mar 072017
 

expo washiA importadora de papéis Washi, World Paper, está trazendo quatro especialistas japoneses das cidades de Kochi e Saitama para palestra e exposição. Kochi é conhecida pelos papéis de restauro, enquanto Saitama é famosa por fabricar os papéis Hosokawa, que são considerados Patrimônio Cultural Intangível pela Unesco. Os especialistas em Washi são:

Hiroyoshi Chinzei – proprietário da fábrica de papéis de menor gramatura do mundo, 1,6g/m2.
Satomi Tamura – artista plástica que produz papéis Washi e é maker de papéis Hosokawa, patrimônio Cultural pela UNESCO.
Kayoko Ichinomiya – diretora da Paper One Co. Inc representante dos papeis Washi.
Shigeo Nakamura – técnico em papéis Washi.

O evento acontece no dia 23 de março de 2017, às 18h30, na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa (Bunkyo), na Rua São Joaquim, 381 – Liberdade, São Paulo/SP.

Ingresso: R$ 30,00 a ser pago no local.

O papel Washi é sempre uma produção artesanal, cuja técnica tem 1.300 anos de história. Por utilizar fibras de determinadas plantas cultivadas no Japão tem uma qualidade única, e por isso, é preferido por artistas de shodô, ukiyo-ê e origami. Washi também é utilizado em embalagens especiais e na decoração de residências.

Informações: https://www.facebook.com/WorldPaperPapeisEspeciais/

ago 012016
 

Casarão do Chá de Mogi das CruzesO 3º Festival de Cerâmica será no dia 07 de agosto de 2016, domingo, das 9 às 17h, no Casarão do Chá – Estrada do Chá, bairro Cocuera, Mogi das Cruzes, SP.

Programação:

09:00 – Abertura do evento

10:00 às 16:00 – Mão Livre – Oficina aberta de modelagem com o grupo de cerâmica Temtempu.

10:00 às 16:00 – brincando com torno – Oficina aberta de torno com Sueli Massuda.

13:00 – Raku – Demonstração de queima com Marcelo Conegliam.

14:00 às 16:00 – #MAOSNAMASSA – Demonstração e Workshop de torno com Sergio Onodera.

Outros Atrativos:

– exposição e venda de mais de 2.000 peças de cerâmica

– degustação de chá.

– comida caseira:  porco no rolete, comida árabe, pastel, pizza no forno à lenha, comida japonesa, café caipira no fogão à lenha, biscoitos, queijos e doces caseiros.

– venda de artesanatos diversos, plantas e animais.

*A entrada e as atividades são gratuitas. Para participar basta chegar e se inscrever na atividade aberta ao público.

Organização: Associação Casarão do Chá, com o apoio da Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes – Tel: (11) 4792-2164

E-mail: acasaraodocha@gmail.com
facebook.com/acasaraodocha

https://www.youtube.com/watch?v=61ajY376qTs

jun 302016
 

Tokyo_Olympics_1964_Web_4751Desde que o Japão sediou pela primeira vez os Jogos Olímpicos, em 1964, o país  está prestes a viver um novo marco em sua história. Em 2020, será a sede dos Jogos Olímpicos pela segunda vez.

Para celebrar esta trajetória, relembrar grandes artistas em atuação na década de 60, e comemorar a próxima edição no país, que acontecerá em 2020, a Fundação Japão promove três eventos muito especiais.

A Emergência do Contemporâneo: a Vanguarda no Japão, 1950 – 1970

Inédita no país, a exposição de arte de vanguarda japonesa traz 70 obras produzidas ao longo de 20 anos por artistas como Kazuo Shiraga, Sadamasa Motonaga, Atsuko Tanaka, Genpei Akasegawa, Jiro Takamatsu, Natsuyuki Nakanishi, Arata Isozaki, Yoko Ono, Yutaka Matsuzawa e Kishio Suga. É interessante porque o Japão produziu vários movimentos artísticos na década de 50, dando espaço para artistas como Atsuko Tanaka, cujos trabalhos podem ser vistos no Ashiya Art Museum, em Hyogo.

De 14 de julho a 28 de agosto, no Paço Imperial do Rio de Janeiro, obras do pós-guerra ao auge da economia japonesa estarão expostas baseadas em temas como “Política da Abstração”, “Intervenção Urbana” e “Arte e Engajamento Social”. Algumas delas, inclusive, foram exclusivamente produzidas para esta exposição.

