nov 142018
 

A Constituição Japonesa, que foi preparada pelos americanos em 1947, não permite que o Japão se defenda ou se envolva em guerra. Os testes dos norte-coreanos com os mísseis, que atingiram a costa japonesa, e a China fazendo exercícios militares no Mar do Japão, são indícios de que a paz poderá não durar.

Sem poder formar um exército, é a “Jieitai”, a Força de Defesa do Japão, que faz treinamentos acanhados para um eventual confronto. Essa Força de Defesa é chamada toda vez que alguma localidade é atingida por desastres naturais, o que ocorre com muita frequência, e a tropa é convocada para fazer ajuda humanitária em áreas de conflito internacional, mas a Jieitai não é um exército. Para a Jieitai poder atuar numa guerra é necessário alterar o artigo 9 da Constituição.

Em 2016, após uma série de discussões e manifestações públicas contrárias, foi aprovada pela Dieta uma resolução (releitura) sobre o artigo 9, possibilitando que o Japão possa fazer a autodefesa e até enviar tropas para o exterior, mas ainda falta escrever isso na Constituição.

O atual governo do primeiro-ministro Shinzo Abe se empenha em conseguir aprovar a reforma, mas não está sendo fácil. A rede de TV NHK realizou uma pesquisa e constatou que 29% dos entrevistados acham que a reforma é necessária, mas 27% não acham. A grande maioria, 39% não tem opinião sobre o assunto. Dentre os que são contra, a maioria tem mais de 70 anos, ou seja, conviveu mais de perto com a guerra.

A questão da Jieitai, mesmo que a Constituição seja alterada e a Força de Defesa possa atuar numa guerra, esbarra num outro problema: O envelhecimento da população. Não haverá muitos jovens dispostos a entrar na Jieitai.

Esses e outros assuntos bem atuais serão apresentados na próxima aula de história do Japão.

História do Japão – Aula 9 – Período Heisei e a História de Okinawa

A nona e última aula será composta por dois assuntos diferentes: a metade da aula será destinada ao Período Heisei (1989 ~ 2019), ou seja, a história recente e os assuntos atuais. Na outra metade será abordada a História de Okinawa, que se tornou província japonesa em 1879 e foi ocupada pelos americanos de 1945 a 1972. Mesmo quem não assistiu as anteriores poderá se inscrever e participar.

Aula 9 – História do Japão. Dia 01/12/2018, sábado, das 9 às 12 horas.

As inscrições são realizadas por aula. Cada aula tem o valor de R$ 35,00 (mais a taxa do Sympla de R$ 3,50).

Não haverá reembolso por desistência. Quando não houver mais vaga, o interessado poderá enviar e-mail para ficar na lista de espera.

Local: Associação Cultural Mie, na Avenida Lins de Vasconcelos, 3352, Vila Mariana, na saída da Estação Vila Mariana do metrô. Há estacionamento pago no prédio. Atenção: por causa do serviço de manutenção da Eletropaulo na região, esta aula será ministrada no Centro Brasileiro de Língua Japonesa – Rua Manoel Paiva, 45 – entre as estações Ana Rosa e Vila Mariana do metrô (mais perto da Ana Rosa – 5 minutos a pé). Data e horário são os mesmos acima.

As vagas são limitadas. A sala está equipada com ar condicionado, projetor e microfone. As aulas são avulsas, portanto, não é necessário ter assistido as anteriores para participar desta. Neste dia 01/12/2018, logo após o término da aula, serão entregues os certificados aos alunos que participaram de pelo menos 7 das 9 aulas ministradas.

Os professores são:
– Cristiane A. Sato, formada em Direito pela USP, autora do livro JAPOP – O Poder da Cultura Pop Japonesa e presidente da Associação Brasileira de J-Fashion, palestrante em universidades, entidades, embaixada e consulado geral do Japão, foi bolsista da JICA em 2016, na Universidade de Kanazawa.
– Francisco Noriyuki Sato, formado em Jornalismo pela USP, autor dos livros História do Japão em Mangá, Banzai – História da Imigração Japonesa no Brasil, entre outros, e é presidente da Abrademi e editor do site culturajaponesa.com.br. Foi também bolsista da JICA, em 2014, e ministrou palestras em universidades e museus do Japão em 2016.

apoio: Fundação Japão e Centro Brasileiro de Língua Japonesa

nov 142018
 

O currículo escolar japonês ensina a história do Japão de uma forma uniforme, como se todas as províncias tivessem quase a mesma história. 

No caso de Okinawa, a história seguiu caminho bem diferente do restante do país, pois ela só se tornou oficialmente uma província japonesa em 1879. Ryukyu eram ilhas dominadas por três reinos por longo período, com alguma intervenção externa, ora do clã Shimazu, de Satsuma (atual Kagoshima), ora da China.

