Cultura Japonesa

mar 102016
 

Charaku-Sanshotei-Michyo-Kagami-e-Hanna-HayashiyaO Hospital Santa Cruz promove uma sessão gratuita de teatro clássico japonês de variedades. O evento será composto por apresentação de Daikagura (arte japonesa tradicional de malabarismo), Kamikiri (arte japonesa de cortar papel) e o tradicional Rakugo (popular arte japonesa de contar histórias).
No dia 17 de março, quinta, o espetáculo ocorre no Hotel Blue Tree Morumbi, às 20h30.
No dia 18, a apresentação acontece no salão nobre da Faculdade de Direito da USP, a partir das 10h30.
A técnica do corte de papel será apresentada pela Hana Hayashiya, cuja especialidade é retratar silhuetas humanas, animais, signos do zodíaco chinês, símbolos de sorte e cenas tradicionais japonesas. Hana já se apresentou em Paris e Taiwan.
A sessão de Rakugo será feita por Charaku Sanshotei, que tem mais de 50 anos de experiência. Durante a apresentação, o artista se senta em uma pequena almofada e entretém a plateia contando histórias cômicas, fazendo o papel de narrador e de outras personagens, utilizando-se de mímica e de diversos adereços. Charaku tem em seu repertório mais de 100 histórias.
O malabarismo ficará a cargo de Michiyo Kagami, artista formada no Centro de Treinamento em Artes Tradicionais Japonesas do Teatro Nacional, onde, além do Daikagura, aprendeu a tocar instrumentos como tambor, flauta e shamisen, um instrumento de corda. Michiyo iniciou sua carreira em 2011 e se apresenta no Japão e no exterior.
Os interessados podem fazer suas reservas ligando no (11) 5080-2141. As vagas são limitadas.

SERVIÇO
Teatro Clássico Japonês de Variedades
Data: 17 de março – Hora: 20h30
Local: Blue Tree Morumbi (Av. Roque Petroni Junior, 1000 – São Paulo/SP)
Mais informações: (11) 5080-2141 – tratar com Mariangela ou Juliana
Data: 18 de março – Hora: 10h30
Faculdade de Direito da USP – Largo São Francisco, Centro

O mesmo espetáculo será apresentado no Rio de Janeiro, na Sala Cecília Meirelles (Rua da Lapa, 47 – Lapa), no dia 16 de março, às 20 horas.

mar 042016
 

Toyo Awaodori11º NIKKEY MATSURI 2016 Dias 12 e 13 de março de 2016, início às 10 horas, no Memorial da América Latina, Rua Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda, Zona Oeste. Em novo endereço. O ingresso é 1 kg de alimento não perecível. https://www.facebook.com/nikkeymatsuri/

31ª AKIMATSURI DE MOGI DAS CRUZES 2016
Dias 9 e 10, e 16 e 17 de abril de 2016, no Centro Esportivo da Associação Cultural de Mogi das Cruzes – Bunkyo, Av. Japão, 5919 • Bairro Porteira Preta • Mogi das Cruzes. 100 estandes comerciais, 25 boxes de alimentação, exposição agrícola, 57 atrações e 6 mil vagas para estacionamento. Telefone 11 4791-2022 – Bunkyo Mogi das Cruzes. http://www.akimatsuri.com.br/a-festa

50º HANAMATSURI – FESTIVAL DAS FLORES 2016 DA LIBERDADE – Dias 11 a 16 de abril de 2016. A tradicional festa em homenagem ao nascimento de Buda (confirmada). Veja o que é Hanamatsuri.

10º BUNKA MATSURI FESTIVAL DE CULTURA JAPONESA, – Dias 21 e 22 de maio de 2016. No Edifício Bunkyo, Rua São Joaquim, 381 – Bairro Liberdade, São Paulo (metrô São Joaquim).

7º JAPAN MATSURI DE OSASCO – Dias 11 e 12 de junho de 2016, na sede da ACENBO, Rua Acenbo, 100 – Bairro Umuarama – Osasco. Tel. 11 3684-0904.

