jul 242018
 

Esse vídeo faz muito mais sucesso do que o vídeo oficial das Olimpíadas Tokyo 2020. Tokyo Bon 2020 (Makudonarudo) é uma mistura de ritmo e instrumentos tradicionais japoneses com o bom humor do estrangeiro, que ao pedir informações sobre restaurantes em Tóquio, se depara com palavras em inglês com pronúncia bem estranha: o “japanglish”. Quem já foi ao Japão sabe bem o que é isso. “Dizunilando” é Disneyland, “Kitto Katto” é Kit-Kat e “Makudonarudo” é Mc Donalds. Essas e muitas outras palavras formam a incrível letra de Tokyo Bon 2020 apresentadas pelo compositor e cantor Namewee, e a atriz e cantora japonesa Meu Ninomiya. A produção teve a participação do grupo Cool Japan TV. Em apenas dois dias, em novembro de 2017, esse vídeo atingiu a marca de 12 milhões de visualizações. Agora já ultrapassa 31 milhões, o que é um fenômeno mundial.

Namewee, nasceu na Malásia com o nome de Wee Meng Chee, de família originária do Sul da China, e se formou em Taiwan. Seu primeiro sucesso representou problemas para o artista. Em seu vídeo “I love country Negarakuku”, que seria um tema para apresentar Malásia para os turistas, ele abordou temas como a corrupção policial, serviços públicos ineficientes e políticas governamentais equivocadas, citando também as práticas muçulmanas (num país cuja maioria segue essa religião). Logo ele recebeu críticas, por falar mal do seu país e pela baixa qualidade do vídeo, feito com montagens de fotos e outros vídeos. Embora tenha tirado do ar e pedido desculpas em público, recebeu um processo do Ministério da Informação de seu país. Não foi preso por isso, por morar fora do país, mas as emissoras de rádio e tv locais pararam de exibir aquele trabalho. Por um outro trabalho crítico, chegou a ser preso na Malásia em 2016. Namewee compõe músicas  e produz filmes, atuando principalmente em Singapura, Taiwan e Coreia do Sul, tendo já conquistado vários prêmios na Ásia.

A atriz Meu (leia Me-u) Ninomiya (二宮芽生), apesar de jovem (nasceu em 1992) é uma artista experiente. Já protagonizou vários filmes, como “1000 years Princess”, com o qual venceu o prêmio de melhor atriz revelação no Festival de Cinema da Ásia, no ano passado, em Taiwan. Ela nasceu em Okinawa, no Japão, mas como seu pai é professor de artes, se mudou várias vezes, morou na infância na Alemanha e Austrália, e terminou seus estudos em Yokohama, e fala o alemão.

Tokyo Bon 2020 – Makudonarudo

Ohayo Tokyo Konichiwa
Sumimasen I’m foreigner
I don’t speak Japanese
But I love Aoi Sora
When you say Wakarimashita
I say Hitachi Toyota
Kawasaki Nintendo
Canon Sony Honda

I’m losing my way
Obasan where should I go?
Shinjuku so big
I need a Doraemon
You speak Japanglish
And show me body language
What can I do?
Where should I go? No nonono

Makudonarudo
(McDonald)
Guguru Toiletto
(Google toilet)
Kitto Katto
(Kit Kat)
Dizunilando
(Disneyland)
Takushi go Hoteru
(Taxi go Hotel)
Sebun Elebun Miruku
(7-11, Milk)
Basu Biru
(Bus, Beer)
Sutabakkusu
(Starbucks)

dez 192016
 

67-kouhaku-2016

A partir deste ano até 2019, o Kouhaku Utagassen da NHK terá como tema “Cantar o Sonho”, como parte dos preparativos para as Olimpíadas de Tokyo, que será em 2020. Neste, que é o 67º Kouhaku, houve poucas alterações, a não ser no formato do palco que parece ter sido ampliado. Além disso, os veteranos Akiko Wada e Takashi Hosokawa não estarão cantando.