Mostra de Cinema Japonês – Especial Ko Nakahira

Pela primeira vez no Brasil, a mostra de longas-metragens de Ko Nakahira estará em cartaz de 27 de julho a 1 de agosto, no Centro Cultural Banco do Brasil. Um dos principais cineastas atuantes no período dos Jogos Olímpicos de 1964, destaca-se pelo andamento dinâmico e técnicas cinematográficas diversas. Na mostra, oito obras apresentarão o variado universo de Nakahira, incluindo temática juvenil, ação, comédia, suspense e filme de arte.

Concerto POP: Olha pro Céu – Look at the Sky

Dias 29 e 30 de julho, no VIVO Rio, a produção conjunta Brasil-Japão traz uma apresentação de união dos dois países, com a participação de grandes nomes da música japonesa e brasileira. O ponto alto será a apresentação de SUKIYAKI – ue wo muite arukou”, a canção japonesa que conquistou o mundo em 1964. Este momento reunirá, no palco, os artistas japoneses e brasileiros cantando em japonês, inglês e português. Participam do show Vanessa da Mata, Tokyo Ska Paradise Orchestra e Marcia, além do convidado especial Emicida.

Exposição:  A Emergência do Contemporâneo: a Vanguarda no Japão, 1950 – 1970

De 14 de julho a 28 de agosto de 2016

Paço Imperial – Praça Quinze de Novembro, 48 – Centro – Entrada Franca

Realização: Fundação Japão | Paço Imperial | IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional | Ministério da Cultura. Apoio especial: Ishibashi Foundation. Apoio: Lufthansa Cargo AG | Amigos do Paço | Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro | Prefeitura do Rio de Janeiro

Cinema – Mostra de Cinema Japonês – Especial Ko Nakahira

De 27 de julho a 1 de agosto de 2016

Entrada franca (retirada de ingressos 1 hora antes de cada sessão. Limite de 2 ingressos por pessoa.)

Centro Cultural Banco do Brasil – Rua Primeiro de Março, 66 – Centro

Realização: Fundação Japão. Apoio: Centro Cultural Banco do Brasil | Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro | Prefeitura do Rio de Janeiro | Ministério da Cultura

Música – Concerto POP: Olha pro Céu – Look at the Sky

29 e 30 de julho de 2016, às 20h30 (abertura da casa para o público às 19:30)

Ingressos à venda: www.vivorio.com.br ou na bilheteria do Vivo Rio

Vivo Rio – Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo

Realização: Fundação Japão, Produção: Sony Music do Brasil. Apoio : Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro |Prefeitura do Rio de Janeiro

mar 042016
 

Antoine Abi Aad-kanji-726x1024Em março, o público terá a oportunidade de conhecer o trabalho do professor libanês Antoine Abi Aad, Doutor e Mestre em Design e Comunicação Visual pela Universidade de Tsukuba (Japão) e Mestre em Estudos Superiores em Publicidade pela Academia Libanesa de Belas Artes.
O tema da palestra, com realização no dia 19 de março (sábado) das 15 às 18 horas, será o “Kanji” (ideograma japonês). A unidade São Joaquim da Aliança também sediará uma exposição com 64 quadros do artista. O evento é uma realização conjunta entre a Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo) e a Aliança Cultural Brasil-Japão, e faz parte dos eventos comemorativos aos 60 Anos da Aliança.
O professor Abi Aad fala japonês fluentemente e está em sua quarta visita ao Brasil, realizando oficinas e exposições em instituições de renome, como a Universidade de Brasília, Universidade Federal do Maranhão e Universidade de São Paulo. O artista é reconhecido por mais de 80 exposições e oficinas internacionais em países como Líbano, Japão, África do Sul, Coreia, China, Rússia e Alemanha
Serviço:
Palestra “Kanji” – professor Antoine Abi Aad
Data: 19 de março (sábado), Horário: 15 às 18h
Local: Auditório – Aliança Cultural Brasil-Japão – unidade São Joaquim
R. São Joaquim, 381, 6º andar, Liberdade
Informações: (11) 3209-9998 / saojoaquim@aliancacultural.org.br
Participação gratuita, limitada a 50 participantes.
Inscrições até 10/03: http://tinyurl.com/palestra-aad
Exposição “Kanji” – professor Antoine Abi Aad
Data: 19/03 a 09/04, Horário: 09 às 19 horas
Local: Aliança Cultural Brasil-Japão – unidade São Joaquim
R. São Joaquim, 381, 6º andar, Liberdade, Participação gratuita
Realização: Aliança Cultural Brasil-Japão e Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social

