jan 222019
 

   Os números impressionam nos Jogos Olímpicos de Tóquio, que será o 32º jogos de verão da moderna olimpíada, que começou em Atenas, em 1896. 14.737 atletas de 204 países disputarão 33 modalidades esportivas, nas olimpíadas e paraolimpíadas, ocupando 43 instalações. Os números são incomparáveis com os 18º Jogos sediados por Tóquio, em 1964, quando participaram 5.151 atletas de 93 países, competindo em 21 modalidades.

© Cesar I Martins

Desde a década de 1980, os números cresceram, com a inclusão de novos países que surgiram com a divisão da antiga União Soviética e de países que passaram a praticar as modalidades olímpicas mais divulgadas pela mídia. O número de modalidades também aumentou. Rio de Janeiro, que sediou os Jogos de 2016, contabilizou 15.580 atletas de 207 países, ou seja, mais do que Tóquio espera daqui a dois anos. A causa dessa diminuição pode ser atribuída à crise econômica a nível global, que causa um menor interesse dos patrocinadores para as delegações, e também a instabilidade social em algumas regiões.

Caríssimos Jogos Olímpicos

Os custos e benefícios de um megaevento como os Jogos Olímpicos são sempre uma incógnita. Independente das acusações de corrupção e de falta de transparência, que assola esse meio a nível internacional, as variáveis são muitas porque existe a particularidade de cada localidade. As caríssimas obras poderão ter utilidade depois dos Jogos e trazer renda, ou então, como ocorre com a maioria das instalações, trazer mais despesas.

O Comitê Olímpico de Tóquio anunciou, em janeiro deste ano, a previsão orçamentária de 12,6 bilhões de dólares para os Jogos de Tóquio, mas a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, avisou que a cidade deverá gastar mais 7,5 bilhões de dólares para sua realização, ou seja, o custo total deverá superar a casa dos 20 bilhões. Número assustador, se comparar com os jogos de 1964, quando Tóquio gastou o equivalente a 282 milhões de dólares. Naquela época, esses eventos custavam bem menos. Os atletas em geral eram amadores e as instalações eram simples. O Comitê de Tóquio e o Comitê Internacional (IOC) discutem a necessidade de se cortar os custos, que atormentaram as últimas olimpíadas e estão afastando as possíveis cidades candidatas aos próximos jogos.

Skate entre as novas modalidades introduzidas nos Jogos © Dan Allen

O fator custo preocupa o IOC, porque pode comprometer a própria continuidade dos Jogos. Os custos médios das Olimpíadas mais que quadriplicaram nos últimos oito anos. Por isso, a queda de cidades interessadas é dramática. Em 2008, dez cidades participaram da disputa vencida por Beijing. Quatro anos depois, Londres teve que disputar com oito cidades. O Rio, para 2016, disputou com seis. E para os Jogos de 2020, apenas três cidades se candidataram: Tóquio, Madrid e Istambul. Para a concorrência de 2024, aberta em 2015, surgiram cinco cidades interessadas, entretanto, Hamburgo, Roma e Budapeste se retiraram da disputa, restando apenas Paris e Los Angeles. Para evitar que a situação fique pior, o IOC escolheu Paris para 2024 e já acertou com Los Angeles os Jogos de 2028, que, portanto ficou sem concorrência. O aumento dos custos ocorre também com os Jogos Olímpicos de Inverno. Sochi, na Rússia, investiu 50 bilhões de dólares, o recorde de todos os tempos, superando Beijing em 2008, com 40 bilhões.