51º GUEINOSAI – FESTIVAL DE MÚSICA E DANÇA FOLCLÓRICA JAPONESA 2016 – Dias 25 e 26 de junho de 2016, no grande auditório da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa – Bunkyo, na rua São Joaquim, 381. Informações: 11 3208-1755. A seletiva será em abril de 2016.

30ª FESTA DA CEREJEIRA DE GARÇA 2016
Dias 24, 25 e 26 de junho de 2016, no Lago Artificial J. K. Williams. A maior festa da cidade de Garça, no interior de São Paulo, é a Festa da Cerejeira, aproveitando seu bosque de cerejeiras que florescem nessa época. Muitas atrações, shows e oficinas são programados para a festa, que atrai uma verdadeira multidão de cidades vizinhas. O evento conta com uma grande praça de alimentação e de comércio variado, incluindo artigos orientais.

JAPÃO EM SÃO BERNARDO DO CAMPO 2016 – 35ª Festa da Imigração Japonesa – Dias 25 e 26 de junho de 2016, das 10 às 21 horas, no CENFORPE – Av. Dom Jaime de Barros Câmara, 201 – Planalto – São Bernardo do Campo – SP

20° FESTIVAL DAS CEREJEIRAS BUNKYOS – SAKURA MATSURI 2016
Dias 2 e 3 de julho de 2016, no Centro Esportivo Kokushikan Daigaku, em São Roque – SP
O tradicional evento japonês faz parte do Calendário Turístico de São Roque e é realizado numa área de 581.758m² onde estão plantados 400 pés de cerejeiras, em diferentes pontos, que na época de floração proporcionam um espetáculo de inesquecível beleza.

19º FESTIVAL DO JAPÃO 2016 – IMIGRANTES
Dias 8, 9, 10 de julho de 2016, no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, com ônibus gratuito saindo do metrô Jabaquara, em São Paulo. O maior evento nikkei do Brasil. Veja o site do Festival do Japão.

38º FESTIVAL TANABATA MATSURI 2016 – Confirmado para os dias 16 e 17 de julho de 2016, na Praça da Liberdade, Ruas Galvão Bueno e Estudantes, no bairro da Liberdade, em São Paulo.

5º TO-SA MATSURI 2016 – Evento tradicional da província de Kochi, terra de famosos samurais. Dias x e x de agosto de 2016, no Parque da Água Branca, Zona Oeste, São Paulo. (data a confirmar). Veja a programação do ano passado.

NIPPONFEST e NIPPON POP 2016 – ARUJÁ – O evento tradicional é realizado em homenagem ao Dizô-Sama, imagem budista protetora das crianças e dos viajantes. A promoção é do Nippon Country Club e acontece no seu campo em Arujá. Dias 28 e 29 de agosto de 2016.

Obs. O site é atualizado à medida que as datas são confirmadas pelos organizadores. Se sua entidade tem evento para divulgar, por favor, nos envie um e-mail, que estaremos fazendo a divulgação de graça: diretoria@culturajaponesa.com.br