jul 282015
 

ceramica casarao do cha mogi

A arte da cerâmica se desenvolveu em diversas partes do mundo, inclusive no Japão, onde foram recuperadas peças feitas no período Neolítico (11 mil a.C.). A partir do século IV, o país recebeu grande influência chinesa, porém, criou seu próprio caminho ao valorizar o trabalho de artesãos que criaram métodos próprios de produção da cerâmica. Hoje, existem vários estilos reconhecidos e as peças continuam sendo produzidas manualmente, uma a uma, como objetos de grande valor artístico.

A HISTÓRIA DO TORNO

Os primeiros tornos surgem como meio de facilitar a modelagem da peça, sem a necessidade de o ceramista andar em volta dele.  Provavelmente eram compostas de uma roda pesada que girava entorno de um eixo fixado ao chão, rodada por um bastão. Na etapa seguinte, surgem tornos movidos com o pé, que consiste numa base circular conectada por um eixo a uma roda pesada. Logo, surgem tornos de pé com pedais que facilitaram o trabalho do ceramista. Os tornos sempre foram largamente utilizados no Japão, para fazer todos os tipos de instrumentos domésticos, como vasos, copos e pratos.

Hoje, é mais comum os ceramistas utilizarem tornos elétricos que são movidos por um motor e possuem um pedal para a regulagem da velocidade.

A TÉCNICA

O torno é um importante instrumento do ceramista para a modelagem das peças cerâmicas. A peça é torneada colocando-se a argila macia em cima do disco, no centro do aparelho, molha-se as mãos ou os instrumentos para diminuir o atrito com o barro e, então a argila é afinada e modelada no formato do objeto. O Processo é rápido: em pouco tempo as peças são modeladas.

Nascido em Mogi das Cruzes, filho do ceramista Akinori Nakatani inicia-se na cerâmica aos 15 anos. Em 2008 conclui o curso de Bacharelado em Artes Visuais pela Faculdade Belas Artes e, desde então, dedica-se à pesquisa das possibilidades da cerâmica de Alta Temperatura no seu atelier em Mogi das Cruzes. Foto: Jonny Ueda, Jornal O Diário de Mogi, 2014

Nascido em Mogi das Cruzes, filho do ceramista Akinori Nakatani inicia-se na cerâmica aos 15 anos. Em 2008 conclui o curso de Bacharelado em Artes Visuais pela Faculdade Belas Artes e, desde então, dedica-se à pesquisa das possibilidades da cerâmica de Alta Temperatura no seu atelier em Mogi das Cruzes. Foto: Jonny Ueda, Jornal O Diário de Mogi, 2014

No dia 2 de agosto, domingo, será realizada uma demonstração do uso de torno na cerâmica, pelo artista Yuuki Nakatani, no Casarão do Chá de Mogi das Cruzes. A atividade faz parte do 2º Festival de Cerâmica, com exposição e vendas de 70 ceramistas, área de lazer e área de alimentação com pratos variados e o chá preto, que deu origem ao Casarão de Chá. Aliás, o próprio Casarão, construido pelo japonês Kazuo Hanaoka, em estilo japonês, aproveitando-se as curvaturas próprias das árvores em sua estrutura, já vale o passeio. O Festival de Cerâmica tem entrada franca.

DEMONTRAÇÃO DE TORNO
DATA: 02/08/2015
LOCAL: CASARÃO DO CHÁ
13:00 – INÍCIO DA DEMONSTRAÇÃO
14:00 – TÉRMINO DA DEMOSTRAÇÃO

No mesmo dia, o artista Osvaldo Perez fará demonstração da técnica de Raku Tradicional e de Raku Nu, com queima, das 9 às 15h30. Também será realizada uma oficina de apitos e ocarinas de Mayy Koffler, das 10 às 15h30 (com pausa para almoço). Essa oficina é paga. Informações: acasaraodocha@gmail.comhttp://www.casaraodocha.org.br/

Veja como chegar ao Casarão do Chá, que fica na Estrada Nagao, km 3, bairro Cocuera, Mogi das Cruzes http://casaraodocha.org.br/wp/?page_id=24

ceramica mayy kofflerceramica osvaldo perez

 

fev 212015
 
Com objetos trazidos especialmente do Japão, o evento integra as comemorações dos ‘120 Anos de Amizade Japão-Brasil’
Cerâmica Yokkaichi Banko da província de Mie

Cerâmica Yokkaichi Banko da província de Mie

A Fundação Japão promove, de 21 de fevereiro a 22 de março, a exposição itinerante Artesanato do Japão – Tradições e Técnicas. Em cartaz na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Bunkyo, a exposição traz um recorte do artesanato do Japão, sob o olhar das tradições e técnicas adotadas por reconhecidos artesãos, compartilhando a habilidade e criatividade de seus trabalhos.