O programa começa às 19h15 e vai até 23h45 do dia 31/12/2016. No Brasil, a primeira transmissão (ao vivo) acontece de manhã, das 8h15 até 12h45 do dia 31/12. Apresentadores: atriz Kasumi Arimura (equipe vermelha) e Masaki Aiba (equipe branca) do grupo Arashi.

Veja quem vai se apresentar este ano, por ordem de apresentação. Cantora x Cantor:

1) Ai x Arashi

2) Ayaka x Hiroshi Itsuki

3) E-girls x X Japan

4) Ikimonogakari x Kanjani8

5) Sayuri Ishikawa x Kenta Kiritani

6) Yukino Ichikawa x Kinki Kids

7) Hikaru Utada x Go Hiromi

8) AKB48 x Sandaime J Soul Brothers

9) Shinobu Otake x The Yellow Monkey

10) Keyakizaka46 x Sekai no Owari

11) Kaori Kozai x Sexy Zone

12) Fuyumi Sakamoto x Tokio

13) Ringo Sheena x AAA

14) Aya Shimazu x Kiyoshi Hikawa

15) Mariko Takahashi x V6

16) Yoshimi Tendo x Kohei Fukuda

17) Kana Nishino x Masaharu Fukuyama

18) Nogizaka46 x Gen Hoshino

19) Puffy x Hiroshi Miyama

20) Perfume x Keisuke Yamauchi

21) Seiko Matsuda x Yuzu

22) Kaori Mizumori x Radwimps

23) Miwa x Radio Fish

Dá para fazer download do aplicativo, tanto para Apple (iOS: iPhone, iPad como para Android). O aplicativo permite ver todos os participantes desde 1951, entre outras utilidades. http://www.nhk.or.jp/kouhaku/app/

nov 082016
 

teatro-no-casarao-do-chaO teatro Nô é uma arte japonesa do século XIV que combina canto, dança, poesia e música de uma maneira refinada e altamente simbólica. Em 2001, a Unesco reconheceu o teatro Nô como Patrimônio Cultural Intangível da Humanidade.
A Associação Brasileira de Nogaku, formada por imigrantes japoneses e atores brasileiros, estará se apresentando nesta oportunidade o 10º Encontro de Nôgaku, no Casarão do Chá de Mogi das Cruzes, no no dia 27 de novembro de 2016 das 14 às 16 horas.

Na primeira parte, será realizado um workshop onde o grupo explicará e demonstrará todo o universo do Nô. Na segunda parte, será apresentada a peça Imin Nô “Funa Benkei” (Benkei sobre o barco). O workshop será no idioma português!

Nesse dia, o grupo estará arrecadando alimentos não perecíveis como arroz e feijão (exceto sal e açúcar), que serão doados para as crianças em idade pré-escolar, em parceria à Associação das Damas de Caridade São Vicente de Paulo.


teatro-no-casarao-do-cha_nEstão abertas as inscrições para novos participantes de Nôgaku. Contato: Associação Brasileira de Nôgaku – Sr. Shigeru Matsumoto – Fone 4312-0156 – Cel: 98487-2335 – shigerumatsumoto@ymail.com
Facebook: Imin Nô
Evento: https://www.facebook.com/events/363774917299820/

