jul 242014
 
Criação da Yayoi Kusama para a Louis Vuitton

Criação da Yayoi Kusama para a Louis Vuitton

A artista plástica Yayoi Kusama é um caso curioso. Uma forma de esquizofrenia congênita a faz enxergar bolinhas em tudo o tempo todo. Ao longo de décadas ela transformou aquilo que poderia ser um problema incapacitante em arte, vencendo suas próprias limitações e a depressão. Sua carreira iniciada no Japão e desenvolvida nos Estados Unidos trouxe a público uma condição antes mostrada de forma ingênua e cômica através da Brotoeja, personagem de quadrinhos popular na décadas de 1950 e 1960.

Hoje aos 85 anos e morando por vontade própria numa instituição psiquiátrica no Japão, Yayoi Kusama desfruta da consagração internacional com suas instalações que representam sua particular maneira de enxergar o mundo. Seu modo de lidar esteticamente com as bolinhas que povoam seu campo de visão fizeram dela uma respeitada e requisitada designer e artista pop. Mais ativa que nunca, ela assina roupas, acessórios, obras de arte, performances e é reconhecida como uma das mais completas artistas multimídia do Japão contemporâneo.

A exposição YAYOI KUSAMA: OBSESSÃO INFINITA é a primeira mostra da artista no Brasil e uma oportunidade única de conhecer sua incrível trajetória. Só vai até 27 de julho no Instituto Tomie Ohtake, na Rua Coropés, 88 – Pinheiros, São Paulo.

Revista Brotoeja que era editada pela Rio Gráfica

Revista Brotoeja que era editada pela Rio Gráfica

Aviso do Instituto Tomie Ohtake! Atenção: O Instituto Tomie Ohtake abre de terça a domingo das 11 às 20 horas. Devido à grande procura e à capacidade máxima permitida de visitantes na exposição de Yayoi Kusama, a entrada na fila da exposição ocorre até às 17 horas.
Para uma melhor visita, aconselhamos chegar o mais cedo possível, já que o fluxo de pessoas é maior na parte da tarde. Qualquer dúvida, pedimos que consultem a equipe do Instituto na recepção.

Mais informações em: http://www.institutotomieohtake.org.br/programacao/exposicoes/yayoi-kusama/

jul 112014
 

festival de ceramica casarao do cha mogi 2014

festival de ceramica casarao do cha mogi
O Festival de Cerâmica do Casarão de Chá de Mogi das Cruzes acontece no domingo, 3 de agosto de 2014, das 10 às 17 horas, reunindo mais de mil peças de cerâmica, de diversos artistas, para venda. Haverá demonstração de torno e de queima da cerâmica (raku), além de uma feira de artesanato, comida, plantas e animais, e também degustação de chá.

A promoção é da Associação Casarão do Chá, que fica na Estrada do Chá, no bairro do Cocuera, em Mogi das Cruzes. Tel. 11 4792-2164.

O interessante é a oportunidade de visitar o Casarão do Chá, um dos ícones da imigração japonesa no Brasil. A casa foi erguida pelo carpinteiro japonês Kazuo Hanaoka em 1942 para abrigar uma fábrica de chá preto para exportação. Mas o negócio foi declinando e a fábrica foi abandonada, ficando 17 anos aguardando restauração. Essa é uma construção única no Brasil. Feita toda de madeira, não utiliza um único prego ou parafuso, e até troncos de árvores tortas no formato natural foram utilizados em seu interior. A parte frontal lembra um pouco o estilo de um castelo japonês, o que é incomum, mesmo no Japão. O prédio faz parte do patrimônio cultural nacional e foi tombado pelo IPHAN. Vale a pena visitar! Se não puder ir na ocasião do Festival de Cerâmica, poderá visitá-lo qualquer domingo, das 9 às 17 horas. A entrada é franca.

