mar 112022
 

Experiência que reunirá realidade virtual, concerto e exposição na Unibes Cultural acontece de 18 a 20 de março, com entrada gratuita

A Fundação Japão em São Paulo, com apoio da Unibes Cultural e Sinos na Floresta, apresenta, Sky Bridge Experience, um encontro entre o Brasil e o Japão através das constelações, nos dias 18 a 20 de março, na Unibes Cultural, em São Paulo.

O evento de realidade virtual, utilizando a linguagem visual e sonora, reúne a experiência do planetário, concerto musical e exposição, combinando a cultura japonesa e a brasileira. Com a curadoria e produção de Shen Ribeiro, o evento é uma extensão do projeto Sky Bridge-Ponte do céu e tem ingressos gratuitos, que deverão ser retirados no local, a partir de uma hora antes de cada sessão. 

As sessões terão vagas limitadas a 70% da capacidade do local, com a exigência de apresentação do passaporte de vacinação na entrada.

Sky Bridge Experience

O conteúdo do projeto Sky Bridge-Ponte do céu, originalmente desenvolvido para os planetários no Japão, foi convertido especialmente para a plataforma de realidade virtual, resultando no Sky Bridge Experience, que proporcionará ao público brasileiro uma experiência única

O Sky Bridge-Ponte do céu faz parte de uma série de projetos de arte cênica de cooperação internacional da Fundação Japão. Desenvolvida para os planetários no Japão pela empresa japonesa LIL Visual Art Studio, contou com a participação de músicos e artistas de ambos os países na produção.

“O nome do projeto nasceu primeiro em japonês, com a ideia de um projeto que unisse músicos japoneses e brasileiros, unidos a um tema relacionado com estrelas e a via láctea. Porém, percebemos que esse encontro iria muito além de um encontro musical, estabelecendo uma ponte cultural entre dois países irmãos, apesar da incrível distância geográfica que nos separa e das diferenças culturais que nos une”, explica o músico Shen Ribeiro, curador do projeto.

O Sky Bridge Experience conta com apresentações musicais ao vivo, com os músicos brasileiros que estiveram envolvidos na trilha musical, além da exposição de trabalhos de artistas visuais de ambos os países.

O evento reúne o dinamismo da linguagem visual de Daisuke Hashimoto, do estúdio japonês LIL Visual Art Studio, a sensibilidade da artista brasileira Camila Gondo, a poesia sonora de músicos brasileiros, como Ari Colares, Gabriel Levy, Neymar Dias e Shen Kyomei Ribeiro, e o músico japonês Yohei Kobayashi, entre outros.

A produção foi conduzida no Japão pela Mayumi Otake, da S. C. Alliance.

PROGRAMAÇÃO

Sexta-feira, 18 de março

Sessões de VR (Realidade Virtual): 16h, 16h45, 17h30, 18h15 e 20h

Exposição: a partir das 16h

Concerto: 19h

Sábado, 19 de março

Sessões de VR (Realidade Virtual): 14h30, 15h15, 16h, 16h45, 17h30, 18h15 e 20h

Exposição: a partir das 14h

Concerto: 19h

Domingo, 20 de março

Sessões de VR (Realidade Virtual): 14h30, 15h15, 16h, 16h45, 17h30, 18h15 e 20h

Exposição: a partir das 14h

Concerto: 19h

 

LIL Visual Art Studio

Estúdio japonês que atua principalmente nas áreas de produção de audiovisual, cenografia, direção de palco, animação, design visual e design sonoro. Nos últimos anos, a LIL tem sido ativa no planejamento, design de experiência e produção de espetáculos de entretenimento, utilizando projeção mapeada, filmes para exposições e museus e exposições permanentes em instalações comerciais e parques temáticos.

Seus trabalhos mais recentes foram o Pokémon Wonder, CRYSTAL STORY, da Square Enix, NEXT VISION JAPAN 2021 XR LIVE, entre outros.

