maio 142018
 

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Já está aberta a mini-exposição Tango No Sekku – Símbolos e tradições do Dia dos Meninos (端午の節句), promovida pela Fundação Japão, com entrada gratuita. A mostra acontece na Biblioteca da Fundação, aberta de terça à sexta, das 10h30 às 19h30, e aos sábados, das 9h às 17h.

Os visitantes poderão conhecer um pouco mais sobre o Dia dos Meninos, que é comemorado anualmente no Japão em 5 de maio. Nesta data, é celebrado o crescimento saudável e a felicidade dos meninos, desejando que se transformem em adultos fortes, corajosos e inteligentes.

A mostra apresenta ornamentos e exposições de elementos típicos utilizados na decoração das residências, como o kabuto, elmo samurai; e também em áreas externas, nas casas ou em lugares públicos, como o koinobori, flâmulas em forma de carpa.

O Dia dos Meninos é tradicionalmente associado à carpa, símbolo de resistência, perseverança e força, e também à flor de íris e ao cálamo aromático. As folhas longas e pontiagudas de ambos remetem ao formato de espadas e serviam de brinquedo nas encenações infantis de batalhas.

Dia das Crianças

Em 1948, com o fim da Segunda Guerra Mundial, o governo japonês estabeleceu que o Dia dos Meninos fosse renomeado Dia das Crianças, para que se passasse a valorizar a personalidade das crianças em geral, e não apenas dos meninos, buscando a sua felicidade e cultivando a gratidão às mães.

No entanto, ainda hoje a tradição de comemorar os meninos prevalece, mas tem sido marcada mais pela decoração dos lares de famílias com filhos meninos com koinobori, flâmulas em forma de carpa, do que pela exibição de bonecos guerreiros.

Além dos adereços, a data é marcada por duas comidas típicas, que servem de oferenda no Dia dos Meninos: o kashiwamochi e o chimaki. O primeiro, feito com farinha de arroz e recheado com doce de feijão, é cozido no vapor e servido enrolado em folhas de carvalho.

Embora haja variações regionais de recheio, o costume busca trazer boa sorte e prosperidade. A explicação está nas árvores de carvalho, que não perdem suas folhas até que novos brotos comecem a surgir. Suas folhas, portanto, representam o desejo de continuidade da família e que ela prospere constantemente de geração em geração.

Já o chimaki, que parece ter origem na culinária chinesa, é feito com arroz glutinoso embrulhado em folhas de bambu e cozido no vapor. Possui vários formatos e inúmeras variedades regionais. Seu nome derivaria do fato de, originalmente, ser enrolado em folhas de chigaya. No sentido literal, chi (folhas de chigaya) e maki (enrolado).

A origem da comemoração

A tradição desta comemoração é originária da China, onde as épocas marcadas pela mudança de estações eram celebradas com oferendas de comidas para espíritos e divindades, com o intuito de afastar os maus espíritos.

Tal prática deu origem ao Gosekku, cinco festividades sazonais, que ainda hoje são celebradas no Japão. Uma delas é o Dia dos Meninos, também conhecido como Tango no sekku (端午の節句), ou Festival do primeiro dia do cavalo, já que o quinto mês do ano é o mês do cavalo no calendário chinês; ou Shobu no Sekku (菖蒲の節句), ou Festival da Íris.

Figuras como elmos e armaduras de samurais, armas, símbolos marciais e bonecos guerreiros (武者人形musha ningyo), representando personagens heroicos do passado japonês, fazem parte das decorações, materializando valores como a coragem, a persistência, a destreza marcial e a lealdade.

Mini-exposição Tango No Sekku – Símbolos e tradições do Dia dos Meninos (端午の節句)
Data: até 30 de junho de 2018
Local: Biblioteca da Fundação Japão São Paulo
Horário para visitação: de terça à sexta, das 10h30 às 19h30, e sábados, das 9h às 17h
Classificação: livre
Ingressos: Gratuitos
Endereço: Av. Paulista, 52 – 3º andar – Bela Vista, São Paulo
Mais informações: (11) 3141-0110 | biblioteca@fjsp.org.br

abr 302018
 

Curso de História do Japão – A terceira aula (do total de 9) aborda o Período Sengoku, de intensas guerras internas e o início do Período Edo, quando o Japão expulsa os jesuitas e persegue os católicos. É quando o governo adota medidas importantes que irão transformar o Japão e manter um período de paz.

