jun 232015
 

O 50º Gueinosai, Festival de Música e Dança Folclórica Japonesa, foi realizado nos dias 20 e 21 de junho de 2015, no Grande Auditório da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, no bairro da Liberdade, em São Paulo.

Trata-se do maior encontro entre os praticantes dessas artes no Brasil, e por isso é muito respeitado.  A programação é composta de várias modalidades, como “kayo buyo” – dança tradicional com música popular, “minyo” – música folclórica, “buyo kouta” – dança com música de ozashiki, “nagauta” – canto tradicional, “ryukyu buyo” – dança de Okinawa,  mas há também “shibu” – dança dos samurais, “wadaiko” – tambores, “hougaku” – música clássica japonesa e “minbu” – dança folclórica.

As fotos são de sábado. As fotos desta matéria podem ser utilizadas, mas é obrigatória a colocação de link ou a citação da fonte: www.culturajaponesa.com.br
Obs. A presença do “karaokê” como modalidade é estranha, quando se canta música comum e sem usar trajes típicos. Porém, há que reconhecer que os cantores selecionados são ótimos. Há também uma modalidade chamada “youbu” – que pode ser traduzida como danças do Ocidente, mas é estranho assistir a uma dança de tango num evento de cultura japonesa. Mesmo assim, é importante manter esse evento tradicional da coletividade nipo-brasileira. É fundamental que a comunidade assista e incentive esses dedicados artistas, alguns dos quais jovens e crianças, para que essas artes tenham continuidade. Parabéns aos organizadores e patrocinadores.

 

jun 192015
 

Com o último show no dia 20 de Junho, sábado, no 4º Festival do Japão de Brasília, o grupo “Yui” se despede do Brasil. O trio veio a convite da Fundação Japão, como um dos shows comemorativos do 120º aniversário do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre o Brasil e 0 Japão.

Tocando instrumentos tradicionais do Japão, Chie Hanawa (Tsugaru Shamisen), Ko Kakinokihara (Koto) e Yoshimi Tsujimoto (Shakuhachi) deram um belo show e incluiram na programação a explicação dos instrumentos e o som de cada um, sabendo que tais equipamentos são raros no Ocidente. Assim, o som típico do Japão pôde ser conhecido, assim como as tradicionais músicas, como “Tsugaru Jonkara Bushi”, “Sakura Sakura”, “Hanagasa Ondo”, “Tokyo Ondo” e “Soran Bushi”. O repertório incluiu uma música composta por Chie Hanawa, “Experience” onde o shamisen se transforma numa guitarra. A música fez parte do comercial do Sony Xperia. A surpresa foram as duas músicas brasileiras no repertório: “Brasileirinho” e “Tico-tico no Fubá”, que foram muito bem executadas. O show contou com a participação especial do brasileiro Shen Kyomei, com shakuhachi,  na música “Koujou no Tsuki”, composta por Rentaro Taki em 1901. Todos os quatro se formaram na mesma Tokyo University of the Arts. Em São Paulo, na apresentação feita na Sala Adoniram Barbosa do Centro Cultural São Paulo, faltou lugar para todos os interessados e o grupo foi aplaudido em pé.

Ao final da apresentação, o trio ainda teve fôlego para enfrentar os jornalistas.  Algumas perguntas feitas na ocasião:

Como surgiu a oportunidade de montar o trio “Yui”?

Chie Hanawa: Nós três estudamos na mesma universidade, e são poucos os que se destacam tocando instrumentos tradicionais. Assim nos conhecíamos e, mantendo os nossos afazeres com outros grupos e como artistas solo, resolvemos formar o “Yui”.

Soube que começaram muito cedo. O que as levou a se interessarem por esses instrumentos?

Chie Hanawa: O meu avô tocava “shamisen” por hobby e eu disse que queria aprender. Ele tocava um outro tipo de “shamisen” e aconselhou-me a aprender o “tsugaru shamisen”, que seria mais adequado para jovens. Eu comecei com 9 anos de idade.

Ko Kakinokihara: Eu comecei com 5 anos de idade. Na minha família ninguém tocava “koto”, mas eu assisti a um “taiga dorama” (novela de época) da TV NHK e uma personagem tocava “koto”. Me interessei e disse que queria aprender, e não parei mais.

