out 232014
 
Foto de Marine Perez/Miss Million

Foto de Marine Perez/Miss Million

No mês de outubro, a Times Higher Education, da Inglaterra, revelou os dados do décimo quinto levantamento anual (2014-2015) das universidades a nível mundial. A Universidade de Tóquio é a número 1 da Ásia e se mantém em 23º lugar no mundo.

Como no ano anterior, cinco universidades japonesas estão no ranking das 200 melhores, entretanto, com exceção da Universidade de Tokyo, as demais registraram queda em suas colocações.

O jornal The Japan Times comenta que é quase certo que a iniciativa do Primeiro Ministro Shinzo Abe de levar 10 universidades japonesas à lista dos 100 melhores até 2020 não seja atingida. Além da supremacia das universidades americanas e européias que permanecem no topo, as escolas da China, Coréia do Sul e Hong Kong estão avançando rapidamente.

As escolas japonesas têm contratado professores do exterior, para melhorar a qualidade do ensino, porém, esbarram na questão do custo. Professores americanos de primeira linha ganham em média 270 mil dólares por ano, e eles preferem trabalhar num ambiente onde estejam outros professores estrangeiros do mesmo nível, para poder compartilhar pesquisas usando os dados mais recentes. Há também diferenças culturais quanto à hierarquia no Japão e a adaptação das famílias no País distante e onde poucos realmente falam inglês.

O governo japonês está preocupado com o nível de suas universidades. Nós também.

A melhor universidade brasileira é a Universidade de São Paulo, que tem 5.900 professores, 86 mil alunos, mais de 15.200 funcionários e forma cerca de 2.300 doutores por ano, produzindo em torno de 22% de tudo o que se produz na área acadêmica no Brasil. A USP é a melhor no Brasil, mas é a 215ª do mundo, ficando atrás de cinco universidades do Japão. Mesmo dentre os países do BRICS e países emergentes, a USP está em 11º lugar. A segunda colocada no Brasil é a Unicamp, que é a 338ª do mundo e a terceira, que era a Universidade Federal do Rio de Janeiro em levantamentos anteriores, está fora da lista, porque não está entre as 400.

Obs. Na listagem internacional, a classificação não especifica a colocação das universidades que não ficaram entre as 200 melhores, deixando a USP no bloco das 201 a 225, porém, pela ordem geral, a USP deverá estar na 215ª colocação. A Unicamp está no bloco das 301 a 350, e fazendo a contagem na ordem geral, está em 338º lugar.

Confira você mesmo e saiba a metodologia empregada: Times Higher Education

  3 Responses to “Japão preocupado com o nível de suas universidades”

  1. […] Assunto que pode interessar: Japão preocupado com o nível de suas universidades […]

  2. Maravilhosa a matéria adorei mesmo.

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