set 122014
 
Foto de Tamaki Sono

Foto de Tamaki Sono

No dia 19 de setembro de 2014, sexta-feira, às 19h30, será aberta a exposição comemorativa da Associação de Ikebana Kado Ikenobo Tatibana da América Latina. A exposição continuará e poderá ser vista no dia 20/9, das 13 às 18 horas, e no dia 21/9, das 13 às 22 horas.

Haverá demonstração de ikebana no dia 20/9, no horário das 14 às 16 horas.

Local: Clube Monte Líbano. Av. República do Líbano, 2267, bairro do Ibirapuera, São Paulo/SP. Entrada franca.

ago 262014
 

pavilhao japones ibira 010O Pavilhão Japonês foi um marco da diplomacia, numa época em que havia as cicatrizes da 2ª Guerra Mundial. Ele foi construído pelo governo japonês em conjunto com a comunidade nipo-brasileira e doado à cidade de São Paulo, que comemorava o 4º Centenário de fundação, em 1954.
Mesmo sem considerar essa questão diplomática, o Pavilhão Japonês merece ser visitado. Trata-se de uma réplica do Palácio Imperial Katsura 桂離宮 (Katsura Rikyū) que fica em Quioto, construído pelo príncipe Toshihito Hachijo (1579 a 1629). O projeto foi executado pelo professor da Universidade de Tóquio e construido pela Construtora Takenaka no Japão, e a sua principal característica é o emprego de materiais e técnicas tradicionais, como as pedras que saíram do solo vulcânico japonês e a lama de Quioto empregada nas paredes. Tudo foi cuidadosamente montado por artesãos especializados no Japão e transportado para o Parque Ibirapuera, em São Paulo.
O Pavilhão ocupa uma área de 7.500 m² e é composto de um edifício principal suspenso por palafitas, e diversas salas, como a sala para cerimônia do chá, corredores, salão de exposições e recintos de serviço, além de um lago com carpas, jardins interno e externo.
Essa arquitetura é conhecida como Shoin, que se desenvolveu no período Azuchi-Momoyama (1573 a 1603), e tem forte influência dos templos zen-budistas. Um belo jardim japonês com suas vistosas pedras adornam o lado externo da construção. Ao lado do Pavilhão está o memorial do Imigrante japonês com um altar budista.
pavilhao japones ibira 011O acervo histórico disponível nesse Pavilhão também merece destaque. Há, por exemplo, os bonecos em terracota conhecidos como Haniwa (século V), máscaras de teatro Nô, uma pintura em rolo (emaki mono) do Genji Monogatari e uma de ilustrações cômicas, “choju giga”, mostrando macacos, coelhos e rã agindo como seres humanos, atribuída a Toba Sojo Kakuyo (1052 a 1140), entre outros objetos artísticos. Há também uma curiosa maquete do palácio de Himeji construído por estudantes de arquitetura da USP.

Programação de aniversário:

Dia 29 de agosto de 2014 (sexta-feira), às 13h
Solenidade comemorativa aos 60 anos do Pavilhão Japonês
– homenagem aos pioneiros
– inauguração do monumento “Espaço – Espírito Japonês”

Exposição Conjunta e Oficinas de Ikebana
Sete escolas da Associação de Ikebana do Brasil realizam uma exposição conjunta ocupando diferentes espaços do Pavilhão Japonês: Ikenobo Kadokai Nanbei Shibu, Instituto de Ikebana Ikenobo do Brasil, Associação de Ikebana Kado Ikenobo Tatibana da América Latina, Saga Ryu, Associação Cultural de Ikebana Kooguetsu Ryu, Ikebana Sogetsu, Ikebana Sangetsu.
Além disso, durante o mês de setembro, aos domingos, às 14h, a Associação estará ministrando oficinas gratuitas (turmas 10 alunos)

Exposição de quimonos
Quimono, tradicional vestuário japonês, caracteriza-se pela simplicidade de sua estrutura modular.
No entanto, nesta aparente simplicidade, sua estampa, cores, tecidos, comprimento das mangas, entre outros elementos, incorporam e expressam determinadas etiquetas e hierarquias.
Certamente, reside aí o poder de atração que esses quimonos exercem junto aos ocidentais.
Ciente dessa característica, ao comemorar os 60 anos do Pavilhão Japonês, o Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil preparou uma exposição de quimonos, cujas peças estarão dispostas em diferentes pontos e que busca destacar a ambientação focada em diferentes aspectos da cultura japonesa.