FUNABENKEI

benkei-estatua

Estátua de Benkei, em Ishikawa

Após a vitória do clã Genji contra o clã Heike, soberanos do Japão por vinte anos, um boato mentiroso alastra uma conspiração contra o líder Genji, Yoritomo, colocando-o contra seu próprio irmão, Yoshitsune. Para evitar uma luta, e para pedir a compreensão de Yoritomo calmamente, Yoshitsune e seus seguidores fogem da capital na calada da noite. Na praia onde estão prestes a tomar um barco, Benkei, monge e servo de Yoshitsune, o aconselha que deixe para trás a sua amante, Shizuka, devido aos perigos da viagem, e dos boatos que surgiriam por ele levar uma mulher neste percurso. Benkei chama Shizuka e lhe passa a decisão. Ela não acredita nas palavras de Benkei e pede para que Yoshitsune as fale pessoalmente; o que ele faz, e Shizuka chora, lamentando ter se tornado um obstáculo para seu amante. Benkei recomenda que volte à capital, e Yoshitsune a oferece saquê, enquanto seu servo pede para que ela dance uma dança, desejando-lhes uma boa viagem. Ela veste suas roupas de dançarina, e canta a fraternidade trazida por Kannon, bodhisattva da compaixão. Eles partem e Shizuka, cujo nome significa “calmaria,” fica para trás, chorando na praia. Agora Yoshitsune e seus companheiros navegam pelo mar do oeste, quando uma tormenta cai sobre eles. Os espectros de todos do clã Heike, mortos em sua última batalha, se erguem do mar. Entre eles, Tomomori, que os ameaça. Yoshitsune se defende com sua espada, mas Benkei os aparta, pois lutar contra um espectro com armas, é inútil. Ele esfrega as contas do seu rosário e invoca Fudô e todos os seus bodhisattvas protetores, sendo cada um de um ponto cardeal, e Fudô o centro. Tomomori enfraquece, tenta uma última investida, mas novamente é repelido, sumindo no branco das espumas das ondas.

27/11/2016 – 10° Encontro de Nôgaku – Imin Nô: FUNABENKEI
Das 14h às 16h  Entrada Franca.
Local : Casarão do Chá, Estrada do Chá cx 05, bairro Cocuera, Mogi das Cruzes, SP.
Casarão do Chá: (11) 4792-2164, acasaraodocha@gmail.com
https://www.facebook.com/events/363774917299820/

Obs. Só o Casarão do Chá, construído no estilo japonês, sem o uso de pregos, já vale uma visita para quem aprecia a cultura japonesa!

このたび「第十回能楽の集い」を催す運びとなりました。前半はお能の世界を実演とともに説明するワークショップ、後半は移民能「船弁慶」です。皆様方のこれまでのご支援に深く感謝致し、また新たなる私どもの挑戦をご高覧いただければ幸いと存じます。どうぞふるってお越しください。

なお当日は食料を欠いた子供達へのクリスマスプレゼントとしてお米やフェジョンなどの保存食(塩、砂糖を除く)の寄付をお受けさせて頂きます。志ある多くの方々の参加をお待ち申し上げております。
謹白

ブラジル能楽連盟会長 竹下康義

お預かりしたご寄付はAssociação das Damas de Caridade São Vicente de Pauloとの協力により幼稚園児たちに送られます。なお随時能楽への参加者を募集しております。

連絡先 電話4312-0156 ( Shigeru Matsumoto)

out 202016
 

20150613_YUI_SP (11)Depois do enorme sucesso no ano passado, o grupo YUI – Trio de Instrumentos Tradicionais do Japão volta ao Brasil para duas únicas apresentações. O primeiro show acontece em Salvador, em 27 de outubro, seguindo para São Paulo, em 30 de outubro.

O trio é formado por Chie Hanawa (tsugaru shamisen), Ko Kakinokihara (koto) e Yoshimi Tsujimoto (shakuhachi) e apresenta em seu repertório músicas tradicionais japonesas e algumas peças originais do trio, destacando a harmonia e sonoridade e as novas possibilidades de sons dos três instrumentos tradicionais japoneses.

20150613_YUI_SP (16)wagakki_yui_02TRIO YUI

Formado por três musicistas graduadas pelo Curso de Música Tradicional Japonesa do Departamento de Música da Universidade de Belas Artes de Tóquio, o trio foi aclamado logo em sua primeira apresentação, em Quioto, em outubro de 2009. No ano seguinte, as jovens criaram uma obra original, que se tornou música tema para promover o “TBS Akasaka Sacas”, um grandioso empreendimento comercial em Tóquio.

Sua discografia traz o primeiro álbum, Hajimari no oto (O som do início), e Tada, kimi ni (Apenas, para você). Hoje em dia, o Yui atua principalmente em Tóquio.