Segundo Kazuko Todate, curadora do Museu de Arte em Cerâmica de Ibaraki, no Japão, estarão expostos utensílios criados ao longo dos anos na vida cotidiana, em cerâmica, tingimento de tecidos, metais, marchetaria, laqueados, bambu e madeira, papel, entre outros, sempre trabalhados com técnicas adequadas, de acordo com a natureza de cada material, criando objetos práticos e com seu toque de beleza.

Técnica tradicional de papel

Técnica tradicional de papel

“Os materiais tradicionais e característicos de cada região foram transformados em utensílios práticos e artigos altamente criativos, com a esmerada técnica e talento dos artesãos, que desenvolveram a produção e a criação de obra de arte, contribuindo para aumentar o estrato do setor artístico e qualitativamente como um todo.”

As tradicionais artes que fazem parte da mostra incluem artesanato de técnicas tradicionais e materiais típicos de várias regiões do Japão, que pouco a pouco foram substituídas por modernas máquinas e produção em grande escala. A transição, explica a curadora, começou durante a era Meiji (1868 – 1912), quando o Japão ingressou na fase de industrialização.

Yosegi Zaiku, marchetaria tradicional de Hakone

Yosegi Zaiku, marchetaria tradicional de Hakone

Workshop de Marchetaria

Uma atividade paralela à exposição acontecerá nos dias 7, 14 e 21 de março, comandada por Danilo Blanco, artista visual e designer de superfície, que tem reconhecimento pelos trabalhos de marchetaria que vem desenvolvendo desde os anos 90. Nestes dias, o público está convidado a participar de workshops de marchetaria, que é a arte de combinar diferentes tipos de madeira. Os workshops acontecerão das 15h às 17h, no espaço anexo do 9º andar, com participação gratuita. São 14 vagas por turma. A distribuição de senhas para participação será feita no mesmo dia da atividade, a partir das 14h30, no 9º andar.

Exposição Artesanato do Japão – Horário de funcionamento: De 21 de fevereiro a 22 de março de 2015, de terça à domingo, das 13h30 às 17h30

Local: Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Bunkyo
Rua São Joaquim, 381 – 9º andar (próximo ao Metrô São Joaquim) Tel: (11) 3208-1755

Entrada gratuita –  Informações: Fundação Japão em São Paulo = Tel: (11) 3141-0110

jan 052015
 

A notícia é antiga, mas interessante. A Associação de Artes Tradicionais da Província de Ishikawa (Ishikawa Densankan), em conjunto com a TV Ishikawa, Innosense, Beniya e a Kanazawa University, promoveu um concurso para valorizar o uso do quimono entre as jovens. Com o nome de “Kaga Loli Design Contest”, o concurso reuniu 233 trabalhos de design de quimono no estilo Lolita.

No dia 2 de março de 2013, foi realizada a festa de entrega dos prêmios aos vencedores, com um desfile de quimonos Kaga Yuzen e um desfile da conhecida marca de moda lolita Baby The Stars Shine Bright. O evento aconteceu no Salão Shiinoki de Kanazawa. Os promotores confeccionaram os quimonos dos três modelos vencedores e mais o quimono da personagem You-chama, que simboliza o “Kaga Loli Project” e que aparece no vídeo promocional com a modelo Kobato, que é aluna da faculdade de moda de Kanazawa. Veja aqui.

