Esta primeira aula do Curso Completo de História do Japão apresentará a ocupação do arquipélago japonês e o seu desenvolvimento, nos períodos Jomon, Yayoi e Kofun, a formação de reinos e o domínio da agricultura, que possibilitou a produção constante de alimentos, garantindo o aumento da população nos séculos seguintes.
O Curso Completo de História do Japão tem como objetivo facilitar a compreensão da cultura japonesa por meio de explicações claras sobre o passado e o presente do Japão. A programação segue o currículo de História aplicado a universitários estrangeiros no Japão e incorpora as atualizações mais recentes da reforma educacional japonesa.
É destinado a pessoas que apreciam ou têm curiosidade sobre o Japão, bem como àquelas que pretendem visitar o país no futuro — seja como turistas, profissionais, estudantes ou a negócios —, oferecendo uma base histórica que amplia o aproveitamento dessa experiência.
O curso será oferecido exclusivamente no formato presencial, com aulas aos sábados, das 14h às 16h, na sede da Associação Fukushima, localizada na Rua da Glória, nº 721, bairro da Liberdade, São Paulo.
As aulas que fazem do curso (20 aulas) são as seguintes:
Programação (sábados das 14 às 16h com um breve intervalo no meio)
– 21 fev – Aula 01 – Ocupação do arquipélago. Períodos Jomon, Yayoi e Kofun
– 28 fev – Aula 02 – Períodos Asuka e Nara – A família imperial
– 07 mar – Aula 03 – Período Heian
– 14 mar – Aula 04 – Período Kamakura – A origem dos samurais
– 21 mar – Aula 05 – Período Muromachi
– 28 mar – Aula 06 – Período Sengoku – guerra civil e chegada dos portugueses
– 04 abr – Aula 07 – Período Edo 1 – isolamento do Japão
– 11 abr – Aula 08 – Período Edo 2 – fortalecimento de uma cultura própria
– 18 abr – Aula 09 – Período Edo 3 – abertura dos portos
– 25 abr – Aula 10 – Período Edo 4 Final – turbulência na queda de Tokugawa
– 02 mai – Aula 11 – Período Meiji – governo em torno do Imperador
– 09 mai – Aula 12 – Período Meiji – modernização e reformas
– 16 mai – Aula 13 – Período Taisho
– 23 mai – Aula 14 – Período Showa 1 antes da Segunda Guerra
– 30 mai – Aula 15 – Período Showa 2 Segunda Guerra Mundial
– 06 jun – Aula 16 – Período Showa 3 final – reconstrução e crescimento
– 13 jun – Aula 17 – Era Heisei
– 20 jun – Aula 18 – Era Reiwa e atualidades
– 27 jun – Aula 19 – História de Okinawa – Enquanto era o reino de Ryukyu
– 04 jul – Aula 20 – História de Okinawa – Após se tornar uma província japonesa até hoje
Ao final do curso, será disponibilizado o Certificado de Participação com a carga horária e assinatura para aqueles que assistirem no mínimo 17 aulas.
Há uma apostila para cada aula, que será encaminhada depois da aula pelo e-mail para todos os inscritos. Para quem não puder assistir alguma das aulas, os alunos receberão link da aula gravada em vídeo, que é do curso anterior, para não perder a sequência do curso.
Inscrições pelo Sympla, clicando aqui.
Esse curso, com algumas diferenças na distribuição do conteúdo, foi realizado em 2017 na Associação Cultural Mie para mais de 200 alunos em todas as aulas. Foi repetido em 2018 e 2019 alcançando também grande sucesso e sofreu atualizações nos anos seguintes, e chegou a ser realizado no formato on-line durante a pandemia.
Os professores são:
– Cristiane A. Sato, formada em Direito pela USP, trabalhou em multinacionais, autora do livro JAPOP – O Poder da Cultura Pop Japonesa e palestrante em universidades, Sesc, Senai, Embaixada do Japão, Japan House, Fundação Japão e Consulado Geral do Japão, estudou na Universidade de Kanazawa como bolsista da JICA em 2016, e fez curso na área de quimonos em Tóquio em 2022, também pela JICA. Faz parte da Comissão de Atividades Literárias do Bunkyo – Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, e é diretora cultural da Associação Fukushima Kenjin do Brasil.