Todos falam do Rio 2016 como sinônimo de superfaturamento. Mas na prática, oficialmente foram gastos perto de 11 bilhões de dólares, número que os especialistas em eventos esportivos internacionais não concordam e atribuem um custo total real de 20 bilhões de dólares, uma vez que há custos que não figuraram no orçamento. Mesmo assim é uma pechincha, se comparado com Beijing e Sochi. O que foi decepcionante, no caso do Rio, foi a falta de retorno do investimento. O retorno em turismo, por exemplo, foi um grande fiasco. Embora a prefeitura do Rio de Janeiro avalie como um “enorme sucesso” o evento esportivo sediado pela cidade, com a vinda, segundo a mesma, de 1,17 milhão de turistas ao Rio por conta dos Jogos, apenas 410 mil eram estrangeiros, com gasto médio de R$ 424,62 por dia. Os 760 mil brasileiros tiveram um gasto médio de R$ 310,42 por dia. Somando tudo, o resultado bruto é irrisório, de menos de 130 milhões de dólares por dia.

No Brasil todo, no ano dos Jogos Olímpicos, o Brasil registrou a chegada de 6,546 milhões de turistas estrangeiros. Em 2014, quando o Brasil sediou a Copa do Mundo de Futebol, vieram menos ainda: 6,429 milhões. Sem nenhum investimento atraente, o Brasil, no ano passado, recebeu 6,588 milhões de estrangeiros, ou seja, mais do que nos anos dos eventos esportivos, que em nada melhoraram o desempenho do país no setor turístico. No último ano, os argentinos representaram quase 40% de todos os estrangeiros.

Prova de BMX Freestyle para atrair o público jovem © Stig Nygoard

No caso de Tóquio, a expectativa de público é maior, porque, a exemplo de outras metrópoles mundiais, o número de turistas estrangeiros vem crescendo a cada ano. Em 2017, sem realizar nenhum evento de porte internacional, o Japão registrou 28,69 milhões de turistas de fora (destes, quase 40% são chineses). Em 2016, o país havia recebido 24 milhões e, para se ter uma ideia do crescimento do Japão como destino turístico, basta lembrar que ele tinha apenas 8,61 milhões de turistas estrangeiros em 2010, e o número diminuiu ainda mais no ano seguinte por conta do terremoto e do tsunami na região Nordeste, chegando a 6,218 milhões naquele ano (quase o mesmo do Brasil). Reconstruindo e se recuperando rapidamente da tragédia, o país passou a ser o destino preferido de muitos turistas, por ser considerado um local extremamente seguro, se comparado com outras metrópoles mundiais. Apenas para comparar, o Brasil, em 2011, recebeu 5,433 milhões de estrangeiros e evoluiu pouco de lá para cá. Para 2020, ano dos Jogos de Tóquio, o Japão espera receber 40 milhões de estrangeiros.

Mesmo que esse número se confirme, os especialistas calculam que dificilmente o evento trará um resultado positivo. Argumentam que, mesmo tendo menores gastos no passado, muitas das cidades que sediaram os Jogos sofreram para equilibrar sua economia. Caso de Montreal, no Canadá, que sediou o evento em 1976. Embora considerado um bom e seguro evento, a cidade contraiu uma dívida de dois bilhões de dólares americanos, que só foi quitado totalmente 40 anos depois. Além disso, naquele ano, Canadá acabou não conquistando nenhuma medalha de ouro. Roma, que inicialmente havia se candidatado aos Jogos de 2024, retirou seu nome porque a prefeita Virginia Raggi argumentou que a cidade não tinha estrutura para isso e que ainda sofre por conta dos jogos que sediou em 1960. Muitos economistas atribuem a atual crise econômica da Grécia aos jogos que sua capital Atenas sediou em 2004. Afinal, amargar um prejuízo de 14,5 bilhões de dólares para uma economia pequena é ainda mais difícil.

No caso do Rio, além dos gastos em construções, parte dos quais não terá mais utilidade, há que se considerar o prejuízo pelos dias parados por causa das competições. Houve quatro feriados decretados no Rio, além de engarrafamentos no trânsito, os quais levaram à diminuição da atividade econômica e, portanto, ao recolhimento menor do ICMS e do IPI. Quem se beneficiou foram os hotéis e restaurantes, que recolhem ISS. A Comissão Olímpica de Tóquio também estuda a possibilidade de decretar feriados, ou meio-expediente, principalmente no dia da abertura. É que a cidade de Tóquio já é congestionada em dias normais, e o problema pode se agravar pelo fato das competições ocorrerem em pleno verão, quando a temperatura pode ultrapassar os 35°C. Por conta disso, em 1964, o evento foi realizado em outubro.

