fev 262015
 

cup lamen_nissinVocê sabia que o lámen instantâneo foi inventado no Japão por Momofuku Ando, em 1958? Sua empresa, a Nissin, cresceu e chegou aos Estados Unidos em 1970, e chegou ao Brasil no início da década de 1980, como Cup Noodle Nissin, no copo de isopor. Não deu certo na primeira investida porque o produto não agradou ao paladar brasileiro, que já consumia o Miojo Lámen instantâneo em saquinho. Depois, a Nissin comprou a Miojo, e aí é outra história. Mas o lámen se propagou no mundo e hoje muitos acreditam que o lámen surgiu no Japão, o que não é verdade. O lámen instantâneo sim! Há até um museu do Cup Noodle em Yokohama!
Haverá uma inusitada palestra com o tema “Os bastidores da criação e desenvolvimento do macarrão instantâneo”, organizada pela Fundação Japão, em São Paulo. Quem ministra é um profundo conhecedor do assunto: Masaki Kato foi diretor do departamento de propriedade intelectual da Nissin Foods Co., no Japão e membro da Japan Food Industry Association – JFIA.
A palestra, aberta ao público, acontece em 5 de março, no auditório do Club Homs, na Avenida Paulista, com tradução consecutiva. No evento, o público terá a oportunidade de conhecer os bastidores do processo de inovação na indústria de alimentos idealizada por Momofuku Ando.
Além deste evento, Masaki Kato também participará de um evento fechado dirigido aos estudantes de Engenharia de Alimentos.
Palestra
Os bastidores da criação e do desenvolvimento do macarrão instantâneo
Com Masaki Kato (com tradução consecutiva)

Data: 5 de março de 2015 (quinta-feira) – Horário: 19h30

Local: Club Homs – Auditório – Endereço: Avenida Paulista, 735 – Bela Vista
Capacidade: 144 lugares

ENTRADA GRATUITA (vagas limitadas). As senhas serão distribuídas no local, 1 hora antes da palestra. Limitado a 2 senhas por pessoa, por ordem de chegada. Informações: Fundação Japão em São Paulo. Tel: (11) 3141-0110

Apoio: Consulado Geral do Japão em São Paulo, Nissin-Ajinomoto Alimentos Ltda., Instituto de Tecnologia Mauá

jan 192015
 
setsubun_mamemaki_siteVenha conhecer como os japoneses afastam o diabo de suas casas e iniciam um novo ciclo de vida nesta época do ano.

A Fundação Japão em São Paulo promove, no dia 24 de janeiro, a partir das 13h, a Marugoto Oficina Cultural. O tema do evento nesta edição será o Setsubun.

O tema está ligado à época do ano, que no Japão separa o inverno da primavera. Assim, Setsubun significa, literalmente, “separar uma estação da outra”, representando um novo ciclo de vida. Neste período, dizem que surgem os Oni (ogros) para causarem mal às pessoas.

Estes rituais e histórias sobre o surgimento do Setsubun, tanto em japonês como em português, serão revelados na oficina. Também serão realizadas brincadeiras e origami envolvendo o tema, bem como curiosidades sobre o mamemaki, uma das tradições neste dia, criada para afujentar o Oni.

A duração da oficina é de cerca de 1h30, com participação gratuita a partir de 14 anos de idade. Interessados devem realizar inscrição antecipada, pois as vagas são limitadas (20 participantes).

Serviço: Marugoto Oficina Cultural – SETSUBUN

Data: 24 de janeiro de 2015, sábado – Horário: a partir das 13h

Local: Fundação Japão em São Paulo, Avenida Paulista, 37 – 2º andar
Próximo a estação Brigadeiro do metrô – Vagas limitadas (máximo de 20 participantes)