Dia 30 de agosto de 2014 (sábado), às 14h
Abertura da Exposição e Oficina de Cerâmica “Caminhos e Encontros”
Prossegue até o dia 28 de setembro, aberta às quartas, sábados e domingos, das 10h às 12h e das 13h às 17h.
Esta exposição reúne 10 dos mais renomados ceramistas japoneses que trouxeram em sua bagagem a técnica e estilo de cerâmica do Japão. Cada convidado indicou mais dois ceramistas completando assim a proposta da mostra “Caminhos e Encontros”, com os seguintes artistas: Eliana Kanki – Beth Shiroto Yen e Iweth Kusano, Hideko Honma – Acácia Azevedo e René Le Denmat, Ikoma – Vivi Faria e Beamar, Kimi Nii – Ricardo Woo e Dalcir Ramiro, Kimiko Suenaga – Marcelo Tokai e Luciane Yukie Sakurada, Megumi Yuasa – Nádia Saad e Sara Carone, Mieko Ukeseki – Cidraes e Mario Konishi, Olga Ishida – Ryoko e Fátima Rosa, Shoko Suzuki – Ivone Shirahata e Massaco Koga, e Shugo Izumi – Rafael Dai Izumi

Esta mostra se realiza em parceria com o Hospital Santa Cruz que comemora 75 anos de fundação. Além da mostra, cada artista participante doou uma peça, cujo valor de venda será revertido em prol do Pavilhão Japonês e do Hospital Santa Cruz.

Programação das Oficinas de Cerâmica – Setembro
Dia 6/9 (sábado) – Olga Ishida e Eliana Kanki
Oficina de modelagem manual – a partir de 5 anos c/ duração de 30 minutos cada oficina:
Manhã: das 10h às 12h – 4 turmas c/ 10 alunos
Tarde: das 13h às 15h – 4 turmas c/ 10 alunos

Dia 7/9 (domingo) – Olga Ishida e Eliana Kanki
Oficina de modelagem manual – crianças a partir de 5 anos e adultos c/ duração de 30 minutos cada oficina:
Manhã: das 10h às 12h – 4 turmas c/ 10 alunos
Tarde: das 13h às 15h – 4 turmas c/ 10 alunos

Dia 13/9 (sábado) – Hideko Honma
Oficina de torno elétrico – crianças a partir de 5 anos e adultos c/duração de 30 minutos cada oficina:
Manhã: das 10h às 12h – 4 turmas c/ 6 alunos
Tarde: das 13h às 15h – 4 turmas c/ 6 alunos

Dia 27/9 (sábado) – Kenjiro Ikoma
Tema: Oficina de bonecas e animais – crianças a partir de 5 anos e adultos
Manhã: das 10h às 12h – turmas de 12 pessoas com duração de 15 minutos
Tarde: das 13h às 15h – turmas de 12 pessoas com duração de 15 minutos

Concertos de Música Clássica Japonesa
A Associação Brasileira de Musica Clássica Japonesa programou uma série de concertos especiais comemorativos, sendo que o primeiro realiza-se no sábado, dia 30 de agosto, a partir das 15h, com Trio Kagurazaka (formado por Shen Kyomei/Tamie Kitahara/Gabriel Levy). No dia seguinte, dia 31 (domingo, às 11h), haverá o Concerto de Danilo Tomic.