Quem paga a conta?

Para o Rio 2016, as autoridades brasileiras calcularam que 50% de todo o montante seria pago pela iniciativa privada e o restante pelos governos municipal, estadual e federal. Com o valor captado em patrocínios, o comitê gestor do Rio 2016 deveria arcar com todos os custos do evento em si, mas a parte da segurança das arenas e até o fornecimento de energia elétrica foram repassadas ao governo federal. Além disso, o comitê obteve ajuda federal para pagar as despesas das cerimônias de abertura e de encerramento, e ainda conseguiu financiamento do governo federal através do BNDES.

O governo estadual, que chegou a deixar de pagar salários de funcionários e decretou estado de calamidade pública por causa da crise econômica, um pouco antes do início dos Jogos, em 2016, recebeu R$ 2,9 bilhões como doação do governo federal às vésperas do evento. Especialistas de agências de classificação de risco afirmavam na época, que qualquer crescimento econômico em função de um evento que dura apenas duas semanas seriam apenas uma solução temporária. Sem reformas na previdência e redução de custos com folha de pagamento do funcionalismo público, o Estado precisaria de mais ajuda do governo federal. E foi exatamente o que ocorreu.

No Japão, os principais patrocinadores estão definidos, mas nota-se a falta de muitas empresas japonesas que investiam em eventos internacionais no passado. Mesmo na Copa do Mundo de Futebol deste ano na Rússia, não se viu companhias japonesas dentre as principais, sendo que da Ásia participaram a coreana Samsung e a chinesa Wanda, demonstrando que Japão não vive bons momentos. Dentre os 13 patrocinadores globais do Comitê Olímpico Internacional, estão a Toyota, Panasonic e Bridgestone, que já estavam no Rio 2016.

Integração entre voluntários no Rio 2016 © Filipe Prevot

A estrutura dos Jogos de Tóquio 2020

Das 43 localidades escolhidas para as competições, 25 já existem e estão sendo adaptadas, 10 serão temporários e oito são as novas instalações permanentes. Dentre as existentes, algumas foram utilizadas em 1964. Caso do Estádio Olímpico, do Nippon Budokan, e do Ginásio Nacional de Yoyogi. Esses nunca deixaram de ser utilizados até hoje. O mesmo não pode ser dito da Vila dos Atletas, a qual foi elogiada em 1964 pelo jornal New York Times: “A transformação do antigo quarteirão da base militar americana em alojamento dos atletas não alterou substancialmente a aparência de um subúrbio americano. Os atletas de outros países que vierem ao Japão encontrarão uma vila bem parecida com o subúrbio americano. A principal diferença é que a nova geladeira, máquinas de lavar, televisores e outros eletrodomésticos estampam marcas japonesas ao invés das americanas, mas o design é americano. As 249 casas que foram construídas para militares americanos e suas famílias e os 14 prédios de blocos que já foram quartos de solteiro e residências para mulheres solteiras empregadas pelas Forças Armadas dos Estados Unidos abrigarão mais de 8.000 atletas e autoridades de 98 nações”. O local antes ocupado pela Vila dos Atletas é hoje o Parque Yoyogi, uma área verde, cercado pelos sofisticados bairros comerciais de Shinjuku, Harajuku e Shibuya.