Yoshimi Tsujimoto: Eu comecei a tocar “shakuhachi” muito mais tarde, aos 16 anos. Resolvi aprender a tocá-lo.

O que viram no Brasil até agora?

Chie: Foi impressionante conhecer a Amazônia. Fizemos um passeio de barco pelo Rio Amazonas e não fazia idéia de que o rio fosse tão grande.

Yoshimi: Vimos a pesca de piranhas!

Ko: No meu caso, eu tinha um objetivo bem particular nesta primeira viagem ao Brasil. É que a minha avó materna é brasileira. Filha de imigrantes japoneses, ela nasceu no Brasil, gostava muito e falava bem do Brasil. Não sei exatamente quando a família veio para o Brasil, mas a minha avó tinha 20 anos quando retornou ao Japão, pegando o último navio para o Japão antes da Segunda Guerra Mundial. Ela disse que foi uma viagem longa e complicada, pois não pôde seguir a rota normal por causa do conflito. Eu trouxe algumas lembranças da minha avó na viagem. Uma delas é uma foto onde ela aparece com a família na frente do Monumento de D. Pedro, no Museu do Ipiranga. Fomos lá, e com a ajuda do grupo e de outras pessoas, conseguimos tirar uma foto muito parecida. Foi um acontecimento emocionante.

Quando treinaram as duas músicas brasileiras no estilo Chorinho?

Todas: Nós ouvimos as músicas pela primeira vez em janeiro deste ano, e treinamos juntas apenas em maio. Essas músicas são difíceis, o compasso é outro, muito rápido e tudo é diferente, mas deu certo.

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jun 072015
 

Existem músicas de ninar, compostas para os bebês dormirem, e músicas cantadas por quem tomava conta dos bebês, ou seja, pelas babás. Esse é o caso dessa muito bem composta e triste música. “Itsuki no Komoriuta” 「五木の子守唄」

(1)おどま盆ぎり盆ぎり
盆から先ゃおらんと
盆がはよくりゃはよもどる

(2)おどまかんじんかんじん
あん人たちゃよか衆
よか衆よか帯 よか着物

(3)おどんがうっ死んだちゅうて
誰が泣てくりゅうか
うらの松山蝉が鳴く

(4)おどんがうっ死んだら
道ばちゃいけろ
通る人ごち花あぎゅう

(5)花はなんの花
つんつん椿
水は天からもらい水

Explicação do conteúdo:

Itsuki é um vilarejo da província de Kumamoto e a música é cantada no antigo dialeto local. A história começa muito tempo atrás. Em 1185, a família Taira é derrotada numa guerra contra o clã Minamoto. A família derrotada se retira para Gokanoshou (hoje cidade de Yatsushiro), na província de Kumamoto, mas os Minamoto, desconfiados, mandam famílias de samurai se mudarem para a cidade vizinha de Itsuki, com a finalidade de observarem os movimentos do antigo adversário. Essas famílias de samurais eram proprietárias de terras e eram ricas, mas havia pobres que se dedicavam a trabalhos de todo o tipo servindo aos ricos. Conta-se que as meninas de 10 anos já trabalhavam como babás nessas casas.

O termo “odon”, significa “eu”. Na primeira estrófe, ela fala que o trabalho dela acaba no festival dos finados (Obon), e se o Obon vier logo, ela poderá retornar para sua casa mais cedo. Certamente, não se trata de um retorno de férias, mas um retorno definitivo.

Na segunda estrófe, ela fala que é “kanjin kanjin”, repetindo que é “pobre e pobre”, e compara com as “outras pessoas” que nasceram em família rica, que vestem o “obi” e o “quimono” de boa qualidade.

Na terceira estrófe, ela fala que ninguém chorará se ela morrer. Só chorará a cigarra (semi) na montanha de trás.

Na quarta estrofe, ela reforça a ideia depressiva desse momento. “Se eu morrer, me enterre na beira da estrada e darei flores para as pessoas que por lá passarem”.

Na quinta estrofe, ela pergunta “Flor? Qual flor?”. A resposta é “tsuntsun tsubaki”, “tsubaki” é camélia, uma flor muito comum no Japão. E não precisa dar água, pois o céu se encarregará disso.

Existem outras versões dessa mesma música, que ficou perdida por muito tempo até ser descoberta em 1935. “Itsuki no Komori Utá” passou a ser muito conhecida na década de 1950, quando vários cantores gravaram sua versão, tornando-se um hit popular.