MÚSICOS PARTICIPANTES

Ari Colares (percussão)

Mestre em educação musical pela ECA-USP, mesma instituição onde fez o Bacharelado em percussão. Músico e educador especializado em percussão e ritmos brasileiros. Ingressou aos 17 anos num grupo de teatro popular, que se transformou em um Balé Folclórico (Abaçaí – Cultura e Arte), por meio das pesquisas, vivências e produção de espetáculos. Desde 1990, passou a lecionar e tocar com importantes nomes da música. Desde 2000, participa de diversos projetos com o pianista Benjamim Taubkin – com quem tem viajado para diversos países. Desde 2004, faz parte do grupo musical A Barca, que vivencia e dialoga com diferentes mestres e expressões da música da Cultura Popular Brasileira. Lecionou Percussão Popular na Tom Jobim EMESP – Escola de Música de SP, de 1993 a 2018. Atualmente, exerce o cargo de Gerente Artístico do Projeto Guri, ministra aulas regulares em seu estúdio, além de cursos e oficinas no Brasil e no exterior.

Gabriel Levy (piano/acordeão)

Acordeonista, arranjador, compositor, educador e produtor musical tem atuado ao lado de artistas do Brasil e do exterior nos mais diversos estilos. Participa de alguns dos mais destacados projetos de músicas do mundo no Brasil, como Mawaca, Mutrib, Fortuna, Orquestra Mundana, Kerlaveo, além de trabalhos juntos a comunidades de imigrantes. Criou o projeto artístico-pedagógico “A Magnífica Orchestra Paulistana de Músicas do Mundo”. É diretor musical de festivais multiculturais, como Na Dança!, Ethno Brazil, Encontro de Música e Danças do Mundo (Bahia). Foi indicado a prêmios musicais como Melhor Produtor e Melhor Instrumentista. Seu CD Terra e Lua recebeu o prêmio Catavento da Rádio Cultura na categoria Música Instrumental. Publicou livros e artigos voltados à educação musical intercultural. Mestre em Processos de Criação Musical /Educação Musical (ECA-USP). Teve composições interpretadas por renomados artistas, como Duo Assad, Orquestra Refugi, Yo-yo Ma, Paquito d’Rivera, entre outros.

Neymar Dias (viola caipira/baixo acústico)

De início, autodidata, aprendeu vários instrumentos de cordas, como viola caipira, guitarra, violão, baixo elétrico, guitarra havaiana e bandolim. Posteriormente, formou-se em composição e regência pela FAAM – Faculdade de Artes Alcântara Machado, integrando orquestras respeitadas, como a OSUSP e a Experimental de Repertório. Notado por sua profundidade e musicalidade ímpares, realiza intenso e constante trabalho na música popular, atuando como compositor, arranjador e músico de estúdio, trabalhando juntamente com importantes nomes do cenário musical brasileiro. Recebeu o prêmio revelação do “Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola Caipira”, em 2005, e foi nomeado ao Grammy Latino juntamente com Toninho Ferragutti, em 2014. Lançou os cds “Capim” (2009), “Intervalo” (2010), “Caminho de Casa” (2012), Duo (2013), Come Together Project! (2015). Em 2015 e 2016 saiu em turnê nacional com Monica Salmaso e em 2016 arranjou e produziu projeto com Ivan Lins e Rafael Altério.

Shen Kyomei Ribeiro (shakuhachi/flauta transversal)

Natural de Botucatu, São Paulo, começou sua aprendizagem musical através do canto comunitário. Aos 15 anos, iniciou o estudo de flauta doce (recorder), piano e canto coral no Conservatório de Música do Instituto Santa Marcelina, em sua terra natal. Integrou, como flautista, as Orquestras Jovens do Município de São Paulo e do Estado de São Paulo, sendo presidente dos comitês das orquestras. Em 1987, partiu para o Japão, para especializar-se no estudo do Shakuhachi e cultura tradicional japonesa. Em 1988, ingressou na Universidade de Belas Artes de Tóquio e foi um discípulo direto do Professor e Mestre Goro Yamaguchi (Tesouro Nacional Japonês). Com 6 cds gravados, foi convidado para tocar para a Imperatriz do Japão em um recital na casa do Embaixador da Argentina em Tóquio e para o Imperador do Japão em sua residência no Palácio Imperial de Tóquio. Como Concertista, apresentou-se em inúmeras salas de concertos no Brasil, Japão e Europa, interpreta repertório variado de estilos e autores, confraternizando temas clássicos, populares e tradicionais. Atualmente, vive em São Paulo, lecionando e tocando o Shakuhachi estilo kinko, representando da Associação Chikumeisha do Japão, e participa como convidado de gravações de músicos brasileiros.