Embora o evento tenha o nome de Jogos Olímpicos de Tóquio, das 43 localidades, apenas 20 ficam perto da Baía de Tóquio. Cidades próximas, como Saitama e Yokohama, dividem as modalidades, mas as competições de futebol e beisebol, que costumam ter um público grande, foram deslocadas também para Miyagi, Ibaraki e Fukushima, esses para ajudar na crise que começou com o terremoto seguido de tsunami, de 2011. A comissão definiu ainda Sapporo, em Hokkaido, a 832 km de Tóquio, como sede de algumas partidas. É claro que todos esses deslocamentos aumentam os custos das competições, mas é uma forma de desafogar Tóquio e distribuir um pouco os turistas pelo país. Nos Jogos de 1964, apenas Karuisawa, em Nagano, se destacou pela distância em relação a Tóquio. E Karuizawa e Tóquio estão a apenas 170 km de distância.

Pressão extrema para os preparativos

A demora na escolha dos locais para os jogos e a aprovação dos orçamentos causaram, evidentemente, atraso nas obras. Isso pode ser comum em outros países, mas não no Japão, onde os cronogramas costumam ser rigorosamente respeitados. Com isso, quem sofre são os funcionários das construtoras. Um deles, de apenas 23 anos, que trabalhava nas obras do principal estádio, cometeu suicídio em março de 2017, depois de ter feito 190 horas extras em um mês. O Japão possui até uma palavra específica para mortes por excesso de trabalho: karoushi. Qualquer morte causada por fazer mais de 80 horas extras em um mês é considerado karoushi. E isso já ocorreu também em agências de propaganda e outras empresas onde se trabalha muito acima do normal. Mas nessas obras estruturais das olimpíadas, estima-se que haja 18 empresas cujos empregados ultrapassam o limite legal de 80 horas.

A parte esportiva

As novidades para os Jogos de Tóquio ficaram por conta da introdução das modalidades mais praticadas no Japão. A exemplo do judô, que começou a ser disputado em Tóquio, em 1964, beisebol, softbol e karatê estarão entre as competições de 2020. Além disso, visando atingir o público mais jovem, as modalidades de skate, surfe e escalada esportiva entrarão na competição. Outros esportes que buscam esse público são o basquete “3 on 3” e o “BMX freestyle” (manobras radicais com bicicleta).

Outra novidade são as categorias mistas. Homens e mulheres competirão conjuntamente no revezamento 4 x 400 metros e nos 4 x 100 metros em estilo livre nas piscinas, além de times mistos no triatlo. Haverá também equipes mistas de judô, tiro com arco e tênis de mesa.

A tendência é incluir modalidades que atraiam mais jovens e também mulheres.

Mascotes para 2020. 2042 pessoas e grupos inscreveram suas propostas e a votação foi feita em 16.769 escolas, com a participação de 205.755 salas, após um debate entre os alunos de cada sala coordenados pelo professor. A sugestão acima obteve 50% dos votos.

A captação de voluntários

Para Tokyo 2020, é esperada a participação de 80 mil voluntários convocados pelo comitê organizador e mais 30 mil solicitados pelo governo de Tóquio.  Há inúmeras funções para os voluntários, mas basicamente prestarão os seguintes serviços:

Pelo Comitê: Voluntários para atendimento ao público, suporte aos locais de competição e suporte aos jornalistas internacionais.

Por Tóquio: Atendimento aos turistas, orientação de transporte e locomoção dos visitantes aos locais da competição e suporte ao site de transmissão ao vivo dos jogos.

Em ambos os casos não há idade máxima (mínimo 18 anos em abril de 2020), bastando que a pessoa tenha boa saúde, e pode ser de qualquer nacionalidade e sexo. O participante precisa necessariamente dispor de pelo menos 10 dias para colaborar.

Período de inscrição: ia de setembro a dezembro de 2018 pelo site: https://tokyo2020.org/en/. Há possibilidade de se abrir novo período de inscrição para atividades específicas.

No Rio 2016, 70% dos voluntários inscritos não compareceram nos locais de trabalho e foi necessário arrumar “voluntários remunerados”.

autor: Francisco Noriyuki Sato – publicado em julho/2018

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Cai o desempenho das crianças nos esportes

O impacto das Olimpíadas de Tóquio de 1964 no Brasil (texto em japonês)

out 182018
 

Sanuki Udon é um prato típico da província de Kagawa

Kompira é um local turístico da província de Kagawa, com termas e até teatro Kabuki. Kompira Matsuri é uma homenagem ao protetor dos navegantes, muito tradicional em Kagawa.

