abr 022014
 

carmen kokyou ni kaetteA Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa (Bunkyo) exibe todas as quartas-feiras um filme japonês em seu grande ou pequeno auditório. Os filmes estão no idioma original e geralmente sem legenda, pois visam o público japonês.
Entretanto, cabe destacar algumas obras primas, que merecem ser vistas, mesmo sem entender uma palavra em japonês. É o caso de “Carumen Kokyou ni Kaeru”, traduzida aqui como “A Volta de Carmen”, produção de 1951, do diretor Keisuke Kinoshita, e que foi o primeiro filme colorido feito no Japão e que utiliza a tecnologia Fujicolor.
O filme tem 86 minutos e é classificado como comédia. Embora haja alguns momentos engraçados, o filme é bastante sério e mostra a transformação que o Japão está sofrendo no pós-guerra. As belas paisagens montanhosas de Nagano, a vida tranquila do vilarejo e o trem que traz e leva de volta a protagonista completam o espetáculo.
carmen kokyou niNo filme, Kin Aoyama sai daquele vilarejo para morar em Tóquio onde adota o nome de Lily Carmen. Ela volta à sua terra natal junto com uma amiga e ambas demonstram serem ricas e bem sucedidas. Vestem roupas ocidentais coloridas que contrastam com a simplicidade do lugar. Mas algo acontece e a verdade vem à tona. Destaque para as cenas de undoukai na escola, onde o professor ferido na guerra toca piano. Lembra os antigos undoukais do Brasil.

“A Volta da Carmen” será exibido no dia 23 de abril de 2014 (quarta-feira), às 13 horas, na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa (Bunkyo), na rua São Joaquim, 381 – Liberdade. O ingresso custa R$ 5,00 para os não associados do Bunkyo.

fev 262014
 

Já ouviu falar da expressão “medo reptiliano”? Ela se refere ao medo mais primitivo e instintivo do ser humano, que remonta aos primórdios da evolução, quando os mamíferos ainda não existiam e todas as espécies ancestrais da Terra eram répteis aquáticos. Pois bem, a encarnação do medo reptiliano original criada pelos japoneses está de volta em versão hollywoodiana. Em maio chega aos cinemas nos Estados Unidos o novo GODZILLA. 60 anos após sua criação pelos Estúdios Toho, o monstro retorna mais atual e terrível do que nunca. Veja o trailer oficial:

godzilla2014_poster2A inspiração para esta nova versão vem de eventos recentes: o terremoto seguido do tsunami que varreu a costa leste do Japão e causou o desastre nuclear de Fukushima em 2011. Mas é inegável que alterações climáticas globais (frio que bate recordes no hemisfério norte contrastando com o calor excessivo e secas no hemisfério sul), economias cambaleando, a inquietação social que se alastra por vários países e recentes guerras civis estourando aqui e acolá contribuem para expectativas de audiência para o filme catástrofe no mundo inteiro.
Além de incríveis sequências de destruição digital, o novo GODZILLA procura resgatar o espírito original do filme de 1954. Afinal, seria o monstro realmente a causa de tanto sofrimento, ou apenas o resultado do que a humanidade tem feito ao próprio planeta em que vive? O premiado Bryan Cranston (Walter White de “Breaking Bad”), Aaron Taylor-Johnson (Dave de “Kick-Ass”), a célebre atriz francesa Juliette Binoche e o consagrado ator japonês Ken Watanabe encabeçam o elenco de astros desta nova versão.

Texto: Cristiane A. Sato, autora do livro Japop – O Poder da Cultura Pop Japonesa.

jan 202014
 

“Kaguya Hime no Monogatari” (traduzido, “O Conto da Princesa Kaguya” – ainda sem título em português) é o mais recente filme do Studio Ghibli, premiado estúdio de animação japonês (Urso de Ouro de Melhor Filme do Festival de Berlim 2002 e Oscar de Melhor Animação em 2002 com “A Viagem de Chihiro”), que estreou nos cinemas japoneses no final de novembro de 2013. Baseado num tradicional conto folclórico japonês de mesmo nome, “Kaguya Hime no Monogatari” marca a volta de Isao Takahata, célebre diretor japonês que havia se aposentado da produção direta de animações para assumir a diretoria executiva do Studio Ghibli, do qual é sócio com o diretor de “A Viagem de Chihiro”, Hayao Miyazaki. “Kaguya Hime no Monogatari” é o primeiro animê dirigido por Takahata em 14 anos (o último foi “Hõhokekyo Tonari no Yamada-kun – My Neighbors the Yamadas”, não exibido em circuito comercial no Brasil).