mar 042016
 

Antoine Abi Aad-kanji-726x1024Em março, o público terá a oportunidade de conhecer o trabalho do professor libanês Antoine Abi Aad, Doutor e Mestre em Design e Comunicação Visual pela Universidade de Tsukuba (Japão) e Mestre em Estudos Superiores em Publicidade pela Academia Libanesa de Belas Artes.
O tema da palestra, com realização no dia 19 de março (sábado) das 15 às 18 horas, será o “Kanji” (ideograma japonês). A unidade São Joaquim da Aliança também sediará uma exposição com 64 quadros do artista. O evento é uma realização conjunta entre a Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo) e a Aliança Cultural Brasil-Japão, e faz parte dos eventos comemorativos aos 60 Anos da Aliança.
O professor Abi Aad fala japonês fluentemente e está em sua quarta visita ao Brasil, realizando oficinas e exposições em instituições de renome, como a Universidade de Brasília, Universidade Federal do Maranhão e Universidade de São Paulo. O artista é reconhecido por mais de 80 exposições e oficinas internacionais em países como Líbano, Japão, África do Sul, Coreia, China, Rússia e Alemanha
Serviço:
Palestra “Kanji” – professor Antoine Abi Aad
Data: 19 de março (sábado), Horário: 15 às 18h
Local: Auditório – Aliança Cultural Brasil-Japão – unidade São Joaquim
R. São Joaquim, 381, 6º andar, Liberdade
Informações: (11) 3209-9998 / saojoaquim@aliancacultural.org.br
Participação gratuita, limitada a 50 participantes.
Inscrições até 10/03: http://tinyurl.com/palestra-aad
Exposição “Kanji” – professor Antoine Abi Aad
Data: 19/03 a 09/04, Horário: 09 às 19 horas
Local: Aliança Cultural Brasil-Japão – unidade São Joaquim
R. São Joaquim, 381, 6º andar, Liberdade, Participação gratuita
Realização: Aliança Cultural Brasil-Japão e Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social

mar 012016
 
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A partir da esquerda: Sayuri, Yukaren, Mutsumi, Sakura e Shiori – Linda Sansei

O grupo de J-Pop formada por brasileiras está com a agenda lotada. Mesmo assim, entre um ensaio e outro, conseguiram tempo para responder às perguntas de fãs coletadas pelo site CulturaJaponesa.

Maria Lamezon: Vocês já pensaram em fazer um blog/ameblo? Seria muito legal saber mais sobre o dia a dia de vocês, os treinos e tal.
O que ser uma Idol significa pra vocês? E, se vocês não fossem idols, o que gostariam de fazer? Gosto muito do grupo, continuem se esforçando.

(Mutsumi) Nós gostaríamos de fazer sim um blog, mas agora está um pouco difícil porque estudamos todas em período integral, e ainda temos os ensaios, shows, gravações e a preparação para tudo isso, por isso fica um pouco difícil.

(Todas) Para nós, ser idol significa um sonho realizado!

(Sayuri) Se não fosse idol eu gostaria de ser modelo.

Diego Agnelo: Qual a musica brasileira favorita de vocês?

(Mutsumi) Mas Que Nada, do Jorge Ben Jor, que está no nosso disco.

Lucas Falzoni: Sayuri e Shiori – quando vocês acordam estão mais parecidas?

(Shiori) Antes de fazer maquiagem e descabeladas, acho que a gente se parece mais rs.

Artur Daniel: Vocês têm vontade de se apresentar no Brasil um dia? Qual o maior sonho de vocês? Sou muito fã de vocês, beijos e continuem sendo o meu grupo de J-Pop favorito.

(Mutsumi) Obrigada! O nosso maior sonho é poder fazer uma apresentação no Brasil, um dia!

Iohana Araújo: Olá, meninas. Eu acompanho o grupo desde a sua estreia e fiquei um pouco afetada com a saída da Naomi. Gostaria de saber como vocês lidaram com isso e também saber um pouco sobre a nova integrante. Também gostaria de saber se vocês pretendem voltar com o ‘Viva Linda Sansei’.

(Mutsumi) No começo foi bem difícil para nos acostumarmos com a saída da Naomi, porque tínhamos laços de amizade muito fortes com ela. Mas como o grupo não podia parar, nos esforçamos para seguir em frente.

(Sakura) Quando entrou como estagiária a Yukaren era bem tímida e quase não conversava com a gente. Mas por ela ser bem esforçada e carismática, tornou-se membro do grupo e hoje é querida por todas nós, e pelos fãs também.

(Sayuri) Como agora temos os 3 canais no YouTube, com 3 vídeos novos toda semana, não temos previsão de voltar com o‘Viva Linda Sansei’

Bryan Cristofer: Vocês pretendem vir ao Brasil em breve? Como tem sido para vocês morar no Japão, foi difícil se adaptar, ser aceitas? Como foi tudo? Obrigado, beijosss, amo vocês meninas.

