jun 302017
 

A Fundação Japão apresenta, nos dias 8 e 9 de julho, o grupo de dança TRIQSTAR. Vindo diretamente do Japão, os quatro jovens dançarinos trazem ao Brasil o seu lema “do Japão para o mundo”. As apresentações acontecem dentro da programação do 20º Festival do Japão, nos dias 8 e 9 de julho, às 16h50 e 12h10, respectivamente. O festival acontece no São Paulo Expo, em São Paulo.

Após o evento, TRIQSTAR também realizará uma apresentação exclusiva no MASP Auditório, na terça-feira, 11 de julho, às 19h30, com ingressos gratuitos, que deverão ser retirados com antecedência na bilheteria local.

Com um estilo único que mistura movimentos de robô, slow-motion, waving e moonwalk, mais conhecido como Animation Style, ou Triqdance, o TRIQSTAR tornou-se mundialmente conhecido, especialmente na Ásia, após sua participação no programa Asia’s Got Talent. https://www.youtube.com/watch?v=rP9PqiyPr-0

Em 2015, a participação dos japoneses no programa reuniu fãs no mundo inteiro, colocando o grupo entre os 6 finalistas dentre os mais de mil inscritos daquela edição.

Nem mesmo a diva pop Madonna poupa elogios quando se trata de TRIQSTAR. Muito antes de tornarem-se mundialmente conhecidos, a cantora assistiu a alguns vídeos de suas performances e rapidamente trouxe Da-Yoshi (líder do grupo) para a sua equipe. Ele ficou encarregado de produzir coreografias, selecionar assistentes e elenco para seis canções da turnê mundial “Sticky & Sweet”, de 2008. Veja o grupo no Xperia Dance Live Japan: https://www.youtube.com/watch?v=ejSTmJvvkZE

Ao longo de sua carreira, TRIQSTAR esteve ao lado de outros importantes artistas japoneses, como AKB48, SMAP e Kyary Pamyu Pamyu, tanto em trabalhos de coreografia como atuando como dançarinos exclusivos (backup dancers).

Seu estilo “animation” de dança inclui movimentos inspirados nos teatros “Kabuki” e “Noh”, que transmitem o orgulho que têm de suas origens e a vontade de levar a cultura da dança tradicional japonesa para o resto do mundo.

No 20º Festival do Japão – Data e horário:
Sábado, 8 de julho de 2017, às 16h50
Domingo, 9 de julho de 2017, às 12h10
Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center
Endereço: Rod. dos Imigrantes, km 1.5 – São Paulo

Ingressos:
R$ 22 (antecipado) | R$ 25 (no dia) | R$ 12 (meia-entrada)
Entrada gratuita:
Crianças até 08 anos | Mulheres acima de 60 anos | Homens acima de 65 anos
Informações: www.festivaldojapao.com


Apresentação no MASP – Data e horário:

Terça-feira, 11 de julho de 2017, às 19h30
Local: MASP Auditório – Museu de Arte de São Paulo
Endereço: Av. Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo

Classificação: livre – Capacidade: 374 lugares

ENTRADA FRANCA (Distribuição de ingressos na bilheteria do local 2 horas antes da apresentação. Limite de 2 ingressos por pessoa. Sujeito à lotação do espaço.)

abr 062017
 

A Fundação Japão disponibiliza vários materiais no que se refere ao ensino do idioma japonês pela internet. Além do já consagrado sistema Marugoto, curso presencial que tem sua versão online, há outros e a entidade disponibilizou todos eles no site Minato (porto).

O mais interessante e prático é o curso “Japanese in Anime and Manga”. As opções de idioma são inglês, espanhol, chinês, coreano e francês. São alguns mangás divididos por temas, e tudo está escrito em japonês. Clicando no texto, você ouve a fala e aparece na barra a tradução no idioma escolhido. Você pode optar para que o texto seja reescrito na barra em japonês na forma de kana, kanji ou romaji (alfabeto romano). Como muitas palavras se repetem, você vai acabar aprendendo de tanto ouvir. Há também algumas informações culturais sobre o assunto daquelas páginas.