Takahata, famoso por suas animações charmosas que mostram a infância com doçura característica, adotou a estética tradicional de ilustração de contos infantis em aguada em sua versão de “Kaguya Hime no Monogatari”. Trata-se da história de um casal de camponeses idosos sem filhos que encontram uma criança no interior oco de um pé de bambu mágico brilhante. Eles adotam a bebezinha, que rapidamente se transforma numa linda jovem, e se tornam imensamente ricos devido aos bambus mágicos. Logo aparecem vários pretendentes à mão da princesinha, que apesar de feliz com seus pais adotivos sofre por estar destinada a ter de partir para um reino distante na próxima lua cheia.

A estréia de “Kaguya Hime no Monogatari” no Japão trouxe várias especulações na mídia local a respeito do futuro do Studio Ghibli, cuja imagem está fortemente vinculada ao diretor Hayao Miyazaki e que anunciou sua aposentadoria ao lançar seu último animê em julho de 2013, “Kaze Tachinu” (título em inglês “The Wind Rises”, ainda sem título em português). Apesar de respeitados e célebres, Takahata e Miyazaki já possuem idades avançadas (78 e 73 anos, respectivamente) e ainda há incertezas quanto ao futuro do estúdio criado por eles e seu legado. Não se sabe ainda se “Kaguya Hime no Monogatari” será indicado ao Oscar, mas “The Wind Rises” de Miyazaki tem conquistado vários prêmios em mostras e festivais internacionais, como o da Associação dos Críticos de Nova York. Entretanto, apesar de sua mensagem pacifista, pelo fato de “The Wind Rises” ser baseado na história real do engenheiro que criou o caça Mitsubishi Zero, usado pelo Japão durante a Segunda Guerra Mundial, e por mostrar personagens que fumam (porque na vida real eram fumantes), o animê foi alvo de protestos na Coréia do Sul e nos Estados Unidos e sua indicação para o Globo de Ouro e o Oscar, mesmo com o apoio da Disney, ficaram pendentes até o último instante.

Assim, mesmo que “The Wind Rises” concorra, as chances de Miyazaki levar alguma das estatuetas são mínimas. No Japão, entretanto, “The Wind Rises” foi até o fim de dezembro/2013 a maior bilheteria dos cinemas no país (¥ 119,513,192). “Kaguya Hime no Monogatari”, apesar do lançamento em baixa temporada, em pouco menos de 2 meses de exibição alcançou a soma considerável de ¥ 19,217,168, batendo concorrentes internacionais de peso como “Guerra Mundial Z” com Brad Pitt, “Oz Mágico e Poderoso” com James Franco e Rachel Weisz, “Oblivion” com Tom Cruise, e o último Wolverine com Hugh Jackman.

Por Cristiane A. Sato – autora do livro “JAPOP – O Poder da Cultura Pop Japonesa

maio 092013
 

Com o apoio da Fundação Japão, a Cinemateca Brasileira apresenta, entre os dias 14 e 22 de maio, um ciclo de filmes policiais japoneses, gênero narrativo que ocupa lugar de destaque na cinematografia do Japão.

