jul 292020
 

A iniciativa é da Abrademi (Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações) em conjunto com o departamento cultural da Associação Cultural e Assistencial Mie Kenjin do Brasil.
O objetivo é facilitar a compreensão da cultura japonesa através de explicações sobre o passado e o presente do Japão. Este curso segue o currículo do curso de história para universitários estrangeiros no Japão, e contém as atualizações mais recentes da reforma de ensino japonês.
O público alvo são as pessoas que apreciam ou têm curiosidade sobre o Japão, e aqueles que pretendem visitar o país no futuro, seja como turista, a negócios, para trabalhar ou como estudante, para que tenham maior proveito da oportunidade à partir do conhecimento de sua história.

O curso será realizado on-line.

As aulas que fazem parte do curso são as seguintes:
Programação (domingos – 9h às 10h30) – Local: On-Line
– 21 jun – Aula 01 – Ocupação do arquipélago. Períodos Jomon, Yayoi e Kofun (já realizado)
– 28 jun – Aula 02 – Períodos Asuka e Nara – A família imperial
– 05 jul – Aula 03 – Período Heian
– 12 jul – Aula 04 – Período Kamakura – O governo dos samurais
– 19 jul – Aula 05 – Período Muromachi
– 26 jul – Aula 06 – Período Sengoku – guerra civil e chegada dos portugueses
– 02 ago – Aula 07 – Período Edo I – isolamento do Japão e a proibição do catolicismo
– 09 ago – Aula 08 – Período Edo II – formação urbana e construção de estradas
– 16 ago – Aula 09 – Período Edo III – terakoya, geixas e comércio
– 23 ago – Aula 10 – Período Edo Final IV – abertura de portos e queda de Tokugawa
– 30 ago – Aula 11 – Período Meiji I – governo em torno do Imperador
– 06 set – Aula 12 – Período Meiji II – modernização e reformas
– 13 set – Aula 13 – Período Taisho
– 20 set – Aula 14 – Período Showa antes da Segunda Guerra
– 27 set – Aula 15 – Segunda Guerra Mundial
– 04 out – Aula 16 – Perído Showa final – reconstrução e crescimento
– 11 out – Aula 17 – Era Heisei
– 18 out – Aula 18 – Era Reiwa e atualidades
– 25 out – Aula 19 – História de Okinawa – Enquanto era o reino de Ryukyu
– 01 nov – Aula 20 – História de Okinawa – Após se tornar uma província japonesa até hoje

A taxa para participar da aula é de R$ 20,00. Esta inscrição é somente para a aula 07. O Sympla cobra uma taxa de 2,50 sobre o valor da aula, portanto, será R$ 20,00 + 2,50 = R$ 22,50. Poderá ser pago com cartão de crédito ou débito on-line Itaú. Pagamento por boleto somente é aceito até 5 dias antes da data. (Clique no “inscreva-se”, e depois, na página do Sympla, é preciso clicar no sinal de (+) antes de clicar em “realizar inscrição”). 

Esse curso, com algumas diferenças na distribuição do conteúdo, foi realizado em 2017 na Associação Cultural Mie para mais de 200 alunos em todas as aulas. Foi repetido em 2018 e 2019 alcançando também grande sucesso e sofreu algumas atualizações para 2020. Agora, por causa da pandemia, o curso está no formato on-line e são aulas mais curtas e o dobro da quantidade de aulas. Alunos já matriculados no curso presencial, cujas aulas ministradas foram três, poderão participar de todas as aulas, desde a primeira, se desejarem.

As aulas serão transmitidas utilizando-se o Zoom. Os alunos precisam instalar o Zoom no equipamento que vai utilizar para assistir as aulas (https://zoom.us/) , tanto no desktop, notebook, tablet ou celular. O aluno inscrito receberá um tutorial de como fazer o acesso pelo ingresso do Sympla. A aula terá o mesmo conteúdo da aula presencial e o professor responderá as perguntas dos alunos ao final de cada aula. Aqueles que não conseguirem assistir a aula on-line, receberão o link para acessar o vídeo da aula pelo YouTube.

: As aulas anteriores poderão ser adquiridas na modalidade de “Pós-Aula”, quando os alunos que se inscrevem recebem links da aula completa para assistir no YouTube e a apostila da aula. Veja em Pós-Aula

Os professores são:
– Cristiane A. Sato, formada em Direito pela USP, autora do livro JAPOP – O Poder da Cultura Pop Japonesa e presidente da Associação Brasileira de J-Fashion, palestrante em universidades, entidades, embaixada e consulado geral do Japão, foi bolsista da JICA em 2016, na Universidade de Kanazawa.
– Francisco Noriyuki Sato, formado em Jornalismo pela USP, autor dos livros História do Japão em Mangá, Banzai – História da Imigração Japonesa no Brasil, entre outros, e é presidente da Abrademi e editor do site culturajaponesa.com.br. Foi também bolsista da JICA na Universidade de Kanazawa, em 2014, e ministrou palestras em universidades e museus do Japão em 2016 e 2019.

Para qualquer comunicação, utilize o endereço: abrademi@abrademi.com

jul 202020
 

O Curso de História do Japão, na sua sexta aula, aborda o Período Sengoku, uma fase de intensas guerras internas, que agora conta com um elemento novo: a arma de fogo levada pelos portugueses. Os portugueses levam também o catolicismo, e os senhores feudais convertidos na nova religião financiam um grupo de jovens para estudar na Europa. O que esses japoneses verão na Europa? Nesse período, escravos negros acompanham os portugueses, e um deles se torna um legítimo samurai.

A aula é para as pessoas que apreciam ou têm curiosidade sobre o Japão, e aqueles que pretendem visitar o país no futuro, seja como turista, a negócios, para trabalhar ou como estudante, para que tenham maior proveito da oportunidade à partir do conhecimento de sua história.

O curso será realizado on-line.

As aulas que fazem parte do curso são as seguintes:
Programação (domingos – 9h às 10h30 h) – Local: On-Line
– 21 jun – Aula 01 – Ocupação do arquipélago. Períodos Jomon, Yayoi e Kofun (já realizado)
– 28 jun – Aula 02 – Períodos Asuka e Nara – A família imperial
– 05 jul – Aula 03 – Período Heian
– 12 jul – Aula 04 – Período Kamakura – O governo dos samurais
– 19 jul – Aula 05 – Período Muromachi
– 26 jul – Aula 06 – Período Sengoku – guerra civil e chegada dos portugueses
– 02 ago – Aula 07 – Período Edo – isolamento do Japão
– 09 ago – Aula 08 – Período Edo – fortalecimento de uma cultura própria
– 16 ago – Aula 09 – Período Edo final – abertura dos portos
– 23 ago – Aula 10 – Período Edo Final – turbulência na queda de Tokugawa
– 30 ago – Aula 11 – Período Meiji – governo em torno do Imperador
– 06 set – Aula 12 – Período Meiji – modernização e reformas
– 13 set – Aula 13 – Período Taisho
– 20 set – Aula 14 – Período Showa antes da Segunda Guerra
– 27 set – Aula 15 – Segunda Guerra Mundial
– 04 out – Aula 16 – Perído Showa final – reconstrução e crescimento
– 11 out – Aula 17 – Era Heisei
– 18 out – Aula 18 – Era Reiwa e atualidades
– 25 out – Aula 19 – História de Okinawa – Enquanto era o reino de Ryukyu
– 01 nov – Aula 20 – História de Okinawa – Após se tornar uma província japonesa até hoje

A taxa para participar da aula é de R$ 20,00. Esta inscrição é somente para a aula 06. O Sympla cobra uma taxa de 2,50 sobre o valor da aula, portanto, será R$ 20,00 + 2,50 = R$ 22,50. Poderá ser pago com cartão de crédito ou débito on-line Itaú. Pagamento por boleto somente é aceito até 5 dias antes da data. (Para se inscrever, clique no “inscreva-se“, depois, no site do Sympla, é preciso clicar no sinal de (+) antes de clicar em “realizar inscrição”). 

