Existem vários tipos de Shishimai, a Dança do Leão, em todo o arquipélago japonês. Pode-se dizer que existem variações bem parecidas na China e outros países asiáticos como a Tailândia e a Índia. Há casos em que uma única pessoa faz o Leão, enquanto em outros, são duas pessoas movimentando o mesmo.
Dentre os tipos mais conhecidos, temos o estilo “Fuuryuu”, que conta a seguinte história: “O Leão vivia devorando as pessoas na Índia. Como a população da Índia estava desaparecendo, o Leão resolveu ir para a Terra de Yamato (Japão). Quando o Deus de Yamato soube disso, pediu para a raposa (kitsune), seu mensageiro, que fosse para Índia transmitir uma mensagem para o Leão, que dizia o seguinte: Em Yamato, ao invés de devorar os seres humanos, se caçar os demônios será recompensado e receberá farta alimentação. Assim, o Leão teria ido a Yamato levado pela raposa”. Na encenação, que normalmente ocorre dentro ou nas proximidades do templo xintoísta, por haver uma raposa liderando o Leão, esse estilo também é conhecido como “Shishimai no estilo Inari”. Inari é um dos Deuses do Japão e é representado por uma raposa branca. Vários templos xintoístas homenageiam o Inari no Japão.
As fotos que ilustram esse texto são do templo Noma (野間神社), em Kanazawa, província de Ishikawa. Existem vários templos com o mesmo nome, e mesmo em Kanazawa, este não é o único. Fica no bairro de Tamaboko Machi, é bem pequeno, e é administrado pelas famílias que residem na redondeza, onde, até algumas décadas atrás, havia apenas plantações de arroz. Uma dessas famílias é a do artesão Takayuki Sugibayashi. Essa família reside no mesmo local há gerações, desde a época em que as pessoas tinham nome, mas não tinham sobrenome. Este ano, no mês de setembro, após um hiato de 6 anos, a família Sugibayashi conseguiu retomar o Shishimai, uma tradição da região. Na peça, o Leão é domado utilizando um bastão seguindo o estilo conhecido como “Izumo”, onde crianças e adultos encenam juntos. O artesão Sugibayashi conta que, para ensinar as crianças a manusearem de maneira correta o bastão, foram realizados três treinos semanais. E sua família participou da encenação: ele próprio, seu filho e até o seu neto, concretizando a participação de três gerações da família.
O Shishimai de Tamaboko Machi é bem tradicional. Realizado desde o período Edo, quando os portos japoneses estavam fechados para a chegada de estrangeiros, só a cabeça do Leão tem mais de 160 anos de idade. Entalhado cuidadosamente sobre a madeira conhecida como “kiri”- paulownia, que é a madeira mais leve existente no Japão, a cabeça é uma obra de grande valor artístico.
Fotos do Shishimai (acima). Autor: Takayuki SugibayashiFotos do templo Noma, de Tamaboko Machi, Kanazawa (clique para ampliar). Autor: Francisco Sato









歴史的にカワイイ文化は苦しみや悲しみにも係わっており、カワイイは精神的なセラピーにも使われると聞いています。カワイイ文化の大切さは第二次世界大戦で火薬生産の為に大事なキュピードールを取られた子供たち、そして戦後キュピードールが戻ってきた時の感動、そして苦しい生活の日々の支えに成った事も理解できます。戦争の中、沖縄で自殺したひめゆり学徒隊の222人の少女が持っていた宝物の中に家族の写真の他「少女の友」誌のかわいいイラストや付録などが有りました。少女たちには耐えられない苦しみの中で「カワイイ」が支えに成っていたのでしょう。
