jul 282015
 

ceramica casarao do cha mogi

A arte da cerâmica se desenvolveu em diversas partes do mundo, inclusive no Japão, onde foram recuperadas peças feitas no período Neolítico (11 mil a.C.). A partir do século IV, o país recebeu grande influência chinesa, porém, criou seu próprio caminho ao valorizar o trabalho de artesãos que criaram métodos próprios de produção da cerâmica. Hoje, existem vários estilos reconhecidos e as peças continuam sendo produzidas manualmente, uma a uma, como objetos de grande valor artístico.

A HISTÓRIA DO TORNO

Os primeiros tornos surgem como meio de facilitar a modelagem da peça, sem a necessidade de o ceramista andar em volta dele.  Provavelmente eram compostas de uma roda pesada que girava entorno de um eixo fixado ao chão, rodada por um bastão. Na etapa seguinte, surgem tornos movidos com o pé, que consiste numa base circular conectada por um eixo a uma roda pesada. Logo, surgem tornos de pé com pedais que facilitaram o trabalho do ceramista. Os tornos sempre foram largamente utilizados no Japão, para fazer todos os tipos de instrumentos domésticos, como vasos, copos e pratos.

Hoje, é mais comum os ceramistas utilizarem tornos elétricos que são movidos por um motor e possuem um pedal para a regulagem da velocidade.

A TÉCNICA

O torno é um importante instrumento do ceramista para a modelagem das peças cerâmicas. A peça é torneada colocando-se a argila macia em cima do disco, no centro do aparelho, molha-se as mãos ou os instrumentos para diminuir o atrito com o barro e, então a argila é afinada e modelada no formato do objeto. O Processo é rápido: em pouco tempo as peças são modeladas.

Nascido em Mogi das Cruzes, filho do ceramista Akinori Nakatani inicia-se na cerâmica aos 15 anos. Em 2008 conclui o curso de Bacharelado em Artes Visuais pela Faculdade Belas Artes e, desde então, dedica-se à pesquisa das possibilidades da cerâmica de Alta Temperatura no seu atelier em Mogi das Cruzes. Foto: Jonny Ueda, Jornal O Diário de Mogi, 2014

Nascido em Mogi das Cruzes, filho do ceramista Akinori Nakatani inicia-se na cerâmica aos 15 anos. Em 2008 conclui o curso de Bacharelado em Artes Visuais pela Faculdade Belas Artes e, desde então, dedica-se à pesquisa das possibilidades da cerâmica de Alta Temperatura no seu atelier em Mogi das Cruzes. Foto: Jonny Ueda, Jornal O Diário de Mogi, 2014

No dia 2 de agosto, domingo, será realizada uma demonstração do uso de torno na cerâmica, pelo artista Yuuki Nakatani, no Casarão do Chá de Mogi das Cruzes. A atividade faz parte do 2º Festival de Cerâmica, com exposição e vendas de 70 ceramistas, área de lazer e área de alimentação com pratos variados e o chá preto, que deu origem ao Casarão de Chá. Aliás, o próprio Casarão, construido pelo japonês Kazuo Hanaoka, em estilo japonês, aproveitando-se as curvaturas próprias das árvores em sua estrutura, já vale o passeio. O Festival de Cerâmica tem entrada franca.

DEMONTRAÇÃO DE TORNO
DATA: 02/08/2015
LOCAL: CASARÃO DO CHÁ
13:00 – INÍCIO DA DEMONSTRAÇÃO
14:00 – TÉRMINO DA DEMOSTRAÇÃO

No mesmo dia, o artista Osvaldo Perez fará demonstração da técnica de Raku Tradicional e de Raku Nu, com queima, das 9 às 15h30. Também será realizada uma oficina de apitos e ocarinas de Mayy Koffler, das 10 às 15h30 (com pausa para almoço). Essa oficina é paga. Informações: acasaraodocha@gmail.comhttp://www.casaraodocha.org.br/