– Francisco Noriyuki Sato, formado em Jornalismo e em Publicidade pela USP, autor dos livros História do Japão em Mangá, Banzai – História da Imigração Japonesa no Brasil, entre outros, é presidente da Abrademi e editor do site culturajaponesa.com.br. Foi também bolsista da JICA, em 2014, e ministrou palestras em universidades e museus do Japão em 2016 e 2019. Escreve artigos para o Japão. Atual presidente da Associação Fukushima Kenjin do Brasil.
A iniciativa é da Associação Fukushima Kenjin do Brasil com apoio da Abrademi (Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações) e do Consulado Geral do Japão em São Paulo.
Para qualquer comunicação, utilize o whatsapp da Fukushima Brasil: +55 11 3208-8499 ou o e-mail abrademi@abrademi.com
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Em 1992, tudo começou com uma obra de construção de um campo de beisebol que seria administrado pela província de Aomori, no Nordeste do Japão. Os trabalhos corriam em ritmo acelerado, quando, em julho de 1994, os operários depararam com restos de um antigo e imenso pé de castanha, que media 1 metro de diâmetro, fincado no chão. Logo, os arqueólogos confirmaram que se tratava de uma ruína do período Jomon, e a obra foi paralisada imediatamente para dar início aos trabalhos de escavação. E o que descobriram ali foi surpreendente!
A dificuldade na escavação estava na profundidade e na área a ser escavada, que é muito grande, denotando que havia um povoado de razoável tamanho, e atualmente, cerca de 42 hectares foram levantados, mas a área total é muito maior, podendo aparecer novas descobertas arqueológicas.
Até aqui, a principal descoberta foi de que os habitantes do período Jomon (14.000 a.C. até 300 a.C.) não eram nômades e que não viviam somente da caça e pesca. Antes dessas ruínas, que receberam o nome de Sannai Maruyama, serem descobertas, os livros de história consideravam que esses habitantes do período tinham uma vida coletiva, porém, primitiva do ponto de vista de conhecimentos.
Em Sannai Maruyama, descobriram que esse povoado existiu entre 3.500 a.C. até 2.000 a.C., morando no mesmo lugar por um período de 1.500 anos, o que é bastante (basta lembrar que se passaram apenas 526 anos depois da descoberta do Brasil). Os povos que vivem somente da caça e pesca são nômades porque precisam se mudar sempre que suas presas desaparecem. Aqui não, já havia o plantio de um certo tipo de arroz e outros grãos. E plantava-se castanheiras. Além do seu fruto, os nativos aproveitavam a madeira da castanheira, que cresce reta, é dura e resistente a água e insetos. Chega a crescer até 17 metros, e por isso era usada nas construções desse período.
O curioso é que já havia uma medida padrão, de aproximadamente 35 cm. Essa medida foi usada para calcular a distância entre as colunas das construções, inclusive da mais visível construção de madeira de Sannai Maruyama (foto), da qual não se têm qualquer informação sobre a sua finalidade. Possivelmente era de onde se avistavam a chegada dos cardumes porque o mar devia estar bem mais perto do que atualmente, já que foi encontrada uma enorme quantidade de conchas. Essa medida de 35 cm foi adotada porque era bastante prática. Era a medida do braço desde a dobra até a ponta dos dedos. O braço era curto porque esses habitantes tinham pouca estatura. Curiosamente, essa medida de 35 cm foi encontrada em outras localidades escavadas dentro do Japão.
Durante esse período, houve mudanças no estilo das construções, que foi aperfeiçoando, mas todas as residências eram circulares e pequenas, suficiente para caber uma família. Para se abrigar do frio, essas casas eram feitas escavando-se cerca de 40 cm no chão e instalando a estrutura básica de galhos de árvore no formato de cone e cobrindo com galhos menores e cascas de árvores. Havia também o uso de fogo em seu interior, para cozinhar e também para se aquecerem no inverno.