No Brasil, Kompira Matsuri é uma cerimônia com festival gastronômico promovido pela Associação da Província de Kagawa, e a principal atração é o Sanuki Udon. Sanuki era o antigo nome de Kagawa, e o Sanuki Udon é um dos três mais famosos tipos de udon (macarrão de trigo) do Japão. Essa sopa é tão popular que só em Kagawa existem cerca de 700 restaurantes especializados em Sanuki Udon.

O próximo Kompira Matsuri será realizado no dia 21 de outubro de 2018, domingo, a partir das 11 horas (almoço). A entrada é gratuita, e o Sanuki Udon será servido a preços acessíveis. Há o Tempura Udon, o Kitsune Udon e o Inarizushi. Esse macarrão é trazido do Japão e tem sabor diferente do comum, e a porção é boa.

 

Haverá atrações de cultura japonesa: kendô, shorinji e karatê, além de karaokê, bingo e bazar do departamento de senhoras. Sanuki Udon fez muito sucesso no Festival do Japão, e aqui está a oportunidade para saboreá-lo com calma e sentado.

Local: Associação da Província de Kagawa – Rua Itaipu, 422 – perto do metrô Praça da Árvore da linha Norte-Sul – Vila Clementino, São Paulo/SP. Informações: 11-5587-5303.

Programação:
11:00 – Cerimônia do Kompira Taisai
12:00 – almoço e atrações culturais

jun 302015
 

karate kyokushin 2015No dia 5 de julho (domingo), a cidade de São Paulo (SP) sediará o Mundial por Equipes de Karatê Kyokushin, celebrando os 50 anos de existência do estilo no mundo e os 40 anos no Brasil.
O evento reunirá atletas de cinco continentes, divididos em 12 times: Brasil (representado por 2 equipes), América do Sul (2), Europa (2), Américas Central e do Norte, África, Ásia, Oceania, Rússia e Japão. Cada grupo, por sua vez, será composto por 5 atletas, divididos por categorias: Kata, Juvenil, Veterano, Feminino e Absoluto Masculino.
Estão confirmadas as presenças do espanhol Alejandro Navarro, atual campeão mundial peso-pesado; Mikio Ueda, campeão japonês pesado, tricampeão Pan Americano o búlgaro Zahari Damyanov e da canadense Julie Lamarre, campeã mundial peso-médio. E a honrosa presença do diretor mundial da Organização, Kancho Shokei Matsui (Ministrará um Treino Especial para os alunos do Kyokushin, um dia antes do Mundial (sábado às 16h00 no mesmo local: Ginásio Mauro Pinheiro Ibirapuera). Participação especial do Shihan Isobe, dos campeões Mundiais: Shihan Francisco Filho e Ewerton Teixeira.

Os brasileiros são:
Kata: Riyuji Isobe, Bruna Rezende, Yuske Hidani e Diego Siqueira
Juvenil: Matheus Silva, Josue Oliveira,
Feminino: Thiely Pinto, Claudete Alves,
Senior: Leonardo Tavares, Angelo Carlos, Jose Roberto,
Masculino: Glaube Feitosa, Eder Gama.

O evento acontecerá no Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro, no Ibirapuera, na cidade de São Paulo, e a entrada será 1 kg de alimento não-perecível.

maio 292015
 

wagakki-yui-koijma-1024x773O grupo de instrumentistas tradicionais do Japão「結」(Yui), fará um circuito pela primeira vez no Brasil. Através do convite da Fundação Japão, o trio estará abrilhantando o ano em que comemoramos os 120 anos do Tratado de Amizade, do Comércio e da Navegação entre o Brasil e o Japão.

Fundado em 2009, “Yui” toca, além de músicas tradicionais, outras mais próximas do pop de sua própria autoria, e se apresenta junto com artistas de diversos estilos.