A versão do video que postamos é cantada pela atriz e cantora Yoshiko Yamaguchi, que nasceu na atual Taiwan, numa família japonesa. Ela era atriz e cantora desde antes da Segunda Guerra Mundial, atuando no Japão e na China. Ao final da guerra, Yoshiko estava em Xangai (hoje RPC), sendo acusada como traidora da China. Conseguindo provar que ela era mesmo uma japonesa, foi expulsa do país e foi morar no Japão. Após essa fase, ela continuou o seu trabalho, tendo atuado com o nome artístico de Lee Hsiang Lan em Hong Kong, e de Shirley Yamaguchi nos Estados Unidos. Yoshiko Yamaguchi faleceu em 7/9/2014, em Tóquio, aos 94 anos de idade.

mai 302015
 

kissmz_0A banda de heavy metal Kiss, quem diria, gravou um CD com o grupo pop Momoiro Clover Z. Foi o primeiro trabalho da banda americana com um outro artista e foi lançado em 28/1/2015 pela Evil Line Records, e abrangeu 120 países através do iTunes Store. O site oficial da banda conta que a música chegou a ser o número 1 do ranking dos Estados Unidos, Canadá, Suécia e Noruega. No ranking japonês Oricon, o CD single ocupou o segundo lugar no ranking do dia 9 de fevereiro.

Momoiro Clover Z na Japan Expo Paris com Ayaka Sasaki em destaque. Foto de Bruno Dj ph

Momoiro Clover Z na Japan Expo Paris com Ayaka Sasaki em destaque. Foto de Bruno Dj ph

Momoiro Clover Z já se apresentou várias vezes no tradicional Kouhaku Utagassen da TV NHK, mas teve um começo humilde, como vários grupos iniciantes, se apresentando nos finais de semana no Yoyogi Park, em Tóquio, a partir de 2008. O grupo gravou um dos temas do Pokémon e da Sailor Moon Crystal. Essa parceria com o Kiss resultou no 13º single da banda.

A proposta para a parceria foi feita pelos americanos, quando o guitarrista Paul Stanley assistiu a gravação ao vivo do Momoiro Clover Z e se encantou com a música e a coreografia das japonesas. A música gravada em conjunto tem o nome de “Yume no Ukiyo ni Saitemina”, com letras de Yuho Iwasato e Paul Stanley. A música é de Paul Stanley e Gregg Collins.

O videoclip da música produzido para os shows tem partes em desenho animado que mostra vários ícones da cultura japonesa, e ganhou o prêmio de Menção Especial do Short Shorts Film Festival & Asia 2015, que é o maior concurso de curtas daquele continente.

A banda Kiss realizou uma turnê comemorando os 40 anos de fundação e fez várias apresentações no Japão. No video abaixo, o show no Tokyo Dohme, em março de 2015, com a participação do Momoiro Clover Z. “Yume no mukou ni saitemina” e ‘Rock in Roll all night”.

mai 292015
 

wagakki-yui-koijma-1024x773O grupo de instrumentistas tradicionais do Japão「結」(Yui), fará um circuito pela primeira vez no Brasil. Através do convite da Fundação Japão, o trio estará abrilhantando o ano em que comemoramos os 120 anos do Tratado de Amizade, do Comércio e da Navegação entre o Brasil e o Japão.

Fundado em 2009, “Yui” toca, além de músicas tradicionais, outras mais próximas do pop de sua própria autoria, e se apresenta junto com artistas de diversos estilos.

As três belas jovens são formadas em Música Japonesa pela Tokyo University of the Arts, e ao mesmo tempo em que se apresentam com o grupo, possuem suas carreiras individuais.

Chie Hanawa (no centro da foto), natural de Ibaraki, toca Tsugaru Shamisen. Aos 17 anos foi a mais jovem vencedora do concurso nacional desse instrumento. Antes mesmo de se formar, foi contratada pela gravadora Nippon Columbia, onde gravou “Tsuki no Usagi”. Formou dupla com a violonilista Natsumi Okimasa formando o “Hanamas”, que faz um gênero misto entre o japonês e o ocidental. Já se apresentou na Argentina, Itália, França, Alemanha, Bulgária, Malásia, Estados Unidos e outros países. Estrelou o comercial do Sony Xperia. Seu segundo álbum “Colorful” foi lançado pela King Records no ano passado.

