maio 222023
 

A ABRADEMI, em conjunto com a Associação Fukushima Kenjin do Brasil, e com o apoio institucional do Consulado Geral do Japão e da Fundação Japão, realizará a palestra “100 anos de Noguchi Hideyo no Brasil”. Ele é natural de Fukushima e veio ao Brasil pela Fundação Rockefeller para estudar a febre amarela, em 1923, e trabalhou ativamente no Instituto Oswaldo Cruz em Salvador, na Bahia.

Memorial Noguchi Hideyo em Salvador, Bahia, tem sua vida contada em forma de mangá

Museu Memorial Noguchi Hideyo em Inawashiro, Fukushima, no lugar onde ficava sua casa, que continua preservada dentro desse edifício. https://www.noguchihideyo.or.jp/idm/english/

Noguchi Hideyo nasceu em 24 de novembro de 1876, na cidade de Inawashiro, no interior de Fukushima. É uma fria e pequena cidade (atualmente tem 12 mil habitantes), onde sua família se dedicava à agricultura. Com a idade de um ano e meio sofreu um grave acidente com fogo, que praticamente imobilizou a sua mão esquerda, e nesse local não havia médicos. Só foi operado aos seis anos, recuperando parte dos movimentos. Daqui, contando somente com a sua dedicação, conseguiu sair para o curso superior em Tóquio, e dali para o mundo.

No Japão, no Memorial de Noguchi Hideyo, começou no dia 1º de Abril deste ano, a exposição sobre a vinda dele para a América do Sul com a finalidade de buscar a cura da febre amarela.

A palestra será ministrada pelo Dr. Mário Ikeda, o empresário que trouxe o cantor Itsuki Hiroshi ao Brasil. Ele cresceu ouvindo histórias que o avô dele, imigrante do pioneiro navio Kasato Maru, lhe contava sobre Noguchi Hideyo. Ficou tão curioso, que percorreu todos os lugares onde o cientista japonês esteve e juntou um bom material. Ele esteve também no Memorial em Fukushima.

Dia 3 de junho de 2023, das 10h30 às 12 h na Associação Fukushima, que fica na Rua da Glória, 721, no bairro da Liberdade, em São Paulo. Evento gratuito e aberto para o público em geral.

Acompanhe as atividades da Associação Fukushima Kenjin do Brasil: https://www.facebook.com/fukushimakenjinkaidobrasil

 

 

 

jan 172023
 

A iniciativa é da Associação Fukushima Kenjin do Brasil com a Abrademi (Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações).

O objetivo é facilitar a compreensão da cultura japonesa através de explicações sobre o passado e o presente do Japão, neste caso, contando a história do Japão com foco na história da Região de Tohoku, onde se encontra a província de Fukushima.

O público alvo são as pessoas que apreciam ou têm curiosidade sobre o Japão, e aqueles que pretendem visitar o país no futuro, seja como turista, a negócios, para trabalhar ou como estudante, para que tenham maior proveito da oportunidade à partir do conhecimento de sua história.

As palestras serão realizadas presencialmente na sede da Associação Fukushima Kenjin do Brasil, na Rua da Glória, 721, bairro da Liberdade, São Paulo – SP.

São duas palestras de 2 horas cada.
Programação (sábado – 14h às 16h com um pequeno intervalo)
– 04 fevereiro/2023   – A chegada dos primeiros habitantes ao Japão até o período Kamakura, com o primeiro governo dos samurais.

– 11 fevereiro/2023  –  A chegada dos portugueses e o período de guerras internas, Segunda Guerra Mundial até a atualidade.

A inscrição é gratuita e deverá ser realizada pelo Sympla (clique aqui).

Professor – Francisco Noriyuki Sato, formado em Jornalismo pela USP, autor dos livros História do Japão em Mangá, Banzai – História da Imigração Japonesa no Brasil, entre outros, e é presidente da Abrademi e editor do site culturajaponesa.com.br. Estudou na Universidade de Kanazawa como bolsista da JICA, em 2014, e ministrou palestras em universidades e museus do Japão em 2016 e 2019. Desde 2017, ministra o Curso Completo de História do Japão presencial em São Paulo e também on-line (2020 até 2022).

Para qualquer comunicação, utilize o endereço: abrademi@abrademi.com

out 042022
 

Série de mangá publicada originalmente em 1972 na revista semanal “Margaret”, desenhada por Riyoko Ikeda. Conta a trágica biografia da rainha Maria Antonieta e eventos que culminaram na Revolução Francesa sob a ótica de Oscar de Jarjayes, comandante da Guarda Real de Versalhes.
A protagonista Oscar, apesar do nome, é uma mulher que foi criada como menino por seu pai, um militar aristocrata, para poder herdar os privilégios e títulos de nobreza de sua família.