Esse curso, com algumas diferenças na distribuição do conteúdo, foi realizado em 2017 na Associação Cultural Mie para mais de 200 alunos em todas as aulas. Foi repetido em 2018 e 2019 alcançando também grande sucesso e sofreu algumas atualizações para 2020. Agora, por causa da pandemia, o curso está no formato on-line e são aulas mais curtas e o dobro da quantidade de aulas. Alunos já matriculados no curso presencial, cujas aulas ministradas foram três, poderão participar de todas as aulas, desde a primeira, se desejarem.

As aulas serão transmitidas utilizando-se o Zoom. Os alunos precisam instalar o Zoom no equipamento que vai utilizar para assistir as aulas (https://zoom.us/) , tanto no desktop, notebook, tablet ou celular. O aluno inscrito receberá um tutorial de como fazer o acesso pelo ingresso do Sympla. A aula terá o mesmo conteúdo da aula presencial e o professor responderá as perguntas dos alunos ao final de cada aula. Aqueles que não conseguirem assistir a aula on-line, receberão o link para acessar o vídeo da aula pelo YouTube.

: As aulas anteriores poderão ser adquiridas na modalidade de “Pós-Aula”, quando os alunos que se inscrevem recebem links da aula completa para assistir no YouTube e a apostila da aula. Veja em Pós-Aula

Os professores são:
– Cristiane A. Sato, formada em Direito pela USP, autora do livro JAPOP – O Poder da Cultura Pop Japonesa e presidente da Associação Brasileira de J-Fashion, palestrante em universidades, entidades, embaixada e consulado geral do Japão, foi bolsista da JICA em 2016, na Universidade de Kanazawa.
– Francisco Noriyuki Sato, formado em Jornalismo pela USP, autor dos livros História do Japão em Mangá, Banzai – História da Imigração Japonesa no Brasil, entre outros, e é presidente da Abrademi e editor do site culturajaponesa.com.br. Foi também bolsista da JICA na Universidade de Kanazawa, em 2014, e ministrou palestras em universidades e museus do Japão em 2016 e 2019.

Para qualquer comunicação, utilize o endereço: abrademi@abrademi.com

jul 072020
 

A iniciativa é da Abrademi (Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações) em conjunto com o departamento cultural da Associação Cultural e Assistencial Mie Kenjin do Brasil.
O objetivo é facilitar a compreensão da cultura japonesa através de explicações sobre o passado e o presente do Japão. Este curso segue o currículo do curso de história para universitários estrangeiros no Japão, e contém as atualizações mais recentes da reforma de ensino japonês.
O público alvo são as pessoas que apreciam ou têm curiosidade sobre o Japão, e aqueles que pretendem visitar o país no futuro, seja como turista, a negócios, para trabalhar ou como estudante, para que tenham maior proveito da oportunidade à partir do conhecimento de sua história.

Esta aula será realizada on-line no dia 12 de julho de 2020.

As aulas que fazem parte do curso são as seguintes:
Programação (domingos – 9h às 10h30 h) – Local: On-Line
– 21 jun – Aula 01 – Ocupação do arquipélago. Períodos Jomon, Yayoi e Kofun
– 28 jun – Aula 02 – Períodos Asuka e Nara – A família imperial
– 05 jul – Aula 03 – Período Heian
– 12 jul – Aula 04 – Período Kamakura – O governo dos samurais
– 19 jul – Aula 05 – Período Muromachi
– 26 jul – Aula 06 – Período Sengoku – guerra civil e chegada dos portugueses
– 02 ago – Aula 07 – Período Edo – isolamento do Japão
– 09 ago – Aula 08 – Período Edo – fortalecimento de uma cultura própria
– 16 ago – Aula 09 – Período Edo final – abertura dos portos
– 23 ago – Aula 10 – Período Edo Final – turbulência na queda de Tokugawa
– 30 ago – Aula 11 – Período Meiji – governo em torno do Imperador
– 06 set – Aula 12 – Período Meiji – modernização e reformas
– 13 set – Aula 13 – Período Taisho
– 20 set – Aula 14 – Período Showa antes da Segunda Guerra
– 27 set – Aula 15 – Segunda Guerra Mundial
– 04 out – Aula 16 – Perído Showa final – reconstrução e crescimento
– 11 out – Aula 17 – Era Heisei
– 18 out – Aula 18 – Era Reiwa e atualidades
– 25 out – Aula 19 – História de Okinawa – Enquanto era o reino de Ryukyu
– 01 nov – Aula 20 – História de Okinawa – Após se tornar uma província japonesa até hoje

A taxa para participar de cada aula é de R$ 20,00. Esta inscrição é somente para a aula 04. (Será necessário fazer uma inscrição). O Sympla cobra uma taxa de 2,50 sobre o valor da aula, ou seja, R$ 20,00 + 2,50 = R$ 22,50. Poderá ser pago com cartão de crédito, ou débito online Itaú. Pagamento por boleto só é possível até 5 dias antes. (Para se inscrever, depois de clicar no botão abaixo e entrar no formulário do Sympla, é preciso clicar no sinal de (+) antes de clicar em “realizar inscrição”).

Esse curso, com algumas diferenças na distribuição do conteúdo, foi realizado em 2017 na Associação Cultural Mie para mais de 200 alunos em todas as aulas. Foi repetido em 2018 e 2019 alcançando também grande sucesso e sofreu algumas atualizações para 2020. Agora, por causa da pandemia, o curso está no formato on-line e são aulas mais curtas e o dobro da quantidade de aulas. Alunos já matriculados no curso presencial, cujas aulas ministradas foram três, poderão participar de todas as aulas, desde a primeira, se desejarem.

As aulas serão transmitidas utilizando-se o Zoom. Os alunos precisam instalar o Zoom no equipamento que vai utilizar para assistir as aulas (https://zoom.us/) , tanto no desktop, notebook, tablet ou celular. O aluno inscrito receberá um tutorial de como fazer o acesso pelo ingresso do Sympla. A aula terá o mesmo conteúdo da aula presencial e o professor responderá as perguntas dos alunos ao final de cada aula. Aqueles que não conseguirem assistir a aula on-line, receberão o link para acessar o vídeo da aula pelo YouTube.

+++Como é uma aula de história on-line? Veja neste vídeo uma palestra proferida pelo professor Sato no dia 11 de junho de 2020. A parte das perguntas e respostas não está neste vídeo.

Os professores são:
– Cristiane A. Sato, formada em Direito pela USP, autora do livro JAPOP – O Poder da Cultura Pop Japonesa e presidente da Associação Brasileira de J-Fashion, palestrante em universidades, entidades, embaixada e consulado geral do Japão, foi bolsista da JICA em 2016, na Universidade de Kanazawa.
– Francisco Noriyuki Sato, formado em Jornalismo pela USP, autor dos livros História do Japão em Mangá, Banzai – História da Imigração Japonesa no Brasil, entre outros, e é presidente da Abrademi e editor do site culturajaponesa.com.br. Foi também bolsista da JICA, em 2014, e ministrou palestras em universidades e museus do Japão em 2016 e 2019.

Para qualquer comunicação, utilize o endereço: abrademi@abrademi.com

jun 142020
 

A iniciativa é da Abrademi (Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações) em conjunto com o departamento cultural da Associação Cultural e Assistencial Mie Kenjin do Brasil.
O objetivo é facilitar a compreensão da cultura japonesa através de explicações sobre o passado e o presente do Japão. Este curso segue o currículo do curso de história para universitários estrangeiros no Japão, e contém as atualizações mais recentes da reforma de ensino japonês.
O público alvo são as pessoas que apreciam ou têm curiosidade sobre o Japão, e aqueles que pretendem visitar o país no futuro, seja como turista, a negócios, para trabalhar ou como estudante, para que tenham maior proveito da oportunidade à partir do conhecimento de sua história.