Veja como chegar ao Casarão do Chá, que fica na Estrada Nagao, km 3, bairro Cocuera, Mogi das Cruzes http://casaraodocha.org.br/wp/?page_id=24

ceramica mayy kofflerceramica osvaldo perez

 

maio 202015
 

seja um ninjaConta-se que o guerreiro Nobunaga Oda levou 46 mil homens para atacar os revoltosos camponeses de Iga, matando 4 mil deles em 1581. Os líderes de Iga se refugiaram nas montanhas e treinaram técnicas para enfrentar as armas de fogo da tropa de Nobunaga, o que deu origem aos ninjas que hoje conhecemos. As lendas contam, entretanto, que os ninjas existiam desde o final do Período Heian (794 a 1185), nas montanhas nos arredores de Kyoto, onde eles faziam treinamentos e frequentemente eram confundidos com “yamabushi”, que também treinavam nos mesmos locais.

Iga, hoje uma cidade da província de Mie, ficou conhecida por esse passado histórico e até hoje mantém um museu exclusivamente voltado aos ninjas: o Iga Ninja Museum.

O livro “Seja um Ninja!: Como vestir um traje Ninja (Cool Japan)” escrito por Ikunen Kosaiji e Lawrence Lein, e publicado pela editora Kosaiji Books do Japão, teve o total apoio do Iga Ninja Museum. O livro mostra, com muitas fotos, todos os instrumentos utilizados pelos ninjas de verdade e as regras do ninja, entre outros assuntos. A versão em idioma português foi feita pela Cristiane A. Sato.

Adquira a versão digital na Amazon.com.br por R$ 10,08. Parte do conteúdo pode ser vista na versão em inglês do mesmo livro.

Em São Paulo, há um grupo que treina a arte ninja, na Associação Cultural Mie Kenjin do Brasil (11) 5549-6857. E-mail: miekaikan100@hotmail.com

dez 082014
 

Ontem o prédio onde eu estava gemeu e tremeu, tal qual um trem iniciando viagem. Ainda bem que foi só isso. Em Nagano, onde foi o epicentro, o tremor foi de 6,8 graus. O asfalto das estradas levantou mais de meio metro abrindo-se em fendas enormes e 60 casas desabaram. A terra treme todos os dias em algum lugar no Japão e a maior preocupação é o tsunami que pode vir em seguida. No mês passado o monte Ontake entrou em erupção vitimando vários turistas que lá estavam, e este mês foi a vez do monte Aso em Kumamoto soltar lava e cinzas. A natureza é assim e pouco se pode fazer em relação a ela. Cercado pelo mar por todos os lados o arquipélago japonês, com suas mais de 6 mil ilhas e ilhotas, convive com essas surpresas desde os tempos remotos.

monte ontakeEssa terra instável pouco foi beneficiada pela natureza na sua criação. Não há petróleo, não há pedras preciosas, e o inverno rigoroso impede o cultivo nessa época do ano, além de dificultar a criação de animais. Na maior parte do Japão os motoristas são obrigados a trocar os pneus pelos de neve, as casas precisam ser totalmente vedadas e os telhados são envernizados para não acumularem neve, pois o peso da neve pode fazer uma casa desabar.

Como esse país nanico no tamanho – pois sua área total, incluindo todas as ilhotas improdutivas, é 23 vezes menor do que a do Brasil – pode ser uma superpotência econômica?

carros7851Os positivistas diziam que o meio faz o homem. Para sobreviver aqui o japonês precisa se preparar pensando no amanhã. É necessário fazer uma boa poupança para gastos inesperados e, no plano mais geral, é preciso que o poder público esteja equipado para emergências, que inclui grandes escolas com amplos pátios cobertos para abrigar desabrigados se for preciso. Mais do que um inconveniente, o inverno rigoroso é visto como oportunidade para vários negócios, inclusive o turismo. A indústria lucra e gera empregos produzindo energia, roupas e calçados apropriados, equipamentos para aquecimento e outros itens inimagináveis num país tropical. Querendo ou não, todos os anos o frio vem do mesmo jeito, e quem não estiver preparado corre risco de morrer.

Muitos países grandes estão em zonas frias e o inverno gera negócios. Isso faz um país sobreviver economicamente, mas não o transforma numa superpotência. Como, num lugar como é o Japão, a renda per capita pode ser de USD 37.539, enquanto no Brasil, grande país tropical com muitos recursos naturais e população jovem, a renda é de USD 11.067 (estimativa de 2014), ou seja, menos de 1/3 da do Japão?