Aula 3 – História do Japão. Dia 05/05/2018, sábado, das 9 às 12 horas.

As inscrições são realizadas por aula. Cada aula tem o valor de R$ 35,00 (mais a taxa do Sympla de R$ 3,50), clicando no “inscreva-se” ao lado. Como alternativa, a taxa pode ser paga em dinheiro na secretaria da Associação Mie (sem a taxa do Sympla), em horário comercial, e somente até o dia 03/05/2018. Não é necessário ter assistido as aulas anteriores para participar.

Não haverá reembolso por desistência. Mas se a desistência for comunicada até o dia 02/05/2018 pelo e-mail abrademi@abrademi.com, o valor pago poderá ser transferido para a aula seguinte (de 02/06/2018).  Quando não houver mais vaga, o interessado poderá enviar e-mail para ficar na lista de espera.

Local: Associação Cultural Mie, na Avenida Lins de Vasconcelos, 3352, Vila Mariana, na saída da Estação Vila Mariana do metrô. Há estacionamento pago no prédio.

Esse curso, com algumas diferenças na distribuição do conteúdo por aula, foi realizado em 2017 alcançando grande sucesso. Foi ministrado gratuitamente para mais de 200 alunos em cada uma das aulas, e os próprios alunos sugeriram que fosse realizado para um público menor, para que o aproveitamento fosse maior. Assim, o grande salão utilizado anteriormente foi substituído por uma sala menor, e os alunos disporão de mesa ou cadeira universitária para possibilitar as anotações. Por isso, as vagas são limitadas. A sala está equipada com ar condicionado, projetor e microfone.

Os professores são:
– Cristiane A. Sato, formada em Direito pela USP, autora do livro JAPOP – O Poder da Cultura Pop Japonesa e presidente da Associação Brasileira de J-Fashion, palestrante em universidades, entidades, embaixada e consulado geral do Japão, foi bolsista da JICA em 2016, na Universidade de Kanazawa.
– Francisco Noriyuki Sato, formado em Jornalismo pela USP, autor dos livros História do Japão em Mangá, Banzai – História da Imigração Japonesa no Brasil, entre outros, e é presidente da Abrademi e editor do site culturajaponesa.com.br. Foi também bolsista da JICA, em 2014, e ministrou palestras em universidades e museus do Japão em 2016.

apoio: Fundação Japão e Centro Brasileiro de Língua Japonesa

mar 202018
 

Verificando que há muitas pessoas interessadas na história e na cultura japonesa, a Century Travel, uma operadora especializada em viagens turísticas ao Japão, resolveu criar uma nova excursão focada principalmente nesse tema.

“O diferencial dessa nova excursão é que o professor Francisco N. Sato, que ensina História do Japão, irá acompanhar o grupo. Além dos guias que normalmente acompanham os nossos grupos, haverá esse especialista para acompanhar e explicar em português durante toda viagem, sobre os costumes, a cultura e história dos locais visitados, assim, o aproveitamento de todos será muito maior”, explica o Diretor Comercial da Century Travel, Marcel Iyeiri.

Rua de comércio tradicional do Santuário de Ise, um dos locais programados para visita.

Os locais visitados são os mais relevantes para a história do Japão, e com certeza, participando da excursão se aprenderá muito mais do que em quatro anos de uma faculdade de história. Além desse diferencial, o objetivo da excursão é proporcionar intercâmbio com os japoneses sempre que possível e assim está prevista uma visita a uma escola fundamental, para entender um pouco da educação no Japão. Saída programada para 27 de outubro de 2018.

Consulte seu agente de viagens, ou fale com a Century Travel Tour Operator: Rua Vergueiro, 981 – conjunto 11 (metrô Vergueiro), São Paulo. Tel. 11 3207-2644. marcel@centurytravel.com.br – Todos os detalhes e custos estão no link: http://centurytravel.com.br/excursoes/japao-historico/

Para aprender História do Japão em aula com o professor Francisco N. Sato: http://www.abrademi.com/index.php/historia-do-japao/

 

mar 132018
 

A Fundação Japão promove, a partir de 13 de março, a exposição Hina Ningyo: purificação, proteção e arte. Realizada em sua biblioteca, a mostra ficará aberta ao público até o dia 28 de abril, com entrada gratuita.