Informações e inscrições até 22 de janeiro de 2015. Tel.: (11) 3141-0110
E-mail: info@fjsp.org.br (Para inscrição, enviar no e-mail o nome completo, telefone para contato e indicar o evento “Marugoto Oficina Cultural”)

set 182014
 
"Meu Homem", produção de 2013

“Meu Homem”, produção de 2014

“Sakuko viaja no verão com sua tia para uma cidade ribeirinha no Japão, com o objetivo de encontrar paz e tranquilidade para estudar para o vestibular. Lá, ela amadurece, conhecendo diversos personagens do passado de sua família e um jovem refugiado da cidade de Fukushima, devastada por vazamentos radioativos. Uma homenagem declarada ao cinema do autor francês Eric Rohmer.” Essa é a resenha do filme “Hotori no Sakuko”, traduzido estranhamente como “Adeus Verão”. O longa de 125 minutos foi dirigido por Koji Fukada e é uma produção nipo-americana de 2013. Esse filme poderá ser visto no Indie Festival, que acontece no Cine SESC de São Paulo.

“Adeus Verão”, entretanto, não é o filme japonês mais novo a ser exibido na mostra. O longa “Yamamori Clip Koujo no Atari”, ou “Anatomia de um Clipe de Papel”, do diretor Akira Ikeda, é de 2014. Eis a sua sinopse: “Kogure não é o tipo combativo, na verdade, ele é um típico loser. Ele aceita passivamente o abuso de todos e trabalha o dia inteiro em uma fábrica minúscula de clipes de papel. Mas um dia uma borboleta fica presa em sua casa e ele deixa a borboleta ir. No dia seguinte, surge uma mulher, se expressando em uma linguagem desconhecida, e Kogure acredita que ela é a forma humana da mesma borboleta. Um novo olhar sobre a tradição dos contos folclóricos japoneses e um retrato agridoce do país”. “Watashi no Otoko” ou “Meu Homem” é outra produção de 2014, dirigido por Kazuyoshi Kumakiri.

Outro filme japonês presente na mostra é “Seventh Code” ou “O Sétimo Código”, de 2013, que parece não ser um típico romance, pois o seu diretor, Kiyoshi Kurosawa é especialista no gênero suspense e terror. Veja seu trailer:

O Indie Festival começa no dia 17 de setembro e vai até 1º de outubro, e conta com produções recentes do mundo inteiro e algumas sessões de debates. Vale a pena dar uma olhada na programação completa que está no site: Indie Festival. O Cine SESC fica na Rua Augusta, 2075, bairro de Cerqueira César, São Paulo/SP.

Filmes Japoneses da Mostra Mundial do Indie Festival
18/SET – 16:30 – CineSESC – Adeus verão
19/SET – 15:00 – CineSESC – Meu homem
27/SET – 17:15 – CineSESC – O sétimo código
29/SET – 19:30 – CineSESC – Anatomia de um clipe de papel

(pena que cada filme só seja exibido uma única vez, e em horários ruins para a maioria…)

SITE www.indiefestival.com.br

CINEMACineSESC – Rua Augusta, 2.075 – Cerqueira César – São Paulo/SP. Perto da Av. Paulista (metrô Consolação ou Trianon Masp). A entrada é franca, mas deve-se retirar o ingresso com uma hora de antecedência. Indie Festival tem o apoio da Fundação Japão de São Paulo.

jul 242014
 

okinawa teatro gazeta 2014Em comemoração aos 10 anos de sua fundação, o Teatro Nacional de Okinawa e a Fundação Japão promovem o espetáculo Danças e Canções de Okinawa – Novos Ares de Ryukyu. O evento acontece no dia 20 de agosto de 2014, no Teatro Gazeta, com entrada gratuita.

São cinco dançarinos e quatro músicos selecionados pelo mestre Michihiko Kakazu, diretor de arte do Teatro Nacional de Okinawa, que também vem ao Brasil para dirigir o espetáculo. A apresentação inclui desde as peças mais clássicas até as mais alegres e dinâmicas, reunindo em um único espetáculo o diversificado encanto da dança, dos cantos, da música e das narrativas de Okinawa. Além do figurino vistoso, a música chama atenção por ser inteiramente executada ao vivo, no palco, ao som de instrumentos tradicionais japoneses, como o koto, taiko ou o sanshin, o clássico instrumento de três cordas.