A história de Okinawa é desconhecida até pelos japoneses de outras províncias, pois ela não é ensinada nas escolas normalmente. Ao Brasil, que tem tem um grande número de imigrantes de Okinawa, coube a tarefa de ensinar e discutir esse tema tão interessante.

História do Japão – Aula 9 – Período Heisei e a História de Okinawa

A nona e última aula será composta por dois assuntos diferentes: a metade da aula será destinada ao Período Heisei (1989 ~ 2019), ou seja, a história recente e os assuntos atuais. Na outra metade será abordada a História de Okinawa, que se tornou província japonesa em 1879 e foi ocupada pelos americanos de 1945 a 1972. Mesmo quem não assistiu as anteriores poderá se inscrever e participar.

Aula 9 – História do Japão. Dia 01/12/2018, sábado, das 9 às 12 horas.

As inscrições são realizadas por aula. Cada aula tem o valor de R$ 35,00 (mais a taxa do Sympla de R$ 3,50).

Não haverá reembolso por desistência. Quando não houver mais vaga, o interessado poderá enviar e-mail para ficar na lista de espera.

Local: Associação Cultural Mie, na Avenida Lins de Vasconcelos, 3352, Vila Mariana, na saída da Estação Vila Mariana do metrô. Há estacionamento pago no prédio. Atenção: por causa do serviço de manutenção da Eletropaulo na região, esta aula será ministrada no Centro Brasileiro de Língua Japonesa – Rua Manoel Paiva, 45 – entre as estações Ana Rosa e Vila Mariana do metrô (mais perto da Ana Rosa – 5 minutos a pé). Data e horário são os mesmos acima.

As vagas são limitadas. A sala está equipada com ar condicionado, projetor e microfone. As aulas são avulsas, portanto, não é necessário ter assistido as anteriores para participar desta. Neste dia 01/12/2018, logo após o término da aula, serão entregues os certificados aos alunos que participaram de pelo menos 7 das 9 aulas ministradas.

Os professores são:
– Cristiane A. Sato, formada em Direito pela USP, autora do livro JAPOP – O Poder da Cultura Pop Japonesa e presidente da Associação Brasileira de J-Fashion, palestrante em universidades, entidades, embaixada e consulado geral do Japão, foi bolsista da JICA em 2016, na Universidade de Kanazawa.
– Francisco Noriyuki Sato, formado em Jornalismo pela USP, autor dos livros História do Japão em Mangá, Banzai – História da Imigração Japonesa no Brasil, entre outros, e é presidente da Abrademi e editor do site culturajaponesa.com.br. Foi também bolsista da JICA, em 2014, e ministrou palestras em universidades e museus do Japão em 2016.

apoio: Fundação Japão e Centro Brasileiro de Língua Japonesa

out 192018
 

São aulas avulsas, mesmo quem não assistiu as anteriores poderá participar.

A oitava aula (do total de 9) aborda o Período Showa, a partir da Segunda Guerra Mundial, seu término e a reconstrução do Japão até o fim do Período, em 1989.

Se no início as frotas do Japão foram eficientes e conquistaram territórios no Pacífico, a Segunda Guerra Mundial se alonga, e o Japão se encontra sem matéria-prima para continuar a luta. Não consegue segurar os intermináveis bombardeios sob a população civil em Tóquio e recebe duas bombas atômicas. Não houve outra alternativa a não ser render-se. Começa a ocupação americana e os japoneses agora lutam para fazer ressurgir o Japão das cinzas.

Aula 8 – História do Japão. Dia 10/11/2018, sábado, das 9 às 12 horas.

As inscrições são realizadas por aula. Cada aula tem o valor de R$ 35,00 (mais a taxa do Sympla de R$ 3,50) no botão “INSCREVA-SE”.

O valor (sem a taxa de 3,50) poderá ser pago em dinheiro na secretaria da Associação Mie, em horário comercial, mas só até 4 dias antes da data. Não haverá reembolso por desistência. Mas se a desistência for comunicada até o dia 08/11/2018 pelo e-mail abrademi@abrademi.com, o valor pago poderá ser transferido para a aula seguinte (de 01/12/2018).  Quando não houver mais vaga, o interessado poderá enviar e-mail para ficar na lista de espera. A próxima e última aula será no dia 01/12/2018 e abordará o Período Heisei e a História de Okinawa.

Local: Associação Cultural Mie, na Avenida Lins de Vasconcelos, 3352, Vila Mariana, na saída da Estação Vila Mariana do metrô. Há estacionamento pago no prédio.

As vagas são limitadas. A sala está equipada com ar condicionado, projetor e microfone. As aulas são avulsas, portanto, não é necessário ter assistido as anteriores para participar desta.