Pessoalmente tenho uma tese e para explicá-la, como não sou economista e não gosto de economês, queria transpor o país todo numa escala menor para fazer comparações com outros países. Vou fazer de conta que a indústria automobilística mundial, já que é globalizada, seja o nosso mundo inteiro hoje.

Sabemos que o automóvel que usamos hoje é fruto do esforço de todos os países produtores. Por exemplo, se a luz de ré brilha com certa intensidade, é porque no passado alguém testou isso e chegou à conclusão de que era o melhor. Outros tentaram idéias diferentes mas chegaram à mesma conclusão, e agora todas as luzes de ré têm o mesmo brilho.

Em termos gerais penso que a Alemanha, com sua tradição em equipamentos mecânicos, tenha contribuido para a robustez dos carros. A Itália, com seu apreço pelas artes, creio que tenha ajudado a melhorar o design. Os ingleses, pelo gosto por velocidade, talvez tenham melhorado o desempenho do automóvel. Os americanos, por sua vez, contribuiram com a redução de custos criando a produção em massa e a popularização do automóvel no mundo. Mas onde entraram os japoneses?

Sempre se falou na miniaturização que os japoneses conseguem fazer com seus produtos. De fato, isso acontece porque os espaços são pequenos nas casas japonesas. Um eletrodoméstico americano pode nem passar pela porta de uma casa japonesa. Mas esse raciocínio não se aplica aos automóveis, excetuando os modelos conhecidos aqui como “K” (microcompactos, motores de 660 cilindradas que fazem 20 km com um litro de gasolina). No caso do automóvel, o Japão não contribuiu para o seu desenvolvimento com a miniaturização (tanto que são os modelos médios os mais vendidos pelas montadoras japonesas no mundo). Então, qual será o diferencial?

Um mercado de peixe limpo e sem cheiro.

Um mercado de peixe limpo e sem cheiro.

Creio que a resposta seja Serviço, o verdadeiro espírito de atender da melhor forma possível as necessidades dos consumidores. Isso se resume na frase “o consumidor é um Deus”, repetida na década de 1970 dentro das indústrias japonesas. Não se trata de abrir um site para os consumidores colocarem comentários e assim saberem o que eles querem. Para os japoneses, Serviço é muito mais do que isso e começa bem antes de receber uma sugestão ou reclamação. É difícil explicar isso só com palavras e sei que terei que melhorar esse texto para ser compreendido, mas o conceito de Serviço e de ser atento às necessidades do outro está presente em tudo que é feito no Japão. É tudo uma prestação de serviço ao consumidor final, e todos os japoneses exercitam isso o tempo todo. Exemplificando a idéia com acessórios num carro, o carro que tem um porta-copos para o passageiro do banco de trás está prestando um serviço; já o outro carro que possui um porta-copos para o passageiro de trás na altura das mãos está prestando um serviço melhor.

bus insideSaindo da indústria automobilística, vamos às ruas. Aqui os ônibus não têm cobrador. Quem cobra é uma máquina e não há catracas – a passagem é paga através de cartões pré-pagos similares ao bilhete único. Ao motorista cabe dirigir e orientar o passageiro. Muitas vezes o passageiro nem precisa pedir informação: o motorista quando percebe que tem turistas a bordo se antecipa a informar sobre onde descer para ir a determinado lugar. Também é ele quem recarrega o cartão do passageiro, e faz isso enquanto abre as portas e espera o passageiro descer. Agora a maior surpresa é que no Japão o motorista agradece, um por um, a todos os passageiros por terem utilizado o seu ônibus! O motorista entende que ele está prestando um serviço para o consumidor e não para a empresa de ônibus. E os passageiros não tentam dar calote  nem são grossos com o motorista. Deu para sentir a diferença?