Os ingressos (até dois por pessoa) poderão ser retirados a partir de 5 de agosto, na bilheteria do Teatro, de terça a domingo das 14h às 20h.

Danças e Canções de Okinawa – Novos Ares de Ryukyu
Data: 20 de agosto de 2014 (quarta-feira) –Horário: 20h
Local: Teatro Gazeta – Endereço: Av. Paulista, 900 – Estacionamento conveniado: Multipark – Rua São Carlos do Pinhal, 303 – subsolo (desconto com selo do Teatro Gazeta, válido somente no horário de apresentação do espetáculo). Vá de metrô!
Duração: 120 minutos

Os artistas – A apresentação no Brasil contará com a participação dos artistas Osamu Aka, Naoya Ishikawa, Satoru Arakaki, Yoshikazu Sanabe, Shigeo Miyagi; e dos músicos Toshimichi Arakaki, Itsuo Nakamura, Sanehito Takamiyagi, Kazuki Tamashiro. Além da direção de arte, de Michihiko Kakazu, o espetáculo conta com a direção de palco de Michiaki Nakamura.

okinawa ryukyuKumiodori de Okinawa – Okinawa é uma bela ilha cercada por mar azul, localizada a Sudoeste do Japão. Conhecida como o Reino de Ryukyu no passado, estabeleceu contato com diversos países da Ásia, o que permitiu que reunisse uma rica cultura. Típico no local, o Kumiodori, que ao pé da letra significa “dança em conjunto”, é estruturado por canto, música e dança. Em 2010, no intuito de preservar a arte clássica teatral da ilha de Okinawa, o Kumiodori foi designado Patrimônio Cultural Imaterial pela UNESCO. A denominação refere-se a práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados. Acredita-se que a primeira apresentação de Kumiodori tenha ocorrido em 1719, durante um banquete. Na ocasião, duas peças tradicionais – Shushin Kaneiri e Nido Tekiuchi – foram apresentadas com o intuito de entreter diplomatas chineses que viajavam ao local.
Passadas de geração para geração, as apresentações passaram a incluir o público em geral, não apenas na plateia, mas também praticando a arte.

Michihiko Kakazu – Dançarino da dança de Ryukyu e divulgador do Kumiodori, Michihiko Kakazu nasceu na cidade de Naha, em 1979, e já aos quatro anos de idade começava a praticar a dança de Okinawa. Discípulo do já falecido Nozo Miyagi, hoje é mestre na Associação Nori no Kai do Estilo Miyagi, com vasta atuação como roteirista e ator de teatro contemporâneo e também de novas peças de Kumiodori.
Em abril de 2013, foi nomeado diretor de arte do Teatro Nacional de Okinawa. Sua trajetória inclui diversas apresentações no exterior, incluindo participação como dançarino no espetáculo da Comitiva de Artes de Okinawa organizado pela Fundação Japão no ano de 2000, em comemoração ao encontro do G8. Em 2011, foi membro do Conselho de Artes de Okinawa em turnê de espetáculos pela Europa. A convite da Associação da Província de Okinawa do Brasil, realizou uma apresentação em São Paulo, em agosto de 2012.

Teatro Nacional de Okinawa – Inaugurado em 2004, o Teatro Nacional de Okinawa, na cidade de Urasoe, é um marco para a cultura local. Construído pelo governo federal japonês, é o primeiro no gênero a ser construído fora das cidades de Tóquio e Osaka. A construção do novo teatro é a prova do reconhecimento e prestigio de sua cultura na região. O novo templo da cultura tem 14 mil metros quadrados de área construída, numa área de 24 mil metros, e capacidade para 600 pessoas.