O curso será realizado on-line.

As aulas que fazem parte do curso são as seguintes:
Programação (domingos – 9h às 10h30 h) – Local: On-Line
– 21 jun – Aula 01 – Ocupação do arquipélago. Períodos Jomon, Yayoi e Kofun
– 28 jun – Aula 02 – Períodos Asuka e Nara – A família imperial
– 05 jul – Aula 03 – Período Heian
– 12 jul – Aula 04 – Período Kamakura – A origem dos samurais
– 19 jul – Aula 05 – Período Muromachi
– 26 jul – Aula 06 – Período Sengoku – guerra civil e chegada dos portugueses
– 02 ago – Aula 07 – Período Edo – isolamento do Japão
– 09 ago – Aula 08 – Período Edo – fortalecimento de uma cultura própria
– 16 ago – Aula 09 – Período Edo final – abertura dos portos
– 23 ago – Aula 10 – Período Edo Final – turbulência na queda de Tokugawa
– 30 ago – Aula 11 – Período Meiji – governo em torno do Imperador
– 06 set – Aula 12 – Período Meiji – modernização e reformas
– 13 set – Aula 13 – Período Taisho
– 20 set – Aula 14 – Período Showa antes da Segunda Guerra
– 27 set – Aula 15 – Segunda Guerra Mundial
– 04 out – Aula 16 – Perído Showa final – reconstrução e crescimento
– 11 out – Aula 17 – Era Heisei
– 18 out – Aula 18 – Era Reiwa e atualidades
– 25 out – Aula 19 – História de Okinawa – Enquanto era o reino de Ryukyu
– 01 nov – Aula 20 – História de Okinawa – Após se tornar uma província japonesa até hoje

A taxa para participar da aula é de R$ 20,00. Esta inscrição é somente para a aula 01. Será necessário fazer uma inscrição para cada aula e para cada aula há uma apostila própria. O Sympla cobra uma taxa de 2,50 sobre o valor da aula. Poderá ser pago com cartão de crédito, boleto ou débito online Itaú. (Para se inscrever, depois de clicar no botão abaixo e entrar no formulário do Sympla, é preciso clicar no sinal de (+) antes de clicar em “realizar inscrição”).

Esse curso, com algumas diferenças na distribuição do conteúdo, foi realizado em 2017 na Associação Cultural Mie para mais de 200 alunos em todas as aulas. Foi repetido em 2018 e 2019 alcançando também grande sucesso e sofreu algumas atualizações para 2020. Agora, por causa da pandemia, o curso está no formato on-line e são aulas mais curtas e o dobro da quantidade de aulas. Alunos já matriculados no curso presencial, cujas aulas ministradas foram três, poderão participar de todas as aulas, desde a primeira, se desejarem.

As aulas serão transmitidas utilizando-se o Zoom. Os alunos precisam instalar o Zoom no equipamento que vai utilizar para assistir as aulas (https://zoom.us/) , tanto no desktop, notebook, tablet ou celular. O aluno inscrito receberá um tutorial de como fazer o acesso pelo ingresso do Sympla. A aula terá o mesmo conteúdo da aula presencial e o professor responderá as perguntas dos alunos ao final de cada aula. Aqueles que não conseguirem assistir a aula on-line, receberão o link para acessar o vídeo da aula pelo YouTube.

+++Como é uma aula de história on-line? Veja neste vídeo uma palestra proferida pelo professor Sato no dia 11 de junho de 2020. A parte das perguntas e respostas está no outro vídeo.

Os professores são:
– Cristiane A. Sato, formada em Direito pela USP, autora do livro JAPOP – O Poder da Cultura Pop Japonesa e presidente da Associação Brasileira de J-Fashion, palestrante em universidades, entidades, embaixada e consulado geral do Japão, foi bolsista da JICA em 2016, na Universidade de Kanazawa.
– Francisco Noriyuki Sato, formado em Jornalismo pela USP, autor dos livros História do Japão em Mangá, Banzai – História da Imigração Japonesa no Brasil, entre outros, e é presidente da Abrademi e editor do site culturajaponesa.com.br. Foi também bolsista da JICA, em 2014, e ministrou palestras em universidades e museus do Japão em 2016 e 2019.

Para qualquer comunicação, utilize o endereço: abrademi@abrademi.com

Apoio Institucional: 

mar 112020
 

A ousada decisão de fechar os portos, para impedir o contato com o exterior dá certo e o país se torna auto-suficiente, florescendo uma cultura própria, que ainda hoje está presente no Japão.

O público alvo do curso são as pessoas que apreciam ou têm curiosidade sobre o Japão, e aqueles que pretendem visitar o país no futuro, seja como turista, a negócios, para trabalhar ou como estudante, para que tenham maior proveito da oportunidade à partir do conhecimento de sua história.
O curso é realizado na sede da Associação Cultural Mie Kenjin do Brasil, na Avenida Lins de Vasconcelos, 3352 – 1º andar – Vila Mariana, São Paulo – SP.

A próxima aula:  
Programação (domingo – 9h às 12h com um pequeno intervalo)
– 26 abril *  – Aula 4 – Período Edo – Fechamento dos portos e desenvolvimento de uma cultura própria

Esta inscrição é para quem deseja fazer inscrição para a aula avulsa do dia 26/abril/2020. Não é necessário ter assistido as anteriores. O Sympla cobra uma taxa de 10% sobre o valor da aula. Em compensação, poderá ser pago com cartão de crédito, boleto ou débito on line do banco Itaú. *Essa aula estava marcada inicialmente para o dia 22/3, mas foi adiada para 26/4 em função da propagação da pandemia.

Não haverá reembolso por desistência. 

Período Edo: Quando o Japão era mais Japão!

Esse curso, com algumas diferenças na distribuição do conteúdo, foi realizado em 2017 na Associação Cultural Mie para mais de 200 alunos em todas as aulas e foi repetido em 2018 e 2019 alcançando também grande sucesso e sofreu algumas atualizações para 2020.

A iniciativa é da Abrademi (Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações) em conjunto com o departamento cultural da Associação Cultural e Assistencial Mie Kenjin do Brasil.

Os professores são:
– Cristiane A. Sato, formada em Direito pela USP, autora do livro JAPOP – O Poder da Cultura Pop Japonesa e presidente da Associação Brasileira de J-Fashion, palestrante em universidades, entidades, embaixada e consulado geral do Japão, foi bolsista da JICA em 2016, na Universidade de Kanazawa.
– Francisco Noriyuki Sato, formado em Jornalismo pela USP, autor dos livros História do Japão em Mangá, Banzai – História da Imigração Japonesa no Brasil, entre outros, é presidente da Abrademi, diretor cultural da Associação Cultural Mie Kenjin e editor do site culturajaponesa.com.br. Foi bolsista da JICA, em 2014, e ministrou palestras em universidades e museus do Japão em 2016 e 2019. Foi um dos palestrantes da 60ª Convenção dos Nikkeis e Japoneses do Exterior.