Além das casas, as demais construções eram retangulares. Havia as construções cujo piso era mais elevado provavelmente porque eram depósitos coletivos de alimentos, e havia uma construção grande e bastante curiosa que media 32m x 10m e com dois andares. No andar superior ficavam os cestos de vários tamanhos, e o andar térreo era um espaço coletivo, com vestígios de fogueira e alimentos. Deveria ser um “kaikan”, já que até hoje os japoneses vivem em casas pequenas, mas possuem espaços coletivos enormes, como escolas, associações e praças.
Além da descoberta das ruínas de Sannai Maruyama, em Aomori, o avanço da tecnologia está permitindo um grande avanço na pesquisa da história antiga do Japão. Estudos de DNA, por exemplo, permitem novas descobertas, e por isso, a história vai ser cada vez mais interessante!
Francisco Noriyuki Sato, jornalista e professor de História do Japão.
Para quem pretende ir estudar no Japão, o evento Ryugaku tem o objetivo de informar o que é estudar no Japão com as bolsas de estudo ou de estágio oferecidas pelas províncias japonesas.
O evento é presencial e acontece só no dia 7 de setembro, domingo, na Associação Fukushima, que fica na Rua da Glória, 721 – Liberdade. Evento gratuito.
A programação será a seguinte:
Explicação sobre as bolsas de estudos e de estágio custeadas pelos governos das províncias. Algumas delas não exigem que o candidato seja descendente de japoneses.
Informações de quem faz a seleção dos candidatos às bolsas
Depoimentos de ex-bolsistas de Fukushima e de outras províncias.
Teremos distribuição de catálogos de universidades japonesas.
Associação Fukushima Kenjin do Brasil
Associação cultural sem fins lucrativos, fundada em 1917, inicialmente como base de comunicação entre os naturais da província de Fukushima, que vieram trabalhar no Brasil. Atualmente, organiza eventos como cursos de história, treino de dança típica de Fukushima, treino de kendô, palestras sobre quimono, sobre mangá, gastronomia, e participa de eventos coletivos como o Festival do Japão e o Tohoku Hokkaido Matsuri. Envia anualmente estagiário e bolsista ao Japão.
Inscrições gratuitas pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/ryugaku—como-estudar-no-japao-com-as-bolsas-das-provincias/3087272?
Alunos do terceiro ano primário, no Japão, começam a aprender Haiku (ou haicai), uma poesia curta composta por apenas 17 sílabas, não só para enriquecerem seu vocabulário, mas principalmente para entenderem a beleza das palavras e aprenderem a ver a beleza da natureza que os cercam.
“Haikai para Iniciantes” é uma atividade gratuita realizada (por enquanto, só nesse dia) pela Associação Fukushima Kenjin do Brasil.
Haverá uma explicação da história dessa forma de poesia, a preservação da cultura e da história através do haiku e o senso de beleza através desses curtos versos. O participante terá noção do “kigo”, e como fazer sua própria composição, em japonês ou português, com exemplos práticos. A explicação será dada em português e é indicado para pessoas de qualquer idade, acima de 12 anos.
Aprenda e participe do Concurso Internacional de Haikai no Japão
Anunciaremos o Concurso Internacional de Haiku Shirakawa no Seki, de Fukushima, cujo prazo final vai até 15 de setembro. Qualquer pessoa residindo fora do Japão poderá participar. São duas categorias: internacional geral e internacional júnior (para até 18 anos).
A Associação Fukushima Kenjin do Brasil vem se dedicando a realizar atividades de divulgação da cultura japonesa. Por exemplo, palestras sobre História, Conversação e Costumes, Cultura do Saquê, Estudar no Japão, oficinas de dança Waraji Ondo, etc., geralmente nos finais se semana. No Instagram, siga fukushima.br
As inscrições poderão ser feitas pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/haikai-para-iniciantes/3071575
A atividade será presencial na sede da Associação Fukushima: Rua da Glória, 721 – Bairro Liberdade – São Paulo/