Veja a matéria da viagem anterior do grupo no Brasil e uma entrevista exclusiva:
http://www.culturajaponesa.com.br/?p=5594

SALVADOR
Data e horário: 27 de outubro de 2016 (quinta) às 20h
Local: Cine Teatro SESC Casa do Comércio (546 lugares) – Av. Tancredo Neves, 1109 – Pituba
Duração: 90 minutos – Classificação: livre
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) | R$ 5,00 (meia)
Ingressos a venda na bilheteria do Sesc e também pelo site www.compreingressos.com
SÃO PAULO
Data e horário: 30 de outubro de 2016 (domingo) às 16h
Local: Teatro FECAP (400 lugares) Av. Liberdade, 532 – Liberdade
Duração: 90 minutos – Classificação: livre
ENTRADA FRANCA – Retirar os ingressos na entrada do Teatro FECAP duas hora antes do início do espetáculo. Máximo de 2 ingressos por pessoa, sujeito à lotação do espaço.
jun 302016
 

Tokyo_Olympics_1964_Web_4751Desde que o Japão sediou pela primeira vez os Jogos Olímpicos, em 1964, o país  está prestes a viver um novo marco em sua história. Em 2020, será a sede dos Jogos Olímpicos pela segunda vez.

Para celebrar esta trajetória, relembrar grandes artistas em atuação na década de 60, e comemorar a próxima edição no país, que acontecerá em 2020, a Fundação Japão promove três eventos muito especiais.

A Emergência do Contemporâneo: a Vanguarda no Japão, 1950 – 1970

Inédita no país, a exposição de arte de vanguarda japonesa traz 70 obras produzidas ao longo de 20 anos por artistas como Kazuo Shiraga, Sadamasa Motonaga, Atsuko Tanaka, Genpei Akasegawa, Jiro Takamatsu, Natsuyuki Nakanishi, Arata Isozaki, Yoko Ono, Yutaka Matsuzawa e Kishio Suga. É interessante porque o Japão produziu vários movimentos artísticos na década de 50, dando espaço para artistas como Atsuko Tanaka, cujos trabalhos podem ser vistos no Ashiya Art Museum, em Hyogo.

De 14 de julho a 28 de agosto, no Paço Imperial do Rio de Janeiro, obras do pós-guerra ao auge da economia japonesa estarão expostas baseadas em temas como “Política da Abstração”, “Intervenção Urbana” e “Arte e Engajamento Social”. Algumas delas, inclusive, foram exclusivamente produzidas para esta exposição.

Mostra de Cinema Japonês – Especial Ko Nakahira

Pela primeira vez no Brasil, a mostra de longas-metragens de Ko Nakahira estará em cartaz de 27 de julho a 1 de agosto, no Centro Cultural Banco do Brasil. Um dos principais cineastas atuantes no período dos Jogos Olímpicos de 1964, destaca-se pelo andamento dinâmico e técnicas cinematográficas diversas. Na mostra, oito obras apresentarão o variado universo de Nakahira, incluindo temática juvenil, ação, comédia, suspense e filme de arte.

Concerto POP: Olha pro Céu – Look at the Sky

Dias 29 e 30 de julho, no VIVO Rio, a produção conjunta Brasil-Japão traz uma apresentação de união dos dois países, com a participação de grandes nomes da música japonesa e brasileira. O ponto alto será a apresentação de SUKIYAKI – ue wo muite arukou”, a canção japonesa que conquistou o mundo em 1964. Este momento reunirá, no palco, os artistas japoneses e brasileiros cantando em japonês, inglês e português. Participam do show Vanessa da Mata, Tokyo Ska Paradise Orchestra e Marcia, além do convidado especial Emicida.

Exposição:  A Emergência do Contemporâneo: a Vanguarda no Japão, 1950 – 1970

De 14 de julho a 28 de agosto de 2016

Paço Imperial – Praça Quinze de Novembro, 48 – Centro – Entrada Franca

Realização: Fundação Japão | Paço Imperial | IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional | Ministério da Cultura. Apoio especial: Ishibashi Foundation. Apoio: Lufthansa Cargo AG | Amigos do Paço | Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro | Prefeitura do Rio de Janeiro

Cinema – Mostra de Cinema Japonês – Especial Ko Nakahira

De 27 de julho a 1 de agosto de 2016

Entrada franca (retirada de ingressos 1 hora antes de cada sessão. Limite de 2 ingressos por pessoa.)