A programação do Curso Completo de História do Japão 2020: (domingos – 9h às 12h com um pequeno intervalo)
– 02 fev   – Aula 1 – Ocupação do arquipélago. Períodos Jomon, Yayoi, Asuka e Nara (encerrada)
– 16 fev   – Aula 2 – Períodos Heian e Kamakura – origem dos samurais (encerrada)
– 08 mar – Aula 3 – Períodos Muromachi e Sengoku – guerra civil e chegada dos portugueses (encerrada)
– 26 abr – Aula 4 – Período Edo – isolamento do Japão e fortalecimento de uma cultura própria
– 17 mai  – Aula 5 – Período Edo final – abertura dos portos, chegada dos ocidentais, —
– 24 mai – Aula 6 – Período Meiji – modernização e reformas, —
– 07 jun – Aula 7 – Períodos Taisho e Showa início, —
– 21 jun  – Aula 8 – Segunda Guerra e Showa final – reconstrução, —
– 05 jul  – Aula 9 – Era Heisei até hoje, —
– 19 jul   – Aula 10 – História de Okinawa

Para qualquer comunicação, utilize o endereço: abrademi@abrademi.com

fev 052020
 

O objetivo é facilitar a compreensão da cultura japonesa através de explicações sobre o passado e o presente do Japão.
O público alvo são as pessoas que apreciam ou têm curiosidade sobre o Japão, e aqueles que pretendem visitar o país no futuro, seja como turista, a negócios, para trabalhar ou como estudante, para que tenham maior proveito da oportunidade à partir do conhecimento de sua história.
Haverá certificados aos participantes que participarem de 7 das 10 aulas (é preciso assinar a lista de presença no início da aula)

O curso é realizado na sede da Associação Cultural Mie Kenjin do Brasil, na Avenida Lins de Vasconcelos, 3352 – 1º andar – Vila Mariana, São Paulo – SP.

A próxima aula:
Programação (domingo – 9h às 12h com um pequeno intervalo) 
– 16 fevereiro   – Aula 2 – Períodos Heian e Kamakura – origem dos samurais

Obs. Está programada uma demonstração de “Hyakunin Isshu”, um jogo de cartas, com 100 poemas curtos, criado entre os períodos Heian e Kamakura, que continua popular até hoje. Início: 12 horas. Grátis e opcional para os alunos.

Esta inscrição é para quem deseja fazer inscrição para a aula do dia 16/fevereiro/2020. Há ainda a opção da inscrição única para o Curso Completo, mas será preciso preencher outro formulário (clique aqui). O Sympla cobra uma taxa de 10% sobre o valor da aula. Poderá ser pago com cartão de crédito, boleto ou débito on line do banco Itaú.

Não haverá reembolso por desistência. 

Esse curso, com algumas diferenças na distribuição do conteúdo, foi realizado em 2017 na Associação Cultural Mie para mais de 200 alunos em todas as aulas. Foi repetido em 2018 e 2019 alcançando também grande sucesso e sofreu algumas atualizações para 2020.

Os professores são:
– Cristiane A. Sato, formada em Direito pela USP, autora do livro JAPOP – O Poder da Cultura Pop Japonesa e presidente da Associação Brasileira de J-Fashion, palestrante em universidades, entidades, embaixada e consulado geral do Japão, foi bolsista da JICA em 2016, na Universidade de Kanazawa.
– Francisco Noriyuki Sato, formado em Jornalismo pela USP, autor dos livros História do Japão em Mangá, Banzai – História da Imigração Japonesa no Brasil, entre outros, e é presidente da Abrademi e editor do site culturajaponesa.com.br. Foi também bolsista da JICA, em 2014, e ministrou palestras em universidades e museus do Japão em 2016 e 2019.

A iniciativa é da Abrademi (Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações) em conjunto com o departamento cultural da Associação Cultural e Assistencial Mie Kenjin do Brasil.

Para qualquer comunicação, utilize o endereço: abrademi@abrademi.com

Apoio Institucional:   

jan 142020
 

O objetivo é facilitar a compreensão da cultura japonesa através de explicações sobre o passado e o presente do Japão. O curso abordará a história completa do Japão, com o mesmo conteúdo das escolas japonesas, mas comparando com fatos da história ocidental. O público alvo são as pessoas que apreciam ou têm curiosidade sobre o Japão, e aqueles que pretendem visitar o país no futuro, seja como turista, a negócios, para trabalhar ou como estudante, para que tenham maior proveito da oportunidade à partir do conhecimento de sua história.
Haverá certificados aos participantes que participarem de 7 das 10 aulas (é preciso assinar a lista de presença no início da aula)

O curso será realizado na sede da Associação Cultural Mie Kenjin do Brasil, na Avenida Lins de Vasconcelos, 3352 – Vila Mariana, São Paulo – SP.

As aulas que fazem parte do curso são as seguintes:
Programação (domingos – 9h às 12h com um pequeno intervalo) – Local: Sala de reunião
– 02 fev   – Aula 1 – Ocupação do arquipélago. Períodos Jomon, Yayoi, Asuka e Nara
– 16 fev   – Aula 2 – Períodos Heian e Kamakura – origem dos samurais
– 08 mar – Aula 3 – Períodos Muromachi e Sengoku – guerra civil e chegada dos portugueses
– 26 abr – Aula 4 – Período Edo – isolamento do Japão e fortalecimento de uma cultura própria
– 17 mai  – Aula 5 – Período Edo final – abertura dos portos, chegada dos ocidentais
– 24 mai – Aula 6 – Período Meiji – modernização e reformas
– 07 jun – Aula 7 – Períodos Taisho e Showa início
– 21 jun  – Aula 8 – Segunda Guerra e Showa final – reconstrução
– 05 jul  – Aula 9 – Era Heisei até hoje
– 19 jul   – Aula 10 – História de Okinawa

A inscrição para o curso completo está encerrada, mas há a opção do pagamento por cada aula. Nesse caso, a inscrição é feita pelo outro formulário (clique aqui se desejar se inscrever para a aula 4). O Sympla cobra uma taxa de 10% sobre o valor total. Poderá ser pago com cartão de crédito, boleto ou débito on-line do banco Itaú.

Não haverá reembolso por desistência. 

Esse curso, com algumas diferenças na distribuição do conteúdo, foi realizado em 2017 na Associação Cultural Mie para mais de 200 alunos em todas as aulas. Foi repetido em 2018 e 2019 alcançando também grande sucesso e sofreu algumas atualizações para 2020.

Os professores são:
– Cristiane A. Sato, formada em Direito pela USP, autora do livro JAPOP – O Poder da Cultura Pop Japonesa e presidente da Associação Brasileira de J-Fashion, palestrante em universidades, entidades, embaixada e consulado geral do Japão, foi bolsista da JICA em 2016, na Universidade de Kanazawa.
– Francisco Noriyuki Sato, formado em Jornalismo pela USP, autor dos livros História do Japão em Mangá, Banzai – História da Imigração Japonesa no Brasil, entre outros, e é presidente da Abrademi e editor do site culturajaponesa.com.br. Foi também bolsista da JICA, em 2014, e ministrou palestras em universidades e museus do Japão em 2016 e 2019.

Para qualquer comunicação, utilize o endereço: abrademi@abrademi.com

nov 152019
 

“A Modernização do Japão e as Relações Nipo-Brasileiras” foi o tema da palestra do prof. Dr. Shinichi Kitaoka, presidente da JICA – Agência de Cooperação Internacional do Japão. Realizado no amplo salão Nobre da Faculdade de Direito da USP, contou com a abertura do prof. Vahan Agopyan, reitor da Universidade de São Paulo e do prof. Floriano Peixoto de Azevedo, diretor daquela Faculdade, entre outros convidados.

Kitaoka falou sobre as relações nipo-brasileiras, mas foi sobretudo uma verdadeira aula de história. Começou falando das atividades da JICA com o Brasil, desde o desenvolvimento da agricultura no cerrado até o assoreamento do Rio Tietê, implantação de agrofloresta em Tomé-Açu, passando por bolsas de estudo e pela implantação do “koban”, o policiamento preventivo no Brasil. Kitaoka atuou na ONU, quando o Brasil propôs a sua entrada como membro permanente no Conselho de Segurança. Atualmente, só Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido são permanentes, os demais 10 países são eleitos a cada dois anos e se revezam. Japão e Brasil são os dois países que mais vezes integraram o conselho como membro não permanente. O Japão foi favorável à ideia, mas essa modificação no órgão não foi aprovada. Entretanto, por esse motivo, Kitaoka teve muito contato com o Brasil e sentiu que o País era um grande parceiro do Japão.