(Sakura) O primeiro ano na escola foi o mais difícil, acho que para as outras meninas também foi igual. Porque eu não sabia falar japonês, nem segurar o hashi direito nas refeições, não queria ir para a escola mais. Mas agora eu tenho amigas japonesas também e ir para a escola é muito divertido!

浩二:日本の普通の高校通っているのですか。日本人の同級生と友達に成れましたか。

(Yukaren) サユリとシオリは普通の高校で私、ムツミとサクラは普通の中学校です。日本人の友達と一緒にいるとすごく楽しいです。日本語や日本のことについて色々教えてくれます。

Rafael Moreira Haubrich: O que o público aí do Japão acha de brasileiras em um grupo de j-pop? Eles gostaram tanto quanto nós brasileiros gostamos?

(Shiori) Eles gostam porque acham exótico, diferente de tantos grupos que existem no Japão, tanto pelo nosso visual quanto pela “ginga” brasileira.

Fatima Syllen: Oiii vocês são muito lindas quando vocês virão para o Brasil?

(Sakura) Oi! Como frequentamos a escola japonesa, nós só nos apresentamos aos fins de semana no Japão, mas queremos muito nos apresentar um dia no Brasil, quem sabe num período de férias!

Domingos Adriano: Olá Meninas? Gostei muito de Vocês, até porque são Linda. Espero poder conhecer-vos uma por uma.

(Mutsumi) Obrigada!! Nós queremos muito também um dia conhecer todos do Brasil que tem nos apoiado!

Maria Paula: Muitos grupos idols têm cores definidas para seus integrantes, Linda Sansei tem isso? Se sim, qual a cor de cada uma?
E quais são seus cantores (brasileiros ou não) favoritos?

(Sayuri) Como nós somos brasileiras, usamos muito as cores do Brasil em algumas das fantasias, mas não há uma cor definida para cada membro.  Nossos artistas preferidos são BTS (K-POP Sayuri & Shiori), Momoiro Clover Z (Sakura), E-girls (Yukaren), Ariana Grande (Mutsumi).

Camila Pontes: Como vocês lidam com o fato de serem brasileiras (ou terem origem brasileira) e trabalharem no mercado japonês competindo com japoneses? Vocês já se sentiram em um nível inferior aos grupos idols japoneses de sucesso como AKB48 ou Morning Musume’15?

(Mutsumi) Os grupos AKB48 e Morning Musume são uns dos maiores e mais famosos do Japão, têm melhor preparação e produção, e com certeza são superiores. Em relação aos outros grupos menores, nos sentimos inferiores na questão da comunicação com os fãs japoneses, já que as outras idols fazem isso muito bem. Mas continuaremos treinando para melhorar e nos comunicar cada vez melhor com nossos fãs.

Cintia Welp Albuquerque: Olá, sou professora de uma escola tradicional aqui da minha cidade, uma escola centenária e com mais de 3000 alunos. Dou aula para 22 crianças de 5 anos e estamos estudando sobre crianças de diferentes culturas. Para entendermos seus costumes, brincadeiras e maneiras de viver. Gostaria de saber se poderíamos marcar uma troca virtual através de vídeo com transmissão simultânea para que as crianças conheçam o trabalho de vocês. E que vocês possam enriquecer nosso projeto sobre o Japão.

(Shiori) Olá! É um projeto muito bacana, gostaríamos muito de participar! Mas a dificuldade está no fato de que nós estudamos em período integral e só nos reunimos aos fins de semana para eventos e ensaios, já que cada uma mora em cidade diferente.

Palloms Bia: Qual o grupo de J-pop vocês gostam mais? Qual grupo de J-pop que inspiram vocês?

Fairies (Sayuri, Shiori, Mutsumi), Momoiro Clover z (Sakura), E-girls (Yukaren)

Rafa Blues: Como se adaptaram no Japão?

(Sayuri) No começo tudo era estranho e diferente do que estávamos acostumadas, mas os japoneses são muito atenciosos e pacientes. Os amiguinhos da escola e os professores nos ensinaram muitas coisas, e como viemos para o Japão ainda muito crianças, foi mais fácil para nos adaptarmos.