Os professores são:
– Cristiane A. Sato, formada em Direito pela USP, autora do livro JAPOP – O Poder da Cultura Pop Japonesa e presidente da Associação Brasileira de J-Fashion, palestrante em universidades, entidades, embaixada e consulado geral do Japão, foi bolsista da JICA em 2016, na Universidade de Kanazawa.
– Francisco Noriyuki Sato, formado em Jornalismo pela USP, autor dos livros História do Japão em Mangá, Banzai – História da Imigração Japonesa no Brasil, entre outros, e é presidente da Abrademi e editor do site culturajaponesa.com.br. Foi também bolsista da JICA, em 2014, e ministrou palestras em universidades e museus do Japão em 2016.

apoio: Fundação Japão e Centro Brasileiro de Língua Japonesa

out 182018
 

As associações das províncias da região de Kyushu organizam o Kyushu Bunka Taikai, Desafio Cultural de Kyushu, neste domingo, dia 21 de outubro, das 10 às 17h30.

Trata-se de uma divertida atividade interativa onde os jovens apresentam as culturas típicas de cada localidade que faz parte do bloco Kyushu: Fukuoka, Kagoshima, Kumamoto, Miyazaki, Nagasaki, Oita, Saga e Okinawa. A motivação é grande porque os grupos concorrem a uma viagem internacional.

Este ano, o tema é a apresentação do festival típico de cada província. A entrada é franca, e o participante poderá saborear pratos regionais, torcer e conhecer um pouco da cultura de cada uma dessas províncias. Venha assistir e apoiar iniciativas boas como esta.

Local: Associação da Província de Saga, Rua Pandiá Calógeras, 108, Liberdade, a 15 minutos do metrô São Joaquim.

Segue o vídeo, que é um resumo do ano passado:

set 112018
 

Projeto será realizado no Pavilhão Japonês, no Parque do Ibirapuera, de 7 a 23 de setembro

O Pavilhão Japonês do Parque do Ibirapuera recebe, de 7 a 23 de setembro, o projeto Kyojitsu-Hiniku: Between the Skin and the Flesh of Japan — Sob a Pele – Sobre a Carne do Japão. De 7 a 23 de setembro, serão realizados uma exposição coletiva e vários eventos públicos, com a curadoria de Naoko Mabon, com a cooperação da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (BUNKYO) e apoio da Fundação Japão em São Paulo e Consulado Geral do Japão em São Paulo.

O evento, que faz parte dos eventos em comemoração aos 110 Anos da Imigração Japonesa no Brasil, coincide com a 33a Bienal de São Paulo, que também acontece no Parque do Ibirapuera.

Para a exposição, foram convidados cinco artistas a tratar de maneira poética, física ou conceitual questões de identidade nacional, social ou individual do Japão, da imigração ou de elementos que reflitam a memória ou experiência dos imigrantes.

Faz parte da programação evento com o artista Satoshi Hashimoto, performances de dança de Danilo Silveira e Beatriz Sano, conversa com os artistas Takanori Suga, Juliana Kase e performance sonora-visual de Rodrigo Amor Experimental e Evandro Nicolau.

O título do projeto, ‘Kyojitsu-Hiniku’, se refere à teoria artística de Monzaemon Chikamatsu (1653-1725), apresentada em seu primeiro ensaio sobre Joruri, a arte tradicional japonesa de bonecos.

O projeto apresentará diversas interpretações e entendimentos a respeito da história e da complexidade da imigração Japonesa no Brasil, representando uma oportunidade para refletir de forma muito mais abrangente, abrindo discussões amplas para além de origens, línguas e culturas específicas.

Mais informações sobre o projeto e sua programação estão disponíveis no site

https://kyojitsu-hiniku.tumblr.com/.

 

PROGRAMAÇÃO

(agenda de eventos: goo.gl/sGd9cH):
 09/09, domingo, às 15h: Evento com: Satoshi Hashimoto
 15/09, sábado, às 14h: Performance de dança: Danilo Silveira
 15/09, sábado, das 15h às 17h: Conversa com a artista Juliana Kase
 22/09, sábado, às 14h: Performance de dança: Beatriz Sano
 22/09, sábado, das 15h às 17h: Conversa com artista: Takanori Suga
 23/09, domingo, às 16h: Performance de sonora-visual: Rodrigo Amor Experimental e Evandro Nicolau