Centro Cultural Banco do Brasil – Rua Primeiro de Março, 66 – Centro

Realização: Fundação Japão. Apoio: Centro Cultural Banco do Brasil | Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro | Prefeitura do Rio de Janeiro | Ministério da Cultura

Música – Concerto POP: Olha pro Céu – Look at the Sky

29 e 30 de julho de 2016, às 20h30 (abertura da casa para o público às 19:30)

Ingressos à venda: www.vivorio.com.br ou na bilheteria do Vivo Rio

Vivo Rio – Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo

Realização: Fundação Japão, Produção: Sony Music do Brasil. Apoio : Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro |Prefeitura do Rio de Janeiro

jun 232015
 

O 50º Gueinosai, Festival de Música e Dança Folclórica Japonesa, foi realizado nos dias 20 e 21 de junho de 2015, no Grande Auditório da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, no bairro da Liberdade, em São Paulo.

Trata-se do maior encontro entre os praticantes dessas artes no Brasil, e por isso é muito respeitado.  A programação é composta de várias modalidades, como “kayo buyo” – dança tradicional com música popular, “minyo” – música folclórica, “buyo kouta” – dança com música de ozashiki, “nagauta” – canto tradicional, “ryukyu buyo” – dança de Okinawa,  mas há também “shibu” – dança dos samurais, “wadaiko” – tambores, “hougaku” – música clássica japonesa e “minbu” – dança folclórica.

As fotos são de sábado. As fotos desta matéria podem ser utilizadas, mas é obrigatória a colocação de link ou a citação da fonte: www.culturajaponesa.com.br
Obs. A presença do “karaokê” como modalidade é estranha, quando se canta música comum e sem usar trajes típicos. Porém, há que reconhecer que os cantores selecionados são ótimos. Há também uma modalidade chamada “youbu” – que pode ser traduzida como danças do Ocidente, mas é estranho assistir a uma dança de tango num evento de cultura japonesa. Mesmo assim, é importante manter esse evento tradicional da coletividade nipo-brasileira. É fundamental que a comunidade assista e incentive esses dedicados artistas, alguns dos quais jovens e crianças, para que essas artes tenham continuidade. Parabéns aos organizadores e patrocinadores.

 

jun 192015
 

Com o último show no dia 20 de Junho, sábado, no 4º Festival do Japão de Brasília, o grupo “Yui” se despede do Brasil. O trio veio a convite da Fundação Japão, como um dos shows comemorativos do 120º aniversário do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre o Brasil e 0 Japão.

Tocando instrumentos tradicionais do Japão, Chie Hanawa (Tsugaru Shamisen), Ko Kakinokihara (Koto) e Yoshimi Tsujimoto (Shakuhachi) deram um belo show e incluiram na programação a explicação dos instrumentos e o som de cada um, sabendo que tais equipamentos são raros no Ocidente. Assim, o som típico do Japão pôde ser conhecido, assim como as tradicionais músicas, como “Tsugaru Jonkara Bushi”, “Sakura Sakura”, “Hanagasa Ondo”, “Tokyo Ondo” e “Soran Bushi”. O repertório incluiu uma música composta por Chie Hanawa, “Experience” onde o shamisen se transforma numa guitarra. A música fez parte do comercial do Sony Xperia. A surpresa foram as duas músicas brasileiras no repertório: “Brasileirinho” e “Tico-tico no Fubá”, que foram muito bem executadas. O show contou com a participação especial do brasileiro Shen Kyomei, com shakuhachi,  na música “Koujou no Tsuki”, composta por Rentaro Taki em 1901. Todos os quatro se formaram na mesma Tokyo University of the Arts. Em São Paulo, na apresentação feita na Sala Adoniram Barbosa do Centro Cultural São Paulo, faltou lugar para todos os interessados e o grupo foi aplaudido em pé.