Kou Kakinokihara (a esquerda), natural de Tóquio, no ano de sua formatura gravou seu primeiro CD “Kotoba ni dekinai”, onde toca koto e canta. Foi a responsável pelo tema do evento Akasaka Sacas da TV TBS, e trabalhou como consultora de koto em teatro musical. É integrante da dupla “Tsukiyoi” que gravou um álbum pop e se apresentou na Japan Expo em Paris.

Yoshimi Tsujimoto (a direita), natural de Wakayama, toca shakuhachi e estrelou no programa “Daimei no nai Ongakukai”, da TV  Asahi, enquanto cursava a universidade. Mas antes disso, já havia se apresentado em diversos locais, inclusive nos Estados Unidos, Coréia e Itália. Em 2012, se apresentou na Copa do Mundo da Fifa de futebol feminino sub-20. Participa de outros grupos e de uma orquestra, é convidada de programas de TV e gravou o tema de Final Fantasy XIII-2 “Big Bridge no Shitou”.

A programação do Wagakki Yui no Brasil:

04/Junho/2015 (quinta) – Londrina – Expo Japão 2015, junto com a 54ª Expo Agrícola, na ACEL.
07/Junho/2015 (domingo) – Belém – Feira Pan Amazonica do Livro, Centro de Convenções da Amazônia
10/Junho/2015 (quarta)- Manaus – Teatro Amazonas
13/Junho/2015 (sábado) – São Paulo – Centro Cultural São Paulo, Sala Adoniran Barbosa – Rua Vergueiro, 1000 (ao lado da estação Vergueiro do Metrô) São Paulo – SP – ENTRADA GRATUITA -Os ingressos serão distribuídos na bilheteria, 2 horas antes do espetáculo. Limitado a 2 ingressos por pessoa.Classificação: livre -Duração: 90 minutos -Capacidade: 622 lugares
15/Junho/2015 (segunda) – Vitória – Teatro Carlos Gomes
18/Junho/2015 (quinta) – Apucarana – Festa da Cerejeira de Apucarana
20/Junho/2015 (sábado) – Brasília – 4º Festival do Japão de Brasília, Expobrasília, Parque da Cidade
Os horários ainda não foram informados pela organização da programação. Em breve divulgaremos.

Assista a uma apresentação do grupo com sua própria música:

Saiba mais sobre o Tsugaru Shamisen

jan 022015
 

65 kouhaku youkai watchAssistindo ao 65º Kouhaku Utagassen, festival musical exibido anualmente pela TV NHK, constatei uma repetição das fórmulas antigas. Entendo a presença dos veteranos Shinichi Mori, Takashi Hosokawa, Hiroshi Itsuki, Sayuri Ishikawa, Akiko Wada e as homenagens, pois esses visam o público mais maduro que sempre prestigiou o programa. Seiko Matsuda, Hiroko Yakushimaru, Akina Nakamori e Hiromi Go, foram ídolos da década de 1980 e merecem espaço, na programação de mais de 4 horas da emissora estatal. Concordo.

O problema está entre os mais jovens. Vários grupos como AKB48, SKE48, NMB48, HKT48, Arashi e Perfume surgiram nos últimos anos, mas que utilizam a mesma fórmula de 30 anos atrás. Parece-me que está faltando criatividade. É tão estranho ver o grupo SMAP se apresentando quase todos anos nos últimos 22 anos, sempre com as mesmas músicas, mas o pior é ver que vários novos grupos utilizam a base da música e dança do SMAP, tanto tempo depois. Antes achava que o problema estava na produção do Kouhaku Utagassen, que escolhia as apresentações erradas, mas depois que assisti outras emissoras, cheguei à conclusão de que o programa da NHK até que reflete o que o público viu naquele ano.

Agora que o governo japonês acordou para a necessidade de promover seus produtos culturais no exterior, embalados sob o nome de “Cool Japan”, parece que está faltando criatividade entre os compositores. Aliás, o mesmo pode ser constatado no mangá e no animê. Sem novidades, repetem antigas fórmulas ou fazem a continuação de séries de sucesso. Dragon Ball Z e Kamen Rider estão de volta! Será que o “Cool Japan” começou com 30 anos de atraso?