O Japão mudou da Era Heisei para Era Reiwa, em maio de 2019. No Japão, além da numeração do ano da forma ocidental, há o número do ano que acompanha o Imperador. Assim, Heisei foi o nome da gestão do Imperador Akihito. Em janeiro de 1989 começou a Era Heisei, e portanto, 2019 corresponde ao ano 31 da Era Heisei, que também é o primeiro ano da Era Reiwa. Essa forma de cálculo dos anos era comum, no mundo inteiro, no passado. Em 21 de outubro deste ano, foi feita a cerimônia de entronamento oficial do Imperador Naruhito, com a participação de líderes de 191 países. O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro também esteve presente. Essa cerimônia utiliza aposentos tradicionais e é realizada desde o século 8, embora o trono em si é mais recente, foi utilizado na posse do Imperador Taisho, em 1911. Mas a existência da família real é comprovada desde o século 6, portanto, é muito antiga. Passagens do Man’yoshu, antologia de poemas do século 8, descrevem detalhes da corte do Imperador. 

A ligação da família imperial com o Brasil já é antiga. A primeira visita do então Príncipe Herdeiro, mais tarde Imperador, Akihito e sua esposa Michiko, ocorreu em 1967. O casal voltou ao Brasil em 1978. Em junho de 1997, o casal retornou, desta vez na condição de Imperador e Imperatriz. Seu filho mais velho, o Príncipe Naruhito, agora Imperador, esteve no Brasil em 1982, esteve no Centenário da Imigração em 2008, e esteve participando do Fórum Mundial da Água, em março de 2018. Outros membros da família também estiveram no Brasil em diferentes épocas, mas o primeiro contato aconteceu em 1934, com a doação em dinheiro do próprio Imperador Showa para a construção do Hospital Japonês, em São Paulo, atual Hospital Santa Cruz, na Vila Mariana.

Explicando o nome da cátedra 

A cátedra Fujita-Ninomiya faz parte das atividades da JICA. Trata-se de um projeto que visa convidar ao Japão os recursos humanos que possam se tornar pilares do futuro e do progresso dos países em desenvolvimento. Dentro do projeto, a JICA estabeleceu um curso no Departamento de Direito Internacional e Comparado da Faculdade de Direito da USP, para o estudo e pesquisa do desenvolvimento e sobre a experiência do Japão na Era moderna.

“Explicando o nome do projeto, são dois nomes ilustres no intercâmbio entre o Brasil e o Japão, e curiosamente, eu os conheci no Japão quando éramos todos jovens. Edmundo Susumu Fujita (1950 ~ 2016) se formou na Faculdade de Direito da USP e seguiu carreira diplomática. Antes dele, os descendentes de japoneses foram ser médicos, engenheiros, mas nessa difícil carreira diplomática, Fujita foi o pioneiro, e ele progrediu pelo seu esforço pessoal. Ele foi Embaixador do Brasil na Indonésia e na Coreia do Sul. Infelizmente, ele faleceu há alguns anos.”

O outro nome é do professor da Faculdade de Direito da USP, Masato Ninomiya. Ele foi o primeiro nikkei a defender uma tese de Doutorado na Universidade de Tokyo, numa época em que isso era a coisa mais difícil do mundo.  Isso, porque, para conseguir o título era preciso estudar profundamente as leis da Alemanha, França, Reino Unido e Estados Unidos, nas quais a lei japonesa se baseia. Depois, estudar a lei japonesa, decifrando os caracteres japoneses. Antes dele, alguns da Coreia do Sul e Taiwan defenderam tese de doutorado, mas Ninomiya foi o primeiro de um país que não utiliza caracteres chineses a atravessar essa barreira. “O professor Ninomiya não queria que colocassem seu nome na cátedra, alegando que não ficava bem para uma pessoa que está viva, mas eu insisti que o nome deveria homenagear as duas pessoas de maior destaque nessa área”, afirmou Kitaoka.

O Japão na Era Meiji

Sendo um especialista em história política e diplomacia, o palestrante não poderia deixar de falar de algumas passagens importantes na história do Japão, e escolheu “Restauração Meiji”, de 1868, como tema para a sua “aula”.

2018 marcou o 150º aniversário da Restauração Meiji. Na verdade, o nome “restauração” pode ser inadequado, pois se tratou de uma verdadeira e grande revolução. O termo restauração se refere à volta do poder nas mãos do Imperador, o que é correto, mas as transformações foram muito maiores.

Vamos lembrar que o Japão chegou a 1868 depois de 260 anos do governo do xógum Tokugawa, e antes dessa família, houve um longo período de governo dos samurais, totalizando aproximadamente 700 anos onde quem comandava o país eram clãs de samurais. O fim do feudalismo ocorreu em apenas 15 anos, depois da chegada do navio negro do Comodoro americano Perry. Os portos foram abertos para o mundo e o Japão teve que correr para recuperar seu atraso, tanto na tecnologia como na política e na defesa. É possível acreditar que as armas que os japoneses usavam eram as mesmas de 260 anos atrás?

Agora, a maior mudança ocorreu na área política. Depois de tanto tempo, acabou a época em que os samurais estavam no topo da pirâmide, e quem ajudou a acabar com isso foram os próprios samurais. Sim, havia uma pressão muito forte porque se não fizessem isso, poderiam se tornar uma colônia de algum país ocidental, como ocorreu na África, na Ásia e na América. Houve então uma união para o bem do País, para se conseguir uma rápida modernização e poder competir com as potências estrangeiras. Em 1871, todos os feudos foram extintos, incluindo os de Choshu e Satsuma, que ajudaram a derrubar o xogunato, porque era necessário.

Hirobumi Ito, em 1885, se tornou o primeiro primeiro-ministro do Japão. Apenas 20 anos antes, um samurai de baixo escalão, que nem lhe era permitido andar de cavalo, jamais poderia pensar em falar sobre política. A Restauração Meiji foi, portanto, uma grande revolução. Foi Hirobumi o responsável pela Constituição japonesa, a primeira fora do Ocidente (estudiosos vão se lembrar da Turquia, mas essa acabou logo). Essa Constituição previu a realização de eleições com a participação popular.

Houve casos de revolta nesse período de transição, porém o número de mortos foi pequeno, se compararmos com a Revolução Francesa, e com certeza, é muito menos do que as baixas da Revolução Russa ou da Revolução Chinesa.

Voltando ao Período Edo

A família Tokugawa conseguiu se manter no poder e manter um período de paz graças a sua habilidade política e pelos mecanismos que criou. O primeiro Tokugawa se estabeleceu em Tóquio, enquanto o Imperador permaneceu em Quioto. Havia muitos clãs poderosos e para enfraquecê-los, ele criou o “sankin koutai”, que era a obrigação do daimyô, senhor feudal, de manter uma residência na capital Edo, onde deveria permanecer por um ano, e retornar para sua terra onde deveria ficar também um ano, isso continuamente. Enquanto estava em sua terra, ele deveria deixar a esposa e filho ou filha em Edo. Assim, Tokugawa tinha esses familiares como reféns, caso o daimyô se rebelasse. Para fazer o “sankin koutai”, o daimyô tinha despesas bem altas, e o objetivo de Tokugawa era fazer os daimyôs gastarem bastante dinheiro nessas viagens, para não terem dinheiro para armamentos. O “sankin koutai” tinha regras rigorosas, e determinava o número de pessoas que cada daimyô deveria trazer segundo sua renda. Assim, deveria ter um x número de cuidadores de cavalos, x cozinheiros, x cavaleiros, etc. Somando tudo, um daimyô comum viajava com 150 a 300 homens em sua comitiva, mas há casos de daimyôs mais ricos que tinham que viajar com 4 mil pessoas. Quando a viagem era longa e difícil, esse daimyô gastava muito com hospedagens e alimentação do seu grupo. Curiosamente, o “sankin koutai” acabou desenvolvendo estradas e aperfeiçoando os meios de transporte, assim como criou o turismo fortalecendo hospedarias, restaurantes e prestadores de serviços nos locais de passagem dessas comitivas.