Ao final da apresentação, o trio ainda teve fôlego para enfrentar os jornalistas.  Algumas perguntas feitas na ocasião:

Como surgiu a oportunidade de montar o trio “Yui”?

Chie Hanawa: Nós três estudamos na mesma universidade, e são poucos os que se destacam tocando instrumentos tradicionais. Assim nos conhecíamos e, mantendo os nossos afazeres com outros grupos e como artistas solo, resolvemos formar o “Yui”.

Soube que começaram muito cedo. O que as levou a se interessarem por esses instrumentos?

Chie Hanawa: O meu avô tocava “shamisen” por hobby e eu disse que queria aprender. Ele tocava um outro tipo de “shamisen” e aconselhou-me a aprender o “tsugaru shamisen”, que seria mais adequado para jovens. Eu comecei com 9 anos de idade.

Ko Kakinokihara: Eu comecei com 5 anos de idade. Na minha família ninguém tocava “koto”, mas eu assisti a um “taiga dorama” (novela de época) da TV NHK e uma personagem tocava “koto”. Me interessei e disse que queria aprender, e não parei mais.

Yoshimi Tsujimoto: Eu comecei a tocar “shakuhachi” muito mais tarde, aos 16 anos. Resolvi aprender a tocá-lo.

O que viram no Brasil até agora?

Chie: Foi impressionante conhecer a Amazônia. Fizemos um passeio de barco pelo Rio Amazonas e não fazia idéia de que o rio fosse tão grande.

Yoshimi: Vimos a pesca de piranhas!

Ko: No meu caso, eu tinha um objetivo bem particular nesta primeira viagem ao Brasil. É que a minha avó materna é brasileira. Filha de imigrantes japoneses, ela nasceu no Brasil, gostava muito e falava bem do Brasil. Não sei exatamente quando a família veio para o Brasil, mas a minha avó tinha 20 anos quando retornou ao Japão, pegando o último navio para o Japão antes da Segunda Guerra Mundial. Ela disse que foi uma viagem longa e complicada, pois não pôde seguir a rota normal por causa do conflito. Eu trouxe algumas lembranças da minha avó na viagem. Uma delas é uma foto onde ela aparece com a família na frente do Monumento de D. Pedro, no Museu do Ipiranga. Fomos lá, e com a ajuda do grupo e de outras pessoas, conseguimos tirar uma foto muito parecida. Foi um acontecimento emocionante.

Quando treinaram as duas músicas brasileiras no estilo Chorinho?

Todas: Nós ouvimos as músicas pela primeira vez em janeiro deste ano, e treinamos juntas apenas em maio. Essas músicas são difíceis, o compasso é outro, muito rápido e tudo é diferente, mas deu certo.

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jun 072015
 

Existem músicas de ninar, compostas para os bebês dormirem, e músicas cantadas por quem tomava conta dos bebês, ou seja, pelas babás. Esse é o caso dessa muito bem composta e triste música. “Itsuki no Komoriuta” 「五木の子守唄」

(1)おどま盆ぎり盆ぎり
盆から先ゃおらんと
盆がはよくりゃはよもどる

(2)おどまかんじんかんじん
あん人たちゃよか衆
よか衆よか帯 よか着物

(3)おどんがうっ死んだちゅうて
誰が泣てくりゅうか
うらの松山蝉が鳴く

(4)おどんがうっ死んだら
道ばちゃいけろ
通る人ごち花あぎゅう

(5)花はなんの花
つんつん椿
水は天からもらい水

Explicação do conteúdo:

Itsuki é um vilarejo da província de Kumamoto e a música é cantada no antigo dialeto local. A história começa muito tempo atrás. Em 1185, a família Taira é derrotada numa guerra contra o clã Minamoto. A família derrotada se retira para Gokanoshou (hoje cidade de Yatsushiro), na província de Kumamoto, mas os Minamoto, desconfiados, mandam famílias de samurai se mudarem para a cidade vizinha de Itsuki, com a finalidade de observarem os movimentos do antigo adversário. Essas famílias de samurais eram proprietárias de terras e eram ricas, mas havia pobres que se dedicavam a trabalhos de todo o tipo servindo aos ricos. Conta-se que as meninas de 10 anos já trabalhavam como babás nessas casas.