Enquanto não surgem novidades, assista ao tema do animê Youkai Watch com King Cream Soda – Geragerapoo…

キング・クリームソーダ / 初恋峠でゲラゲラポー(妖怪ウォッチ)

Outra música do mesmo animê Youkai Watch – Youkai Taiso Daiichi – ginástica que fez muito sucesso em 2014 e muitas escolinhas adotaram essa dança-ginástica!

「ようかい体操第一」まなこ&ミク先生と踊ろう! 【反転】

Obs. Esse texto é uma opinião pessoal minha e não reflete o pensamento geral do site culturajaponesa.com.br

- Francisco Noriyuki Sato, jornalista, ex-estagiário da JICA na Kanazawa University.

第65回NHK紅白歌合戦について

毎年NHKの紅白歌合戦見ていると最近新しい物が出て来ていない事が目に付きました。大ベテランの歌手森進一、細川たかし、五木ひろし、石川さゆりや和田アキ子は昔からのファンの方々の為と理解できますし、八十年代ヒットした郷ひろみ、松田聖子、中森明菜や薬師丸ひろ子も分かりますが、AKB48, SKE48, NMB48, HKT48、Perfume, 閑ジャニ, 嵐とか新しい名前のグループは沢山有りますが、何か新しいアイデアが無くて30年前のフォームを繰り返しているみたいです。二十四年前始まったSmapが今でも昔の歌で紅白に出ているのは可笑しいですが、新しいグループでもSmapと同じような歌と踊りを見せていました。私は最初、NHKのプロデューサーの間違った選択でこのようなプログラムに成るのだろうと思っていましたが、実際、他のテレビ番組を見ていると紅白歌合戦は大体一年間日本でヒットした歌を集めている事が分かりました。

やっぱりアイデアが出て来ていないのだ。日本政府が「Cool Japan」と名乗って世界に日本のポップカルチャーを売り出そうと努力している時に新しい物が無いとは残念ですね。しかも音楽だけでは有りません。漫画やアニメでも新しいアイデアが無く、30年前のフォームを使っているか、昔のキャラ自体を使っているかですね。それで昔売れっ子のドラゴン・ボールZや仮面ライダーが帰ってきたわけです。これから新しい物に投資するのは大事ですが、「Cool Japan」が三十年遅れて始まったのかも知れませんね。やっぱり良い製品がある時に売り込むほうが効果が有るでしょう。米国だったら品物が出来上がる前に売り出していただろうね。

第65回NHK紅白歌合戦で一番目立ったのがアニメ「妖怪ウオッチ」のテーマソングでした。ゲラゲラポー、ゲラゲラポー。

注意・このコメントは私自身の意見で当サイトの意見では有りません。勝手に書いてしまってどうもすみませんでした。漢字が違っている可能性も有りますのでどうもすみません。

佐藤フランシスコ紀行 ・ 新聞記者・2014年JICAの研修生として金沢大学でお世話に成りました。

 

dez 262014
 

65 kouhaku2A TV NHK anunciou a programação do 65º Kouhaku Utagassen da virada do ano de 2014 para 2015. Dos 49 artistas que farão parte do grande show, se apresentam pela primeira vez: a cantora May J. que cantará “Let it Go – Ari no mamade”, o tema do desenho da Disney “Frozen”, que fez grande sucesso no ano, o grupo HKT48, e a veterana atriz Yakushimaru Hiroko que fez sucesso na década de 80. Dentre as veteranas de sempre, Akiko Wada e Sayuri Ishikawa, além de Seiko Matsuda estarão no palco. Dentre os grupos e cantoras pop da atualidade, Kyary Pamyu Pamyu, E-Girls, AKB48, SKE48, NMB48, Momoiro Clover Z e Perfume.

Dentre os homens, V6 e Sekai no Owari fazem estréia, enquanto o veteraníssimo Takashi Hosokawa se apresenta pela 38ª vez, sendo superado pelo Hiroshi Itsuki (44ª vez) e Shinichi Mori (47ª vez). Para os mais jovens, Arashi, SMAP, Exile, Hiromi Go, Sexy Zone, American Chris Hart, Golden Bomber, Tokio and Kiyoshi Hikawa, chamam a atenção.