西村真紀:学校でクラブ活動していますか。それぞれ興味は別ですか。これからも頑張ってください。

(Shiori) 私とサユリはダンス部に入りました。メンバー全員の趣味はダンス、ファッション、音楽です!

Tiemi Takechi: Como é o nome dos fãs ou do fandom do Linda Sansei? Como vocês fazem para saber quem é a Sayuri e quem é a Shiori? Vocês têm regras como integrantes do Linda Sansei? O que vocês estariam fazendo hoje se não tivessem formado o grupo? Beijos ao Linda Sansei e muito sucesso.

(Mutsumi) Nós chamamos nossos fãs de Lindinhos e Lindinhas! Se observar bem, a Sayuri e a Shiori têm os rostos um pouco diferentes, mas aqui vai uma dica fácil: a Sayuri tem uma covinha (covona enorme) na bochecha direita, e a Shiori tem uma pinta na bochecha esquerda. Nós temos várias regras no grupo, como por exemplo não poder namorar, não cortar o cabelo sem autorização, se bronzear (porque no Japão o bonito é ser branquinha), postar em redes sociais, horários etc. Se nós não fôssemos idols, talvez hoje estaríamos só estudando, como garotas normais. Na verdade é bem puxado estudar e levar a carreira, não sobra tempo nenhum pra passear com as amigas da escola. Mas nós somos muito amigas no grupo e amamos o que fazemos! Muito obrigada!

Linda Sansei (リンダ3世) é um grupo de J-Pop da comunidade brasileira no Japão. Com uma média de 15 anos de idade, todas são estudantes e começaram na província de Gunma. Elas falam português e japonês com fluência, e cantam nos dois idiomas. No início, em 2013, Linda III Sei se apresentava mais em eventos da comunidade brasileira de Gunma, mas agora é convidado de diversos eventos e programas. Por cantarem e dançarem samba, além de músicas próprias no estilo pop, os japoneses começaram a notar o talento dessas jovens. No último ano, as meninas se apresentaram no Festival Brasil 2015, em Tóquio, no Yokohama Kawaii Parade (J-Pop Culture Festival), em Yokohama, no Ashikaga Idol Collection de Tochigi, no Festival de Inverno de Tsumagoi, Busta Times in Shinjuku Marz, Carnaval de Oizumi 2016, Club Voice Mito de Ibaraki, entre muitos outros eventos.

Veja o site oficial de Linda Sansei: http://linda3.jp/  A página no facebook

群馬県の日系ブラジル人コミュニティより、2013年に結成された平均年齢15歳の5人組ブラジリアンガールズユニット。
全員学生であるため休日を中心に群馬県を拠点に活動中。

fev 222016
 

yumehina-IÚnica sucessora no mundo do mestre Hoichi Okamoto (Hyakki Dondoro), Michika Iida vem ao Brasil para duas apresentações de seu exclusivo Teatro Yumehina. As apresentações acontecem nos dias 12 e 13 de março, no Teatro FECAP, localizado no bairro da Liberdade, em São Paulo. Com entrada franca, os ingressos deverão ser retirados na entrada do Teatro FECAP uma hora antes do início do espetáculo, com um limite máximo de 2 ingressos por pessoa.
Natural da Província de Kagoshima, no Japão, Michika Iida viu sua vida se transformar ao assistir, em 1997, um documentário sobre o mestre Hoichi Okamoto. Na época, aos 25 anos de idade, era funcionária de uma empresa e morava em Kagoshima.
yumehina-Iida MichikaAssim, naquele mesmo ano ingressou no Hyakki Dondoro e, desde então, seguiu os passos do líder do grupo, Hoichi Okamoto, conhecido por apresentações enérgicas ao manipular bonecos de tamanho natural. Como integrante do grupo, participou da criação das peças e dos bonecos, bem como esteve presente em apresentações em diversos países da Europa e inclusive no Brasil.
De uma das vezes em que esteve no país, em 1996, lembra da descontração e entusiasmo do público. “Foram inesquecíveis a sintonia e o entusiasmo do público perante o ‘amor’ retratado nas peças”, recorda.
Debutou nos palcos em 1998. Em 2000, se apresentou em festivais na França, Itália, Grécia. Em 2001, criou o “Yume Ningyo Hiina” para mostrar seu próprio universo, passando a se apresentar por todo o Japão. Em 2006, já independente do Dondoro, começa a trilhar o seu próprio caminho, conquistando novas fronteiras com a confecção e manipulação de seus próprios bonecos e peças. Sua obra foi apresentada ao público pela primeira vez em Tóquio, em 2008. Apresentou-se nos maiores festivais de teatro de bonecos do Japão, em Nova Iorque (EUA), na Turquia, além de participações em projetos colaborativos de TV, cinema, artes tradicionais e jazz.