As três belas jovens são formadas em Música Japonesa pela Tokyo University of the Arts, e ao mesmo tempo em que se apresentam com o grupo, possuem suas carreiras individuais.

Chie Hanawa (no centro da foto), natural de Ibaraki, toca Tsugaru Shamisen. Aos 17 anos foi a mais jovem vencedora do concurso nacional desse instrumento. Antes mesmo de se formar, foi contratada pela gravadora Nippon Columbia, onde gravou “Tsuki no Usagi”. Formou dupla com a violonilista Natsumi Okimasa formando o “Hanamas”, que faz um gênero misto entre o japonês e o ocidental. Já se apresentou na Argentina, Itália, França, Alemanha, Bulgária, Malásia, Estados Unidos e outros países. Estrelou o comercial do Sony Xperia. Seu segundo álbum “Colorful” foi lançado pela King Records no ano passado.

Kou Kakinokihara (a esquerda), natural de Tóquio, no ano de sua formatura gravou seu primeiro CD “Kotoba ni dekinai”, onde toca koto e canta. Foi a responsável pelo tema do evento Akasaka Sacas da TV TBS, e trabalhou como consultora de koto em teatro musical. É integrante da dupla “Tsukiyoi” que gravou um álbum pop e se apresentou na Japan Expo em Paris.

Yoshimi Tsujimoto (a direita), natural de Wakayama, toca shakuhachi e estrelou no programa “Daimei no nai Ongakukai”, da TV  Asahi, enquanto cursava a universidade. Mas antes disso, já havia se apresentado em diversos locais, inclusive nos Estados Unidos, Coréia e Itália. Em 2012, se apresentou na Copa do Mundo da Fifa de futebol feminino sub-20. Participa de outros grupos e de uma orquestra, é convidada de programas de TV e gravou o tema de Final Fantasy XIII-2 “Big Bridge no Shitou”.

A programação do Wagakki Yui no Brasil:

04/Junho/2015 (quinta) – Londrina – Expo Japão 2015, junto com a 54ª Expo Agrícola, na ACEL.
07/Junho/2015 (domingo) – Belém – Feira Pan Amazonica do Livro, Centro de Convenções da Amazônia
10/Junho/2015 (quarta)- Manaus – Teatro Amazonas
13/Junho/2015 (sábado) – São Paulo – Centro Cultural São Paulo, Sala Adoniran Barbosa – Rua Vergueiro, 1000 (ao lado da estação Vergueiro do Metrô) São Paulo – SP – ENTRADA GRATUITA –Os ingressos serão distribuídos na bilheteria, 2 horas antes do espetáculo. Limitado a 2 ingressos por pessoa.Classificação: livre -Duração: 90 minutos -Capacidade: 622 lugares
15/Junho/2015 (segunda) – Vitória – Teatro Carlos Gomes
18/Junho/2015 (quinta) – Apucarana – Festa da Cerejeira de Apucarana
20/Junho/2015 (sábado) – Brasília – 4º Festival do Japão de Brasília, Expobrasília, Parque da Cidade
Os horários ainda não foram informados pela organização da programação. Em breve divulgaremos.

Assista a uma apresentação do grupo com sua própria música:

Saiba mais sobre o Tsugaru Shamisen

out 082014
 

6 temaki fest kodomo no sonoO 6º Temaki Fest do Kodomo-no-Sono acontece dia 19/10, domingo, das 11 às 15 horas, em sua sede: Rua Professor Hasegawa, 1198, Itaquera, São Paulo. Essa entidade assistencial abriga 85 pessoas com deficiência mental, e o evento é realizado todos os anos pelos voluntários para gerar receitas para manutenção.