Grande prêmio: Risako Higashiyama (Kaga & Rose & Girl), segundo lugar: Yurika Yoshida (Classical Lolita – Traditional Elegancy), e terceiro lugar: Aika Kaji (Classic Lolita estilo Kaga Yuzen).

kaga loli charactor_bg1A personagem-mascote criada para o evento não é fictícia. You Chama é uma homenagem à princesa You (溶姫), filha legítima do 11º xógun Ienari Tokugawa. Nascida em Edo (atual Tóquio), casou-se com Nariyasu Maeda, sucessor do rico feudo de Kaga (cuja capital era Kanazawa). O ano era 1827, e a princesa You tinha 14 anos de idade e o noivo16 anos. A cerimônia de casamento foi grandiosa com um desfile em homenagem à You em Tóquio. O portal Torii construído para a ocasião ainda existe e é conhecido como a entrada vermelha da famosa Universidade de Tokyo. You teve, no castelo de Kanazawa, quatro filhos homens sendo que o mais velho sucedeu ao trono do clã Maeda.

Quimonos no estilo Kaga Yuzen – Yuzensai Miyazaki era um consagrado artista de Kyoto especializado em tingimento e pintura em seda usada em quimonos. Em 1718, recebendo convite do senhor feudal de Kaga, mudou-se para a cidade de Kanazawa, onde se estabeleceu e preparou discípulos que mantém a tradição até hoje. Seus discípulos de Kyoto continuaram trabalhando com a mesma técnica, sendo conhecidos como artistas Kyo Yuzen. A técnica consiste basicamente em fazer todos os contornos dos desenhos com uma cola líquida à base de arroz sobre a seda pura (branca). Depois, os desenhos são pintados um a um. Por fim, toda a parte desenhada recebe uma camada de cola líquida que a protegerá da tinta que será passada em todo o tecido com uma escova (é possível misturar cores e fazer degradê nesse processo). Quem já viu a imagem de tecidos esticados no meio de um rio? Trata-se do processo tradicional de lavagem da seda, que eliminará a parte da cola.

out 072014
 

washie MiriamOshiroWashi-ê é a arte que utiliza papéis artesanais japoneses, confeccionados com as fibras das plantas Kozo, Mitsumata e Gampi, ou também em versões brasileiras, produzidos a partir de sisal, ananás, bananeira, cana, entre outras plantas nacionais. O Washi-ê explora as diferentes texturas, cores e nuances dos papéis desfiados, dobrados e justapostos, resultando em não apenas quadros, mas também em objetos de decoração, como luminárias, leques, porta-joias, bolsas, cartões e muitos outros.

Cerca de 130 obras compõem a exposição, entre quadros e objetos de decoração, como biombos ou luminárias. Haverá, também, algumas novidades, entre elas o foco em Hokkaido, a segunda maior ilha entre as quatro principais que formam o Japão. Quadros com temas dessa região revelam o processo de confecção das obras com a técnica Washi-ê.

A professora Luiza S. Y. Okubo, coordenadora da exposição, foi resgatar a historia de sua família, e mais especificamente de sua mãe, que nasceu em Hokkaido. “Reuni registros, fotos e lembranças junto aos meus familiares. Esse material fará parte da exposição como resgate de memória.”

Também será apresentado, por meio de imagens e da projeção de um vídeo, o processo de fabricação do papel Washi. Haverá, ainda, um espaço interativo, para que os interessados possam experimentar a técnica, participando da colagem de papel Washi em um painel coletivo.

A 5ª Exposição de Washi-ê acontece nos dias 11 e 12 de outubro, na Associação Hokkaido de Cultura e Assistência, localizada na Rua Joaquim Távora, 605, Vila Mariana, Metrô Ana Rosa, em São Paulo. No sábado, das 10 às 18h e no domingo, das 10 às 17h.

O grupo brasileiro de Washi-ê é formado pela professora Luiza Okubo e por Amélia Yoneya, Áurea Aoki, Carlos Ernesto Trigüis, Célia Yamada, Corina M. C. Ishikura, Eiko Emura, Erica Iwakami, Izilda Rodrigues, Kimiko Mizumoto, Maria Cristina Araújo, Miriam Oshiro, Odete Higobassi, Regina Oliveira, Silvia M. Rios, Sofia K. Mine e Yeda K. Cherubini.