A Associação Casarão do Chá, fundada pelo famoso ceramista Akinori Nakatani, idealizou a reforma, que devido a sua complexidade, demorou para ser executada, sendo inaugurada no dia 1º de junho de 2014.
Veja no vídeo uma matéria recente sobre o Casarão de Chá

mar 142014
 

exposicao ikebana rio

Coquetel de abertura: dia 20 de março de 2014, quinta-feira, das 19h30 às 21h30

Exposição: de 21 a 30 de março de 2014 – aberta de terça a domingo, das 10h às 18h

Oficinas de Ikebana: dias 22, 23, 28, 29 e 30 de março, das 15h às 17h

Vagas limitadas. Inscrições gratuitas através do e-mail: cultural@ri.mofa.go.jp

Local: Forte de Copacabana – Praça Coronel Eugênio Franco, 1, Posto 6, Copacabana, Rio de Janeiro

fev 212014
 

cintia souza

“Introdução ao Design Gráfico Japonês” é o tema de uma aula avulsa que a Abrademi está programando para o dia 9 de março, na sede da Associação Cultural Mie Kenjin do Brasil, na Av. Lins de Vasconcelos, 3352 – Vila Mariana.
A aula será ministrada pela Cíntia Regina de Souza, carioca formada em design gráfico no Brasil que se especializou no estilo japonês, cursando a conceituada escola Yoyogi Animation e a Escola de Belas Artes Yuzawaya, morando cinco anos no Japão onde trabalhou como designer.
Conteúdo da aula:
– Elementos gráficos japoneses e símbolos do Japão;
– Noções básicas de ordem de escrita japonesa e tipos de escrita;
– Teste de criatividade e estimulação visual para orientalização do design.
Público alvo: Pessoas do meio publicitário e de marketing que estejam sintonizados ou desejam entrar em contato com o mercado nikkei ou japonês. Artistas gráficos / visuais / diagramadores, ilustradores e estudantes de design, artes plásticas, etc., que tenham interesse em adquirir novos conhecimentos para agregar um diferencial em sua profissão.

INTRODUÇÃO AO DESIGN GRÁFICO JAPONÊS (Módulo 1)
Data: Domingo, 09 de março de 2014 – das 9h – 12h
Local: Associação Cultural Mie Ken – Av. Lins de Vasconcelos, 3352 – 1º andar – saída do metrô Vila Mariana – São Paulo.

Taxa Única: R$ 38,50 (incluindo apostila)
Maiores informações: ABRADEMI

maio 142013
 

nihon_no_biO evento Nihon no Bi – Beleza do Japão, que acontece nos dias 17 a 19 de maio, traz ao público exposições, música e arte, além do lançamento de um livro. A entrada é franca.
O hall do Grande Auditório do Bunkyo recebe a exposição dos professores da Associação de Ikebana do Brasil, num total de 100 arranjos de todas as 13 escolas de ikebana associadas. Além da exposição, os professores também promovem workshops fazendo uma breve introdução e demonstração dos princípios básicos da ikebana, visando estimular a prática dessa arte entre os visitantes.
No Salão Nobre, o Centro de Chadô Urasenke do Brasil promove várias sessões de demonstração da cerimônia do chá num cenário especialmente montado para a ocasião. Também, os professores da Associação Brasileira de Música Clássica Japonesa se apresentam com uma audição de koto, shamisen e shakuhachi.
O espaço ainda conta com a participação dos artistas das Comissões de Arte Craft e Artes Plásticas do Bunkyo, bem como seus convidados, numa exposição coletiva.
A cerimônia de abertura do evento acontece no dia 17 de maio, às 19h, quando também será realizado o lançamento do livro “Hana – Flor – A flor na natureza e cultura do Japão”, em português, publicado pelo Centro de Chadô Urasenke do Brasil.
18 e 19 de maio, sábado e domingo, das 10h às 18h, na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e Assistência, Rua São Joaquim, 381 – Liberdade – São Paulo – SP, Informações: (11) 3208-1755.

mar 192013
 

Radicado no Japão desde 2005, Roberto Maxwell levou sua câmera atenta para as regiões afetadas pelo tsunami um ano depois da tragédia que dizimou mais de 16000 vidas e deixou prejuízos na casa dos bilhões de dólares.
Foram diversas viagens que geraram material fotográfico e três documentários em vídeo, além de diversos outros registros. A partir do material coletado, o autor fez uma análise do processo de reconstrução do principal bem de uma sociedade: os laços comunitários.