ARTISTAS

Juliana Kase –  Nascida em Curitiba, em 1980, Juliana atualmente vive e trabalha em São Paulo. Uma artista contemporânea nipo-brasileira, cuja prática artística abrange diversas linguagens da imagem bidimensional em relação ao contexto em que se insere – desde instalações em relação à arquitetura, até clichês usados de imprensa em relação ao contexto social-histórico-político ou, ainda, dirigindo um documentário sobre a obra poética do Editor Massao Ohno – sempre prestando atenção a função que a imagem e a arte desempenham. Sua exposição individual mais recente, Clichês (São Paulo, 2017), incluía uma instalação de um mapa alternativo da América Latina, em que os visitantes eram convidados a imprimir os nomes das línguas indígenas que compunham o Mapa. Para este projeto, Kase, que retornou recentemente de sua primeira visita ao Japão para pesquisar sobre o conceito de imagem no teatro Nô e outras artes japonesas, criará um novo trabalho em vídeo-projeção dialogando com o Pavilhão Japonês. Com base em entrevistas e encontros presenciais, seu novo filme explora nossas memórias pessoais e sociais e como esses elementos se sobrepõem ou produzem lacunas, além do tempo, da cultura e da localização. Para dar uma dimensão material à pesquisa, dois artistas de São Paulo – Danilo da Silveira e Beatriz Sano – serão convidados para a apresentação de dança durante a exposição em diálogo com o filme de Kase. Mais sobre a artista em http://galeriapilar.com/en/artistas/juliana-kase/

Danilo Silveira – Bailarino, natural da cidade de Araçoiaba da Serra, interior de São Paulo, é doutorando em Artes Cênicas pela USP e Bacharel em Dança pela Universidade Estadual do Paraná. Estudou dança na Universidad Mayor, em Santiago, no Chile. Criou o solo de dança Garoa, aprovado pelo Edital Proac 2014. Atualmente integra o coletivo Olho D’Água: Proposições Artísticas, do qual é propositor do projeto Paisagens Invisíveis, aprovado pelo Edital Proac 2017.

Beatriz Sano – Coreógrafa, dançarina e professora, graduou-se em dança pela Unicamp e faz parte da Key Zetta & Cia desde 2009. Em 2015, ganhou o prêmio Denilton Gomes de bailarina revelação pelo espetáculo SIM da cia. Em 2013, foi contemplada pela bolsa Rumos Itaú Cultural, na carteira de residência artística. Em 2016, foi ao Japão aprofundar a técnica de seitai-ho e teatro noh, que pratica no Brasil desde 2011 com Toshi Tanaka.

Takanori Suga – Nasceu em Nagasaki, em 1985, e atualmente vive e trabalha em Chiba. A prática artística de Takanori Suga se refere com frequência ao graffiti, uma forma de street art, na qual a existência humana é evidenciada pela inscrição de uma assinatura própria ou uma imagem simbólica que a representa. Para este projeto, Suga visitará São Paulo para criar um novo trabalho público em local específico de sua série Dripping Project, que será uma resposta artística direta à construção singular do Pavilhão Japonês. A série Dripping Project é conhecida por sua intervenção marcante e expressiva em nossa paisagem cotidiana através da instalação de imagens de gotejamentos de tinta brancos gigantes em frente a arquiteturas históricas e construções, como por exemplo, a antiga Casa Oficial de Kyoto; a antiga escola de ensino fundamental em Kagoshima; um parque em Asakusa, com a icônica torre Skytree de Tokyo ao fundo; o histórico portão de entrada da cidade Kakeo Onsen em Saga; entre outros. A imagem do gotejamento branco pode nos lembrar uma cachoeira, que é tradicionalmente um motivo frequente nas artes e ofícios japoneses ou mesmo nos lembrar do início energético da vida primitiva. A cor branca é escolhida para representar a ideia oriental do ‘intervalo’ ou ‘MA’ (espaço ou relação entre as coisas). Assim, esta série almeja evocar a paisagem e construir um ambiente que vemos diariamente de um ponto de vista ou contexto totalmente diferente ao inserir ‘o intervalo como caos’ ou ‘MA como um espaço e tempo brancos’ na arquitetura ou paisagem organizada.

Detanico Lain – A dupla é formada por Angela Detanico, nascida em Caxias do Sul, em 1974, e Rafael Lain, também de Caxias do Sul, em 1973. Atualmente, vivem e trabalham em Paris, na França. No centro de seus interesses artísticos está a visualização do conceito de linguagem ou de objeto. Sua abordagem estabelece um diálogo com a Poesia Concreta, que surgiu nos anos 1960 e se desenvolveu desde então espontaneamente pelo mundo. Detanico Lain participou de uma residência artística por seis meses em Villa Kujoyama, administrado pelo Instituto francês do Japão, em Quioto, investigando o trabalho de Katsue Kitazono (1902-78), um poeta e crítico japonês que introduziu a Poesia Concreta no Japão e desenvolveu ‘Plastic Poetry’ (Poesia Plástica) como resposta ao movimento. ONDA é uma peça escultural, feita de sal e instalada no chão. A forma de onda é baseada na tabela de linguagem visual que os artistas desenvolveram, traduzindo cada letra do alfabeto em uma forma de onda. Esta peça se torna uma representação particularmente poética e bela se pensarmos sobre a história e memória dos imigrantes japoneses que atravessaram inúmeras ondas entre os dois países por anos e gerações. Mais sobre a dupla em http://detanicolain.com/