Agora, é só entrar, ler o mangá e aprender: anime-manga.jp

mar 142016
 

kasamayaki004Nos dias 29 e 30 de março, duas sessões especiais exibirão o documentário Kasamayaki (Made in Kasama, Japão & EUA, 2014, 78 min, Blu-ray, legendado), seguido de bate-papo com a cineasta japonesa Yuki Kokubo. Os eventos acontecem respectivamente no cinema Caixa Belas Artes, às 19h30, em São Paulo, e no dia seguinte, no auditório municipal do Centro Cultural “Carlos Fernandes de Paiva”, às 15h, na cidade de Bauru.
As duas sessões terão entrada gratuita. Em São Paulo, os ingressos serão distribuídos a partir de 24 de março, na bilheteria do cinema. Mais informações sobre o documentário em: www.kasamayakifilm.com

kasamayaki006Yuki Kokubo – Yuki Kokubo nasceu em Kasama, na Província de Ibaraki, em uma comunidade rural de artistas no Japão. Aos oito anos de idade, partiu com os pais para Nova Iorque, em busca do sonho de viver da arte. Após alguns anos, presenciou o fim dos sonhos de seus pais, que, com dificuldades, decidiram retornar ao Japão, deixando a filha nos Estados Unidos. Yuki, aos 16 anos de idade, começou a fotografar e frequentou a School of the Art Institute, em Chicago. Mais tarde, estudou Social Documentary Film na Escola de Artes Visuais.
Em 2011, assistiu pela imprensa a devastação do terremoto e tsunami e sua terra natal. Com a tragédia ocorrida no Japão, mesmo ressentida pelo suposto abandono de seus pais, Yuki decidiu que era hora de voltar à sua terra natal para visitá-los e ver com os próprios olhos o que restou após a tragédia.
“Senti a necessidade de estar perto de minha família e também de documentar o que estava acontecendo no Japão”, revela.
Foi assim que começou a trabalhar em seu primeiro documentário de longa-metragem, Kasamayaki (Made in Kasama). Em 2013, o filme recebeu financiamento da Fundação Jerome e foi selecionado como um dos dez filmes documentários para o IFP’s Independent Filmmaker Labs. Em 2014, Yuki recebeu uma bolsa individual do Conselho de Estado de Nova Iorque para as Artes por seu trabalho em Kasamayaki.

Kasamayaki (Made in Kasama) – O documentário tem início já no aeroporto, no momento de seu desembarque. Com o passar do tempo, Yuki pressiona seus pais por respostas, em meio ao dia a dia que intercala atividades domésticas e jardinagem a pequenos tremores de terra e a constante preocupação com os níveis de radiação, visto que a cidade está localizada a aproximadamente 140 km dos reatores nucleares de Fukushima. Ao longo do filme, Yuki revela, por meio de diálogos tensos, as complexas ligações e imperfeições de uma família e sua busca por respostas acumuladas ao longo dos anos. Assim, realizando pequenas entrevistas com os pais, lentamente (e relutantemente) percebeu que estar lá era a chance de redescobrir quem eram seus pais e o real motivo do distanciamento da família. “A câmera tornou-se uma ferramenta poderosa, permitindo que eu abordasse temas difíceis que evitávamos havia muito tempo.” Foi assim que percebeu que aquele filme não apenas poderia retratar uma região devastada e o início de sua luta para se reerguer, mas também a reunião e a compreensão de um drama familiar. “Pude perceber a forma como meus pais usam a criatividade para superar dificuldades na vida e assim, finalmente, entendi que o meu filme poderia ser usado para curar não apenas a nossa família, mas também inspirar outras a encontrar a cura em suas próprias vidas.”