Voltando ao universo dos carros, o americano calcula que 3 reclamações em 10 mil carros vendidos é um número aceitável. Já o japonês pensa ser inaceitável haver qualquer descontentamento – então vão verificar a fundo essas 3 reclamações para entender o que houve. Quando uma indústria americana vende 2 milhões de um modelo de carro aceitando que vai haver 600 descontentes, pode-se entender porque há tantos advogados nos Estados Unidos. Contratar advogado – apesar das famosas piadinhas que os americanos fazem a respeito dos advogados – é algo comum nos Estados Unidos pois faz parte da cultura local resolver qualquer tipo de desavença no Judiciário. No Japão é difícil encontrar advogados porque quase não há trabalho para eles. Já no Brasil o sistema é caro, moroso, ineficiente, ineficaz, mas fazem de conta que funciona. Se no Japão “o consumidor é um Deus”, no Brasil o consumidor fica ao Deus-dará.

DSCN6447Essa busca pela perfeição nos serviços ao consumidor no Japão fez a indústria automobilística ser algo melhor do que seria sem a participação japonesa. Na década de 1990 o mundo inteiro se empolgou com os métodos administrativos vindos do Japão, como Kanban, Defeito Zero e muitos outros. Mas não penso neles apenas como métodos técnicos para melhorar a produtividade. Na prática, as atitudes que caracterizam essas técnicas estão presentes na atitude cotidiana dos japoneses. Ninguém aqui pensa em Kanban ou Defeito Zero, mas agem dentro desse espírito mesmo se for numa mercearia de esquina. É um envolvimento total dos funcionários que se esforçam coletivamente e aplicam qualquer método conhecido para chegar à perfeição. Não fazem isso para agradar à empresa que paga seu salário, mas para atender seu consumidor do modo que também gostariam de ser atendidos. É necessária uma atitude altruísta para essas técnicas darem certo, por isso a técnica por si só não basta. No Japão todos entendem que hora estamos atrás de um balcão, e hora estamos na frente de um balcão. Ninguém fica só de um lado do balcão o tempo todo.

Aí chegamos à questão onde o Brasil encontra hoje um terrível gargalo na mão-de-obra: competências, eficiência e produtividade. Comparemos com o Japão. Apenas uma senhora cuida de um supermercado de porte médio em Kanazawa. Esse supermercado faz parte de uma rede: tem frutas, verduras, bebidas, material de limpeza, gelados, lanches frescos, tudo o que um estabelecimento desse tipo tem que ter. Essa única funcionária está no caixa quando precisa estar, e quando não há clientes ela está fazendo reposição de mercadorias, ou varrendo o chão, ou empacotando. No Brasil contratam-se 4 pessoas para fazer o que essa senhora no Japão faz sozinha. Por que ela faz isso? Em primeiro lugar, porque ela consegue. Em segundo, porque tudo é serviço ao consumidor e precisa ser feito. Como ela trabalha por 4 pessoas, é lógico e justo que ela ganhe 4 vezes mais. Isso justifica a renda per capita tão elevada dos japoneses. No Japão cada um trabalha por muitos, e quando se pergunta: “Trabalha para quem?”, a resposta é: “Para o consumidor”. E essa senhora também agradece a cada um dos clientes por ter ido àquela loja, assim como seus antepassados agradeciam aos deuses xintoistas.

Prestar Serviço não é só uma relação de trabalho: é a base ética de tudo no Japão. A própria palavra “Samurai” originalmente significava “a serviço de”. Ditados como “quem não vive para servir não serve para viver” não ficam só nas palavras no Japão.

“O consumidor é um Deus” não tem nada de religioso, mas os japoneses praticam isso à risca.

É minha opinião pessoal, depois de dois meses observando o Japão.
 
Francisco Noriyuki Sato
Jornalista e estagiário da JICA na Kanazawa University, cidade de Kanazawa, província de Ishikawa.
out 212014
 
http://www.kimono-yamato.co.jp/ekiren/kanazawa

http://www.kimono-yamato.co.jp/ekiren/kanazawa

Vestir um yukata ou quimono não é uma tarefa fácil, mesmo para as japonesas. A conservação dessas peças exige um cuidado especial, e carregar na viagem é um outro problema que desencoraja muitas pessoas.

Percebendo o crescimento do interesse das moças pelo quimono e yukata, a rede “Kimono Yamato” iniciou uma promoção ousada, nas suas lojas de Osaka, Tóquio e Kanazawa. Todas essas lojas estão estrategicamente instaladas em estações de trem, onde chega a maior parte dos turistas.