Satoshi Hashimoto – Nascido em Tóquio, 1977, local onde vive e trabalha ainda hoje. Criou muitas obras em que envolve os visitantes, questionando-os sobre o seu papel na experiência de apreciação artística, em forma de performances, ações e instruções visando a indução de suas próprias reações. Para este projeto, Hashimoto criará uma instalação site-specific dedicada ao Pavilhão Japonês. A instalação será baseada em trabalhos recentes, como Untitled (Rio / Tokyo), que leva sua referência de Untitled (Perfect Lovers), de Felix Gonzalez-Torres, consistindo de dois relógios procedendo exatamente na mesma velocidade. Hashimoto dá ao trabalho um segundo título, Untitled (Rio /Tokyo). O Japão e o Brasil estão em lados exatamente opostos da Terra, assim os ponteiros do relógio apontam para os mesmos números, mas na verdade representam tempos opostos do dia. Esta peça levou-o a perceber que as bandeiras dos dois países também correspondem dessa maneira. A bandeira japonesa tem um círculo vermelho no centro representando o sol, enquanto a bandeira brasileira apresenta o céu noturno. Quando as duas bandeiras são sobrepostas no mesmo tamanho, o círculo do céu noturno cobre o sol vermelho, formando assim um eclipse total. Hashimoto também conduzirá um evento durante o período da exposição em que abordará e questionará os papéis dos ‘jogadores na exposição com a participação dos visitantes.

Hikaru Fujii – Nasceu em Tokyo, em 1976, onde vive e trabalha atualmente. É conhecido por seu trabalho que lida com material de arquivo com foco nas linguagens do vídeo e filme para apresentar reinterpretações de eventos sociais, história, memória e relacionamentos, assim como uma nova esperança para o futuro. Sua produção abrange não apenas instalações e vídeo, mas também workshops, documentários e escrita e direção para teatro e cinema. Playing Japanese é uma instalação de vídeo, desenvolvida a partir de material colhido durante um workshop. O artista convidou membros do público para “performar” o que significaria ser japonês, como entendemos e identificamos “a singularidade dos Japoneses”, explorando identidades e construções sociais, assim como problemas políticos com a cultura japonesa. O workshop foi uma recriação de eventos ocorridos 100 anos atrás – na época da Exposição Industrial Nacional de Osaka, de 1903. Esta peça recebeu o Grande Prêmio no prestigioso Nissan Art Award em 2017.

 

Pavilhão Japonês – O Pavilhão Japonês está localizado no Parque Ibirapuera, no coração da cidade de São Paulo. Foi construído conjuntamente pelo governo Japonês e pela comunidade nipo-brasileira e foi doado à cidade de São Paulo em 1954, em comemoração ao aniversário de 400 anos da cidade. Foi projetado pelo famoso arquiteto japonês Sutemi Horiguchi (1895-1984), conhecido por seu anseio em encontrar uma forma harmoniosa entre a arquitetura tradicional japonesa em madeira e a arquitetura moderna ocidental. Toda a madeira utilizada na construção foi enviado do Japão e montado no local, utilizando-se uma técnica tradicional que dispensa pregos. O estilo Shoin também pode ser notado em sua estrutura, acredita-se que inspirada na Vila Imperial de Katsura, de Quioto. O edifício principal possui uma sala de exposições com arte e arte popular japonesa e uma sala de chá. Perto do Pavilhão há um jardim em estilo japonês repleto de plantas, árvores ornamentais e uma rocha vulcânica trazida do Japão. Há também um lago cheio de carpas, que podem ser alimentadas pelos visitantes.

Kyojitsu-Hiniku: Between the Skin and the Flesh of Japan — Sob a Pele – Sobre a Carne do Japão

CURADORIA: Naoko Mabon (Curadora japonesa independente, vive na Escócia)
COOPERAÇÃO: Comissão Comemorativa dos 110 Anos de Imigração no Brasil – Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (BUNKYO)
COLABORAÇÃO: Evandro Nicolau e Rodrigo Munhoz
APOIO: Consulado Geral do Japão em São Paulo e Fundação Japão em São Paulo

Kyojitsu-Hiniku: Between the Skin and the Flesh of Japan — Sob a Pele – Sobre a Carne do Japão

Datas: de sexta-feira, 7 de setembro, a domingo, 23 de setembro de 2018
Local: Pavilhão Japonês, Parque Ibirapuera – Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, Portão 3 e 10, s/n – Parque Ibirapuera, São Paulo
Horário de funcionamento: 10h às 12h, 13h às 17h, às quartas, sextas, sábados e domingos
Ingressos: R$ 10 | Estudantes e maiores de 60 anos: R$ 5 reais | 65 anos e mais: grátis
Mais informações: info@wagonart.org

ago 092018
 

Quatro associações das províncias da região de Shikoku, ao Sul do Japão, se uniram para realizar o tradicional Undokai (leia-se undoukai), gincana poliesportiva, no Colégio Santa Amália, em São Paulo, no dia 2 de setembro, das 9 às 16 horas.  O ingresso é simbólico: R$ 5,00. Não se preocupe com a chuva. O local é coberto!