Kasamayaki (Made in Kasama, Japão & EUA, 2014, 78 min, Blu-ray, legendado)
29 de março, terça-feira, às 19h30 – São Paulo
Local: Cinema Caixa Belas Artes – Sala Carmen Miranda (96 lugares) – Endereço: Rua da Consolação, 2423 – Cerqueira César – São Paulo, SP – Informações: (11) 2894-5781
Ingressos Gratuitos – Retirada a partir de 24 de março na bilheteria do cinema.

30 de março, quarta-feira, às 15h – Bauru
Local: Auditório Municipal do Centro Cultural “Carlos Fernandes de Paiva” (60 lugares)
Endereço: Av. Nações Unidas, 8-9 – Centro – Bauru, SP – Informações: (14) 3235-1312
Entrada Franca – Sem necessidade de ingresso

Realização – Fundação Japão em São Paulo
Apoio – Caixa Belas Artes – Secretaria Municipal de Cultura de Bauru

jan 122016
 

Karuta_Georgetown_Univesity1A Fundação Japão em São Paulo promove no próximo sábado, 16 de janeiro, das 15h às 19h, um “Workshop de Karuta Competitivo” com a presença da atleta japonesa Mutsumi Stone.
O evento acontece na Associação Beneficente Provincianos Osaka Naniwa Kai e é aberto ao público, mas com vagas limitadas.
O evento será dividido em três partes: palestra, workshop e demonstração de kyogi karuta. Será mostrada a história do karuta, como se joga o kyogi karuta (karuta competitivo) e as técnicas básicas necessárias para o jogo, tais como o posicionamento das cartas, o que são kimari-jis, como pegar as cartas e também dicas para auxiliar a memorização.
Na terceira parte, um workshop apresentará partidas rápidas junto do público, que será dividido em dois grupos. Aqueles com conhecimento de hiragana jogarão chirashidori, no qual todas as cartas são espalhadas e o objetivo é pegar o maior número de cartas. Os demais, que não tiverem conhecimento de japonês, jogarão uma versão que traz nas cartas as letras romanas.
Depois, uma simulação de torneio, com partidas de verdade, será realizada para que o público possa assistir e se familiarizar ainda mais com o jogo.
Ao final, a partir das 19h, será servido um lanche para confraternização entre o público e os praticantes de kyogi karuta.

Mutsumi Yoshida Stone – Mutsumi Stone é uma jogadora de kyogi karuta de 6º dan e também instrutora, dedicada a introduzir e promover o jogo e os poemas de Hyakunin-isshu ao redor do mundo. No período de 2000 a 2012, quando viveu em países como Inglaterra, Casaquistão, Tailândia e China, promoveu o karuta por onde passou, retornando aos Estados Unidos no começo de 2013. Lá, ela criou o DC Inishie Karuta Club, e desde então vem promovendo o karuta entre alunos de colégios e universidades, e em eventos como o Sakura Matsuri Festival e New Year Festival em Washington DC, entre outros.

karuta_baralho_okKyogi Karuta – O termo “Karuta” vem do português “carta”, no sentido de “baralho”, e Kyogi Karuta é um jogo de cartas que utiliza 100 poemas antigos japoneses, escritos por 100 poetas diferentes, chamados Hyakunin-isshu.
O jogo é composto de dois conjuntos de cartas, cada um composto por 100 cartas. Um deles é chamado de Yomifuda, ou cartas de leitura, e o outro Torifuda, ou cartas de pegar.
Há um poema completo em cada Yomifuda, juntamente com o nome e uma figura do poeta que escreveu o poema. Já no Torifuda, há apenas a segunda parte do poema, escrito em hiragana.
Na partida, as cartas Torifuda são dispostas no chão, visíveis aos competidores. O leitor passa então a ler, aleatoriamente, as cartas Yomifuda, uma a uma, enquanto os jogadores, que estão ajoelhados, disputam para pegar o complemento correto da carta. O jogador mais rápido, que tocar primeiro a carta, fica com ela.
Hoje em dia, mais de 60 campeonatos de Kyogi Karuta acontecem pela All Japan Karuta Association no Japão anualmente. Há cinco níveis de jogador, desde a classe E até a mais alta classe A.