 

EXPOSIÇÂO DOS ARTISTAS

Daisuke Hashimoto

Diretor artístico, artista de animação e de artes visuais, dirige comerciais de TV, vídeos musicais, animação e design de personagens. Recentemente esteve envolvido no planejamento e direção artística de conteúdos usando novas tecnologias, como experiências de ocupação de espaços através da projeção mapeada, arte digital, teatro e shows de entretenimento. Desde 2005 na P.I.C.S., onde atualmente exerce o cargo de gerente, se estabeleceu na LIL em 2018 a fim de especializar sua própria criatividade e buscar novas possibilidades de expressão, ampliando o escopo de suas atividades. Premiado com DSA Japan Spatial Design Award (2018), ONESHOW (Nova Iorque) SilverPencil (2016), D&AD (Londres) Lápis de grafite (2016), 4K de Boas Práticas (2014), entre outros.

Camila Gondo

Artista brasileira, com ascendência japonesa, nascida em São Paulo, passou parte da infância em Tóquio, Japão. Formada em Design pela UNESP Bauru, cursou mestrado em Design de Moda na Universidade de Lisboa. Procura inspiração para o seu trabalho no feminino e na natureza, inserindo em seu processo criativo as particularidades dos diferentes países em que viveu, entre eles Singapura. Além de pinturas em quadros e paredes residenciais, realizou projetos artísticos para marcas como Google, Starbucks, Bvlgari, BASF, Shiseido, Koleston, Lisbon Fashion Week, entre outros.

SERVIÇO

Sky Bridge Experience

Data: 18 a 20 de março de 2021

Horário: sexta-feira a partir das 16h, sábado e domingo a partir das 14h

Local: Unibes Cultural

Endereço: Rua Oscar Freire, 2.500 – Sumaré, São Paulo – SP (ao lado do Metrô Sumaré)

Capacidade: sessões de VR são limitadas a 30 pessoas por sessão | Concerto com capacidade de 200 lugares (sessões com limite de 70% da capacidade)

Ingressos: Gratuitos, com distribuição de senhas no local a partir de 1 hora antes de cada sessão (VR e concerto)

A apresentação do passaporte de vacinação será exigida na entrada, como medida de prevenção ao risco de transmissão do Coronavírus (Covid-19)

jun 172021
 

No dia 20 de Junho, um bate-papo on-line reunirá dois destacados nipo-brasileiros.

Oscar Satio Oiwa, é artista plástico, nascido em São Paulo, que mora em Nova Iorque. Ele, enquanto estudante de arquitetura da USP, foi bolsista da Associação de Intercâmbio Infanto-Juvenil Brasil-Japão, e depois, em 1991, se mudou para o Japão onde permaneceu por 11 anos, e desde 2002 mora nos Estados Unidos. É um artista contemporâneo e, além de pintar quadros, produz grandes instalações, como a obra com navios de imigrantes montada no Museu de Imigração da JICA de Yokohama este ano.

A conversa será conduzida pelo professor Ângelo Ishii, formado em jornalismo pela USP, com pós-graduação na Universidade de Tóquio e na Universidade de Niigata, e foi redator-chefe de um jornal para brasileiros publicado no Japão. É especialista em sociologia internacional e imigração, e leciona na Universidade Musashi desde 2004. É diretor administrativo da Associação Kaigai Nikkeijin Kyokai.

Data: 20/06/2021 (domingo) 2:00 ~ 3:15 (Horário de Brasília)

O link é do YouTube. Após esse horário, o vídeo estará à disposição permanente.