Depois da apresentação em São Paulo, o grupo segue para o Rio de Janeiro, e depois para apresentações na Bolívia, nas cidades de Santa Cruz de La Sierra e La Paz.

mar 302013
 

A Fundação Japão promoveu uma palestra e desfile da estilista Sueko Oshimoto, no dia 7 de março de 2013, no auditório do MASP em São Paulo. O público, formado principalmente por estudantes de moda, lotou o espaço. Em sua palestra, a estilista falou sobre o quimono tradicional e o moderno, e explicou as partes que compõem essa vestimenta.
Sueko Oshimoto nasceu em Okinawa, no Japão, e desde 1999, mora em Los Angeles, Estados Unidos. Ela teve a sua formação no Japão, e desde 2005, é diretora executiva da Yamano-ryu Kimono Dressing School, ensinando a arte do quimono em Los Angeles e Las Vegas. É estilista de revistas como Vogue, e também criou modelos para artistas para a entrega do prêmio Grammy. Criou modelos para diversos filmes, para Miss Asia EUA, e para o ator George Takei. Sua empresa recebeu o nome de Kimono Suehiro, e no dia 24 de março, lançou o livro fotográfico digital “Visions of Kimono”, que está à venda na Amazon.com.
Aqui está uma entrevista da Sueko Oshimoto para a TV Nikkey, em duas partes.

mar 142013
 

O Livro do Travesseiro

Escrito no século X em Heiankyô, atual Quioto, por Sei Shônagon (c. 966-1020), dama da corte da Imperatriz Teishi, O Livro do Travesseiro é a principal obra da literatura clássica japonesa. É também a porta de entrada mais certeira para o universo de costumes, valores e atitudes mentais que moldam, até hoje, a base de vida no Japão.

Com cerca de trezentos textos curtos, que podem ir de algumas páginas a uma única linha, e que podem ser lidos em sequência ou com a liberdade do acaso, o livro compõe um belo inventário da cultura do Japão da corte, vista pelo olhar poético de uma grande escritora.

Verdadeiro recenseamento dos costumes e práticas do período Heian — aquele em que se forma e sistematiza a estética propriamente japonesa, O Livro do Travesseiro compõe um registro dos afetos, da sensibilidade e do conhecimento de uma época. Sei Shônagon narra e descreve grandes acontecimentos festivos (como os festivais religiosos e musicais) e os complexos códigos de conduta, que se estendem desde as relações entre a Imperatriz e suas damas, entre pessoas de diferentes sexos, gerações e distintos graus na hierarquia do poder, até os mínimos e surpreendentes detalhes da etiqueta e do vestuário.

Organização de Madalena Hashimoto Cordaro, tradução de Geny Wakisaka, Junko Ota, Lica Hashimoto, Luiza Nana Yoshida e Madalena Hashimoto Cordaro. O Livro do Travesseiro tem 616 páginas e é vendido a R$ 78,00 nas livrarias.

Sobre a autora: Sei Shônagon, como é conhecida hoje, recebeu tal nome enquanto atuava como servidora da Consorte Imperial Teishi, esposa principal do Imperador Ichijô (980-1011, no trono desde 986 até a morte). Nascida por volta de 966, filha e neta de poetas renomados, é convocada no ano de 993 pelo Conselheiro-Mor Fujiwarano Michitaka para servir à Corte de sua filha, Teishi, em Quioto, então capital do Império. Sei Shônagon inicia então, possivelmente aos 27 anos, suas atividades na Ala Feminina do Palácio Imperial, e logo começa a escrever os textos que comporão O Livro do Travesseiro, obra concluída no ano 1001. Em 1000, Teishi falece após complicações de parto, aos 24 anos, e, em 1011, morre o Imperador Ichijô. Afastada da corte, Sei falece em Quioto, por volta do ano 1020.

O lançamento de “O Livro do Travesseiro” acontecerá no dia 23 de março de 2013, das 11 às 14 horas, na Livraria Martins Fontes Paulista, Av. Paulista, 509, prox. Estação Brigadeiro do metrô.

fev 202013
 

A Fundação Japão realiza a exposição do projeto “Ukiyo-e Heroes”, com 15 obras (xilogravuras) do ilustrador norte-americano Jed Henry, durante o período de 04 de março a 12 de abril de 2013 no JOH MABE Espaço Arte & Cultura, Av. Brigadeiro Luiz Antônio, 4.225 – Jardim Paulista – São Paulo – Tel: (11) 3885-7140.