PROGRAMAÇÃO
14.05 | TERÇA – SALA CINEMATECA BNDES – 19h00 MUITA ADRENALINA e 21h00 SONATINE – ADRENALINA MÁXIMA

15.05 | QUARTA – SALA CINEMATECA BNDES – 19h00 SEQUESTRO e 21h00 VERÃO NEGRO – FALSA ACUSAÇÃO

16.05 | QUINTA – SALA CINEMATECA BNDES – 19h00 SONATINE – ADRENALINA MÁXIMA e 21h00 MUITA ADRENALINA

17.05 | SEXTA – SALA CINEMATECA BNDES – 18h30 RECANTO SECRETO

18.05 | SÁBADO – SALA CINEMATECA BNDES – 19h00 VERÃO NEGRO – FALSA ACUSAÇÃO

19.05 | DOMINGO – SALA CINEMATECA BNDES – 18h00 SONATINE – ADRENALINA MÁXIMA e 20h00 SEQUESTRO

22.05 | QUARTA – SALA CINEMATECA BNDES – 19h00 VERÃO NEGRO – FALSA ACUSAÇÃO e 21h00 RECANTO SECRETO

FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES
Muita adrenalina (Adrenaline drive), de Shinobu Yaguchi, Japão, 1999, 35mm, cor, 112′ | Legendas em português | Exibição em 16mm, com Masanobu Ando, Reila Aphrodite, Hikari Ishida, Kirina Mano. Funcionário de uma locadora de automóveis, o jovem Suzuki se envolve num acidente com um mafioso, e é forçado a ir com ele até seu esconderijo. O bandido está prestes a torturá-lo quando uma explosão atinge o local. Enquanto isso, Shizuko, uma enfermeira tímida, se refugia do assédio das colegas numa loja de conveniências, quando é atraída pela explosão do prédio. Ela encontra Suzuki ferido e decide ajudá-lo. A partir daí, eles se envolvem numa trama de perseguição, tendo que escapar da fúria sanguinária da yakuza. Comédia policial estrelada por dois nomes importantes da nova geração de atores japoneses que despontou nos anos 1990 e 2000 – Masanobu Ando, que atuou em Kids return, de Takeshi Kitano, e Hikari Ishida, estrela de televisão em seu país. Não indicado para menores de 16 anos

Recanto secreto (Himitsu no Hanazono), de Shinobu Yaguchi, Japão, 1997, 35mm, cor, 83′ | Legendas em português | Exibição em 16mm, com Naomi Nishida, Go Riju, Kazue Kadakae, Noriko Tanaka. Passeando por uma floresta, jovem apaixonada por dinheiro é raptada por ladrões de um banco. Andando pelo lugar, o bando se acidenta, e somente ela consegue sobreviver. Resgatada, a jovem tentará retornar ao local para reaver a mala com o dinheiro do roubo. Não indicado para menores de 14 anos.

Sequestro (Yukai), de Takao Okawara, Japão, 1997, 35mm, cor, 109′ | Legendas em português | Exibição em 16mm, com Tetsuya Watari, Masatoshi Nagase, Miki Sakai, Akira Emoto. Filme de suspense contado a partir do sequestro de um executivo de uma grande empresa. O resgate pedido é de 300 milhões de ienes, mas o inusitado fica por conta do pedido dos sequestradores, que exigem que as negociações e o pagamento do resgate sejam transmitidos ao vivo pela televisão. Não indicado para menores de 16 anos

Sonatine – Adrenalina Máxima (Sonatine), de Takeshi Kitano, Japão, 1993, 35mm, cor, 94′ | Legendas em português | Exibição em 16mm, com Takeshi Kitano, Aya Kokumai, Tetsu Watanabe, Masanobu Katsumura. Durante uma luta entre os clãs da máfia yakuza, um grupo de criminosos, liderado por um gângster cruel, tem que se refugiar numa praia, depois de uma emboscada.Um dos pontos altos da carreira do cineasta, comediante, ator e apresentador de televisão Takeshi Kitano, Sonatine – Adrenalina máxima foi indicado à Palma de Ouro do Festival de Cannes de 1993. Não indicado para menores de 16 anos.

Verão Negro – Falsa Acusação (Nihon no kuroi natsu – enzai), de Kei Kumai, Japão, 2000, 35mm, cor, 119′ | Legendas em português | Exibição em 16mm, com Kiichi Nakai, Akira Terao, Naomi Hosokawa, Nagiko Tono, Yukiya Kitamura. Dois estudantes decidem fazer uma pesquisa sobre o ataque de gás sarin ocorrido em 1994, num conjunto habitacional da cidade de Matsumoto. Meses depois, o incidente se repetiu no metrô de Tóquio. Em suas investigações, os dois rapazes procuram entender a série de falsas acusações feitas pela imprensa a pessoas inocentes. Exibido no Festival de Berlim de 2001. Não indicado para menores de 16 anos.