Programação do Concerto Comemorativo – Setembro
Dia 6/9 (sábado), às 15h – Associação Michio Miyagui do Brasil
Dia 7/9 (domingo), às 11h – Associação Michio Miyagui do Brasil
Dia 13/9 (sábado), às 15h – Miwakai Soukyoku Seiguensa do Brasil e Shinzankai Tozanryu Shakuhachi do Brasil
Dia 14/9 (domingo), às 11h – Miwakai Soukyoku Seiguensa do Brasil e Shinzankai Tozanryu Shakuhachi do Brasil
Dia 20/9 (sábado), às 15h – Concerto de violão solo com Camilo Carrarapavilhao japones mapa
Dia 21/9 (domingo), às 11h – Concerto de Shakuhachi – estilo Kinko e Tozan
Dia 21/9 (domingo), às 15h – Concerto de Flauta (Shen Ribeiro) e Harpa (Soledad Yaya)
Dia 26/9 (sábado), às 15h – Grupo Seiha do Brasil
Dia 27/9 (domingo), às 11h – Grupo Seiha do Brasil

SERVIÇO
Pavilhão Japonês – Parque do Ibirapuera – acesso mais próximo pelo portão 10 (próx. ao Planetário e ao Museu Afro Brasil)
Funcionamento: quarta-feira, sábado, domingo e feriados – Horário: das 10h às 12h e das 13h às 17h
Contribuição adulto: R$ 7,00, Estudante com carteirinha e crianças de 5 a 11 anos: R$ 3,50, Menores de 5 anos e idosos acima de 65 anos: entrada gratuita. Para participar das oficinas, informe-se antes, pois as vagas são limitadas.
Informações: (11) 5081-7296 / (11) 3208-1755 / patrimonio@bunkyo.org.br – www.bunkyo.org.br

ago 192014
 

Uma teoria do século 17, que recebeu o nome de Nichiyu Dousoron (日ユ同祖論), levantou a hipótese de que o povo do Japão descende em parte das dez tribos perdidas de Israel. O primeiro a falar nisso foi um missionário jesuita chamado João Rodrigues (1561~1634). Ele disse, em 1608, que os povos da China e do Japão descenderiam das tribos perdidas de Israel, embora, posteriormente, ele tenha mudado de ideia.
Em 1870, o escocês Nicholas McLead publicou “Epitome of the Ancient History of Japan”, citando semelhanças entre o Imperador Jimmu e Moisés, e xintoísmo e judaísmo. No Japão, em 1908, o professor Saeki Yoshiro (1872~1965) da conceituada Universidade de Waseda, publicou um livro falando do mesmo assunto e teorizando que o clã Hata (família de presença marcante em Tokushima), que chegou ao Japão passando pela Coreia, era na verdade um grupo judeu.

De tempos em tempos a teoria volta à tona. Não há como comprovar essa ideia, mas os indícios são pelo menos interessantes. Nesta matéria apresentamos um desses indícios, de que o lendário ser das montanhas, o narigudo Tengu, era um judeu.

Tengu é o mais famoso dos espíritos que habitam as montanhas, explica o site oficial da Japan National Tourism Organization. Acredita-se que ele tenha ensinado a arte da espada a um garoto chamado Ushiwakamaru, no século 12. O garoto era o nono filho de um poderoso nobre, mas ao ter seu pai assassinado num conflito, foi recolhido por monges do templo Kurama, e teria sido adotado pelo Tengu, um ser estranho, que habitava no monte Kurama, em Kyoto. Após duros anos de treinamento, Ushiwakamaru recebeu de seu mestre um documento valioso chamado “Tora no Maki” e deixou o monte. Ushiwakamaru se tornou um grande guerreiro, com o seu nome verdadeiro de Minamoto no Yoshitsune e liderou o clã Guenji para derrotar a rival Taira que governava o Japão.

Yoshitsune é um personagem real e o templo e o monte Kurama existem de fato. Agora, o Tengu teria existido? Esses personagens ainda hoje são lembrados no Japão. “Kurama Tengu’ é uma famosa peça do Teatro Noh, e a cena do treinamento de Ushiwakamaru está num belo ukiyoe de Utagawa.