As atividades físicas e recreativas, na forma de brincadeiras, são para crianças de todas as idades. Que tal corrida de revezamento, ou passar a bola? E a prova de pegar emprestado? De jogar a bola na cesta? Venha reviver esses bons momentos e traga a família toda!

As províncias de Shikoku que organizam o Undokai são: Ehime, Kagawa, Kochi e Tokushima. Haverá no local barracas de alimentos típicos.

“O modelo do atual undoukai foi criado no século XIX, no início da Era Meiji (1868-1912), e embora atualmente a “gincana poliesportiva” seja essencialmente um evento civil e familiar, na origem era uma atividade militar. Registros da Marinha indicam que o primeiro undoukai teria sido realizado em março de 1874, num centro de alojamentos em Tóquio, sob a orientação de um instrutor inglês. Então chamado de “athletic sport”, o dia de competições abrangeu alguns tipos de corridas, arremesso de peso e algumas disputas de caráter mais divertido, como a “perseguição ao porco” (prova na qual vence o rapaz que conseguir pegar apenas com as próprias mãos um estabanado suíno besuntado com banha, que foge de seus perseguidores correndo a esmo), atividade aparentemente associada às festividades de colheita agrícola na Inglaterra. Em 1878, a Escola Agrícola de Sapporo, na província de Hokkaido, promoveu um evento parecido com o “athletic sport” de Tóquio, ao qual se deu o nome de Rikigeikai (reunião de força e arte). Alguns anos depois, em 1885, a Universidade de Tóquio realizou uma competição do tipo, na qual usou-se pela primeira vez a expressão undoukai, que era o nome do Departamento de Esportes da Tōdai (contração de Tōkyō Daigaku, Universidade de Tóquio)”. Saiba mais sobre Undoukai no nosso link.

Colégio Santa Amália, na Avenida Jabaquara, perto da estação Saúde do metrô. A entrada é pela rua de trás, a Rua Fiação da Saúde, 480.

jul 252018
 

 Este ano, o mais tradicional Tanabata Matsuri do Brasil, da Praça da Liberdade, na sua 40ª edição, será realizado no final do mês, nos dias 28 e 29 de julho de 2018. 40º TANABATA MATSURI – Festival das Estrelas – Local: Praça da Liberdade-Rua Galvão Bueno-Rua dos Estudantes
Promoção: Associação Cultural e Assistencial da Liberdade – ACAL

P R O G R A M A Ç Ã O
28 DE JULHO DE 2018 – SÁBADO
10:30 – Ginástica Rádio Taisso – Liberdade
10:55 – Cantora Keiko Yoshimura – Atração Internacional
11:20 – Ginástica Rizumu Taisso/ACAL
11:25 – Dança Japonesa Hanayagui Kinryuu Kai
11:40 – Taikô Tenryuu Wadaiko São Miguel
12:00 – Re Suizu + Kick Buket
12:55 – Música Japonesa Sergio Tanigawa
13:40 – Taikô ACAL prof. Yuji Yamamoto
13:55 – Dança Japonesa Shan Shan Kasa Odori
14:25 – Ginástica Associação Kenko Taisso
14:50 – Dança do Grande Dragão – Jya Odori de Nagasaki
Cerimônia no Portal TORII da Rua Galvão Bueno
14:00 – Abertura Oficial no Torii
14:00 – Cerimônia Xintoísta – Nambei Jingu no Torii
14:35 – Parada Taikô ACAL, Tenryu Wadaiko
15:00 – Dança Awa Odori na Pista
15:25 – Taikô Ryukyukoku Matsuri Daiko na Pista
15:30 – Saudação das Autoridades no Palco
16:35 – Dança Buyo-Bu ACAL/Shinsei ACAL/Ikeshiba Ryokuen na Pista
16:50 – Dança Japonesa Shinsei/ACAL na Pista
17:05 – Dança Buyo-bu/ACAL/Shinsei ACAL Ikeshiba Ryokuen Pista
17:15 – Taikô Okinawa Ryukyukoku Matsuri Daiko Pista
17:50 – Ginastica Rizumu Taisso Itsuko Ichida Pista
18:05 – Cantor Diogo Miyahara (Anime Songs) Tokuhiro Cosplay
18:30 – Dança Corpus Line
19:00 – Encerramento do dia