Entrada Franca – A Cinemateca Brasileira fica no Largo Senador Raul Cardoso, 207,próximo ao Metrô Vila Mariana. Informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)

mar 212013
 

cinema japonês: Light Up Nippon

A Fundação Japão e o Cine Segall apresentam a exibição exclusiva e gratuita do documentário “LIGHT UP NIPPON” – longa-metragem – sobre o esforço das comunidades japonesas para se recuperar após os terremotos e o tsunami que devastaram o Japão em Março de 2011.
LIGHT UP NIPPON, com direção de Kensaku Kakimoto e música de Ryuichi Sakamoto.
Sinopse: Cinco meses após o terremoto e o tsunami que devastaram o Japão, em março de 2011, toma corpo o projeto “Light Up Nippon”. Liderado por jovens empreendedores de Tóquio, que levantaram fundos, o projeto organizou espetáculos de fogos de artifícios, simultaneamente, em 10 das localidades mais atingidas, visando criar um símbolo de resistência e recuperação. O projeto “Light Up Nippon” foi idealizado por Yoshitake Takada em 2011, que, inconformado com o cancelamento dos tradicionais festivais de fogos de artíficio em Tóquio, resolve levar o evento para a região nordeste, a mais afetada pelo terremoto e tsunami. Filme de 90 minutos com legendas em português.

Sessões Especiais e Gratuitas de LIGHT UP NIPPON – Dias 23 (sábado) e 24 (domingo) às 14h40. *É necessário retirar o ingresso 1 hora antes da sessão na bilheteria.

Local: Cine Segall – Museu Lasar Segall – Rua Berta 111, Vila Mariana – São Paulo – Tel.: (11) 2159 – 0400 – Capacidade: 95 lugares.

mar 182013
 

Daisan no Kagemusha

Dokuritsu Gurentai

A Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa (Bunkyo) faz exibição de filmes japoneses às quartas-feiras. As exibições começam às 13 horas. O ingresso custa R$ 5,00 para os não associados do Bunkyo. Tel. 11 3208-1755 – Endereço: Rua São Joaquim, 381 (metrô São Joaquim) – Bairro Liberdade – São Paulo/SP
Dia 13/3 – “Asobi” (Brincadeira), 1971, direção de Yasuzo Masumura, com Keiko Takahashi, Masaaki Daimon, Keiko Matsuzaka e Keizo Kanie. Uma menina pobre que trabalha numa fábrica conhece um pequeno bandido. Produção da Daiei.
Dia 20/3 – “Dai San no Kagemusha” (O Terceiro Kagemusha), 1963, direção de Umetsugu Inoue, com Raizo Ichikawa, Hizuru Takachiho, e Masayo Banri. Em meio a guerra entre clãs, um jovem que se parece com o senhor feudal é intimado a ocupar o seu lugar. Produção da Daiei Kyoto.
Dia 27/3 – “Dokuritsu Gurentai” (Gangue de Valentão Independente), 1959, direção de Kihachi Okamoto, com Makoto Sato, Izumi Yukimura e Misa Uehara. Durante a Segunda Guerra Mundial, o irmão do sargento Okubo é assassinado no Norte da China. Okubo finge ser um correspondente de guerra para ir atrás do assassino do seu irmão. Produção da Toho.

mar 092013
 

No dia 13 de março, às 19 horas, haverá um encontro com Alexandre Kishimoto (antropólogo, autor do livro Cinema japonês na Liberdade [Estação Liberdade, 2013]), Alfredo Sternheim (cineasta e ex-crítico de cinema de O Estado de S. Paulo, autor de Cinema na Boca [Imprensa Oficinal, 2005]) e Nelson Hirata (jornalista, filho de Kimiyasu Hirata, o pioneiro na exibição de filmes japoneses no interior paulista e proprietário do Cine Nippon). O encontro faz parte do ciclo de palestras, filmes e debates do projeto “Travessias em conflito – O lado B da imigração japonesa no Brasil”.