Pode-se dizer que o prédio da Faculdade de Direito da USP combinou com o conteúdo da palestra do presidente da JICA. A faculdade, a primeira do Brasil, cujas aulas começaram em 1828, começou ali mesmo, mas o edifício da foto foi erguida na década de 1930. Onze presidentes da República estudaram nessa escola.

Durante o Período Edo, cada samurai só podia ter um castelo e deveria morar nele. Antes, os samurais moravam junto com os agricultores e saíam para a guerra quando era preciso.

Nesse período, o Japão esteve fechado às nações ocidentais, excetuando a Holanda, mas os comerciantes holandeses ficavam confinados em Dejima, uma ilha artificial em Nagasaki. Foi uma medida para se defender dos cristãos, que teriam incitado uma revolução nas Filipinas. Não havia um comércio tão intenso com a Holanda, mas os estudiosos se interessavam pelos livros que os holandeses traziam. Assim, muitos estudavam o idioma holandês, e o estudo ocidental era chamado de “rangaku”, e havia escolas onde se ensinava “rangaku”. Uma dessas escolas foi “Tekijuku” fundado por Koan Ogata, um médico, que ensinou química, física, história natural e outras matérias para seus alunos. Ogata foi o primeiro a publicar um livro sobre patologia no Japão. “Tekijuku” formou os principais líderes da Era Meiji, como Masujiro Omura, responsável pelo desenvolvimento de técnicas de navegação e do sistema militar; Sonai Hashimoto e Yukichi Fukuzawa. O último foi jornalista, escritor e tradutor . Ele era fluente em holandês, mas quando foi a Kanagawa conhecer os estrangeiros que chegaram com a abertura do porto, ele se decepcionou porque os estrangeiros só falavam inglês. Ele passou a estudar inglês e participou a primeira missão diplomática do Japão para os Estados Unidos. Foi o fundador da famosa Universidade de Keio.

O Período Edo representou 260 anos praticamente sem guerras, aumento da população, aumento da produção agrícola, desenvolvimento do comércio, aumento da alfabetização e o surgimento de uma cultura peculiar, sem a influência do exterior.

Em termos de alfabetização, que serviu como alicerce para o sucesso da Restauração Meiji, era praticamente uma responsabilidade dos templos budistas. Chamadas de “terakoya”, objetivou dar uma educação básica para as crianças, com ensino da matemática, escrita, e incluindo geografia e história nos textos utilizados. Isso fez com que 40% da população total do Japão estivesse alfabetizada quando da Restauração. Número surpreendente para essa época no mundo inteiro, já que estudar era privilégio das classes mais ricas.

Uma das artes que se desenvolveu foi o Ukiyo-ê, que retratou os costumes e as paisagens daquele período. Kabuki, uma arte cênica popular, mas de tão interessante, que os samurais também iam assisti-la. Havia tranquilidade no Período Edo, que pode ser verificado nos livros escritos na época. Os japoneses viajavam muito até Ise Jingu, o maior santuário xintoísta do Japão. Consta que uma moça conseguia viajar sozinha e em segurança de Edo até Ise Jingu entre os séculos 17 e 18. A distância é de 400 km, e isso é surpreendente se compararmos com qualquer lugar do mundo.

O período representou também o intercâmbio entre os daimyôs, pois todos estavam morando em Edo.

Além das técnicas de guerra, a navegação praticamente não desenvolveu durante todo o período Edo. Antes do fechamento dos portos, era comum a navegação até Filipinas e Tailândia, por exemplo, para o comércio, mas durante Edo não houve necessidade de desenvolver a navegação mais longa. Assim, quando o Comodoro Perry chega ao Japão, surpreendeu, porque o navio do americano era pelo menos dez vezes maior do que o maior dos navios que o Japão possuía.

Turbulências no começo da Era Meiji

O Japão teve que abrir as portas e sua modernização teve que ocorrer muito rapidamente, mas nada foi tão simples. Surgiu um debate conhecido como “Seikanron”, por volta de 1873, que se discutiu o envio de tropas à Coreia, como punição por não reconhecer a legitimidade do Imperador Meiji e pelos insultos sofridos pelos diplomatas japoneses quando estes tentaram estabelecer um diálogo. Saigo Takamori, um dos estrategistas do governo Meiji, era favorável à ideia, porque, entre outros motivos, num confronto internacional poderia levar muitos samurais que estavam desempregados desde a extinção do sistema feudal. A ideia foi finalmente descartada e Takamori e outros lideres dessa proposta deixaram o governo Meiji, voltando para suas terras. Insatisfeito, Takamori lidera, em 1877, a Rebelião de Satsuma, na qual acaba derrotado. Depois desse episódio, os antigos samurais percebem que não havia possibilidade de vencerem o governo e então passam a lutar para vencer, não com as armas, mas pelas ideias. A modernização das ideias, portanto, ganha velocidade a partir desse ponto, com a formação de partidos políticos e a realização de uma eleição geral para a câmara baixa, efetivada em 1890.

Outro personagem que merece ser lembrado é Takeaki Enomoto. Natural de Edo, sua família servia ao clã Tokugawa. Quando o navio americano força a abertura dos portos, Enomoto, que já estudava holandês, vai estudar no Centro de Treinamento Naval em Nagasaki e em Tsukiji. Depois, Enomoto vai estudar na Holanda e continua na Europa entre 1862 e 1867, retornando fluente em holandês e em inglês. Quando o governo de Tokugawa cai em Edo, Enomoto e seus seguidores recusam a entregar a frota naval em poder do grupo (a maior frota do Japão), e seguem para Hakodate, em Hokkaido, onde organizam resistência em favor de Tokugawa no fortificado de Goryokaku, construído em 1864. No local, a tropa leal a Tokugawa fundam a República de Ezo, um país independente, elegendo Enomoto como presidente. O governo Meiji não quer que o País fique dividido e inicia a Batalha de Hakodate, onde a tropa de Enomoto é derrotada, em junho de 1869. Ele foi preso e, apesar de ser considerado um traidor do País, o governo Meiji reconhece que seus atos sempre foram de um patriota, aquele que pensa no melhor para o seu País. Assim, ele é libertado em 1872, e com todo o seu conhecimento, ele participa da Força Naval do Império. É enviado para a Rússia onde tem sucesso na assinatura de um tratado. Depois se torna Ministro da Marinha e ocupa outros ministérios, como da Agricultura e Comércio, da Educação e das Relações Exteriores. Nesse cargo, Enomoto foi muito ativo em incentivar a emigração dos japoneses, criando a seção de emigração dentro daquele ministério e incentivando empresas privadas a trabalharem com a emigração. Pode-se dizer então, que Takeaki Enomoto é o responsável pelo início da emigração japonesa para a América do Norte, Central e do Sul, incluindo o Brasil.

O que impressiona os estudiosos da história é a velocidade com que as coisas ocorreram no Japão. Saindo de um longo período feudal para uma democracia nos moldes ocidentais, e também a adoção do sistema de ensino semelhante aos das nações ocidentais.  Em 1872 foi estabelecido o ensino primário como no Ocidente. Depois vieram o ensino ginasial e o colegial, e também as universidades, que contrataram muitos professores do exterior, e com isso, o País se desenvolveu a ponto de poder-se equiparar às maiores potências mundiais em poucas décadas.