海外日系人協会Youtubeチャンネル(https://www.youtube.com/user/wwtjadesas)

Dia Internacional Nikkei

O dia 18 de junho, que é a data da chegada do navio Kasato Maru ao porto de Santos, é o Dia da Imigração Japonesa. O Dia Internacional Nikkei é o dia 20 de junho, que marca a chegada dos primeiros imigrantes japoneses no Havaí, em 1886. 

Veja texto relacionado: http://www.culturajaponesa.com.br/index.php/veja-como-foi-60a-convencao-dos-nikkeis-e-japoneses-do-exterior/

jun 202019
 

A Japan House de São Paulo realiza até dia 17 de julho de 2019, a exposição “Japão 47 artesãos”. Trata-se de uma oportunidade para ver as artes tradicionais japonesas das 47 províncias feitas por 47 talentosos artistas jovens. Aproveitando a ocasião, cada província apresentará uma palestra ou atividade na Japan House durante o período da exposição.

A província de Ishikawa, reconhecida por possuir uma cidade da época dos samurais preservada, realizará no dia 25 de junho, uma palestra falando da história e apresentando as suas artes tradicionais, das 17 às 20h30. A entrada é franca, mas como são 100 lugares, é recomendável chegar com certa antecedência ao local. A apresentação está à cargo do ex-bolsista Caio Yuzo Higashino e dos professores de história do Japão, Francisco Noriyuki Sato e Cristiane A. Sato, que levarão, com certeza, muitas informações interessantes.

JAPÃO 47 ARTESÃOS
Japan House São Paulo – Avenida Paulista, 52 (2º andar)
De 22 de abril a 17 de julho de 2019
Horário de funcionamento:
Terça-feira a Sábado: das 10h às 20h
Domingos e feriados: das 10h às 18h

Palestra sobre Ishikawa
Japan House São Paulo
Dia 25 de junho de 2019 – terça-feira – 17 às 20h30
Entrada gratuita

jun 042019
 

O 20º Bunkasai – Festival da Cultura Japonesa da Associação Ishikawa-ken do Brasil será realizado nos dias 8 e 9 de junho de 2019. Exposição de peças artísticas de professores e alunos dos cursos de aquarela, cerâmica, etegami e ikebana, com venda das peças.

O evento será aberto com a apresentação de canto clássico japonês – Utai, e de Kôto (instrumento musical de cordas japonesa).  No sábado, também teremos a já tradicional venda do Moti (bolinhos de arroz de puro motigomê), além do Karê Rice no almoço, preparado pelo Seinen-bu – departamento jovem.

Serviço:

20º Festival da Cultura Japonesa – Bunkasai da Associação Ishikawa-ken do Brasil

Endereço: Rua Tomás Carvalhal, 184 – Paraíso, São Paulo – (próximo à estação Paraíso do metrô)

Data: 08 e 09 de junho de 2019 – Horário: das 10h às 17h

Workshops gratuitos (vagas limitadas):

Sábado dia 08/06:

11h00 – 17h00: Etegami

13h00 – 14h00: Ikebana

15h00 – 16h00: Aquarela

Domingo dia 09/06:

10h00 – 16h00: Etegami

11h00 – 12h00: Aquarela

14h30 – 15h30: Aquarela

Palestra: Arte e Arquitetura no Japão

Palestrante: Marina Pereira de Lacerda – Domingo às 10h30

Inscreva-se para as oficinas gratuitas pelo telefone: (11) 3884-8698. Participe!

set 112018
 

Projeto será realizado no Pavilhão Japonês, no Parque do Ibirapuera, de 7 a 23 de setembro

O Pavilhão Japonês do Parque do Ibirapuera recebe, de 7 a 23 de setembro, o projeto Kyojitsu-Hiniku: Between the Skin and the Flesh of Japan — Sob a Pele – Sobre a Carne do Japão. De 7 a 23 de setembro, serão realizados uma exposição coletiva e vários eventos públicos, com a curadoria de Naoko Mabon, com a cooperação da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (BUNKYO) e apoio da Fundação Japão em São Paulo e Consulado Geral do Japão em São Paulo.