A programação com a ordem das apresentações está no formato PDF: 65 kouhaku utagassen_artists

O programa começa às 19h15 e vai até 23h45 no horário do Japão.

nov 182014
 
BabyMetal na foto de Graham Berry

BabyMetal na foto de Graham Berry

Não há como ser indiferente à nova sensação do J-Pop / J-Rock. Alguns vão odiar, mas com certeza muitos já amam a banda BABYMETAL.
A banda define seu estilo como um novo gênero, o kawaii metal, uma mistura do J-Pop com o heavy metal – algo tão novo e estranho que a própria imprensa tem dificuldade em classificar (apareceram expressões como “symphonic death metal” e “melodic speed metal” para tentar descrever o estilo musical da banda). Como definir em poucas palavras a mistura de meninas kawaii adolescentes com atitude roqueira, figurinos gothic-lolita, vocais e coreografias de “idols” J-Pop, mais muito som heavy metal – e fazer essa mistureba dar certo? Só no Japão surgiria algo assim.
O trio que canta e dança (considere que dançar é algo que bandas de heavy metal não fazem) é formado por Suzuka Nakamoto (Su-Metal, 16 anos), Yui Mizuno (YuiMetal, 15 anos) e Moa Kikuchi (MoaMetal, 15 anos). Junto com o instrumental pesado da banda Kiba of Akiba, a BABYMETAL acaba de fazer sua primeira turnê internacional.
Apesar da pouca idade, as meninas da BABYMETAL se apresentam como artistas experientes em festivais de heavy metal no Japão e no exterior, encarando multidões de metaleiros e fazendo muito marmanjo babar. A banda foi formada por KobaMetal, produtor da Amuse Inc., empresa japonesa que forma “idols” adolescentes para o mercado J-Pop. A inspiração para a banda veio da similaridade que a expressão “heavy” (“hebi~” em japonês) tem com a palavra “baby” (“bebi~” em japonês) e do contraste entre as duas idéias. Em entrevistas as meninas da BABYMETAL contaram que quando o produtor explicou para elas, então com 11 anos de idade, a visão que ele tinha para elas e a banda, a reação delas foi uma careta e a pergunta: “Como é que é!?”
O sucesso começou em 2011 quando o vídeo-demo da música “Doki Doki Morning”, primeiro single da BABYMETAL, foi lançado no Youtube e se tornou viral alcançando mais de 1 milhão de acessos em um ano. Em 2012, ao se apresentar no Summer Sonic Rock Festival, o maior do Japão, as meninas da BABYMETAL se tornaram as artistas mais jovens a se apresentar no evento. No ano seguinte elas voltaram ao Summer Sonic e fizeram o vídeo promocional do lançamento no Japão do filme da banda Metallica, “Though the Never”.
Em fevereiro deste ano elas lançaram seu primeiro álbum, que na semana de lançamento atingiu a 4a. posição da Oricon, a 2a. posição na Billboard Japan e a 187a. posição na U.S. Billboard General Chart (o fato de algum artista japonês conseguir entrar na lista é por si só um grande feito). Em março a BABYMETAL fez seu primeiro show com lotação esgotada no Budokan Hall em Tóquio (praticamente um rito de passagem para toda banda ou artista ser considerado grande no Japão). Os meses de junho, julho e agosto foram uma maratona de shows solo e apresentações em festivais na Europa e nos Estados Unidos, onde a BABYMETAL também fez o show de abertura na turnê americana do show da Lady Gaga: “ArtRave: The Artpop Ball”. O aberto apoio que Lady Gaga deu à BABYMETAL catapultou a banda à fama internacional.
De volta ao Japão, a BABYMETAL está trabalhando no próximo álbum, que será gravado ao vivo num novo show no Budokan Hall, no dia 07 de janeiro de 2015. Superadas a surpresa e a incredulidade diante da novidade, a BABYMETAL segue rumo ao estrelato, “totally & kawaiilly WAdical!!” Yeah!!

Video – Megitsune

Video – Uki Uki Midnight

Video – Akatsuki – Su-Metal com a banda X Japan

out 022014
 

ESCOLHIDO provaÉ a primeira vez que as principais manifestações folclóricas japonesas são reunidas num só evento. O 1º Festival MIN será realizado no dia 11 de outubro de 2014, na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo). No evento, jovens de diversas regiões do Estado de São Paulo divulgarão a música folclórica japonesa por meio de danças folclóricas e canto acompanhado de instrumentos tradicionais, como o Shamisen, Shakuhachi, Koto, Sanshin e Taiko.