A palestra foi proferida pelo professor Shinichi Kitaoka (Ph.D.), presidente da JICA, Agência de Cooperação Internacional do Japão, em 4 de novembro de 2019, no Salão Nobre da Faculdade de Direito da USP, dentro do Programa de Estudo do Desenvolvimento Japonês (Cátedra Fujita-Ninomiya).

Escreveu: Francisco Noriyuki Sato, jornalista e editor, do site culturajaponesa.com.br, autor de livros e professor de História do Japão. Foi assessor de comunicação da Cooperativa Agrícola de Cotia e assessor da relações públicas da Jetro. Atual presidente da Abrademi e diretor cultural da Associação Cultural e Assistencial Mie Kenjin do Brasil.

nov 012019
 

A Century Travel, operadora especializada no Japão, está preparando uma excursão inédita com roteiro histórico, na companhia do professor de História do Japão, Francisco Noriyuki Sato, que dará in loco explicações para que se possa aproveitar cada minuto dessa viagem.

Data de saída: 31 de março de 2020 – 16 dias de viagem

DESTAQUES DA EXCURSÃO
Nara, Osaka, Kobe, Ise, Himeji, Quioto, Kanazawa, Shirakawago, Takayama, Iiyama, Kamakura & Tóquio. Época de sakurá e o clima é agradável.

O PACOTE INCLUI

  • Passagem aérea da Lufthansa em classe econômica a partir de São Paulo
  • Pernoite nos hotéis mencionados ou em similares em categoria turística com impostos locais inclusos
  • Café da manhã nos hotéis e refeições indicadas no programa
  • Traslados e passeios em ônibus privativo ou em transporte público de acordo com o roteiro
  • Guia local falando português ou espanhol
  • Bilhetes de trem expresso e trem-bala em classe turística conforme mencionado no roteiro
  • Ingresso dos pontos turísticos citados no programa
  • Seguro de viagem com cobertura médico-hospitalar de até US$ 60.000,00
  • Acompanhamento de guia brasileiro durante toda a viagem para grupo com mínimo de 15 passageiros

PREÇOS POR PESSOA (em dólar americano) – Valores válidos para mínimo de 15 participantes
Pacote Aéreo e Terrestre – USD 6.790 (acomodação dupla), USD 6.580 (tripla) e USD 8.480 (individual)
Pacote Só Terrestre – USD 5.900 (dupla), USD 5.700 (tripla) e USD 7.600 (individual)
Taxas de embarque e envio de bagagem USD 198,00
* Conversão do Dólar Americano para Reais pelo câmbio turismo de venda do dia do pagamento
Forma de pagamento: 20% de entrada (à vista ) + saldo em até 5 parcelas sem juros nos cartões Visa, Mastercard, Elo e Amex

Para maiores informações, contate: Century Travel – Tour Operator – Fone 11 3207-2644 A/C Claudia – email: claudia@centurytravel.com.br

ROTEIRO DE VIAGEM

31/03 – terça – De SÃO PAULO a MUNIQUE
13:00 – Apresentação no Aeroporto Internacional de Guarulhos, Terminal 3.
16:55 – Embarque no voo LH505 da Lufthansa para Munique.
01/04 – quarta – MUNIQUE a OSAKA
09:35 – Chegada em Munique. 12:15 – Conexão com o voo LH742 para Osaka.
02/04 – quinta OSAKA – NARA
06:20 – Chegada ao Aeroporto Internacional de Kansai, traslado para cidade de Nara , passeio de meio dia no Parque de Nara e o Templo Todaiji que abriga o Buda Gigante. Após o almoço, check-in no hotel e tarde livre. Hospedagem no Fujita Nara.
03/04 – sexta – NARA – QUIOTO
Saída do hotel e passeio dia inteiro conhecendo a região de Nara e Quioto. Visita ao Kofun Ishibutai, o mais impressionante dos antigos monumentos de pedra em Asuka. Acredita-se que seja a tumba de Soga Umako, um poderoso líder do clã Soga que governou o país durante a maior parte do período Asuka (538-710). Continuação para o Templo Asuka e para o Mausoléu do Imperador Jimmu. Parada para almoço (não incluso) em Tawaramoto cho, Chishiro. Prosseguimento para Quioto rumo ao Templo Fushimi Inari com seus famosos portais vermelhos (aparece em filmes). Chegada ao hotel e check-in. Hospedagem no Miyako Kyoto Hachijo.
04/04 – sábado – QUIOTO
Passeio o dia inteiro conhecendo Kinkakuji (Pavilhão Dourado), Castelo Nijo e Mercado Nishiki com tempo livre para almoço (não incluso). A seguir, passeio a pé pelo Caminho dos Filósofos, chegando ao Templo Kiyomizu, o mais famoso na antiga Quioto. Hospedagem no Miyako Kyoto Hachijo.
05/04 – domingo – dom QUIOTO – KOBE – HIMEJI – QUIOTO
Passeio de dia inteiro utilizando transporte público, desfrutando da modernidade do trem-bala.
Em Kobe, conheceremos: Kobe Parque Meriken, Museu Marítimo e Museu da Imigração. Sugestão para almoço (não incluso): comprar “Obentou” ou “Lunch box” para comer no trem com destino a Himeji (comer obentou no trem é comum). Caminhada da estação até o Castelo de Himeji, conhecido como o “Castelo da Garça Branca”, um dos mais belos e maiores do Japão. Retorno a Quioto de trem-bala. Chegada e caminhada até o hotel. Hospedagem no Miyako Kyoto Hachijo.
06/04 – segunda – QUIOTO – NAGOYA – TOBA – ISE – NAGOYA
As malas grandes serão despachadas para Tóquio (para não ter que carregar peso). Separar em uma mala de mão a troca de roupa para quatro dias.
Saída do hotel e caminhada até a estação de Quioto. Embarque de shinkansen para Nagoya onde prosseguiremos para visitação de criação de pérolas Mikimoto em Toba e o famoso santuário de Ise e sua longa rua comercial Okage Yokocho, que preserva o aspecto e sabores do período Edo. Retorno a Nagoya e hospedagem no Meitetsu New Grand.
07/04 – terça -NAGOYA – TAKAYAMA – SHIRAKAWAGO – KANAZAWA
Saída do hotel e caminhada até a estação de Nagoya. Embarque em trem expresso para Takayama. Chegada e passeio o dia inteiro. Caminhada pela rua de comércio Kamisan no Machi e parada para almoço (incluso). Prosseguimento em ônibus para Shirakawago, vila rústica e histórica com casas de telhados de palha Gassho-zukuri (Patrimônio da Unesco). Continuação para Kanazawa. Chegada e traslado ao hotel. Hospedagem no Ana Crowne Plaza.
08/04 – quarta – KANAZAWA
Passeio o dia inteiro pela cidade conhecendo o famoso Jardim Kenrokuen, o Castelo de Kanazawa e o Museu de Arte Contemporânea. Tempo livre no museu para almoço (não incluso). À tarde, visita a Higashi Chaya Machi (bairro das gueixas). Hospedagem no Ana Crowne Plaza.
09/04 – quinta – KANAZAWA – IIYAMA
Pela manhã, caminhada até a estação de Kanazawa para embarque com destino a Iiyama. Em Iiyama, teremos experiência cultural em Mori No Iê e almoço no local. À tarde conheceremos o Takahashi Mayumi Ningyokan, museu dedicado a bonecos realistas de pessoas que residem no campo. Estes bonecos mostram cenas da vida cotidiana nas áreas rurais, desde cenas da agricultura até a socialização com os vizinhos. Término do passeio no hotel. Hospedagem em Minshuku (casa japonesa tradicional) com jantar.
10/04 – sexta – IIYAMA – TÓQUIO
Saída do hotel e traslado para a estação de Iiyama com destino a Tóquio. Chegada e passeio de meio dia para conhecer a Praça do Palácio Imperial, o Museu Edo-Tokyo. Término do passeio no hotel. Hospedagem no Shinagawa Prince.
11/04 – sábado – TÓQUIO
Dia de tour histórico em Kamakura, cidade que fica ao sul de Tóquio, utilizando transporte público para conhecer o Grande Buda, a segunda mais alta estátua de bronze do Japão e visita ao Templo Hachimangu, o mais importante de Kamakura. Tempo livre para almoço (não incluso). Em horário adequado, retorno ao hotel. Hospedagem no Shinagawa Prince.
12/04 – domingo – TÓQUIO
Dia livre para atividades independentes.
Opcional – Tour pela cidade de Tóquio utilizando transporte público. Visita ao bairro Shibuya (da estátua do famoso cão), e em seguida embarque no trem da linha Yurikakome para ir a Odaiba. Ver o robô Asimo Show e tempo livre para almoço (não incluso) em Aqua City. Mini cruzeiro pelo Rio Sumida até Asakusa, grande templo e comércio tradicional. Tempo livre e retorno ao hotel. Hospedagem no Shinagawa Prince.
13/04 – segunda – TÓQUIO
Dia livre para atividades independentes. Hospedagem no Shinagawa Prince.
14/04 – terça – TÓQUIO – FRANKFURT – SÃO PAULO
Check-out e traslado ao Aeroporto de Haneda.
14:05 – Embarque no voo LH 717 da Lufthansa para Frankfurt.
18:45 – Chegada a Frankfurt Partida para Guarulhos no voo LH506 às 22:05.
15/04 – quarta – SÃO PAULO
04:55 – Desembarque em São Paulo no Aeroporto Internacional de Guarulhos (Terminal 3).