29 DE JULHO DE 2018 – DOMINGO
10:30 – Ginástica Radio Taisso – Liberdade – Palco
10:55 – Cantor Takeshi Nishimura
11:30 – Dança Japonesa Buyo-Bu ACAL Ikeshiba Ryokuen
11:45 – Cantor Ricardo Nakase
12:25 – Taikô Tangue Setsuko Doujo
12:50 – Okinawa Kobudo Junbukai
13:10 – Artes Marciais Okinawa Shorin-Ryu Karate-Do
13:30 – Ginastica Rizumu Taisso ACAL
13:55 – Música Japonesa Karen Ito
14:40 – Requios Taikô e Dança de Okinawa
15:15 – Cantor Joe Hirata
16:00 – Taikô Kien Daiko
16:50 – Okinawa Goju-Ryu Karate-do Hozonkai
17:25 – Taikô Kôdaiko Roger Imamura
18:00 – Encerramento

Obs. Sujeito a alteração

jul 172018
 

A quinta aula (do total de 9) aborda o final Período Edo, de grandes transformações, quando o Japão teve que abrir os portos após mais de 200 anos de isolamento. As reações dos governantes e as providências para a nova realidade. As aulas são avulsas, portanto, não é necessário ter assistido as aulas anteriores.

Aula 5 – História do Japão. Dia 04/08/2018, sábado, das 9 às 12 horas.

As inscrições são realizadas por aula. Cada aula tem o valor de R$ 35,00 (mais a taxa do Sympla de R$ 3,50).

Não haverá reembolso por desistência. Mas se a desistência for comunicada até o dia 31/07/2018 pelo e-mail abrademi@abrademi.com, o valor pago poderá ser transferido para a aula seguinte (de 01/09/2018).  Quando não houver mais vaga, o interessado poderá enviar e-mail para ficar na lista de espera.

Local: Associação Cultural Mie, na Avenida Lins de Vasconcelos, 3352, Vila Mariana, na saída da Estação Vila Mariana do metrô. Há estacionamento pago no prédio.

Esse curso, com algumas diferenças na distribuição do conteúdo por aula, foi realizado em 2017 alcançando grande sucesso. Foi ministrado gratuitamente para mais de 200 alunos em cada uma das aulas, e os próprios alunos sugeriram que fosse realizado para um público menor, para que o aproveitamento fosse maior. Assim, o grande salão utilizado anteriormente foi substituído por uma sala menor, e os alunos disporão de mesa ou cadeira universitária para possibilitar as anotações. Por isso, as vagas são limitadas. A sala está equipada com ar condicionado, projetor e microfone. As aulas são avulsas, portanto, não é necessário ter assistido as anteriores para participar desta.

Os professores são:
– Cristiane A. Sato, formada em Direito pela USP, autora do livro JAPOP – O Poder da Cultura Pop Japonesa e presidente da Associação Brasileira de J-Fashion, palestrante em universidades, entidades, embaixada e consulado geral do Japão, foi bolsista da JICA em 2016, na Universidade de Kanazawa.
– Francisco Noriyuki Sato, formado em Jornalismo pela USP, autor dos livros História do Japão em Mangá, Banzai – História da Imigração Japonesa no Brasil, entre outros, e é presidente da Abrademi e editor do site culturajaponesa.com.br. Foi também bolsista da JICA, em 2014, e ministrou palestras em universidades e museus do Japão em 2016.

As datas das próximas aulas

apoio: Fundação Japão e Centro Brasileiro de Língua Japonesa

jul 112018
 

Descubra os encantos de cada uma das 47 províncias  do País do Sol Nascente com a NHK WORLD-JAPAN

A NHK WORLD-JAPAN participa do Festival do Japão 2018, nos dias 20 a 22 de julho em São Paulo. O tema deste ano é o turismo e, com o apoio da KENREN (Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil), A NHK leva ao conhecimento do público uma mostra do que as 47 províncias do arquipélago japonês têm a oferecer em termos de encanto, atração e novas descobertas. Para ilustrar essas maravilhas regionais, 47 vídeos Top Picks do site Travel Japan (www.nhk.or.jp/nhkworld/en/travel/) do serviço internacional da NHK serão exibidos. O público poderá ver essas imagens e fazer um giro pelo Japão apreciando cenas que mostram desde o famoso Monte Fuji, cartão-postal do país, até as manifestações artístico-culturais de cada localidade, bem como os recantos naturais e sítios históricos espalhados por todo o arquipélago. Nos vídeos há ainda dicas úteis para quem está planejando uma viagem para esses destinos.

