out 062014
 

capaJapopMais do que exótico, o Japão hoje é sinônimo de algo legal, “cool” e “fashion”. A forma pela qual o Japão passou de consumidor a exportador de cultura pop, tornando-se a primeira nação oriental a quebrar a hegemonia dos Estados Unidos na exportação de influência cultural no pós-guerra, é o assunto de JAPOP – O Poder da Cultura Pop Japonesa.

Escrito pela pesquisadora Cristiane A. Sato, da Abrademi e da Associação de J-Fashion, o livro é um passeio por várias formas da cultura popular japonesa: o karaokê, a música enka e o J-Pop, mangás e animês, novelas e séries de TV, filmes de samurais e de terror, ídolos do esporte e do showbiz, a dança Yosakoi Soran e a ópera Takarazuka, e ícones do consumo e da moda. Trata-se de um livro de fácil leitura, por não ser uma tese acadêmica, e tem a vantagem de estar dividido por assuntos.

O JAPOP – O Poder da Cultura Pop Japonesa contou com o apoio da Fundação Japão, assessoria cultural do Consulado Geral do Japão, sendo uma leitura recomendada para todos aqueles que querem estudar a cultura japonesa.

Informações: Livro: JAPOP – O Poder da Cultura Pop Japonesa
ISBN 978-85-60626-00-7 – Editora NSP
Formato: 160x230mm, 352 páginas, impressão preto e branco com fotografias.

JAPOP está à venda por R$ 35,00 na livraria do Museu da Imigração Japonesa, no Bunkyo, Rua São Joaquim, 381 – 3º andar, Liberdade, São Paulo/SP, de terça a sexta, das 9:00 às 17:30 sem intervalo e na segunda-feira e no sábado das 13:00 às 17:30. Quem visita o Museu também poderá encontrá-lo no 9º andar do prédio.

Para adquirir diretamente ou pelo correio:
LIVROCERTO Comércio Ltda. Av. Francisco Tranchesi, 1031, CEP 08270-460 – Parque do Carmo – São Paulo livrocerto@terra.com.br – tel.11 2527-2631
Mais informações sobre cultura pop japonesa: http://www.japop.com.br/

mar 102014
 

No dia 24 de fevereiro de 2014, um pequeno grupo deu entrada no 3º Cartório de Títulos e Documentos de São Paulo para registrar a Associação Brasileira de J-Fashion. Seria apenas mais uma entidade não fosse o curioso e específico tema chamado “J-Fashion”, ou “Japanese Fashion”, que pode ser traduzido como moda japonesa.
A nova entidade é encabeçada por Cristiane A. Sato, autora do livro Japop – O Poder da Cultura Pop Japonesa (2007), e que vem há muitos anos palestrando sobre esse tema. Fazem parte da associação, entre outros, os organizadores do “Harajuku Fashion Meeting”, evento que reuniu em São Paulo mais de cem jovens simpatizantes da moda alternativa japonesa de diversas partes do Brasil.
“Há um crescente interesse do Ocidente pelo que se produz no Japão em termos de moda”, explica Cristiane.
Nas últimas 3 décadas estilistas, designers, caçadores de tendências, artistas, a indústria da moda e a mídia internacional vêm acompanhando atentamente tudo que ocorre no Japão porque lá ocorrem inovações estéticas e comportamentais únicas. Isso acontece devido a condições específicas do país. Entre tais condições destacam-se:
1 – Devido sua forte identidade cultural, o Japão é provavelmente o único país rico e industrializado que mantém o uso de suas roupas tradicionais como moda (o que implica em viabilidade comercial e constante inovação), não as relegando a mero traje folclórico como ocorreu nos demais países industrializados.
2 – Embora o Japão aprecie produtos e estilos ocidentais, o mercado e a produção local não se limitam a importar ou copiar o que vem do exterior, e é da mistura de estilos japoneses (Wafuku) com estilos ocidentais (Yofuku) que surgem inovações estéticas e comportamentais.
3 – Caracterizada pela complexidade e rigidez de normas de comportamento na vida cotidiana, a sociedade japonesa curiosamente permite e tolera o uso da moda como válvula de escape social, o que criou no país um ambiente único de alto grau de experimentalismo, criatividade e o maior mercado de moda alternativa do mundo.
Seria essa rigidez da sociedade que, por exemplo, obriga crianças e adolescentes a usarem uniformes até em excursões escolares a origem da revolta que criou a moda alternativa, como a que se vê nas ruas do bairro de Harajuku em Tóquio?
A especialista diz que não. “O primeiro movimento de moda alternativa no Japão aconteceu por volta de 1925, com os chamados ‘moga-mobo’, ou ‘modern girl’ e ‘modern boy’, e o ponto era o bairro luxuoso de Ginza, em Tóquio”. Cristiane comenta que naquela época o quimono ainda era muito utilizado pelos japoneses e esse grupo era considerado moderno por usar roupas ocidentais. “Mesmo usando roupas da Europa, as jovens faziam adaptações nos acessórios e nas combinações porque queriam adequá-las à estética japonesa. Elas consideravam, por exemplo, o leque um acessório obrigatório, ao invés da bolsa”, resume a pesquisadora.
O objetivo da Associação Brasileira de J-Fashion é divulgar a moda japonesa no Brasil, incluindo reunir adeptos e combater o bullying e o preconceito contra os que se vestem de maneira diferente da maioria.

Palestra da Cristiane lotou a sala da Associação Mie no dia 9 de março de 2014: um tema específico como Moda Japonesa tem muitos seguidores no Brasil.

Palestra da Cristiane lotou a sala da Associação Mie no dia 9 de março de 2014: um tema específico como Moda Japonesa tem muitos seguidores no Brasil.

Apesar disso, a nova entidade não tratará apenas da moda alternativa do oriente. Ela pretende difundir o uso do quimono no Brasil como traje apropriado para festas e cerimônias. A própria Cristiane é adepta dessa moda, usando-a em várias ocasiões. Uma das propostas da entidade é, por exemplo, fazer uma campanha para convencer os proprietários de restaurantes japoneses a concederem um generoso desconto para clientes que vierem trajando quimono completo. Com isso, os restaurantes ganham uma aparência típica e o quimono sairá dos armários para ser usado no dia a dia.
“A Associação quer fazer com que a moda japonesa deixe de ser mero conceito em palcos e passarelas, e passe para as ruas. Moda que não é usada, quando muito, vira peça de museu”, finaliza Cristiane Sato.

fev 072013
 

Tokyo Kawaii TV pela NHK

Apresentado pelo ator Ikki Sawamura e pela cantora Beni, natural de Okinawa, cujo pai é americano, o programa Tokyo Kawaii TV fala da moda e da cultura jovem de Tóquio. O programa vai ao ar pela TV NHK, sendo exibido no Japão às 23h30 de sábado, e no no Brasil às 12h20 (horário de Brasília) de domingo, abordando um tema diferente a cada programa, que tem a duração de 30 minutos.
No programa do dia 10/2 (no Brasil), o programa abordará o Dia dos Namorados (Valentine’s Day), mostrando os lançamentos da indústria do chocolate para este ano (o costume japonês é presentear com chocolate), o chocolate feito em casa, e as roupas combinadas para os casais.
No dia 17/2, Kawaii TV fala sobre o segredo das meninas.
Depois do Kawaii TV, a emissora exibe o noticiário BS News, de 10 minutos, e em seguida, começa a transmitir o tradicional concurso de calouros NHK Nodojiman.
A TV NHK faz parte dos canais étnicos da Vivo (TVA) e da Net.