“Ukiyo-e Heroes” é um projeto sem precedentes. Uma série de paródias envolvendo personagens de videogames já foi feita, é verdade. Mas o que eles (Jed, o artista ilustrador e David, o gravador) fizeram quando decidiram juntar cultura pop com gravura tradicional japonesa resgata o próprio pensamento do Ukiyo-e. Para tal é preciso enfatizar que as estampas japonesas, que encantaram os impressionistas europeus do século XIX, sobretudo pela nostalgia e exotismo, eram, na verdade, retratos da vida cotidiana e de ícones, tais como as cortesãs e os atores famosos, contemporâneos à época em que foram feitas. Jed, ao trazer sua paixão por videogames, juntamente com seu magnífico traçado e composição, para o universo da gravura japonesa, o qual David domina e executa com exímio talento há mais de 30 anos, atualiza a tradição desta arte e nos aponta para as origens dos videogames.”, afirma Fernando Saiki, autor do artigo sobre a prática da estampa japonesa no livro “Imagens do Japão II”, organizado por Christine Greiner e Marco Souza.

Além da exposição, haverá um bate papo e demonstração da técnica do “Mokuhanga “(Imagem impressa pela madeira), no dia 02 de março de 2013 (sábado), em dois horários, às 10h e 14h, com o ilustrador, Jed Henry. O artista plástico brasileiro Fernando Saiki, que desenvolve obras em xilogravura japonesa, também participa do evento. A conversa, toda em inglês, terá tradução consecutiva para o português. As inscrições para o bate papo, limitadas a 35 pessoas por turma, devem ser feitas pelo site www.fjsp.org.br.

Durante a passagem pelo Brasil, Jed também profere uma palestra fechada aos alunos da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo.

Ukiyo-e Heroes – O projeto iniciado em abril de 2012, em parceria com o gravador anglo-canadense residente em Tóquio, David Bull, já arrecadou U$ 313,000 na plataforma digital Kickstarter, ganhando destaque na mídia internacional, noticiado no jornal The Japan Times, na revista GQ, no site CCN Money e na versão digital da revista Wired (edição japonesa e inglesa).

Ukiyo-e – A tradução de Ukiyo-e (“Figuras de um mundo flutuante”), nascido no Japão durante o Período Edo (1603-1868), refere-se a um termo budista sobre a brevidade e a incerteza da vida. Sua criação reflete basicamente às mudanças comportamentais da época (como o nascimento da classe burguesa), quando a arte se tornou popular. As primeiras gravuras foram realizadas para ilustrar livros, mas Ishikawa Moronobu (?-1694), considerado o pai do Ukiyo-e, cunhou a gravura Ichimai-e ou Ichimai-zuri, ou seja, folha avulsa, sem ligação com qualquer livro. Mas foi com Okumura Masanobu que o ukiyo-e ganhou inovação, com o desenvolvimento da gravura de perspectiva (uki-e) e de pilastra (hashira-e). E o artista Suzuki Harunobu a elevou a um grau de complexidade e sofisticação, compondo imagens de até dez cores impressas em blocos diferentes.

A temática era variada, mas se concentrava na vida urbana e as cenas do cotidiano (cortesãs, lutadores de sumô e atores de teatro kabuki, também nascido na época), com destaque, para as paisagens, cidades japonesas e as inúmeras representações/vistas do monte Fuji, um dos maiores cartões postais nipônicos. Com a abertura do Japão ao Ocidente, na Era Meiji (1868-1912), e a popularização de métodos mais baratos, como a gravura em metal, litografia e a fotografia, o ukiyo-e cai em desuso. Usado como papel de embrulho de porcelanas e cerâmicas exportadas para Europa, iria influenciar drasticamente pintores impressionistas franceses, como Claude Monet.