O estande da NHK será em parceira com o Grupo Bandeirantes de Comunicação, na Av. Japão, a principal do evento. O chamariz será um enorme painel em que estarão expostos pôsteres explicativos dos 47 vídeos. No interior do estande serão disponibilizados tablets para a exibição desses vídeos. Haverá Wi-Fi grátis e quem quiser poderá acessar as imagens com o seu próprio smartphone. Haverá ainda distribuição de brindes para aqueles que compartilharem o site Travel Japan no Facebook.

No espaço haverá também a divulgação da Rádio Japão (nhk.jp/portuguese), serviço em português da NHK WORLD-JAPAN. As principais manchetes do noticiário, com foco nos acontecimentos do Japão e da Ásia, estão sendo compartilhadas de segunda a sexta-feira no Twitter (@nhk_radiojapao). Quem for seguidor da Rádio Japão no Twitter poderá ganhar lindos cartões ilustrados que retratam paisagens nipônicas. A TV NHK convida a todos a visitarem o estande.

jul 112018
 

Um espaço temático foi montado na biblioteca da Fundação Japão com foco no Tanabata, e também serão apresentadas as principais princesas que representam as fábulas japonesas como: Orihime, Kaguyahime e Otohime.

Será uma oportunidade para os visitantes familiarizarem com o significado de um dos tradicionais eventos japoneses e algumas das fábulas que envolvem as princesas.

As narrativas populares antigas do Japão, conhecidas como mukashi banashi, e aqui designadas genericamente de fábulas, têm sua origem na tradição oral e eram transmitidas dentro do cotidiano popular, por isso não têm autoria e nem data definida. São muito difundidas em todo o Japão nas mais diferentes formas regionais. Elas são compostas por contos folclóricos, mitos, lendas, entre outros, que apresentam características estruturais tanto dos contos de fadas como das fábulas. Pode-se dizer que elas apresentam peculiaridades distintivas que enriquecem a nossa compreensão da cultura e da personalidade do povo japonês. Para Gary Snyder (2007), “todos os folclores do mundo possuem figuras femininas poderosas, mas o Japão talvez seja especialmente rico nesse assunto. Donzelas mágicas que são pássaros supersensíveis, velhinhas amáveis que são canibais, noivas que devoram tudo, bruxas das montanhas que admiram os dançarinos, e muito mais”.

Com o intuito de explorar um pouco mais o universo feminino dos mukashi banashi, a Biblioteca da Fundação Japão apresenta este espaço temático com foco, sobretudo, no Tanabata e também em três princesas que tão bem representam esse universo: Orihime, Kaguyahime e Otohime.

O que é o Festival Tanabata?

Conhecido também como Tanabata Matsuri ou Festival das Estrelas, é comemorado anualmente no sétimo dia do sétimo mês no Japão, único dia do ano em que, segundo o folclore chinês e mais tarde o japonês, as estrelas Vega e Altair, amantes separados pela fúria de uma divindade, podem se reencontrar. Quando a lenda foi introduzida no Japão, por volta do século VIII, Tanabata era celebrado apenas na corte imperial. Era considerado um evento gracioso, elegante e erudito, muito associado ao período Heian (794-1185). Nele, lanternas eram acesas e poemas eram escritos em folhas de kaji, uma variedade de amoreira conhecida no Brasil como amoreira de papel (kaji no ha, nome científico Broussonetia papyrifera).

Mais tarde, à medida que os costumes se espalharam para as comunidades locais, as cidades passaram a se cobrir de bambus e o festival assumiu mais dos valores inerentes à consciência e aos propósitos dos japoneses, agregando gradativamente tradições religiosas japonesas.

Tanto na China como no Japão, Tanabata era uma festividade que celebrava o grande esforço de Vega em se tornar uma hábil tecelã, ou seja, que celebrava o aprimoramento de suas habilidades técnicas, para que conseguisse enfim se reencontrar com Altair. Diz-se que no período Edo (1603-1868), talvez inspirados por esse espírito, crianças de pequenas escolas de templos religiosos passam a usar a festividade como oportunidade para demonstrar suas habilidades caligráficas. Elas passam a escrever orações em tiras estreitas de papel, os tanzaku com o intuito principalmente de aprimorar a caligrafia, e os penduravam em galhos de bambu. Acredita-se que esta prática deu origem as decorações e costumes de Tanabata tão familiares atualmente.

De 7 de julho (sábado) a 31 de agosto (sexta) de 2018

Horários: • Terça a sexta das 10h30 às 19h30 • Sábados, das 9h às 17h

Local: Biblioteca da Fundação Japão em São Paulo – Endereço: Avenida Paulista, 52 – 3º andar, São Paulo-SP, Brasil

Aproveitando: o Festival das Estrelas Tanabata Matsuri da Liberdade, em São Paulo, está marcado para dias 28 e 29 de julho de 2018.