Observação: A nossa ideia é dar abertura para se falar sobre um assunto tão curioso, e que, a partir da simples curiosidade, todos possam pesquisar e aprender mais sobre a história, a geografia e os costumes desses dois povos culturalmente ricos. Acreditar ou não fica a critério de cada um. Publicaremos outras matérias na sequência, apresentando outros indícios apontados por estudiosos do Japão e de Israel. Aguarde!

ago 182014
 

morokawaYuho Morokawa, nascido em Pirajuí e crescido na 1ª Aliança, Mirandópolis, morando depois em Uraí, Londrina e Presidente Prudente, se formou no Colégio Roosevelt da Liberdade, e na PUC em Administração de Empresas. Depois de estagiar no Japão, ganhou bolsa de estudos na 4 H Foundation dos Estados Unidos. Depois de uma longa carreira e estar sempre em contato com os japoneses e seus descendentes, escreveu seu livro que recebeu o título de “Os Japoneses e Seus Legados”, em português e com comentários em japonês. A obra tem 70 páginas.

Morokawa fará o lançamento desse livro no dia 11 de setembro de 2014, quinta-feira, ás 19h30, no Centro Brasileiro de Língua Japonesa, que fica na Rua Manoel de Paiva, 45, Vila Mariana, próximo à estação de metrô Ana Rosa. Ele convida todos os apreciadores da cultura japonesa a prestigiarem o lançamento. Entrada franca.

“Este livro apresenta, de maneira simples e resumida, a filosofia de vida dos imigrantes japoneses enraizados no solo brasileiro. A cultura milenar japonesa adotada na vida cotidiana em família – o modo de pensar, de agir e de educar – certamente contribuirá na formação do caráter humanístico dos brasileiros. É um livro imprescindível no lar, nas escolas, nas empresas e associações, a ser lido e assimilado por crianças e jovens. São os legados e ensinamentos que os japoneses almejam perpetuar no Brasil em prol do desenvolvimento social deste país”. Hyogen Komatsu, presidente do Centro Brasileiro de Língua Japonesa.

「本書は日本人の思想、特質、生き方、教訓、等を日常の生活の内から、ブラジルで生まれた日系二世によって、簡単に解りやすく書かれた短本です。日本移民がブラジルにおいて築いた信用、勤勉さ、協調心、其の他、日本人の心の持ち方、考え方を、良きブラジル人育成のために伝えようとする一冊で有ります。日本人の生活文化継承を永く残すために各家庭に、企業に、一冊備えて、子供達に、社員達に、ぜひ読ませて頂きたい本です。」 小松 雹玄 – ブラジル日本語センター評議員会会長

jun 112014
 

Uma organização sem fins lucrativos da província de Gifu, Japão, trabalha há anos para arrecadar calçados usados para doar às crianças de Costa do Marfim, primeira adversária do Japão na Copa do Mundo de Futebol.

Toshio Sugiyama, de 60 anos, é líder dessa entidade. Ele tem uma floricultura em Gifu e visitou Costa do Marfim pela primeira vez em 2008, onde viu crianças descalças chutando cocos no lugar da bola. Ele criou a organização no ano seguinte e começou a angariar doações de sapatos para aquelas crianças. Até agora, ele fez quatro remessas de doações totalizando 19 mil pares.

Quando o grupo fez a primeira doação, ainda em 2009, Sugiyama recebeu o título de prefeito honorário de uma vila localizada a dezenas de quilômetros a sudoeste de Yamoussoukro, capital da Costa do Marfim.

Em meados de Abril, cerca de 40 membros dessa organização japonesa se reuniram num estacionamento em Gifu para arrecadar doações, e conseguiram juntar quase 10 mil pares de tênis esportivos e chuteiras doados principalmente por estudantes da província.

O quinto lote de calçados será uma carga contida em dois caminhões de 4 toneladas e deverá chegar à nação africana em julho deste ano, de acordo com a Kyodo News.