvido – 1

O custo do ensino no Japão hoje – 2

O Japão no ranking das universidades do mundo – 3

Conhecendo uma escola colegial japonesa

Conhecendo uma outra escola colegial japonesa

Se tiver interesse em saber mais, participe da série de palestras gratuitas (on-line) sobre o tema: Ensino no Japão:

22/08/2021 – “A História da Educação no Japão”, com o professor Francisco Noriyuki Sato, presidente da Abrademi, professor de História do Japão, e autor do livro História do Japão em Mangá.

29/08/2021 – “As Escolas Brasileiras no Japão”, com os professores Alexandre Funashima e Samuel Tachibana, da Escola Alegria de Saber, do Japão.

05/09/2021 – “A Educação Atual do Japão”, com a professora Sandra Terumi Suetsugu Kawabata, da Fundação Japão de São Paulo.

MAIORES INFORMAÇÕES SOBRE AS PALESTRAS

ago 052021
 

A província de Okinawa foi ocupada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos entre 1945 e 1972.

A devolução da província ao Japão aconteceu oficialmente no dia 15 de maio de 1972, após 27 anos de ocupação americana. Enquanto todo o restante do Japão voltou à administração de japoneses em 1952, o arquipélago do antigo reino de Ryukyu teve que esperar mais 20 anos, primeiro por causa da Guerra da Coreia que começou em 1950 e a posição geográfica de Okinawa tornou o local estratégico para as bases americanas. Essa guerra terminou em 1953, mas os americanos haviam investido bastante no local porque ainda previam novos conflitos na região por causa da Guerra Fria. Depois, em 1965, começou a Guerra do Vietnã, tornando o local estratégico novamente. Estima-se que, em 1969, mais de 50 mil soldados americanos moravam em Okinawa.

Com a devolução ocorrendo no dia 15 de maio de 1972, a comunidade nikkei se reuniu e realizou um evento cultural de “Comemoração pela Restituição de Okinawa ao Japão”, nos dias 20 e 21 de maio (sábado e domingo) do mesmo ano, no auditório da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, na Liberdade, em São Paulo.

A iniciativa coube ao Zaihaku Okinawa Kenjinkai (Associação dos Provincianos de Okinawa no Brasil), então presidida por Mosei Yabiku. A principal atração do evento foi uma peça de teatro, que mostrou o período de transição de quatro anos (1875 a 1879) no qual aconteceu a desocupação do Castelo de Shuri, então capital do Reino de Ryukyu. A peça, escrita por Eikichi Yamazato, artista plástico e escritor, autor de vários livros sobre a história de Okinawa, foi apresentada em japonês por um elenco de artistas radicados no Brasil.

O papel principal, do último rei Shõ Tai, coube a Naohide Urasaki, natural de Naha, capital de Okinawa, que estudou o teatro tradicional do local desde criança. Urasaki emigrou para Bolívia em 1957, onde trabalhou nas plantações de arroz e introduziu o teatro okinawano. Mudou-se para São Paulo, e novamente não ficou longe dos palcos. Junto com outros conterrâneos fundou a Kyowa Gekidan, em 1962, grupo teatral que passou a encenar o teatro de Okinawa. Em 1987, Urasaki voltou a Okinawa para se especializar no taikô, foi diplomado e começou o ensino do taikô no Brasil, onde se formou o grupo Ryukyu Koku Matsuri Daiko do Brasil, oficializado pelo Japão em 1998. Naohide Urasaki faleceu aos 80 anos de idade, em 2011.

A peça da história de Okinawa foi encenada duas vezes no domingo, mas o evento em si contou com várias apresentações de dança de Okinawa e do restante do Japão nos dois dias.

Em maio de 2022, a restituição da província de Okinawa estará completando 50 anos, uma data de grande significado para o Japão.

>>> Digite seu e-mail no retângulo ao lado para receber notícias publicadas neste site por e-mail.

Texto: Francisco Noriyuki Sato – Jornalista e editor, autor dos livros História do Japão em Mangá e Banzai – História da Imigração Japonesa no Brasil, e professor de História do Japão da Abrademi.

Para saber mais sobre o professor Naohide Urasaki: http://matsuridaiko-brasil.com/naohide-urasaki-sensei/

Para aprender a História do Japão, incluindo a História de Okinawa, a Abrademi tem cursos on-line: www.abrademi.com