Mensagem do prof. Francisco: – “Esse roteiro permite percorrer as principais localidades históricas e assim aprender os principais acontecimentos da longa história do Japão. Pedi para que a Century Travel programasse menos troca de hotel possível, para se evitar estresse e perda de tempo para refazer as malas. E assim, a viagem será menos cansativa mesmo para aqueles com mais idade e permite ter tempo livre, para aqueles com mais fôlego, para conhecerem outras localidades. Os hotéis selecionados são de bom padrão. Podem verificar na internet. Esse é o roteiro do grupo, mas você pode chegar antes ou voltar depois, para aproveitar e visitar seus parentes ou conhecer outras províncias não previstas no pacote. É só falar com a operadora Century”.

Francisco Noriyuki Sato – Natural de São Paulo, é formado em Jornalismo e Publicidade pela Universidade de São Paulo, foi assessor de relações públicas da Jetro, órgão do governo japonês na área de comércio exterior, e assessor de comunicação da Cooperativa Agrícola de Cotia. É presidente da Abrademi – Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações e diretor cultural da Associação Mie Kenjin do Brasil.  Bolsista pela JICA na Universidade de Kanazawa, ministrou palestras em universidades japonesas em 2016 e 2019, e leciona o curso completo de História do Japão desde 2017. Autor do álbum “A Filosofia do Samurai na Administração Japonesa” e dos livros “História do Japão em Mangá” e “Banzai – A História da Imigração Japonesa”.

Para maiores informações, contate: Century Travel – Tour Operator – Fone 11 3207-2644 A/C Claudia – email: claudia@centurytravel.com.br

 

nov 142018
 

A Constituição Japonesa, que foi preparada pelos americanos em 1947, não permite que o Japão se defenda ou se envolva em guerra. Os testes dos norte-coreanos com os mísseis, que atingiram a costa japonesa, e a China fazendo exercícios militares no Mar do Japão, são indícios de que a paz poderá não durar.

Sem poder formar um exército, é a “Jieitai”, a Força de Defesa do Japão, que faz treinamentos acanhados para um eventual confronto. Essa Força de Defesa é chamada toda vez que alguma localidade é atingida por desastres naturais, o que ocorre com muita frequência, e a tropa é convocada para fazer ajuda humanitária em áreas de conflito internacional, mas a Jieitai não é um exército. Para a Jieitai poder atuar numa guerra é necessário alterar o artigo 9 da Constituição.

Em 2016, após uma série de discussões e manifestações públicas contrárias, foi aprovada pela Dieta uma resolução (releitura) sobre o artigo 9, possibilitando que o Japão possa fazer a autodefesa e até enviar tropas para o exterior, mas ainda falta escrever isso na Constituição.

O atual governo do primeiro-ministro Shinzo Abe se empenha em conseguir aprovar a reforma, mas não está sendo fácil. A rede de TV NHK realizou uma pesquisa e constatou que 29% dos entrevistados acham que a reforma é necessária, mas 27% não acham. A grande maioria, 39% não tem opinião sobre o assunto. Dentre os que são contra, a maioria tem mais de 70 anos, ou seja, conviveu mais de perto com a guerra.

A questão da Jieitai, mesmo que a Constituição seja alterada e a Força de Defesa possa atuar numa guerra, esbarra num outro problema: O envelhecimento da população. Não haverá muitos jovens dispostos a entrar na Jieitai.

Esses e outros assuntos bem atuais serão apresentados na próxima aula de história do Japão.

História do Japão – Aula 9 – Período Heisei e a História de Okinawa

A nona e última aula será composta por dois assuntos diferentes: a metade da aula será destinada ao Período Heisei (1989 ~ 2019), ou seja, a história recente e os assuntos atuais. Na outra metade será abordada a História de Okinawa, que se tornou província japonesa em 1879 e foi ocupada pelos americanos de 1945 a 1972. Mesmo quem não assistiu as anteriores poderá se inscrever e participar.

Aula 9 – História do Japão. Dia 01/12/2018, sábado, das 9 às 12 horas.

As inscrições são realizadas por aula. Cada aula tem o valor de R$ 35,00 (mais a taxa do Sympla de R$ 3,50).

Não haverá reembolso por desistência. Quando não houver mais vaga, o interessado poderá enviar e-mail para ficar na lista de espera.

Local: Associação Cultural Mie, na Avenida Lins de Vasconcelos, 3352, Vila Mariana, na saída da Estação Vila Mariana do metrô. Há estacionamento pago no prédio. Atenção: por causa do serviço de manutenção da Eletropaulo na região, esta aula será ministrada no Centro Brasileiro de Língua Japonesa – Rua Manoel Paiva, 45 – entre as estações Ana Rosa e Vila Mariana do metrô (mais perto da Ana Rosa – 5 minutos a pé). Data e horário são os mesmos acima.

As vagas são limitadas. A sala está equipada com ar condicionado, projetor e microfone. As aulas são avulsas, portanto, não é necessário ter assistido as anteriores para participar desta. Neste dia 01/12/2018, logo após o término da aula, serão entregues os certificados aos alunos que participaram de pelo menos 7 das 9 aulas ministradas.

Os professores são:
– Cristiane A. Sato, formada em Direito pela USP, autora do livro JAPOP – O Poder da Cultura Pop Japonesa e presidente da Associação Brasileira de J-Fashion, palestrante em universidades, entidades, embaixada e consulado geral do Japão, foi bolsista da JICA em 2016, na Universidade de Kanazawa.
– Francisco Noriyuki Sato, formado em Jornalismo pela USP, autor dos livros História do Japão em Mangá, Banzai – História da Imigração Japonesa no Brasil, entre outros, e é presidente da Abrademi e editor do site culturajaponesa.com.br. Foi também bolsista da JICA, em 2014, e ministrou palestras em universidades e museus do Japão em 2016.

apoio: Fundação Japão e Centro Brasileiro de Língua Japonesa