Palestra, Workshop e Torneio de Kyogi Karuta (50 vagas)
Data: sábado, 16 de janeiro de 2016 – Horário: das 15h às 19h
Local: Associação Beneficente Provincianos Osaka Naniwa Kai
Rua Domingos de Morais, 1581, Vila Mariana, São Paulo
Indicado para maiores de 15 anos

Entrada franca – Os interessados devem se inscrever pelo email info@fjsp.org.br.

ago 252015
 
Genius Party Beyond

Genius Party Beyond

A Mostra Animê Criativo promovida pela Fundação Japão estará em São Paulo aos sábados e domingos, nos dias 5, 6, 12 e 13 de setembro. Com produções dos estúdios de animação STUDIO4ºC e KOO-KI, todas legendadas em português e em formato Blu-Ray, a mostra é fruto de parceria entre a Fundação Japão e o Museu da Imagem e do Som (MIS).
Na programação, cinco animês com temáticas variadas, voltadas especialmente ao público adulto, incluindo títulos com classificação etária a partir de 14 anos. Depois de São Paulo, a mostra percorrerá os Estados de Pernambuco, Distrito Federal, Paraná, além de Rio de Janeiro.
Quatro dos títulos participantes do evento – Genius Party, Genius Party Beyond, Mind Game, Princess Arete – são do estúdio de animação STUDIO4ºC, famoso pelas produções e alta qualidade e criatividade.

Mind Game

Mind Game

“Genius Party” e “Genius Party Beyond” reúnem, juntos, 12 animações de curta-metragem. “Mind Game”, premiado como melhor animação no Japan Media Art Festival, e melhores roteiro, direção e filme no Festival Fantasia de Canada, é um longa do diretor Masaaki Yuasa. Baseado no quadrinho japonês homônimo, de Robin Nishi, narra as aventuras do jovem Nishi, sua amada, Myon, e sua irmã, Yan, em diversas situações que os levam a autodescobertas e à oportunidade de repensar as escolhas que vêm fazendo ao longo de suas vidas.
Em “Princess Arete”, uma adaptação do livro de Diana Coles, “As Aventuras da Princesa Arete”, retrata uma princesa confinada na torre de um castelo aguardando a escolha de seu futuro pretendente. Até que um dia, um bruxo se apresenta como pretendente. O anime é conhecido por ser uma das mais bem sucedidas obras animadas feministas.

After School Midnighters

After School Midnighters

“After School Midnighters” é proveniente do estúdio KOO-KI, fundado por Hitoshi Takekiyo, diretor da obra. Muito bem recebido no Japão e nos festivais internacionais, narra a história de um modelo de corpo humano mantido na sala de ciências de uma escola. No entanto, este corpo costuma ganhar vida à meia-noite. Um dia, acidentalmente, três alunas travessas flagram o corpo, iniciando a mais louca e divertida aventura.

Programação
Dia 05/09 (Sábado)
14h Princess Arete (2000 / 105min / Legendado)
16h20 After School Midnighters (2012 / 95min / Legendado)
18h20 Genius Party (2007 / 105min / Legendado – 14 anos
20h Mind Game (2004 / 103min / Legendado)

Princess Arete

Princess Arete

Dia 06/09 (Domingo)
14h After School Midnighters
16h20 Princess Arete
18h20 Genius Party Beyond (2008 / 90min / Legendado), classif: 14 anos
20h Mind Game

Dia 12/09 (Sábado)
14h Genius Party
16h20 Genius Party Beyond
18h20 Mind Game
20h After School Midnighters

Genius Party

Genius Party

Dia 13/09 (Domingo)
14h Princess Arete
16h20 Genius Party
18h20 Genius Party Beyond