O evento, que faz parte dos eventos em comemoração aos 110 Anos da Imigração Japonesa no Brasil, coincide com a 33a Bienal de São Paulo, que também acontece no Parque do Ibirapuera.

Para a exposição, foram convidados cinco artistas a tratar de maneira poética, física ou conceitual questões de identidade nacional, social ou individual do Japão, da imigração ou de elementos que reflitam a memória ou experiência dos imigrantes.

Faz parte da programação evento com o artista Satoshi Hashimoto, performances de dança de Danilo Silveira e Beatriz Sano, conversa com os artistas Takanori Suga, Juliana Kase e performance sonora-visual de Rodrigo Amor Experimental e Evandro Nicolau.

O título do projeto, ‘Kyojitsu-Hiniku’, se refere à teoria artística de Monzaemon Chikamatsu (1653-1725), apresentada em seu primeiro ensaio sobre Joruri, a arte tradicional japonesa de bonecos.

O projeto apresentará diversas interpretações e entendimentos a respeito da história e da complexidade da imigração Japonesa no Brasil, representando uma oportunidade para refletir de forma muito mais abrangente, abrindo discussões amplas para além de origens, línguas e culturas específicas.

Mais informações sobre o projeto e sua programação estão disponíveis no site

https://kyojitsu-hiniku.tumblr.com/.

 

PROGRAMAÇÃO

(agenda de eventos: goo.gl/sGd9cH):
 09/09, domingo, às 15h: Evento com: Satoshi Hashimoto
 15/09, sábado, às 14h: Performance de dança: Danilo Silveira
 15/09, sábado, das 15h às 17h: Conversa com a artista Juliana Kase
 22/09, sábado, às 14h: Performance de dança: Beatriz Sano
 22/09, sábado, das 15h às 17h: Conversa com artista: Takanori Suga
 23/09, domingo, às 16h: Performance de sonora-visual: Rodrigo Amor Experimental e Evandro Nicolau

ARTISTAS

Juliana Kase –  Nascida em Curitiba, em 1980, Juliana atualmente vive e trabalha em São Paulo. Uma artista contemporânea nipo-brasileira, cuja prática artística abrange diversas linguagens da imagem bidimensional em relação ao contexto em que se insere – desde instalações em relação à arquitetura, até clichês usados de imprensa em relação ao contexto social-histórico-político ou, ainda, dirigindo um documentário sobre a obra poética do Editor Massao Ohno – sempre prestando atenção a função que a imagem e a arte desempenham. Sua exposição individual mais recente, Clichês (São Paulo, 2017), incluía uma instalação de um mapa alternativo da América Latina, em que os visitantes eram convidados a imprimir os nomes das línguas indígenas que compunham o Mapa. Para este projeto, Kase, que retornou recentemente de sua primeira visita ao Japão para pesquisar sobre o conceito de imagem no teatro Nô e outras artes japonesas, criará um novo trabalho em vídeo-projeção dialogando com o Pavilhão Japonês. Com base em entrevistas e encontros presenciais, seu novo filme explora nossas memórias pessoais e sociais e como esses elementos se sobrepõem ou produzem lacunas, além do tempo, da cultura e da localização. Para dar uma dimensão material à pesquisa, dois artistas de São Paulo – Danilo da Silveira e Beatriz Sano – serão convidados para a apresentação de dança durante a exposição em diálogo com o filme de Kase. Mais sobre a artista em http://galeriapilar.com/en/artistas/juliana-kase/

Danilo Silveira – Bailarino, natural da cidade de Araçoiaba da Serra, interior de São Paulo, é doutorando em Artes Cênicas pela USP e Bacharel em Dança pela Universidade Estadual do Paraná. Estudou dança na Universidad Mayor, em Santiago, no Chile. Criou o solo de dança Garoa, aprovado pelo Edital Proac 2014. Atualmente integra o coletivo Olho D’Água: Proposições Artísticas, do qual é propositor do projeto Paisagens Invisíveis, aprovado pelo Edital Proac 2017.