Misturando história, drama, ação, tramas complexas e romance, o mangá tornou-se um grande sucesso entre meninas de 8 a 15 anos (público alvo da “Margaret”) e também entre adultos.

A Rosa de Versalhes’ é o mangá feminino de maior vendagem do país em todos os tempos”

O comovente final trágico do mangá marcou toda uma geração. Apesar do encerramento da série em 1973, o público continuou a cultuar a história. Em 1974 o Teatro Takarazuka adaptou “A Rosa de
Versalhes” em musical. O sucesso foi tão grande, que filas de 2 semanas de espera se formaram só para a reserva de ingressos e a imprensa cobriu o fenômeno inédito.

Fila histórica para assistir a montagem do musical A Rosa de Versalhes no Teatro Takarazuka

Até hoje “A Rosa de Versalhes” já foi vista por mais de 5 milhões de espectadores e é a peça de maior
sucesso em 109 anos de existência do Teatro Takarazuka.

“Lady Oscar” alcança grande sucesso no exterior

O animê de “A Rosa de Versalhes” ganhou o título de “Lady Oscar” no exterior e alcançou muito sucesso. Na Itália, em 1982, “Lady Oscar” foi o segundo programa de maior audiência da TV do ano (atrás somente da Copa do Mundo de Futebol, título conquistado pela Itália), causou uma febre inédita no país e virou uma série cult.

O sucesso abriu caminho para a grande popularidade dos animês japoneses na Europa até hoje. Discos, álbum de figurinhas, fantasias, brinquedos e até o encarte dominical infantil do jornal “Corriere della Sera”, tudo era feito com o tema “Lady Oscar”.

Popularidade reconhecida no Japão

A popularidade da “Rosa de Versalhes” no Japão é tão grande que se tornou uma referência de cultura popular, estampando produtos diversos e foi homenageada pelos Correios com duas séries de selos. Primeiro mangá elevado à categoria de obra literária, é também o mais influente romance escrito e desenhado no Japão no século 20.

“A Rosa de Versalhes” gerou um enorme interesse pelo rococó e pela cultura setecentista francesa no Japão, que é o país que mais realiza exposições sobre esse tema fora da França.

Sem preconceito contra o rococó, influenciadas pela estética do mangá, desafiando o fast fashion e críticas da “patrulha do bom gosto”, adolescentes do início do século 21 fizeram uma Revolução estética às avessas.

No Japão uma grande exposição no Roppongi Hills em Tóquio, e diversos produtos serão lançados em comemoração dos 50 Anos da “Rosa de Versalhes” neste ano. A importância dessa efeméride é que nunca um mangá foi tão celebrado, principalmente em se tratando de um mangá feminino e antigo para os padrões editoriais atuais. Isso consagra “A Rosa de Versalhes” como o grande clássico do mangá moderno por sua duradoura e ampla influência.

No Brasil

O mangá chegou ao Brasil na versão original em japonês, através das livrarias japonesas nos anos de 1972 e 1973. Oito episódios da série em animê e o longa-metragem foram dublados e lançados no mercado de vídeo em 1994 pela Flashstar/ Europa Carat Home Video.
Em 2012, foi realizado um evento comemorativo dos 40 anos da “Rosa de Versalhes” na Associação Mie Kenjinkai em São Paulo pela Abrademi.
Em 2018, o mangá foi traduzido e publicado pela editora JBC com o título de ”Rosa de Versalhes” em cinco volumes de 368 a 408 páginas.

Programação: 50 anos da Rosa de Versalhes

Exposição de Painéis e Objetos: “A Rosa de Versalhes” e sua influência na moda, no comportamento e na cultura contemporânea – De 15 a 23 de outubro de 2022 no 8º andar.

Palestra: “Berubara Boom”– O fenômeno da Rosa de Versalhes”. Palestra de Cristiane A. Sato – Dias 15/10 (sábado) e 19/10 (quarta) às 15 horas no 8º andar.

Desfile de Moda Lolita: Desfile de jovens seguidoras de moda alternativa japonesa gothic & lolita – Dia 23/10 (domingo) às 15 horas no 9º andar.

Exibição de Vídeo: Dias 15, 16, 19, 22 e 23/10 das 14 às 17 horas no 8º andar

 

Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil

O evento será realizado dentro do Museu, que recebeu ampla reforma recentemente. Para participar do evento será necessário pagar o ingresso do Museu, exceto na quarta-feira, quando a entrada é franca.