Local: Museu da Imagem e do Som (MIS) – Auditório LABMIS – Avenida Europa, 158 – Jardim Europa – São Paulo/SP – Entrada gratuita – (Retirar ingressos na recepção do MIS, uma hora antes de cada sessão.) Informações: (11) 2117-4777 – www.mis-sp.org.brwww.fjsp.org.br

Realização: Fundação Japão – MIS – Museu da Imagem e do Som. Apoio: Consulado Geral do Japão

jun 192015
 

Com o último show no dia 20 de Junho, sábado, no 4º Festival do Japão de Brasília, o grupo “Yui” se despede do Brasil. O trio veio a convite da Fundação Japão, como um dos shows comemorativos do 120º aniversário do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre o Brasil e 0 Japão.

Tocando instrumentos tradicionais do Japão, Chie Hanawa (Tsugaru Shamisen), Ko Kakinokihara (Koto) e Yoshimi Tsujimoto (Shakuhachi) deram um belo show e incluiram na programação a explicação dos instrumentos e o som de cada um, sabendo que tais equipamentos são raros no Ocidente. Assim, o som típico do Japão pôde ser conhecido, assim como as tradicionais músicas, como “Tsugaru Jonkara Bushi”, “Sakura Sakura”, “Hanagasa Ondo”, “Tokyo Ondo” e “Soran Bushi”. O repertório incluiu uma música composta por Chie Hanawa, “Experience” onde o shamisen se transforma numa guitarra. A música fez parte do comercial do Sony Xperia. A surpresa foram as duas músicas brasileiras no repertório: “Brasileirinho” e “Tico-tico no Fubá”, que foram muito bem executadas. O show contou com a participação especial do brasileiro Shen Kyomei, com shakuhachi,  na música “Koujou no Tsuki”, composta por Rentaro Taki em 1901. Todos os quatro se formaram na mesma Tokyo University of the Arts. Em São Paulo, na apresentação feita na Sala Adoniram Barbosa do Centro Cultural São Paulo, faltou lugar para todos os interessados e o grupo foi aplaudido em pé.

Ao final da apresentação, o trio ainda teve fôlego para enfrentar os jornalistas.  Algumas perguntas feitas na ocasião:

Como surgiu a oportunidade de montar o trio “Yui”?

Chie Hanawa: Nós três estudamos na mesma universidade, e são poucos os que se destacam tocando instrumentos tradicionais. Assim nos conhecíamos e, mantendo os nossos afazeres com outros grupos e como artistas solo, resolvemos formar o “Yui”.

Soube que começaram muito cedo. O que as levou a se interessarem por esses instrumentos?

Chie Hanawa: O meu avô tocava “shamisen” por hobby e eu disse que queria aprender. Ele tocava um outro tipo de “shamisen” e aconselhou-me a aprender o “tsugaru shamisen”, que seria mais adequado para jovens. Eu comecei com 9 anos de idade.

Ko Kakinokihara: Eu comecei com 5 anos de idade. Na minha família ninguém tocava “koto”, mas eu assisti a um “taiga dorama” (novela de época) da TV NHK e uma personagem tocava “koto”. Me interessei e disse que queria aprender, e não parei mais.

Yoshimi Tsujimoto: Eu comecei a tocar “shakuhachi” muito mais tarde, aos 16 anos. Resolvi aprender a tocá-lo.

O que viram no Brasil até agora?

Chie: Foi impressionante conhecer a Amazônia. Fizemos um passeio de barco pelo Rio Amazonas e não fazia idéia de que o rio fosse tão grande.

Yoshimi: Vimos a pesca de piranhas!