A promoção recebeu o nome de “Ekiren”, que é uma abreviação de “Eki”, estação, e “Ren” de rental, aluguel. É simples. A jovem chega de viagem de trem e visita a loja sem sair da estação. Escolhe e aluga um dos modelos de quimono e paga 5.000 ienes (50 dólares). No valor estão incluidos todos os acessórios, menos a meia tabi (que pode ser vendida a parte se você não tiver), e o trabalho de vestir (kitsuke). A preparação do cabelo e a maquiagem não fazem parte. Em Kanazawa, como tudo fica perto, pode-se passear pelo belo Castelo de Kanazawa e caminhar pelo parque Kenrokuen, ou visitar a vila dos samurais com suas ruelas estreitas e restaurantes típicos. Na hora de devolver o quimono, se a pessoa gostou, poderá ficar com ele, apenas devolvendo o Obi (cinto) e os acessórios! No caso, a promoção é para o quimono de poliéster, que é bonito do mesmo jeito. O estabelecimento só aluga quimonos femininos.

ekiren 2 kanazawaA promoção é válida todos os meses do ano. De outubro de 2014 a maio de 2015, a locação é do quimono. De junho a setembro de 2015, o aluguel é de yukata, para combinar com o clima da época.

A loja ministra cursos de como vestir quimono e yukata, e divulga no site alguns ensinamentos básicos, como mostram os vídeos abaixo:

Como vestir Yukata sozinha:

https://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=w56wE_QpOmQ

Como fazer o Bunko Obi (Obi de Meia Largura):

https://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=Ht79uZokhHE

Para saber mais, site em japonês da Kimono Yamato

out 182014
 
Foto: yumeyakata.com

Foto: yumeyakata.com

A formatura é no mês de março, mas em setembro do ano anterior as empresas especializadas já distribuem seus catálogos nas faculdades. Custa caro, mas as moças fazem questão de usar quimono no dia da formatura, afinal, é um dia especial, e elas querem se lembrar desse dia feliz.DSCN4268

Na promoção e fazendo reserva com muita antecedência, o pacote que inclui a locação do hakama (da foto ao lado), o arranjo do cabelo, maquiagem e o serviço de vestir a formanda, pode custar 430 dólares, para usar naquele dia. Mas não só as universitárias querem usar essas roupas. As empresas possuem até catálogo para formatura do primeiro grau (no Japão, o primeiro grau dura 6 anos). As lojas, neste mês de outubro, estão promovendo a venda de yukatas para crianças, de 7, 5 e 3 anos, pois é tradição levar crianças dessa idade, nesta época, aos templos para uma bênção.

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As jovens de Aichi combinaram passear de quimono num domingo comum

Todas as pessoas possuem ou gostariam de possuir seu próprio quimono. Os rapazes têm menos oportunidade para usá-lo, já as jovens vestem-na quando completam 20 anos, sempre nos primeiros dias do ano. Mas todos apreciam usar o yukata, quimono leve, nos matsuris, festivais tradicionais, que acontecem em vários lugares. Não é pela tradição, mas pela estética, porque yukata combina com matsuri.

quimono4456No Japão contemporâneo, onde o antigo convive com o novo, as pessoas saem com quimono simplesmente porque gostam. E qualquer japonês identifica as vestimentas japonesas como símbolo de elegância. A sra. Takahashi, que pratica a cerimônia do chá e usa quimono no dia-a-dia, conta que na cidade de Kyoto, muitas lojas simplesmente dão um desconto de 5% só porque ela está de quimono. Também na cidade de Kyoto, em determinadas épocas do ano, as passagens de trem e metrô ficam gratuitas para quem usa quimono. Há um esforço por parte de algumas cidades para que o hábito de usar essas vestimentas tipicamente japonesas no dia-a-dia seja adotado por todas as pessoas.DSCN4175

Quando as pessoas, principalmente jovens, usam quimono, yukata, hakama e outras roupas típicas, as pessoas cumprimentam, param para elogiar e tornam aquele momento ainda mais mágico.