O evento permitirá, conhecer os traços marcantes de ritmos musicais, hábitos e tradições de diversas regiões. Representando a província de Okinawa, haverá participações especiais dos grupos Ryukyu Minyo Hozon Kai e Saito Satoru Ryubu Dojo.

Workshop – Após o Festival, será realizado um workshop de Shamisen, Shakuhachi e Minyo. O workshop é indicado para pessoas acima de 8 anos e não requer nenhum conhecimento prévio.

Destaques do programa

A programação inclui apresentações tradicionais de diferentes províncias japonesas. Soran Bushi, por exemplo, é uma das músicas mais famosas e tradicionais do Minyo, proveniente de Hokkaido, cantada pelos pescadores da região norte do Japão. Esashi Oiwake, também da mesma província é considerada uma das músicas mais difíceis, chamada popularmente de “O rei do Minyo”. De Kumamoto, vem Otemoyan, dança típica que ainda hoje pode ser apreciada nas ruas da cidade, durante o verão. Enquanto cantam, os artistas utilizam o dialeto de Kumamoto, sempre carregadas com o sotaque local.

Ainda no 1º Festival MIN, a famosa dança de chapéus giratórios, Hanagasa Ondo, de Yamagata, originária da nivelação da terra para um projeto de agricultura em 1918. Os chapéus, utilizados como proteção do Sol e das chuvas, retratam o trabalho braçal. Hatoma Bushi, de Okinawa, destaca agilidade e leveza, com base no karatê, luta típica do reino de Ryukyu. O evento traz também apresentações provenientes de Aomori, Akita, Miyazaki, Tottori, Toyama e Miyagi.

Minyo – a Música Folclórica Japonesa

A música folclórica japonesa traz como tema principal a transmissão do ritmo da vida e sentimentos do cotidiano do povo, o trabalho dos agricultores e pescadores, celebrações e até mesmo as histórias dos itinerantes. Em suas canções, os trabalhadores encontravam a força e perseverança para suas árduas jornadas, enaltecendo as glórias alcançadas e expressando as dores cotidianas, sendo um retrato fiel do sentimento e da alma do povo japonês. Veja e ouça um exemplo de Minyo no nosso post sobre o vulcão Monte Ontake!

Festival MIN – a nova geração da música folclórica japonesa (200 lugares)
Data: 11 de outubro de 2014 (sábado) – Início: 17h
Local: Pequeno Auditório – Bunkyo (do corredor que vai para o estacionamento, pegue o elevador e desça no 3º andar), Rua São Joaquim, 381 – Liberdade – metrô São Joaquim, São Paulo/SP. Estacionamento pago File Park entrando no prédio pela Rua Galvão Bueno.
Classificação: Livre – Ingressos: R$ 10,00 (antecipado) e R$ 15,00 (no dia)
Informações: (11) 99426-5123 (Alexandre Yamasaki)

Workshop de shamisen, shakuhachi, koto e minyo (200 lugares)
Data: 11 de outubro de 2014 (sábado) – Horário: 19h
Local: Pequeno Auditório – Bunkyo (do corredor que vai para o estacionamento, pegue o elevador e desça no 3º andar), Rua São Joaquim, 381 – Liberdade – metrô São Joaquim, São Paulo/SP. Estacionamento pago File Park entrando no prédio pela Rua Galvão Bueno.
Classificação: 8 anos – Ingressos: R$ 10,00
Informações: (11) 99426-5123 (Alexandre Yamasaki)

set 122014
 

shamisen arujaNo domingo dia 14 de setembro de 2014, a partir das 14 horas, a famosa escola Kaito de Shamisen que fica em Taubaté, fará a 8ª apresentação especial de seus alunos, na sede da Associação Aichi, na Rua Santa Luzia, 74, bairro da Liberdade, São Paulo.

A entrada é franca, mas pede-se a contribuição do público levando um quilo de alimento não perecível para doar às entidades beneficentes. Além do shamisen, instrumento de cordas, haverá apresentação de taikô.

O objetivo do evento é mostrar a evolução dos alunos, que se empenharam para fazer uma boa apresentação. A escola Kaito é uma reconhecida escola de taikô e shamisen, e seus integrantes já participaram de apresentações e de algumas faixas do disco da banda de J-Pop e J-Rock, Gaijin Sentai.