Ko: No meu caso, eu tinha um objetivo bem particular nesta primeira viagem ao Brasil. É que a minha avó materna é brasileira. Filha de imigrantes japoneses, ela nasceu no Brasil, gostava muito e falava bem do Brasil. Não sei exatamente quando a família veio para o Brasil, mas a minha avó tinha 20 anos quando retornou ao Japão, pegando o último navio para o Japão antes da Segunda Guerra Mundial. Ela disse que foi uma viagem longa e complicada, pois não pôde seguir a rota normal por causa do conflito. Eu trouxe algumas lembranças da minha avó na viagem. Uma delas é uma foto onde ela aparece com a família na frente do Monumento de D. Pedro, no Museu do Ipiranga. Fomos lá, e com a ajuda do grupo e de outras pessoas, conseguimos tirar uma foto muito parecida. Foi um acontecimento emocionante.

Quando treinaram as duas músicas brasileiras no estilo Chorinho?

Todas: Nós ouvimos as músicas pela primeira vez em janeiro deste ano, e treinamos juntas apenas em maio. Essas músicas são difíceis, o compasso é outro, muito rápido e tudo é diferente, mas deu certo.

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fev 212015
 
Com objetos trazidos especialmente do Japão, o evento integra as comemorações dos ‘120 Anos de Amizade Japão-Brasil’
Cerâmica Yokkaichi Banko da província de Mie

Cerâmica Yokkaichi Banko da província de Mie

A Fundação Japão promove, de 21 de fevereiro a 22 de março, a exposição itinerante Artesanato do Japão – Tradições e Técnicas. Em cartaz na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Bunkyo, a exposição traz um recorte do artesanato do Japão, sob o olhar das tradições e técnicas adotadas por reconhecidos artesãos, compartilhando a habilidade e criatividade de seus trabalhos.

Segundo Kazuko Todate, curadora do Museu de Arte em Cerâmica de Ibaraki, no Japão, estarão expostos utensílios criados ao longo dos anos na vida cotidiana, em cerâmica, tingimento de tecidos, metais, marchetaria, laqueados, bambu e madeira, papel, entre outros, sempre trabalhados com técnicas adequadas, de acordo com a natureza de cada material, criando objetos práticos e com seu toque de beleza.

Técnica tradicional de papel

Técnica tradicional de papel

“Os materiais tradicionais e característicos de cada região foram transformados em utensílios práticos e artigos altamente criativos, com a esmerada técnica e talento dos artesãos, que desenvolveram a produção e a criação de obra de arte, contribuindo para aumentar o estrato do setor artístico e qualitativamente como um todo.”

As tradicionais artes que fazem parte da mostra incluem artesanato de técnicas tradicionais e materiais típicos de várias regiões do Japão, que pouco a pouco foram substituídas por modernas máquinas e produção em grande escala. A transição, explica a curadora, começou durante a era Meiji (1868 – 1912), quando o Japão ingressou na fase de industrialização.

Yosegi Zaiku, marchetaria tradicional de Hakone

Yosegi Zaiku, marchetaria tradicional de Hakone

Workshop de Marchetaria

Uma atividade paralela à exposição acontecerá nos dias 7, 14 e 21 de março, comandada por Danilo Blanco, artista visual e designer de superfície, que tem reconhecimento pelos trabalhos de marchetaria que vem desenvolvendo desde os anos 90. Nestes dias, o público está convidado a participar de workshops de marchetaria, que é a arte de combinar diferentes tipos de madeira. Os workshops acontecerão das 15h às 17h, no espaço anexo do 9º andar, com participação gratuita. São 14 vagas por turma. A distribuição de senhas para participação será feita no mesmo dia da atividade, a partir das 14h30, no 9º andar.

Exposição Artesanato do Japão – Horário de funcionamento: De 21 de fevereiro a 22 de março de 2015, de terça à domingo, das 13h30 às 17h30

Local: Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Bunkyo
Rua São Joaquim, 381 – 9º andar (próximo ao Metrô São Joaquim) Tel: (11) 3208-1755

Entrada gratuita –  Informações: Fundação Japão em São Paulo = Tel: (11) 3141-0110

jan 192015
 
setsubun_mamemaki_siteVenha conhecer como os japoneses afastam o diabo de suas casas e iniciam um novo ciclo de vida nesta época do ano.