O grupo “Temaki da Amizade” (formado por médicos do Hospital Nipo Brasileiro e seus amigos voluntários) confecciona os temakis no dia, e nesse grupo há cozinheiros famosos como o Hugo Kawauchi, proprietário dos restaurantes Sea House, que abrilhantam a festa. Para o participante é uma pechincha, pois pode-se comer à vontade ao adquirir o convite por R$ 45,00 (antecipado) ou R$ 50,00 (no local). Nos anos anteriores, o grupo preparou 5.500 unidades para aproximadamente 1.200 pessoas. Adquira já o seu convite e estará ajudando a entidade beneficente! Kodomo no Sono: Tel. 11 3208-3949, 2521-6437 – kodomo@kodomonosono.org.br

O estacionamento é gratuito e menores de 10 anos não pagam desde que estejam acompanhados de pais ou responsáveis. Haverá show do Joe Hirata, oficina de temaki e outras atrações!

set 112014
 
Bunkyo Rural turismo

Festa da Uva e do Caqui de Louveira. Foto da Secretaria da Agricultura e Abastecimento de São Paulo

Turismo Rural não é mais sinônimo de passeio exótico em localidades distantes. Cada vez mais, pequenos produtores agrícolas, principalmente os localizados perto de rodovias, estão abrindo suas portas para o turista. Alguns conseguem realizar grandes eventos, como a festa do Caqui, aproveitando a época da colheita, o que acabou se tornando num grande acontecimento municipal, enquanto outros simplesmente disponibilizam um serviço de atendimento, que vai de um simples passeio pelas plantações, até atividades na terra, produção de doces com almoço e hospedagem no local.

O turismo se tornou uma alternativa de renda para muitos pequenos agricultores. É sobre isso que irão falar o agrônomo Issao Ishimura, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado de São Paulo, e a turismóloga Jamila Tanaka, Secretária Municipal de Cultura e Turismo do município de Ibiúna/SP. Ambos estarão participando do 5º Bunkyo Rural, que acontece na sede da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, no dia 13 de setembro de 2014 (Rua São Joaquim, 381, Liberdade, São Paulo), que tem como tema geral “Empreendedor Rural”. A taxa de inscrição é de apenas R$ 30,00 incluindo almoço e coffee break. Corra, que ainda dá tempo. Informações no site http://www.bunkyorural.com.br e tel. 11 3208-1755.

Obs. Foi confirmada a participação do Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller no evento.

ago 272014
 
Pho bo, Lámen vietnamita

Pho bo, Lámen vietnamita

Considerada uma das culinárias mais saudáveis do mundo, a cozinha tradicional vietnamita é muito admirada pelos seus ingredientes frescos, pelo uso mínimo de óleo e pela utilização de ervas e legumes. Saboreando um prato vietnamita, é fácil entender porque a região tinha o nome de Indochina Francesa. Ingredientes da China e Europa, e temperos da Índia se misturam com um toque gourmet francês. Afinal, Vietnã foi dominado pelos franceses até 1954.

Molho de peixe, pasta de camarão, shoyu, arroz, ervas frescas, gengibre, canela, manjericão, frutas e verduras são a base dos pratos. Alguma semelhança com a culinária japonesa?

Xá xíu do Miss Saigon

Xá xíu do Miss Saigon

Pho bo e Pho ga são o que podemos chamar de lámen, porque há semelhanças. A diferença é que o moyashi e o tempero à base de missô adocicado chegam como acompanhamento e não estão misturados com o talharim, que aliás, é feito de arroz. Bolinhos de carne e carne fatiada cozidos em caldo de carne com especiarias completam o prato. Vale a pena experimentar esses pratos, cujas porções são boas e custam R$ 35,00. É fácil pedir: Pho bo (boi – carne de vaca) e Pho ga (galinha – carne de frango). Há outros ensopados e pratos interessantes no cardápio do Miss Saigon, e fique tranquilo, o restaurante não utiliza nenhum ingrediente esquisito.

vietnamita miss saigon logoMiss Saigon é o primeiro restaurante vietnamita do Brasil. Ele está localizado bem perto do Shopping Ibirapuera (a 100 metros) e tem convênio com o estacionamento Star Point, do outro lado da rua.