O termo “odon”, significa “eu”. Na primeira estrófe, ela fala que o trabalho dela acaba no festival dos finados (Obon), e se o Obon vier logo, ela poderá retornar para sua casa mais cedo. Certamente, não se trata de um retorno de férias, mas um retorno definitivo.

Na segunda estrófe, ela fala que é “kanjin kanjin”, repetindo que é “pobre e pobre”, e compara com as “outras pessoas” que nasceram em família rica, que vestem o “obi” e o “quimono” de boa qualidade.

Na terceira estrófe, ela fala que ninguém chorará se ela morrer. Só chorará a cigarra (semi) na montanha de trás.

Na quarta estrofe, ela reforça a ideia depressiva desse momento. “Se eu morrer, me enterre na beira da estrada e darei flores para as pessoas que por lá passarem”.

Na quinta estrofe, ela pergunta “Flor? Qual flor?”. A resposta é “tsuntsun tsubaki”, “tsubaki” é camélia, uma flor muito comum no Japão. E não precisa dar água, pois o céu se encarregará disso.

Existem outras versões dessa mesma música, que ficou perdida por muito tempo até ser descoberta em 1935. “Itsuki no Komori Utá” passou a ser muito conhecida na década de 1950, quando vários cantores gravaram sua versão, tornando-se um hit popular.

A versão do video que postamos é cantada pela atriz e cantora Yoshiko Yamaguchi, que nasceu na atual Taiwan, numa família japonesa. Ela era atriz e cantora desde antes da Segunda Guerra Mundial, atuando no Japão e na China. Ao final da guerra, Yoshiko estava em Xangai (hoje RPC), sendo acusada como traidora da China. Conseguindo provar que ela era mesmo uma japonesa, foi expulsa do país e foi morar no Japão. Após essa fase, ela continuou o seu trabalho, tendo atuado com o nome artístico de Lee Hsiang Lan em Hong Kong, e de Shirley Yamaguchi nos Estados Unidos. Yoshiko Yamaguchi faleceu em 7/9/2014, em Tóquio, aos 94 anos de idade.

maio 302015
 

kissmz_0A banda de heavy metal Kiss, quem diria, gravou um CD com o grupo pop Momoiro Clover Z. Foi o primeiro trabalho da banda americana com um outro artista e foi lançado em 28/1/2015 pela Evil Line Records, e abrangeu 120 países através do iTunes Store. O site oficial da banda conta que a música chegou a ser o número 1 do ranking dos Estados Unidos, Canadá, Suécia e Noruega. No ranking japonês Oricon, o CD single ocupou o segundo lugar no ranking do dia 9 de fevereiro.

Momoiro Clover Z na Japan Expo Paris com Ayaka Sasaki em destaque. Foto de Bruno Dj ph

Momoiro Clover Z na Japan Expo Paris com Ayaka Sasaki em destaque. Foto de Bruno Dj ph

Momoiro Clover Z já se apresentou várias vezes no tradicional Kouhaku Utagassen da TV NHK, mas teve um começo humilde, como vários grupos iniciantes, se apresentando nos finais de semana no Yoyogi Park, em Tóquio, a partir de 2008. O grupo gravou um dos temas do Pokémon e da Sailor Moon Crystal. Essa parceria com o Kiss resultou no 13º single da banda.

A proposta para a parceria foi feita pelos americanos, quando o guitarrista Paul Stanley assistiu a gravação ao vivo do Momoiro Clover Z e se encantou com a música e a coreografia das japonesas. A música gravada em conjunto tem o nome de “Yume no Ukiyo ni Saitemina”, com letras de Yuho Iwasato e Paul Stanley. A música é de Paul Stanley e Gregg Collins.

O videoclip da música produzido para os shows tem partes em desenho animado que mostra vários ícones da cultura japonesa, e ganhou o prêmio de Menção Especial do Short Shorts Film Festival & Asia 2015, que é o maior concurso de curtas daquele continente.

