abr 302014
 

A promoção do Dia das Mães começou no dia 24 de abril de 2014 no Shopping Tamboré. A cada R$ 300,00 em compras, o cliente poderá trocar por um cupom e concorrerá a quatro viagens a países que sediaram as últimas Copas do Mundo de Futebol. França, África do Sul, Japão e Alemanha serão os destinos sorteados e o vencedor poderá viajar com um acompanhante.
origami red7056O Shopping decorou parte da ala principal com a aparência desses países. O Japão está representado por um torii, portal vermelho, e conta com um espaço aberto onde professores de origami e shodô da NSP Editora apresentam sua arte ao público. No caso do origami, as oficinas acontecem direto das 12 às 20 horas, sempre aos sábados. Os interessados aprendem gratuitamente a dobrar uma flor para as mães.

tambore3187No shodô, o professor Suzuki presenteia o público com sua caligrafia da palavra amor com o nome de cada pessoa escrito em japonês. O horário do shodô é das 14 às 20 horas, somente aos domingos. A campanha termina no dia 11/5, domingo, e o sorteio será realizado no dia seguinte.
Endereço: Av. Piracema, 669 – Tamboré / Barueri – SP
www.shoppingtambore.com.br

abr 262014
 

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A Abrademi realizará uma oficina prática “Aprenda Fazendo” de Kawaii Obentô, com o chef Cláudio Kitamura, no Sábado, dia 19/julho/2014, das 15 às 17h30, no terraço da Associação Cultural Mie Kenjin, que fica na Av. Lins de Vasconcelos, 3352 – na saída da estação Vila Mariana do metrô.

Nessa oficina, o chef ensinará o preparo dos seguintes itens:

Chef Cláudio Hiroshi Kitamura – Com sua vasta experiência em conhecidos buffets de São Paulo, tem paixão pela culinária japonesa. Há seis anos ministra aulas pela Sakura Nakaya Alimentos, e há quatro está nas edições da Casa Cor, no Jockey Club de São Paulo. Atualmente é sócio proprietário do Buffet Pimenta Real Gastronomia.

Gohan
Tempero de arroz
Shari (arroz para Sushi)
Salmão grelhado
Oniguiris
Recheios
Furikake
Cozidos

Cada aluno poderá, depois da aula, saborear seu próprio Kawaii Obentô.

Sábado, dia 19 de Julho de 2014, das 15 às 17h30, na Associação Mie Kenjin – Av. Lins de Vasconcelos, 3352 – Vila Mariana, São Paulo/SP

Taxa Única: R$ 49,00 – Inscrições até o dia 17/JULHO/2014 pelo Sympla
Maiores informações: abrademi@abrademi.com

abr 232014
 

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Reconhecimento definitivo da animação como arte no Japão e um dos principais meios de difusão da cultura pop nipônica no exterior, os Correios do Japão (Nippon Yuubin / JP Post) completaram recentemente 10 Anos de Emissão de Selos de Animês célebres. Impressos em 6 cores esses belos selos são altamente colecionáveis e disputados tanto por filatelistas como por otakus. A cada edição são impressas 15 milhões de folhas de 10 selos cada, com uma ilustração lateral especial.
As primeiras séries, de 2003 a 2005, foram chamadas de séries “Ciência, Tecnologia e Animação” e apenas parte dos selos tinham imagens de um animê. A partir de 2005 os Correios do Japão passaram a lançar séries exclusivas de selos de animê, chamadas “Heróis e Heroínas de Animê”. Veja a seguir quais séries já foram homenageadas pelos Correios do Japão:

2003: “Ciência, Tecnologia e Animação” – Tetsuwan Atomu (Astroboy)
2004: “Ciência, Tecnologia e Animação” – Super Jetter, 2 séries diferentes
2004: “Ciência, Tecnologia e Animação” – Fushigina Melmo, 2 séries diferentes
2004: “Ciência, Tecnologia e Animação” – Kagaku Ninja Tai Gatchaman (G-Force), 2 séries diferentes
2004: “Ciência, Tecnologia e Animação” – Mazinger Z (Eur: Goldorak; EUA: TranZor)
2005: “Ciência, Tecnologia e Animação” – Doraemon
2005: “Ciência, Tecnologia e Animação” – Time Bokan, 2 séries diferentes
2005: “Heróis e Heróinas de Animê” – Pokémon
2005: “Heróis e Heróinas de Animê” – Mobile Suit Gundam
2006: “Heróis e Heróinas de Animê” – Ginga Tetsudõ 999 (Galaxy Express 999)
2006: “Heróis e Heróinas de Animê” – Meitantei Conan, 1a. versão
2007: “Heróis e Heróinas de Animê” – Neon Genesis Evangelion
2007: “Heróis e Heróinas de Animê” – Mirai Shõnen Conan
2008: “Heróis e Heróinas de Animê” – Manga Nihon Mukashi Banashi
2008: “Heróis e Heróinas de Animê” – Patlabor
2009: “Heróis e Heróinas de Animê” – Ge Ge Ge no Kitarõ
2009: “Heróis e Heróinas de Animê” – Meitantei Conan, 2a. versão
2009: “Heróis e Heróinas de Animê” – Naruto
2010: “Heróis e Heróinas de Animê” – Keroro Gunsõ
2010: “Heróis e Heróinas de Animê” – Full Metal Alchemist
2010: “Heróis e Heróinas de Animê” – Chibi Maruko-chan
2011: “Heróis e Heróinas de Animê” – One Piece
2011: “Heróis e Heróinas de Animê” – Berusaiyu no Bara (Lady Oscar)
2012: “Heróis e Heróinas de Animê” – Dragon Ball Kai
2012: “Heróis e Heróinas de Animê” – Arai Guma Rascal
2013: “Heróis e Heróinas de Animê” – Arupusu no Shõjo Haiji (Heidi)
2013: “Heróis e Heróinas de Animê” – Doraemon

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Veja os selos em https://www.post.japanpost.jp/kitte_hagaki/stamp/anime.html

abr 192014
 

Atendendo a vários pedidos, a Abrademi vai repetir a palestra da Cristiane A. Sato realizada em março!

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Palestra: Introdução à Moda Japonesa. Não perca essa oportunidade! – Dia 8 de junho de 2014 (domingo) – das 14 às 17 horas
Taxa única: R$ 10,00
Local: Associação Cultural Mie Kenjin do Brasil – Av. Lins de Vasconcelos, 3352 – na saída do metrô Vila Mariana, São Paulo.

© Konomi (Seifuku)

© Konomi (Seifuku)

Conteúdo:
Um país pequeno de 127 milhões de habitantes, mas cujo mercado de moda moveu impressionantes 128 bilhões de Euros (ou US$ 172.800 bilhões, ou R$ 414.720 bilhões) em 2013 e que vem crescendo de forma estável, na casa de 2% ao ano. Estamos falando do Japão, onde modernidade e tradição coexistem, e para onde os caçadores de tendências vão se antenar com a vanguarda.
Muito do que o olhar ocidental traduz como mera extravagância ou esquisitice étnica tem na verdade fundamentos históricos e culturais – conhecimento sem o qual é difícil identificar os movimentos sólidos de moda e comportamento do Japão, e que também dificulta a penetração de produtos estrangeiros no variado e competitivo mercado nipônico. Conhecer as características da moda japonesa – gostos, estéticas e valores da sociedade – é fundamental para saber como encontrar um nicho num mercado extremamente variado e competitivo e o que produzir.
A palestra MODA JAPONESA é uma introdução aos 3 “mundos” diferentes que convivem em termos de conceito, estilo de vida e estética no país (wafuku, yõfuku e moda alternativa), ao dress code japonês, e sobre como designers e as ruas do Japão vêm influenciando a moda no Ocidente.

A quem se destina:
Profissionais da moda, estudantes de moda, design e artes em geral, e interessados em cultura pop japonesa.

Palestrante:
Formada em Direito pela Universidade de São Paulo, publica artigos sobre cultura popular e história japonesa em jornais e revistas desde 1993. Autora do livro “Japop – O Poder da Cultura Pop Japonesa” (2007), atualmente prepara um livro sobre moda japonesa. Ministrou palestras em eventos no Centro Cultural Itaú, Sesi, Sesc, Senac, USP, Fundação Japão, Embaixada e Consulado Geral do Japão, entre outros.
Maiores informações: www.abrademi.com. Inscrições ANTECIPADAS pelo Sympla. VAGAS LIMITADAS

abr 172014
 

berubara capa nova margO maior sucesso do mangá feminino de todos os tempos está de volta!
Riyoko Ikeda, autora de “Berusaiyu no Bara / A Rosa de Versalhes”, voltou a publicar novos episódios na revista “Margaret”. Trata-se de um projeto especial encomendado pela editora Shueisha para comemorar os 50 Anos da revista “Margaret”, presenteando os fãs desse bestseller com a volta não só da célebre desenhista, mas também com o retorno de personagens que ao longo das décadas se tornaram ícones no teatro, na TV e na moda alternativa japonesa. A nova série de capítulos curtos começou a ser publicada em outubro de 2013 e irá até agosto de 2014.