Livro cinema japonês na Liberdade

21h: Coquetel de apresentação do livro Cinema Japonês na Liberdade – Do início dos anos 1950 até o final da década de 1980, um conjunto de salas de cinema localizado no bairro paulistano da Liberdade exibiu exclusivamente filmes japoneses para um público formado majoritariamente por japoneses e nikkeis residentes no estado de São Paulo, e também por estudantes, artistas e intelectuais não-nikkeis. Estes cinemas de rua contribuíram decisivamente para a caracterização da Liberdade como bairro japonês: foi após a inauguração do Cine Niterói, em 1953, que o comércio japonês floresceu na região da rua Galvão Bueno e da praça da Liberdade. Importantes cineastas paulistas, como Carlos Reichenbach, Walter Hugo Khouri, João Batista de Andrade e Roberto Santos reconhecem a influência dos filmes japoneses assistidos na Liberdade em suas próprias realizações. O lançamento oficial do livro ocorrerá no dia 26 de março, às 18h30, na Livraria Cultura da Avenida Paulista 2073, Conjunto Nacional.

Local: Centro Cultural Hiroshima – Rua Tamandaré, 800 – Liberdade (estação São Joaquim do metrô) – Entrada franca – Estacionamento no local.

Acompanhe o projeto pelo blog www.travessiasemconflito.com.br e pelo facebook http://pt-br.facebook.com/pages/Travessias-em-Conflito/104847556327993

Fizemos uma homenagem especificamente ao Cine Niterói, pelos 60 anos de sua fundação, no post anterior.

fev 212013
 

Sukiyaki Western Django

A partir de hoje, 20 de fevereiro, até o dia 17 de março, os fãs de Quentin Tarantino podem assistir seus filmes no CCBB e no Cinusp, na mostra que tem o apoio da Fundação Japão e que recebeu o nome de “Mondo Tarantino”. “Pulp Fiction”, “Cães de Aluguel” , “Kill Bill 1 e 2″ e “Bastardos Inglórios” estão entre seus filmes exibidos.
A mostra também apresenta produções que de alguma forma influenciaram Tarantino, como “O Grande Golpe”, de Stanley Kubrick e “Taxi Driver”, de Martin Scorsese, e filmes nos quais o diretor participa como ator integram a mostra, incluindo “Um Drinque no Inferno” (1996), de Robert Rodriguez, e “Sin City – A Cidade do Pecado”, que co-dirigiu com Robert Rodriguez e Frank Miller.
Para os fãs de filmes japoneses, entretanto, o destaque fica para o filme “Sukiyaki Western Django”, de 2007. A história é simples: dois tradicionais clãs disputam um tesouro escondido numa pequena cidade, quando surge o pistoleiro Django, disposto a ajudar o lado que pagar mais. Direção de Takeshi Miike, e Quentin Tarantino aparece no papel do pistoleiro Ringo. O Outro destaque é o premiado “Sonatine”, do diretor Takeshi Kitano, sobre yakuza, filmado em 1993.

Sonatine Takeshi Kitano

“Sukiyaki Western Django” será exibido no CCBB nos dias: 1º/março – 20 horas e no dia 3/março – 17h30. “Sonatine”, ou “Adrenalina Máxima” (título brasileiro do mesmo filme), será exibido hoje, dia 20/fevereiro – 17h30 e no dia 23/fevereiro – 13 horas, no CCBB.

Todos os filmes da mostra serão exibidos também no CINUSP, na Cidade Universitária de São Paulo, mas até o momento, a entidade não divulgou sua programação.