A Fundação Japão em São Paulo promove, no dia 24 de janeiro, a partir das 13h, a Marugoto Oficina Cultural. O tema do evento nesta edição será o Setsubun.

O tema está ligado à época do ano, que no Japão separa o inverno da primavera. Assim, Setsubun significa, literalmente, “separar uma estação da outra”, representando um novo ciclo de vida. Neste período, dizem que surgem os Oni (ogros) para causarem mal às pessoas.

Estes rituais e histórias sobre o surgimento do Setsubun, tanto em japonês como em português, serão revelados na oficina. Também serão realizadas brincadeiras e origami envolvendo o tema, bem como curiosidades sobre o mamemaki, uma das tradições neste dia, criada para afujentar o Oni.

A duração da oficina é de cerca de 1h30, com participação gratuita a partir de 14 anos de idade. Interessados devem realizar inscrição antecipada, pois as vagas são limitadas (20 participantes).

Serviço: Marugoto Oficina Cultural – SETSUBUN

Data: 24 de janeiro de 2015, sábado – Horário: a partir das 13h

Local: Fundação Japão em São Paulo, Avenida Paulista, 37 – 2º andar
Próximo a estação Brigadeiro do metrô – Vagas limitadas (máximo de 20 participantes)

Informações e inscrições até 22 de janeiro de 2015. Tel.: (11) 3141-0110
E-mail: info@fjsp.org.br (Para inscrição, enviar no e-mail o nome completo, telefone para contato e indicar o evento “Marugoto Oficina Cultural”)

nov 232014
 
BRUNA EMI OKAI de 10 anos, a grande vencedora

BRUNA EMI OKAI de 10 anos, a grande vencedora

Desde 2000, a Fundação Japão em São Paulo realiza o Concurso de Desenhos com a participação de alunos que estudam japonês em escolas de ensino fundamental e médio e os 12 melhores desenhos são escolhidos para ilustrarem o calendário de nossa instituição para o ano seguinte. Este ano, o tema para os desenhos foi “Brincadeiras das crianças japonesas”.

Natasha Brígida S. Souza, 17 anos

Natasha Brígida S. Souza, 17 anos

Ana Gabriela B. Kozuki, 14 anos

Ana Gabriela B. Kozuki, 14 anos

Foram enviados 564 desenhos de alunos de escolas do estado de São Paulo, Paraná, Amazonas, Pará, Distrito Federal, Pernambuco e Rio Grande do Sul, com idade entre 6 e 18 anos.

BRUNA EMI OKAI de 10 anos, da OEN – Organização Educacional Nippaku, de São Paulo, foi a vencedora de 2014.

Ana Nagamatsu Ragucci, 8 anos

Ana Nagamatsu Ragucci, 8 anos

Faça uma visita à biblioteca da Fundação Japão e ganhe um calendário!

Fundação Japão em São Paulo – Profª. Sandra Terumi Takahashi Suenaga
Av. Paulista,  37 – 2º andar – Paraíso     CEP: 01311-902      São Paulo – SP
Tels: (11) 3141-0110/3141-0843 – E-mail: sandra@fjsp.org.br
fev 252014
 