Os primeiros episódios estão disponíveis em inglês na Internet:
http://www.mangago.com/read-manga/rose_of_versailles/mh/v10/c066.1/

abr 152014
 

Japao em Sao Bernardo 2014A União das Associações Nipo-Brasileiras de São Bernardo do Campo realizará a 33ª edição da Festa da Imigração Japonesa de São Bernardo do Campo denominada “JAPÃO EM SÃO BERNARDO”.

A festa será realizada nos dias 7 e 8 de Junho de 2014, das 10 às 21 horas, no espaço do CENFORPE – Centro de Formação de Profissionais da Educação, com entrada franca. O festival da cultura japonesa integra as comemorações dos 106 anos da Imigração Japonesa no Brasil.
Haverá uma praça de alimentação com comidas típicas, oficinas culturais de origami, ikebana, shodo e culinária japonesa, bazaristas, apresentações artísticas e folclóricas típicas da cultura japonesa, como taikô e odori.

Local: CENFORPE – Centro de Formação de Profissionais da Educação
Av. Dom Jaime de Barro Câmara, 201 – Bairro Planalto – SBC – SP
Acesso pelo km 20,5 da Via Anchieta (sentido Santos)

abr 122014
 

ken yamazato pipasPara entrar no clima da Copa do Mundo de Futebol, nada melhor do que visitar o Museu do Futebol para lembrar e inteirar dos momentos marcantes desse esporte nacional.
O engenheiro Ken Yamazato estará, no dia 18 de abril de 2014, feriado, no Museu do Futebol, das 10 às 17 horas, fazendo uma oficina de pipas, gratuita e aberta para todas as idades. Cada participante receberá um kit para aprender a fazer sua própria pipa e brincar. No local, haverá a exposição de pipas de variadas formas, técnicas e tamanhos.
A oficina de pipas ou takô (em japonês) integra a exposição temporária Futebol de Papel, que vai até o dia 20/4.
“Os baús dos colecionadores foram abertos aos visitantes do museu. São cartas, fotografias, cartazes, gibis, álbuns, figurinhas, selos, cartões postais, ingressos de jogos, jornais e revistas, carteirinhas de clube, e muitos outros registros impressos que atestam a relação de afeto do brasileiro com o futebol”, informa o site do museu.
Visite o site do Museu do Futebol!

abr 072014
 

Em 1919, Isaburo Namiki inaugurou uma loja de roupas femininas e infantis no bairro de Akasaka, em Tóquio. No mesmo ano, começou a ensinar corte e costura dessas roupas no local. Com a ajuda de Masajiro Endo, o estabelecimento se tornou uma escola de moda em 1922, e no ano seguinte, se tornou a primeira faculdade de moda do Japão. Ganhou o atual nome de Bunka Fashion College (Bunka Fukusou Gakuin) em 1936, e no mesmo ano passou a editar So-en, a primeira revista de moda do país.
Em 1955, a escola convidou o estilista francês Christian Dior e mais 11 pessoas, incluindo modelos, para fazer desfile na própria faculdade e em Nagoya, Quioto e Osaka. Em 1958 e 1961, foi a vez do estilista Pierre Cardin, que se tornou professor honorário da escola. O investimento deu resultado. Na década de 60, passaram pelos bancos da escola nomes como de Kenzo Takada e Yohji Yamamoto. Mais tarde, a escola recebeu outros alunos que conquistaram seus espaços, como Junko Koshino, Norio Suzuki, Mitsuhiro Matsuda, Akiko Kitahara, Isao Kaneko, Yutaka Hasegawa e Hiroko Koshino.

O Bunka Fashion College está classificado como a 3ª melhor escola de moda do mundo.
Saiba mais no site do Bunka Fashion College (em inglês). Veja os comentários de uma brasileira que estudou lá (em português)

Passeie pela escola em Shibuya, que tem um edifício de 20 andares, um museu da moda, uma loja que vende desde botões a máquinas de costura, e um auditório para desfiles de moda, numa visão de 360º
Um pouco do que é o ensino da moda no Japão pode ser visto no video da Kawaii International, programa da TV NHK.

abr 032014
 

pokemon1Parece sério, o anúncio é bem produzido (como é típico da empresa), mas a vaga para MESTRE POKÉMON no Google Maps é uma tremenda brincadeira de 1º de Abril! O anúncio, criado numa parceria do Google com a Nintendo Creatures e Gamefreak, é a prova mais concreta da popularidade do Pokémon pelo mundo.