Jed Henry – Ilustrador norte-americano, graduado em Bacharel em Fine Arts Animation (2005-2008) pela Brigham Young University (BYU), em Utah, Estados Unidos. Na área da animação, estagiou na SONY Pictures e ganhou prêmios como o primeiro lugar (Student Emmys) e terceiro (Student Academy Awards), com “KITES”, seu filme/tese de graduação, em 2008. Ilustrou livros infantis da editora Houghton Mifflin, entre outras como a Penguin, Harper Collins e Candlewick. Além disto, se considera um jogador de videogames profissional, japanófilo e nerd assumido.
Fernando Saiki – Artista plástico formado pela Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP), com especialização em Escultura, em 2004. Pesquisa e desenvolve trabalhos plásticos em xilogravura japonesa (mokuhanga), além de ministrar cursos e oficinas, desde 2006.
jan 112013
 

A Fundação Japão realiza o seu curso de língua japonesa (JF Koza-Curso da Fundação Japão) em 24 países, inclusive em São Paulo. O curso, com capacidade para atender 30 pessoas, iniciou-se no final de setembro. A partir do final do mês de janeiro de 2013, serão oferecidos mais dois módulos.

O Curso da Fundação Japão adota o “JF Standard for Japanese-Language Education” (JFS), baseado no QECR (Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas Estrangeiras), que é utilizado no ensino de línguas europeias como língua estrangeira em institutos como Goethe, Aliança Francesa e Cervantes.

A utilização do JFS possibilita, por exemplo, comparar o nível de proficiência em japonês e em alemão e com isso, saber claramente o nível de cada aluno em cada língua. O JFS vem sendo utilizado para delinear o curso, o cotidiano das aulas e também para a preparação das provas. A meta de cada classe é descrita, por exemplo, utilizando a língua japonesa de acordo com as situações da vida real.

O conteúdo e as formas de avaliação deste curso são planejados por professores com treinamento especializado no parâmetro JFS e na utilização do material didático MARUGOTO, fazendo dele um curso com uma nova metodologia que incorpora os mais recentes estudos relacionados ao ensino de língua japonesa. Neste curso são estudadas, não somente a língua, mas também a sociedade e a cultura em sua totalidade.

O curso de Língua Japonesa MARUGOTO da Fundação Japão é realizado em parceria com a Aliança Cultural Brasil-Japão. A cada semestre há a previsão de abertura de turmas em nível sequencial. Nos cursos de língua japonesa tradicionais é comum estudar estruturas gramaticais mais simples no início para depois aprender as mais complexas. Neste curso, porém, mesmo as expressões consideradas complexas para os níveis básicos, se forem muito utilizadas ou adequadas a um determinado contexto, são ensinadas a partir das etapas iniciais.

Nos níveis introdutório e básico, há dois módulos para cada etapa: KATSUDO (Atividades) e RIKAI (Compreensão). No módulo KATSUDO aprende-se como utilizar a língua japonesa de forma adequada às situações e aos objetivos. No módulo RIKAI, estuda-se enfocando a escrita, o vocabulário, a parte gramatical e das sentenças-padrão. Em contraste com os métodos tradicionais, em que primeiramente se compreendia a estrutura da frase para se prosseguir com as atividades, neste curso, o conhecimento da língua japonesa adquirido nas aulas de KATSUDO é organizado posteriormente nas aulas de RIKAI. Desse modo, o aluno perceberá as regras gramaticais através dos vocábulos utilizados ao ouvir e falar nas aulas de KATSUDO, sendo esta aprendizagem de língua a mais próxima da realidade de quando uma pessoa é submetida a um ambiente de língua estrangeira.

As turmas oferecidas:

【A1 KATSUDO】 – Período: 30/Jan a 26/Jun de 2013
30 horas (90 minutos x 20) – Horário: Quarta-feira das 19:00 às 20:30
Local: Aliança Cultural Brasil-Japão (Vergueiro)
Material Didático: 『まるごと 日本のことばと文化』 (Marugoto Língua e Cultura Japonesa) volume “A1 KATSUDO”(入門) e “Glossário”
Idade: a partir de 14 anos. Número de alunos: 10 a 15 alunos