jul 292014
 
bonsai encontro ABCO grupo ABC do Bonsai vai realizar o segundo encontro dos membros e abrir o evento ao público em geral, nos dias 30 e 31 de agosto. Com uma proposta “educacional”, diferente dos outros eventos relacionados a bonsai, este acontecimento visa reunir as pessoas (com ou sem conhecimento prévio) para disseminar a arte.
No evento haverá palestras e workshop em três níveis de conhecimento: o básico, o intermediário e o avançado. No caso do curso, será necessário a inscrição, devido ao espaço limitado de 50 vagas. A inscrição poderá ser feita até o dia 15 de Agosto pelo endereço http://encontroabcdobonsai.aeteh.net/inscricao.php
O evento contará com os seguintes palestrantes:
Charles White de São Paulo – SP (24 anos praticando a arte do bonsai)
Elio Nowacki de Curitiba – PR (12 anos praticando a arte do bonsai)
Joaquim Victor de São Paulo – SP (10 anos praticando a arte do bonsai)
Mac Donald Fernandes de São Bernardo do Campo – SP (4 anos praticando a arte do bonsai)
Neste evento de ENTRADA FRANCA, também haverá uma exposição com mais de 30 peças de bonsai, apresentando os principais estilos e sub-estilos, tendo como curador Sérgio Siqueira, que tem mais 30 anos da prática da arte do bonsai. Além das aulas, demonstrações e exposição, teremos várias tendas de vendas, onde se poderá adquirir ou encontrar mudas de plantas, pré-bonsais, bonsais, vasos de cerâmicas, ferramentas, fertilizantes entre outros produtos relacionado a jardinagem com um toque oriental.
O grupo ABC do Bonsai é formado por membros do fórum ABC do Bonsai, que hoje conta com mais de 1500 participantes em todo o Brasil, no qual trocam informações e conhecimentos num ambiente bem descontraído dentro do fórum do site www.abcdobonsai.com.br.
Serviço:

Charles White, Cintia Souza, Sergio Siqueira (em pé), Militino Hayashida e Rodrigo Tadelle.

Charles White, Cintia Souza, Sergio Siqueira (em pé), Militino Hayashida e Rodrigo Tadelle.

Evento: II Encontro do ABC do Bonsai 2014 em São Paulo
Quando: 30 e 31 de agosto de 2014, das 9h às 17h. 
Onde: Rua Vigário Albernaz, 834 – Vila Gumercindo, São Paulo – SP.
Site do ABC do Bonsai – www.abcdobonsai.com.br
Facebook do ABC do Bonsai – www.facebook.com/abcdobonsai
jul 242014
 
Criação da Yayoi Kusama para a Louis Vuitton

Criação da Yayoi Kusama para a Louis Vuitton

A artista plástica Yayoi Kusama é um caso curioso. Uma forma de esquizofrenia congênita a faz enxergar bolinhas em tudo o tempo todo. Ao longo de décadas ela transformou aquilo que poderia ser um problema incapacitante em arte, vencendo suas próprias limitações e a depressão. Sua carreira iniciada no Japão e desenvolvida nos Estados Unidos trouxe a público uma condição antes mostrada de forma ingênua e cômica através da Brotoeja, personagem de quadrinhos popular na décadas de 1950 e 1960.

Hoje aos 85 anos e morando por vontade própria numa instituição psiquiátrica no Japão, Yayoi Kusama desfruta da consagração internacional com suas instalações que representam sua particular maneira de enxergar o mundo. Seu modo de lidar esteticamente com as bolinhas que povoam seu campo de visão fizeram dela uma respeitada e requisitada designer e artista pop. Mais ativa que nunca, ela assina roupas, acessórios, obras de arte, performances e é reconhecida como uma das mais completas artistas multimídia do Japão contemporâneo.

A exposição YAYOI KUSAMA: OBSESSÃO INFINITA é a primeira mostra da artista no Brasil e uma oportunidade única de conhecer sua incrível trajetória. Só vai até 27 de julho no Instituto Tomie Ohtake, na Rua Coropés, 88 – Pinheiros, São Paulo.

Revista Brotoeja que era editada pela Rio Gráfica

Revista Brotoeja que era editada pela Rio Gráfica

Aviso do Instituto Tomie Ohtake! Atenção: O Instituto Tomie Ohtake abre de terça a domingo das 11 às 20 horas. Devido à grande procura e à capacidade máxima permitida de visitantes na exposição de Yayoi Kusama, a entrada na fila da exposição ocorre até às 17 horas.
Para uma melhor visita, aconselhamos chegar o mais cedo possível, já que o fluxo de pessoas é maior na parte da tarde. Qualquer dúvida, pedimos que consultem a equipe do Instituto na recepção.

Mais informações em: http://www.institutotomieohtake.org.br/programacao/exposicoes/yayoi-kusama/