Local: Rua São Joaquim, 381 – 7º, 8º e 9º andares – Exposição Permanente – Bairro Liberdade – São Paulo

Horário de funcionamento:

Exposição: de terça-feira a domingo, das 13h às 17h * Última entrada até as 16:00

Entrada Gratuita: todas as quartas-feiras

Contribuição adulto: R$ 16,00
Estudantes com carteirinha: R$ 8,00
Crianças de 5 a 11 anos: R$ 8,00
Idosos acima de 60 anos: R$ 8,00 (Lei 10.741/2003 – Estatuto do Idoso)

Promoção: ABRADEMI e Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil

Participação: Editora JBC

Apoio: Fundação Japão em São Paulo

Mais sobre “A Rosa de Versalhes”: https://www.culturajaponesa.com.br/index.php/revivendo-50-anos-depois-rosa-de-versalhes/

https://www.culturajaponesa.com.br/index.php/correios-do-japao-celebram-10-anos-de-selos-de-animes/

https://www.abrademi.com/index.php/meeting-comemorativo-lady-oscar-40-anos/

jul 052022
 

Depois de um intervalo de dois anos causado pela pandemia, o tradicional Tanabata Matsuri da Liberdade está de volta, nos dias 9 e 10 de julho de 2022, no horário das 10h30 às 18 horas. O palco principal está instalado na praça da Liberdade, e a praça de alimentação, que já funciona nos finais de semana, foi ampliado para a rua Galvão Bueno, abrigando mais 32 barracas. A promoção é da Associação Cultural e Assistencial da LIberdade (ACAL).

Veja a programação completa:

ago 052021
 

A província de Okinawa foi ocupada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos entre 1945 e 1972.

A devolução da província ao Japão aconteceu oficialmente no dia 15 de maio de 1972, após 27 anos de ocupação americana. Enquanto todo o restante do Japão voltou à administração de japoneses em 1952, o arquipélago do antigo reino de Ryukyu teve que esperar mais 20 anos, primeiro por causa da Guerra da Coreia que começou em 1950 e a posição geográfica de Okinawa tornou o local estratégico para as bases americanas. Essa guerra terminou em 1953, mas os americanos haviam investido bastante no local porque ainda previam novos conflitos na região por causa da Guerra Fria. Depois, em 1965, começou a Guerra do Vietnã, tornando o local estratégico novamente. Estima-se que, em 1969, mais de 50 mil soldados americanos moravam em Okinawa.

Com a devolução ocorrendo no dia 15 de maio de 1972, a comunidade nikkei se reuniu e realizou um evento cultural de “Comemoração pela Restituição de Okinawa ao Japão”, nos dias 20 e 21 de maio (sábado e domingo) do mesmo ano, no auditório da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, na Liberdade, em São Paulo.

A iniciativa coube ao Zaihaku Okinawa Kenjinkai (Associação dos Provincianos de Okinawa no Brasil), então presidida por Mosei Yabiku. A principal atração do evento foi uma peça de teatro, que mostrou o período de transição de quatro anos (1875 a 1879) no qual aconteceu a desocupação do Castelo de Shuri, então capital do Reino de Ryukyu. A peça, escrita por Eikichi Yamazato, artista plástico e escritor, autor de vários livros sobre a história de Okinawa, foi apresentada em japonês por um elenco de artistas radicados no Brasil.

O papel principal, do último rei Shõ Tai, coube a Naohide Urasaki, natural de Naha, capital de Okinawa, que estudou o teatro tradicional do local desde criança. Urasaki emigrou para Bolívia em 1957, onde trabalhou nas plantações de arroz e introduziu o teatro okinawano. Mudou-se para São Paulo, e novamente não ficou longe dos palcos. Junto com outros conterrâneos fundou a Kyowa Gekidan, em 1962, grupo teatral que passou a encenar o teatro de Okinawa. Em 1987, Urasaki voltou a Okinawa para se especializar no taikô, foi diplomado e começou o ensino do taikô no Brasil, onde se formou o grupo Ryukyu Koku Matsuri Daiko do Brasil, oficializado pelo Japão em 1998. Naohide Urasaki faleceu aos 80 anos de idade, em 2011.

A peça da história de Okinawa foi encenada duas vezes no domingo, mas o evento em si contou com várias apresentações de dança de Okinawa e do restante do Japão nos dois dias.

Em maio de 2022, a restituição da província de Okinawa estará completando 50 anos, uma data de grande significado para o Japão.

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Texto: Francisco Noriyuki Sato – Jornalista e editor, autor dos livros História do Japão em Mangá e Banzai – História da Imigração Japonesa no Brasil, e professor de História do Japão da Abrademi.

Para saber mais sobre o professor Naohide Urasaki: http://matsuridaiko-brasil.com/naohide-urasaki-sensei/

Para aprender a História do Japão, incluindo a História de Okinawa, a Abrademi tem cursos on-line: www.abrademi.com