yumehina-KazeTeatro Yumehina, o teatro de bonecos de Michika Iida
Criado na década de 70, no Japão, o Teatro Dondoro, do Mestre Hoichi Okamoro, ou Hyakki Dondoro, traz como principal característica a utilização de bonecos em tamanho natural, que contracenavam com seu criador. “‘Hyakki’, ou espíritos sem limites, representa a ideia de que “o boneco é um recipiente oco que recebe o espírito do ser humano”, afirmava o Mestre Okamoto, diz Michika.
Embora o Japão apresente tradição em teatro de bonecos, Michiko expica as principais diferenças entre sua arte e as demais existentes no país, como o Bunraku.
“O estilo desenvolvido pelo mestre Hoichi Okamoto não pertence a nenhum outro gênero. Por exemplo, enquanto no Bunraku um boneco é manipulado por 3 pessoas, os meus são manipulados apenas por mim. Também no Bunraku, há o boneco, o recitador e o instrumento shamisen. No meu estilo, exceto em obras específicas, não há texto, somente música. Também no meu caso, não exerço somente o papel de manipuladora. Com o uso de máscaras, para que o corpo fique parecido com o boneco, contraceno com o boneco”.
Após anos de estudos e dedicação ao lado de seu grande mestre, a partir de seu falecimento, em 2010, Michika Iida tornou-se a única representante e sucessora do Teatro Dondoro.
Assim, surgiu o Teatro Yumehina, da união das antigas denominações de ‘Sonho’ (Yume) e ‘Bonecos’ (Hina), hoje também chamado de Teatro de Bonecos de Michika Iida. Em suas apresentações, traz expressões cênicas ímpares, a partir da presença de bonecos de tamanho natural confeccionados pela própria artista.
O processo de confecção, explica a artista, é iniciado pela parte da cabeça, o que acaba determinando o tempo de produção, que gira em torno de 2 meses.
“Normalmente utilizo um boneco por peça, mas cada boneco não se limita a uma única peça, pois trabalho novas combinações de cabeça, corpo e figurino, ampliando as possibilidades de variação de personagens”. Seus bonecos ganham vida no palco, bailando e atuando neste universo mágico e misterioso.

Serviço: Teatro Yumehina, o teatro de bonecos de Michika Iida
Dia 12 de março de 2016 (sábado), às 20h
Programa: 1 – Rocka (A Mulher da Neve) e 2 – Kaze (A Deusa do Vento e o Imperador Criança)
Dia 13 de março de 2016 (domingo), às 18h
Programa: 1 – Rocka (A Mulher da Neve) e 2 – Keshin (A Encarnação)

Teatro FECAP – Av. Liberdade 532, Liberdade, São Paulo – SP
Duração do espetáculo – aproximadamente 70 minutos – Capacidade – 400 lugares
Recomendado para maiores de 12 anos – Entrada franca
Retirar os ingressos na entrada do Teatro FECAP uma hora antes do início do espetáculo. Máximo de 2 ingressos por pessoa, sujeito à lotação do espaço.
Mais informações: Fundação Japão em São Paulo
Realização: Fundação Japão, Apoio: FECAP – Fundação Álvares Penteado