A banda Kiss realizou uma turnê comemorando os 40 anos de fundação e fez várias apresentações no Japão. No video abaixo, o show no Tokyo Dohme, em março de 2015, com a participação do Momoiro Clover Z. “Yume no mukou ni saitemina” e ‘Rock in Roll all night”.

maio 292015
 

wagakki-yui-koijma-1024x773O grupo de instrumentistas tradicionais do Japão「結」(Yui), fará um circuito pela primeira vez no Brasil. Através do convite da Fundação Japão, o trio estará abrilhantando o ano em que comemoramos os 120 anos do Tratado de Amizade, do Comércio e da Navegação entre o Brasil e o Japão.

Fundado em 2009, “Yui” toca, além de músicas tradicionais, outras mais próximas do pop de sua própria autoria, e se apresenta junto com artistas de diversos estilos.

As três belas jovens são formadas em Música Japonesa pela Tokyo University of the Arts, e ao mesmo tempo em que se apresentam com o grupo, possuem suas carreiras individuais.

Chie Hanawa (no centro da foto), natural de Ibaraki, toca Tsugaru Shamisen. Aos 17 anos foi a mais jovem vencedora do concurso nacional desse instrumento. Antes mesmo de se formar, foi contratada pela gravadora Nippon Columbia, onde gravou “Tsuki no Usagi”. Formou dupla com a violonilista Natsumi Okimasa formando o “Hanamas”, que faz um gênero misto entre o japonês e o ocidental. Já se apresentou na Argentina, Itália, França, Alemanha, Bulgária, Malásia, Estados Unidos e outros países. Estrelou o comercial do Sony Xperia. Seu segundo álbum “Colorful” foi lançado pela King Records no ano passado.

Kou Kakinokihara (a esquerda), natural de Tóquio, no ano de sua formatura gravou seu primeiro CD “Kotoba ni dekinai”, onde toca koto e canta. Foi a responsável pelo tema do evento Akasaka Sacas da TV TBS, e trabalhou como consultora de koto em teatro musical. É integrante da dupla “Tsukiyoi” que gravou um álbum pop e se apresentou na Japan Expo em Paris.

Yoshimi Tsujimoto (a direita), natural de Wakayama, toca shakuhachi e estrelou no programa “Daimei no nai Ongakukai”, da TV  Asahi, enquanto cursava a universidade. Mas antes disso, já havia se apresentado em diversos locais, inclusive nos Estados Unidos, Coréia e Itália. Em 2012, se apresentou na Copa do Mundo da Fifa de futebol feminino sub-20. Participa de outros grupos e de uma orquestra, é convidada de programas de TV e gravou o tema de Final Fantasy XIII-2 “Big Bridge no Shitou”.

A programação do Wagakki Yui no Brasil:

04/Junho/2015 (quinta) – Londrina – Expo Japão 2015, junto com a 54ª Expo Agrícola, na ACEL.
07/Junho/2015 (domingo) – Belém – Feira Pan Amazonica do Livro, Centro de Convenções da Amazônia
10/Junho/2015 (quarta)- Manaus – Teatro Amazonas
13/Junho/2015 (sábado) – São Paulo – Centro Cultural São Paulo, Sala Adoniran Barbosa – Rua Vergueiro, 1000 (ao lado da estação Vergueiro do Metrô) São Paulo – SP – ENTRADA GRATUITA –Os ingressos serão distribuídos na bilheteria, 2 horas antes do espetáculo. Limitado a 2 ingressos por pessoa.Classificação: livre -Duração: 90 minutos -Capacidade: 622 lugares
15/Junho/2015 (segunda) – Vitória – Teatro Carlos Gomes
18/Junho/2015 (quinta) – Apucarana – Festa da Cerejeira de Apucarana
20/Junho/2015 (sábado) – Brasília – 4º Festival do Japão de Brasília, Expobrasília, Parque da Cidade
Os horários ainda não foram informados pela organização da programação. Em breve divulgaremos.

Assista a uma apresentação do grupo com sua própria música:

Saiba mais sobre o Tsugaru Shamisen