No mês de março, além de comemorarmos o Dia Internacional da Mulher, também no Japão é comemorado o Hinamatsuri, ou Dia das Meninas, celebrado sempre no dia 3. Para comemorar a data, serão expostos diversos modelos de hina ningyo, bonecas feitas a partir de origami, washi-e e oshi-e, além das tradicionais, de porcelana. 

Hinamatsuri 

Acredita-se que o Hinamatsuri tem origem em um antigo ritual chinês, introduzido no Japão durante o período Heian (794-1185), e desde o período Edo (1603-1868), é celebrado oficialmente no dia 3 de março como o Hinamatsuri (Festival das Bonecas ou Dia das Meninas), data em que são ofertadas orações por uma vida feliz e saudável para as meninas da família. 

No início, num ritual de purificação, as pessoas costumavam esfregar em seus corpos o hitogata, figuras humanas estilizadas, geralmente feitas de papel, para as quais se acreditava que eram transferidos seus pecados e impurezas. Essas figuras eram depois colocadas num rio, para que flutuassem em direção ao mar. Acredita-se que o hitogata deu origem aos hina ningyos, e o ritual de purificação continua vivo nos dias de hoje, celebrados em diversas regiões do Japão. 

Mais tarde, as celebrações incorporaram a exposição do dairibina, casal imperial, e alguns poucos acessórios. Pouco a pouco, passaram a ser produzidas bonecas e acessórios decorativos cada vez mais sofisticados e diversificados, incluindo ningyos serviçais, comidas típicas e diferentes acessórios decorativos. A exposição ocorria em grandes altares, com vários degraus, chamados hinadan

Hoje, o Hinamatsuri é uma celebração colorida e esteticamente bem elaborada, geralmente composta de modelos mais compactos. Os altares suntuosos são geralmente vistos em museus, templos ou nas escolas. Um aspecto, no entanto, segue vivo até hoje: o desejo de assegurar às meninas saúde e felicidade. 

A cultura dos ningyos 

No Japão, desde a antiguidade, os ningyos fazem parte da vida cotidiana. Eles representam não apenas um item de entretenimento e decoração, mas principalmente um artefato encantado, de veneração. Embora os ningyos tenham constantemente mudado sua forma ao longo das eras, o amor dos japoneses por eles continua intacto. 

Os ningyos não são somente importantes como verdadeiras formas de arte, mas, sobretudo, como uma inestimável fonte de informação sobre costumes e tradições japonesas. Eles refletem as aspirações do povo japonês; ilustram eventos históricos e folclóricos, práticas e crenças; possuem distintos e variados atributos regionais; e representam tanto a vida cotidiana da nobreza como da população.

Hina Ningyo: purificação, proteção e arte

Data: de 13 de março a 28 de abril de 2018

Local: Biblioteca da Fundação Japão São Paulo – Horário para visitação: de terça à sexta, das 10h30 às 19h30, e sábados, das 9h às 17h

Classificação: livre – Entrada franca – Endereço: Av. Paulista, 52 – 3º andar – Bela Vista, São Paulo – (11) 3141-0110 biblioteca@fjsp.org.br

fev 252018
 

A Associação da Província de Nagasaki precisa de voluntários para a tradicional “Dança do Dragão”, que será apresentada no Festival do Japão em Julho de 2018. O dragão é o mesmo utilizado no festival “Okunchi Matsuri” no Japão e foi doado pelo governo de Nagasaki. Não é necessário ter experiência em dança, pode ser homem ou mulher de 18 a 40 anos. Precisam de 20 pessoas para compor o grupo.

Os ensaios semanais são realizados no Bunkyo, Rua São Joaquim, 381 – Liberdade, às segundas à partir das 19 horas. O primeiro ensaio será 26/2, e mesmo quem não puder participar desse ensaio poderá vir no ensaio do dia 05/3. Faça parte desse grupo e dessa história!

Pelo vídeo dá para se ter uma ideia do festival todo, que recebeu influência da China e da Holanda, por causa do seu porto.

Se estiver interessado, envie e-mail com nome completo: nagasakibrasil@gmail.com