Vale a pena ver, sendo fã ou não dos monstrinhos que cabem numa bolinha!

abr 022014
 

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Quem assistiu às Olimpíadas de Inverno de Sochi, na Rússia, deve ter percebido que o Brasil não tem tradição em esportes de inverno e vários atletas que já residiam e treinavam no exterior se inscreveram pelo País. No caso da patinação artística, quem representou o Brasil na primeira participação brasileira da modalidade foi a Isadora Marie Williams, americana, com mãe mineira e pai americano. Como tem dupla nacionalidade, ela pôde representar o Brasil em Sochi, mas ela já representa o País há mais tempo. Por exemplo, ela conquistou a medalha de bronze no Golden Spin of Zagreb, de 2012,  representando o Brasil. Ela terminou em 12º lugar no Troféu Nebelhorb de 2013 e com isso garantiu a vaga brasileira nas Olimpíadas de Inverno.

Nas provas de patinação artística, há um programa curto (no máximo 2 min e 50 sec) e um programa livre (4 min), e a soma de ambos dá a classificação final de cada atleta. Pelo regulamento olímpico, somente aquelas que ficarem entre as 20 melhores no programa curto podem participar do programa livre. E assim, Isadora, que sofreu uma queda no programa curto, não pôde apresentar a coreografia preparada para o programa livre, que foi baseada no tema do famoso filme “Memórias de uma Gueixa”.

De sua casa em Washington D.C., Isadora Williams, que completou 18 anos em Sochi, concedeu uma entrevista exclusiva para o site CulturaJaponesa.com.br.

1 – Você foi a primeira representante brasileira na patinação artística. Qual foi a sensação de representar o Brasil em Sochi?
Eu senti um orgulho enorme de estar lá honrando as cores da bandeira brasileira. Infelizmente, não consegui patinar com todo o meu potencial já que eu tinha condicoes de ir para as finais, mas não consegui controlar o nervosismo e fui dominada pelo “Olympic nerves”. Só de estar lá entre as 30 melhores patinadoras do mundo ja foi um grande começo e uma grande vitória para o Brasil.

2 – Sei que você não chegou a apresentar em Sochi, mas como você escolheu o tema de “Memórias de uma Gueixa”? Achei que foi uma escolha ótima para o programa longo.
Eu tenho uma enorme admiração pela cultura japonesa. O Japão está na lista dos meus paises favoritos. A escolha da música para o programa longo se deu quando eu assisti ao filme “Memorias de uma Gueixa”. A historia de Chiyo é fascinante e marcante. Ela foi vendida pelo pai que era um pescador para uma casa de gueixas. Já perdi a conta de quantas vezes assisti este filme. A trilha sonora é belíssima e foi muito premiada, ganhou o Oscar de melhor trilha sonora. Conversei com o meu treinador sobre criar o meu programa longo com a música do filme e ele aprovou.

3 – O design do quimono estilizado ficou ótimo. Quem criou o modelo?
O quimono estilizado passou por um processo de pesquisa. Eu peguei um livro japonês na biblioteca que contava a história do quimono, tinha lá uma variedade enorme de estilos, cores e desenhos. Eu moro na cidade de Washington D.C onde acontece o festival anual que se chama “Cherry Blossoms” que em japonês se chama Sakura (o festival da chegada Cerejeiras). Então me inspirei nas cerejeiras para finalizar a criação do quimono. Eu tive a ajuda da minha mãe, e de uma grande amiga que mora na Ucrânia cujo nome é Nataliia Shultz, uma excelente figurinista que fez também o meu vestido do programa curto.

4 – Vi o vídeo da sua apresentação em Zagreb 2013, que foi muito boa. Quem criou a coreografia? A sua coreografia, a roupa e a música se encaixaram perfeitamente, mas vejo que nem todos os competidores parecem seguir esse raciocínio. O fato de tudo estar de acordo com o tema escolhido melhora na pontuação?
Eu sou muito exigente na escolha da música e do figurino, é um processo complicado porque eu tenho que sentir a música, e a roupa, além de confortável, tem que ter um bom visual. A musicalidade é um dos meus pontos fortes. Sim, eu vejo isto também. Alguns competidores ficam perdidos na música ou na coreografia. A música tem tudo a ver com a personalidade do competidor. Os juízes olham muito isto, a música deve estar de acordo com a roupa e com a coreografia também. Eu tive a sorte de ter duas coreógrafas maravilhosas que me ajudaram imensamente a desenvolver uma coreografia forte e bem feita. São elas a Danielle Rose e a Natasha Timonchenko.