origami_site_origami

A Fundação Japão em São Paulo promove, em março, uma série de atividades relacionadas ao Origami, uma tradicional forma de interpretar, por meio de dobras no papel, elementos existentes em nosso meio, tais como flores, animais ou objetos. Especialmente para os eventos, virá ao Brasil o professor Yoshihiro Umemoto, membro da Nippon Origami Association – NOA e representante da região de Osaka da Associação.
As atividades incluem, em 19 de março, duas oficinas abertas ao público. A Oficina I – Kusudama (bolas decorativas) acontece das 10h30 às 12h. Depois, das 14h30 às 16h, acontece a Oficina II – acessórios (anéis, pulseiras, etc). A participação é gratuita e aberta a maiores de 12 anos. Também serão realizadas oficinas em uma escola, restrita aos alunos e professores; e outra no Hospital do GRAACC, da qual participarão funcionários e pacientes.
Nestes encontros, o professor Umemoto ensinará algumas técnicas e permitirá aos participantes praticá-las, produzindo lindas dobraduras. Também serão abordados os aspectos terapêuticos do Origami, por meio de suas experiências pessoais ao longo de seus mais de 30 anos na área.

origami kusudama_flyer_leveOrigami e qualidade de vida
Há relatos de positivos resultados no trabalho com pessoas portadoras de necessidades especiais e até mesmo com estudantes que por motivos diversos acabaram se afastando da vida escolar. O Origami, explica o professor, melhora a coordenação motora e minimiza os efeitos negativos de outros problemas que podem afastar os jovens da escola, fazendo com que retornem para as aulas.
“O Origami é uma cultura transmitida desde os tempos antigos no Japão, largamente divulgado pelo mundo como um idioma comum”, avalia Yoshihiro Umemoto. Para ele, cuja especialidade são os acessórios e as peças modulares e para brincar, um dos prazeres do Origami é não haver limite de tempo, espaço, idade, sexo ou nacionalidade para a sua prática.
“Os resultados são eficazes tanto na educação, na reabilitação ou como passatempo, oferecendo variadas possibilidades, em qualquer lugar e em qualquer momento.”
Para Mari Kanegae, professora de Origami na Aliança Cultural Brasil-Japão, a arte tem conquistado cada vez mais admiradores, desde crianças até adultos.
“A transformação de um simples pedaço de papel em formas da natureza, orgânicas ou geométricas, aguçam os nossos sentidos e trazem inúmeras possibilidades, desde um passatempo que une diferentes gerações, até o desenvolvimento da coordenação motora fina, da atenção, da concentração, do raciocínio e da criatividade.”
Segundo a professora, o Origami também tem demonstrado eficácia como instrumento para melhorar a qualidade de vida das pessoas, principalmente daquelas que necessitam de cuidados especiais.
“As oficinas de Origami proporcionam a pacientes, familiares e também aos profissionais envolvidos em tratamentos de saúde momentos de relaxamento e comunhão, amenizando a tensão ocasionada pela doença.”
Natural do Japão, Umemoto é professor de escola fundamental desde 1973, ano em que se graduou na Tsury University, na Província de Yamanashi, Japão. Desde 1982, é membro da Nippon Origami Association, e em 1994 obteve a certificação para atuar como professor de Origami, concedido pela mesma Associação. No ano de 1999, apresentou inovadores projetos como o “A I U E O hyo”, e “Furusato Mirai 21” no 26º Simpósio de Origami. Em 2000, realizou uma exposição tátil de Origami na Escola para Deficientes Visuais da Cidade de Osaka. No ano seguinte, lançou o primeiro DVD de origami no mundo. Em 2005, assumiu o cargo de diretor da região de Osaka da Nippon Origami Association. E desde 2007 tem participado em eventos internacionais de origami, como exposições, cursos e oficinas, tendo passado por países como Polônia, Estados Unidos, Inglaterra, Coreia do Sul, etc.
Data: 19 de março de 2014

Horários
Das 10h30 às 12h – Oficina I – Kusudama (bolas decorativas)
Das 14h30 às 16h – Oficina II – Acessórios (anéis, pulseiras, etc)

Local – Associação Cultural e Assistencial Mie Kenjin do Brasil – Av. Lins de Vasconcelos 3352 – Vila Mariana (próximo ao terminal de ônibus). Como as vagas são gratuitas e limitadas, as inscrições devem ser feitas com antecedência pelo e-mail: info@fjsp.org.br (para maiores de 12 anos)