Beatriz Sano – Coreógrafa, dançarina e professora, graduou-se em dança pela Unicamp e faz parte da Key Zetta & Cia desde 2009. Em 2015, ganhou o prêmio Denilton Gomes de bailarina revelação pelo espetáculo SIM da cia. Em 2013, foi contemplada pela bolsa Rumos Itaú Cultural, na carteira de residência artística. Em 2016, foi ao Japão aprofundar a técnica de seitai-ho e teatro noh, que pratica no Brasil desde 2011 com Toshi Tanaka.

Takanori Suga – Nasceu em Nagasaki, em 1985, e atualmente vive e trabalha em Chiba. A prática artística de Takanori Suga se refere com frequência ao graffiti, uma forma de street art, na qual a existência humana é evidenciada pela inscrição de uma assinatura própria ou uma imagem simbólica que a representa. Para este projeto, Suga visitará São Paulo para criar um novo trabalho público em local específico de sua série Dripping Project, que será uma resposta artística direta à construção singular do Pavilhão Japonês. A série Dripping Project é conhecida por sua intervenção marcante e expressiva em nossa paisagem cotidiana através da instalação de imagens de gotejamentos de tinta brancos gigantes em frente a arquiteturas históricas e construções, como por exemplo, a antiga Casa Oficial de Kyoto; a antiga escola de ensino fundamental em Kagoshima; um parque em Asakusa, com a icônica torre Skytree de Tokyo ao fundo; o histórico portão de entrada da cidade Kakeo Onsen em Saga; entre outros. A imagem do gotejamento branco pode nos lembrar uma cachoeira, que é tradicionalmente um motivo frequente nas artes e ofícios japoneses ou mesmo nos lembrar do início energético da vida primitiva. A cor branca é escolhida para representar a ideia oriental do ‘intervalo’ ou ‘MA’ (espaço ou relação entre as coisas). Assim, esta série almeja evocar a paisagem e construir um ambiente que vemos diariamente de um ponto de vista ou contexto totalmente diferente ao inserir ‘o intervalo como caos’ ou ‘MA como um espaço e tempo brancos’ na arquitetura ou paisagem organizada.

Detanico Lain – A dupla é formada por Angela Detanico, nascida em Caxias do Sul, em 1974, e Rafael Lain, também de Caxias do Sul, em 1973. Atualmente, vivem e trabalham em Paris, na França. No centro de seus interesses artísticos está a visualização do conceito de linguagem ou de objeto. Sua abordagem estabelece um diálogo com a Poesia Concreta, que surgiu nos anos 1960 e se desenvolveu desde então espontaneamente pelo mundo. Detanico Lain participou de uma residência artística por seis meses em Villa Kujoyama, administrado pelo Instituto francês do Japão, em Quioto, investigando o trabalho de Katsue Kitazono (1902-78), um poeta e crítico japonês que introduziu a Poesia Concreta no Japão e desenvolveu ‘Plastic Poetry’ (Poesia Plástica) como resposta ao movimento. ONDA é uma peça escultural, feita de sal e instalada no chão. A forma de onda é baseada na tabela de linguagem visual que os artistas desenvolveram, traduzindo cada letra do alfabeto em uma forma de onda. Esta peça se torna uma representação particularmente poética e bela se pensarmos sobre a história e memória dos imigrantes japoneses que atravessaram inúmeras ondas entre os dois países por anos e gerações. Mais sobre a dupla em http://detanicolain.com/