O restaurante Miss Saigon funciona de Terça à Domingo nos seguintes horários: 3ª a 5ª feira – almoço das 12 h às 15 h e jantar das 18 h às 22 h, 6ª feira – almoço das 12 h às 15 h e jantar das 18 h às 23 h, Sábado – almoço das 12 h às 16 h e jantar das 18 h às 23 h e Domingo – almoço das 12 h às 18 h.

Restaurante Miss Saigon – Alameda dos Jurupis, 1374 – Moema – São Paulo. Tel. 11 4564-1419. www.misssaigonrestaurante.com.br

jul 092014
 
Cerejeiras carregadas

Cerejeiras carregadas

Nos dias 2 e 3 de agosto de 2014, será realizada a 36ª Festa das Cerejeiras do Parque do Carmo, pela Federação de Sakura e Ipê do Brasil. O Parque do Carmo, que fica na região de Itaquera, abriga o Bosque das Cerejeiras, onde há mais de 4 mil pés da espécie, que estarão totalmente floridos nesses dias, graças à tecnologia utilizada para isso.
Haverá um palco e um espaço aberto onde ocorrem as apresentações de odori, dança japonesa, radio taissô, karaokê e outras manifestações culturais. Além disso, haverá uma boa praça de alimentação.
36ª Festa das Cerejeiras – Dias: 02 e 03 de agosto de 2014, das 9h às 17h
Local: Parque do Carmo – Portão 3 (Endereço: Av. Osvaldo Pucci, s/nº, – Itaquera)
Transporte gratuito da estação de metrô Corinthians Itaquera para o parque a partir das 9h. ENTRADA FRANCA

Veja as fotos do ano passado no nosso link interno.

jun 162014
 

totoro3642

Keisuke Honda abriu o placar para os japoneses aos 16 minutos do primeiro tempo. Costa do Marfim empatou no segundo tempo, aos 19 minutos com gol de cabeça de Bony, e logo em seguida, com outro gol de cabeça de Gervinho. Aconteceu na Arena Pernambuco no dia 14 de junho. Resta torcer para o jogo contra a Grécia, dia 19 de junho (feriado) às 19 horas na Arena das Dunas em Natal.

fev 242014
 

Esse foi o resultado de dois anos de colaboração prévia entre a ABRADEMI (Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações), entidade pioneira dos mangás e animês que completou 30 anos neste mês, e os organizadores do “Harajuku Fashion Party”, evento que reuniu apreciadores do street fashion japonês de várias partes do Brasil em São Paulo nos últimos 2 anos.
Ambos os grupos tinham em comum um histórico de participações em eventos da coletividade nipo-brasileira e de difusão cultural. Em outubro de 2012, realizaram um primeiro evento em conjunto – o Meeting Comemorativo dos 40 Anos da “Rosa de Versalhes: Berusaiyu no Bara” – tema que agregou aspectos comuns de ambos os grupos por se tratar de um mangá de sucesso que influenciou profundamente a cultura moderna do Japão, inclusive a moda alternativa.
O sucesso do Meeting e a crescente procura de informação sobre moda japonesa foram os fatores positivos que levaram à iniciativa de criação de uma Associação J-Fashion no Brasil. No processo de amadurecimento da iniciativa verificou-se também a necessidade de educar o público em geral a respeito do assunto, visto que grandes diferenças culturais referentes a estética e comportamento que existem entre Brasil e Japão ainda geram atitudes de preconceito e desrespeito. Relatos de bullying sofrido por jovens apreciadores do street fashion japonês se tornaram mais frequentes, surgindo daí a necessidade de uma entidade que, além do caráter cultural, tivesse caráter social, para apoiar os jovens e combater a violência que infelizmente cresce no país.
Finalmente, no dia 10 de fevereiro de 2014, foi realizada a Assembléia de Fundação da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE J-FASHION, a primeira entidade do gênero no mundo, legalmente registrada perante o 3º RTD de São Paulo.