5 – Além do filme “Memórias de uma Gueixa”, o que mais aprecia do Japão?
Eu sou apaixonada pela cultura e culinária japonesa. Gosto muito de comer Sushi, da sopa com missô (Miso Soup), adoro a arquitetura dos templos, a biodiversidade e a mistura da era feudal com a era moderna. Até meu cachorrinho que é um Shih Tzu se chama Sachi (felicidade em japonês).

6 – As atletas japonesas da patinação não saíram satisfeitas de Sochi, principalmente a Mao Asada, em quem o público japonês depositava muita esperança. Você chegou a falar com elas?
A Mao e uma pessoa extremamente simpática, a gente sempre troca um “olá”,  no momento quando estamos focadas na apresentação. Trata-se de um momento tenso para todas nós e o que a aconteceu com a Mao em Sochi foi muita pressão, querer demais fazer uma boa apresentação e no final ser dominada pelo nervosismo. Como aconteceu comigo, a Mao também foi vitima do “Olympic nerves”, tanto que depois que ela descarregou esta pressão ela fez uma apresentação brilhante no longo, ela emocionou a todos nós. Admiro também muito a garra da Akiko Suzuki, ela é uma patinadora muito elegante.

7 – Antes da apresentação final, todos esperavam a Yulia Lipnitskaya no pódio, mas ficou a outra russa no lugar, e até houve algumas reclamações em relação à coreana Yuna Kim, que não caiu mas ficou em segundo. O que achou do resultado geral de Sochi na patinação feminina?
Eu sou uma grande admiradora da Yuna. Ela é a minha grande inspiração. Foi por causa dela que que resolvi representar o Brasil. A Adelina e a Yulia são jovens e com o tempo vão ganhar mais experiência. É tão difícil comentar algo quando o voto dos juízes é secreto, e tudo tão controverso. Apesar de não ter patinado com todo o meu potencial eu achei a minha nota muito baixa, eu acho que esse sistema deveria passar por uma revisão, eu sou a favor de que o nome do juiz e a nota sejam abertos ao público. E que a musicalidade e o lado artístico sejam mais valorizados, e que o foco não fique somente em saltos.

8 – Você carregou a bandeira no encerramento de Sochi. Como se sentiu na hora? Aquela entrada e a maneira de segurar a bandeira é ensaiada antes?
Foi como um sonho. Eu carregando a bandeira do Brasil no encerramento de Sochi. Sabe aquela sensação de caminhar nas nuvens, não foi  nada ensaiado, mas a gente tem que seguir uma regra. É uma energia muito boa segurar a bandeira do seu país e entrar num estádio lotado, é um energia muito positiva.

9 – Como é o seu dia a dia, fora das competições? É possível encontrar tempo para ler, ir ao shopping ou ao cinema, como uma jovem de sua idade normalmente faz?
Antes de Sochi eu treinava 4 horas por dia, ia para a cama cedo, as 10 horas da noite já estava dormindo, acordava cedo e às 7:30 já estava no rinque. Era isso todos os dias da semana. Agora estou em outro ritmo, o meu foco é terminar os estudos, estou no momento sem treinador e sem treinar intensamente, mas não estou fora do gelo. Eu pedi um tempo para a minha confederação, a CBDG eo presidente Emilio Strapasson para rever algumas coisas e até mesmo uma mudança de cidade e de treinador. Eu levo uma vida típica de uma adolescente da minha idade, tenho muitos amigos, adoro ir ao cinema, adoro ler um bom livro, gosto de ouvir música, de dançar e de viajar.

Jornalista: Francisco Noriyuki Sato

Todas as fotos postadas aqui são do arquivo da família da Isadora Williams e a publicação foi autorizada para este site. O vídeo é da apresentação de Isadora em Zagreb, em 2012, quando patinou sob a música do filme “Memórias de uma Gueixa”.

Para quem não assistiu “Memórias de uma Gueixa”, uma matéria bem completa está aqui.

Para quem quer saber mais sobre as gueixas, deve ler este texto em nosso site.