Satoshi Hashimoto – Nascido em Tóquio, 1977, local onde vive e trabalha ainda hoje. Criou muitas obras em que envolve os visitantes, questionando-os sobre o seu papel na experiência de apreciação artística, em forma de performances, ações e instruções visando a indução de suas próprias reações. Para este projeto, Hashimoto criará uma instalação site-specific dedicada ao Pavilhão Japonês. A instalação será baseada em trabalhos recentes, como Untitled (Rio / Tokyo), que leva sua referência de Untitled (Perfect Lovers), de Felix Gonzalez-Torres, consistindo de dois relógios procedendo exatamente na mesma velocidade. Hashimoto dá ao trabalho um segundo título, Untitled (Rio /Tokyo). O Japão e o Brasil estão em lados exatamente opostos da Terra, assim os ponteiros do relógio apontam para os mesmos números, mas na verdade representam tempos opostos do dia. Esta peça levou-o a perceber que as bandeiras dos dois países também correspondem dessa maneira. A bandeira japonesa tem um círculo vermelho no centro representando o sol, enquanto a bandeira brasileira apresenta o céu noturno. Quando as duas bandeiras são sobrepostas no mesmo tamanho, o círculo do céu noturno cobre o sol vermelho, formando assim um eclipse total. Hashimoto também conduzirá um evento durante o período da exposição em que abordará e questionará os papéis dos ‘jogadores na exposição com a participação dos visitantes.

Hikaru Fujii – Nasceu em Tokyo, em 1976, onde vive e trabalha atualmente. É conhecido por seu trabalho que lida com material de arquivo com foco nas linguagens do vídeo e filme para apresentar reinterpretações de eventos sociais, história, memória e relacionamentos, assim como uma nova esperança para o futuro. Sua produção abrange não apenas instalações e vídeo, mas também workshops, documentários e escrita e direção para teatro e cinema. Playing Japanese é uma instalação de vídeo, desenvolvida a partir de material colhido durante um workshop. O artista convidou membros do público para “performar” o que significaria ser japonês, como entendemos e identificamos “a singularidade dos Japoneses”, explorando identidades e construções sociais, assim como problemas políticos com a cultura japonesa. O workshop foi uma recriação de eventos ocorridos 100 anos atrás – na época da Exposição Industrial Nacional de Osaka, de 1903. Esta peça recebeu o Grande Prêmio no prestigioso Nissan Art Award em 2017.

 

Pavilhão Japonês – O Pavilhão Japonês está localizado no Parque Ibirapuera, no coração da cidade de São Paulo. Foi construído conjuntamente pelo governo Japonês e pela comunidade nipo-brasileira e foi doado à cidade de São Paulo em 1954, em comemoração ao aniversário de 400 anos da cidade. Foi projetado pelo famoso arquiteto japonês Sutemi Horiguchi (1895-1984), conhecido por seu anseio em encontrar uma forma harmoniosa entre a arquitetura tradicional japonesa em madeira e a arquitetura moderna ocidental. Toda a madeira utilizada na construção foi enviado do Japão e montado no local, utilizando-se uma técnica tradicional que dispensa pregos. O estilo Shoin também pode ser notado em sua estrutura, acredita-se que inspirada na Vila Imperial de Katsura, de Quioto. O edifício principal possui uma sala de exposições com arte e arte popular japonesa e uma sala de chá. Perto do Pavilhão há um jardim em estilo japonês repleto de plantas, árvores ornamentais e uma rocha vulcânica trazida do Japão. Há também um lago cheio de carpas, que podem ser alimentadas pelos visitantes.

Kyojitsu-Hiniku: Between the Skin and the Flesh of Japan — Sob a Pele – Sobre a Carne do Japão

CURADORIA: Naoko Mabon (Curadora japonesa independente, vive na Escócia)
COOPERAÇÃO: Comissão Comemorativa dos 110 Anos de Imigração no Brasil – Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (BUNKYO)
COLABORAÇÃO: Evandro Nicolau e Rodrigo Munhoz
APOIO: Consulado Geral do Japão em São Paulo e Fundação Japão em São Paulo

Kyojitsu-Hiniku: Between the Skin and the Flesh of Japan — Sob a Pele – Sobre a Carne do Japão

Datas: de sexta-feira, 7 de setembro, a domingo, 23 de setembro de 2018
Local: Pavilhão Japonês, Parque Ibirapuera – Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, Portão 3 e 10, s/n – Parque Ibirapuera, São Paulo
Horário de funcionamento: 10h às 12h, 13h às 17h, às quartas, sextas, sábados e domingos
Ingressos: R$ 10 | Estudantes e maiores de 60 anos: R$ 5 reais | 65 anos e mais: grátis
Mais informações: info@wagonart.org