CCBB São Paulo – 20 de fevereiro a 17 de março de 2013
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – São Paulo – 70 lugares – Tel: 11-3113-3651 / 11-3113-3652 – www.bb.com.br/cultura

CINUSP Paulo Emílio – 25 de fevereiro a 15 de março
Rua do Anfiteatro, 18 – Colmeia, Favo 04 – Cidade Universitária – SP – 100 lugares – fone: 11-3091-3540 – www.usp.br/cinusp

fev 202013
 

Inauguração do Cine Niterói na Rua Galvão Bueno

O site começou em novembro de 2012 e este é o nosso post de número 100. Para celebrar esse marco, resolvemos homenagear o Cine Niterói, fundado em 1953, que foi uma referência dentro da comunidade nipo-brasileira. Além da sala de cinema de dois andares, com assentos para 1.500 pessoas, o empreendimento contava com um restaurante no primeiro andar; um hotel nos dois andares seguintes, e um salão de festas no último pavimento. Era um empreendimento que certamente encheu de orgulho, não só a família Tanaka, dona do negócio, como também toda comunidade japonesa, que saía da triste situação do pós-guerra, quando o seu país foi derrotado. O primeiro filme exibido foi “Genji Monogatari”, traduzido como “Os Amores de Genji”. Todos os filmes eram legendados e toda segunda-feira entrava um novo filme no projetor. 20 mil pessoas passavam pela sala todas as semanas. Ao contemplar a alegria dos japoneses que lotavam sua casa, Yoshikazu Tanaka resolveu ser ainda mais ousado para dar ainda mais alegria ao seu público: foi ao Japão buscar os protagonistas dos filmes para se apresentarem na estréia das películas. Isso aconteceu várias vezes, e um dos convidados foi Koji Tsuruta, um galã na época. Nessas ocasiões, o convidado se hospedava no hotel da família, e as recepções aconteciam na ampla sala da casa de Susumu Tanaka (irmão de Yoshikazu). Sua filha, Zelinda, ainda se lembra dessas festas, quando a sua casa ficava cheia de destacadas personalidades da época.

Cine Niterói na Rua Barão de Iguape com a Av. Liberdade

Com o sucesso do Niterói, mais três salas surgiram no mesmo bairro para atender ao público nipo-brasileiro. Muitos filhos de agricultores vinham para estudar e trabalhar em São Paulo, tendo como referência essas salas. Surgiram várias pensões e restaurantes. E com isso, a Liberdade acabou se tornando o “bairro japonês”.
Outros cines que se especializaram em filmes japoneses: Tokyo (fundado em 1954 na Rua São Joaquim – depois recebeu o nome de Cine Álamo, e hoje é uma igreja evangélica), Jóia (fundado em 1958, no final teve o nome de Shochiku na praça Carlos Gomes – hoje é uma igreja evangélica), Nippon (fundado em 1959 na rua Santa Luzia – hoje é sede da Associação Aichi Kenjin). A primeira sede do Cine Niterói foi derrubada para a construção da Avenida Radial Leste-Oeste, e a segunda e última ficava na esquina da Av. Liberdade com a Rua Barão de Iguape. Cada cinema representava uma grande companhia japonesa. Tokyo exibia filmes da Nikkatsu, Niterói da Toei, Nippon da Shochiku, e Jóia da Toho.
Matéria mais completa sobre o Cine Niterói está no site: imigracaojaponesa.com.br

fev 112013
 

A Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa (Bunkyo) faz exibição de filmes japoneses às quartas-feiras. (veja aqui a programação de março/2013)

Cinema bunkyo - Kiru

Kiru

Dia 13 – Kiru (Cortar) – Um clássico do cinema de samurai, de 1968, com Tatsuya Nakadai sob a direção de Kihachi Okamoto. Assista ao trailer do filme aqui.

Jinsei Gekijo

Dia 20 – Jinsei Gekijo – Seishun Aiyoku Zankyohen (Teatro da Vida) – Filme sobre yakuzá baseado no romance de Kozo Ozaki, de 1973, com Hideki Takahashi e direção de Tai Kato. De 1936 a 1986 foram feitas várias versões desse filme. Assista ao trailer da versão de 1968 aqui.

Dia 23 – Iwashigumo (Nuvem de Verão) – Um jovem e uma viúva administram uma fazenda. Filme de 1958, com Chikage Awashima e direção de Mikio Naruse.

As exibições começam às 13 horas. No dia 20/2 a exibição será no salão grande, e nos demais dias no salão pequeno.O ingresso custa R$ 5,00 para os não associados do Bunkyo. Tel. 11 3208-1755 – Endereço: Rua São Joaquim, 381 (metrô São Joaquim) – Bairro Liberdade – São Paulo/SP