【A1 RIKAI】 – Período: 2/Fev a 29/Jun de 2013
40 horas (120 minutos x 20) – Horário: Sábado das 13:00 às 15:00
Local: Fundação Japão
Material Didático: 『まるごと 日本のことばと文化』 (Marugoto Língua e Cultura Japonesa)
volume “A1 RIKAI”(入門)
Idade: a partir de 14 anos. Número de alunos: 10 a 15 alunos

【A2-1 KATSUDO】 Período: 31/Jan a 27/Jun de 2013
40 horas (120 minutos x 20) Turmas: A1-K1 Quinta-feira das 19:00 às 21:00
Local: Aliança Cultural Brasil-Japão (Vergueiro)
Material Didático: 『まるごと 日本のことばと文化』 (Marugoto Língua e Cultura Japonesa)
volume “A2-1 KATSUDO”(初級1)
Idade: a partir de 14 anos. Número de alunos: 10 a 15 alunos

※Informações sobre o curso: Fundação Japão em São Paulo, Tel: (11) 3141-0110
E-mail: marugoto@fjsp.org.br, www.fjsp.org.br

※Assistam a uma aula gratuita mediante agendamento. Aliança Cultural Brasil-Japão – Tel: (11) 3209-6630 – www.aliancacultural.org.br

Informações sobre outros cursos de idioma japonês

dez 212012
 

A Nippon Express do Brasil (conhecida no Japão como Nittsu) fará uma palestra sobre mudanças internacionais, no Hotel Intercontinental São Paulo, na Avenida Paulista, 1123, São Paulo/SP, no dia 23 de janeiro de 2013, das 13h30 até 14h30. Nessa 11ª explanação que fazem aqui, os especialistas em transporte visam falar principalmente para os residentes no Brasil que se mudarão para um outro país, abordando tópicos como as técnicas para arrumar a bagagem, como escolher um presente para levar, e os métodos de transporte disponíveis. A palestra será gratuita e a participação é aberta aos interessados em geral, embora tenha sido preparada para o público japonês. Haverá intérprete no local para facilitar a comunicação.

Fundada no Japão em 1937, a Nippon Express é a maior empresa japonesa em logística de transportes, presente diretamente em 37 países. Ela Está no Brasil desde 1979. Veja aqui um vídeo sobre a empresa, em inglês.

Maiores informações no escritório da Nittsu: 11 3583-3850 – removals@nittsu. com.br

dez 182012
 

Banquete de Ano Novo, Osechi Ryouri, no Blue Tree Premium Paulista

No dia 1º de janeiro de 2013, às 13h, o Blue Tree Premium Paulista oferece, em grande estilo, o Osechi-ryouri, tradicional banquete japonês de boas-vindas ao Ano Novo. O almoço, que já é realizado há seis anos no hotel, e visa compartilhar as boas energias da Terra do Sol Nascente.
Realizado em parceria com o Noah Gastronomia e com apoio do Bistro Kazu, o menu do almoço inclui saborosos pratos típicos e tradicionais dessa época do ano no Japão. O Osechi é preparado com alimentos que simbolizam desejos de dias melhores, incluindo o Kuromame (feijão preto), que representa saúde; o Kamaboko (massa de peixe nas cores vermelho e branco) para atrair sorte; o Kombu Maki (alga marinha) em busca de alegria; o Datemaki (omelete), cuja cor amarela remete ao luxo e ao brilho; o Kurikinton (doce de castanha portuguesa), que significa “bolinhas de ouro” e tem relação com a fortuna; e o Ozouni (sopa com mochi, massa de arroz, peixe, kani e cebolinha), simbolizando renascimento junto ao ano que se inicia.
Além do tradicional prato Osechi, o banquete conta com o maravilhoso buffet internacional do Noah servido ao som de uma encantadora apresentação de koto, instrumento musical de cordas muito suave.
O almoço é limitado a 120 vagas e o valor por pessoa é R$165,00 +10%de taxa de serviço. As reservas podem ser feitas pelo telefone (11) 3147-7028 ou pelo e-mail kakemi@bluetree.com.br.

Local: Blue Tree Premium Paulista – Endereço: Rua Peixoto Gomide, 707 – São Paulo/SP