Kome de Roberto Maxwell

Roberto Maxwell chegou ao Japão como professor, através de intercâmbio, na Universidade de Shizuoka. Durante o programa, estudou a comunidade brasileira de Yaizu, em Shizuoka, e passou a escrever sobre os imigrantes no Japão. Foi produtor da TV Record e da TV Globo no Japão, e fez parte da equipe da TV NHK World. Ele fotografou, filmou e escreveu sobre as regiões afetadas pelo tsunami e a reconstrução do Japão após a tragédia. O resultado é o livro digital que recebeu o título de “Kome”. ‘Kome’ quer dizer “arroz” em japonês. Além de ser a base da alimentação de diversas sociedades asiáticas, o arroz exerce um forte poder aglutinador entre os povos que o consomem. “Depois da grande tragédia de 11 de março de 2011, me interessei em entender como os sobreviventes estavam se reorganizando em comunidades”, explica o autor em seu site, onde apresenta alguns de seus documentários. No video abaixo, o artista brasileiro Titi Freak foi até Ishinomaki, uma das cidades japonesas mais atingidas pelo tsunami de 2011, para produzir murais nas residências temporárias e interagiu com os moradores.

O livro de Roberto Maxwell, Kome, que tem 70 páginas, pode ser baixado gratuitamente pelo itunes neste link, para ser lido num iBook ou iPad.

mar 172013
 

Kiriê

Kiriê é uma arte tradicional onde o pincel e a tinta são substituídos pelo estilete e o papel. Trata-se de recortar o papel fino, com todos os detalhes, sem remendar, com toda paciência, para obter um resultado que poderá ser maravilhoso. Pode ser um desenho simples ou um trabalho minucioso com várias cores.
A professora Sumie Ikemoto, que ensina shodô, arte da caligrafia, pratica o kiriê há dez anos, e no ano passado, resolveu abrir um curso em sua residência.

Kiriê do Tanabata Matsuri – autor Minoru Sekine, Japão

O curso tem a duração de um semestre, e as aulas acontecem duas vezes por mês, na quarta-feira, às 14 horas. A mensalidade é de R$ 40,00, incluindo o material utilizado em aula.
Local: Rua Machado de Assis, 340 – Vila Mariana, São Paulo. Informações: 11 5572-8597

mar 152013
 

A arte tradicional japonesa de arranjo floral, ikebana, poderá ser vista pelos cariocas no Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana, que fica na Praça Coronel Eugênio Franco, 1, Posto VI, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ. A abertura da exposição será no dia 21 de março de 2013, às 19h30, e as obras ficarão expostas de 22 a 31 de março de 2013. Haverá também oficinas gratuitas de ikebana com vagas limitadas. Inscreva-se já!

Exposição de Ikebana

Organização: Consulado Geral do Japão, Escola Seiguetsu – Filial do Rio de Janeiro, Instituto Cultural Brasil-Japão, Forte de Copacabana

mar 012013
 

Monumento da Imigração no Aeroporto Internacional de Cumbica em Guarulhos

No dia 12 de março, terça-feira, às 17h30, o reitor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Vieiralves, irá descerrar um painel em homenagem à artista plástica Tomie Ohtake. O evento contará com a presença de Ricardo Ohtake, filho da artista.

A cerimônia inclui uma apresentação de taiko, promovida pela Associação Nikkei do Rio de Janeiro, e a projeção do documentário Tomie, inaugurando oficialmente o Ano Tomie Ohtake na UERJ. Nascida em Kyoto, no Japão, em 1913, Ohtake chegou ao Brasil em 1936 e se tornou umas das artistas plásticas mais relevantes do país, tendo se naturalizado na década de 1960. É considerada uma grande expoente do movimento abstracionista.

Entre suas obras, encontram-se pinturas, gravuras e esculturas. Possui vários trabalhos expostos em espaços públicos, principalmente na cidade de São Paulo, como o Monumento à Imigração Japonesa, na Avenida 23 de Maio, a escultura no Auditório Ibirapuera, espaço projetado por Oscar Niemeyer, e diversos painéis, como o localizado no Instituto de Estudos Brasileiros (USP). No Rio de Janeiro, foi responsável pela escultura Estrela do Mar, na Lagoa Rodrigo de Freitas, realizada em 1985 e que atualmente se encontra em restauro.

Abertura do Ano Tomie Ohtake na UERJ – Entrada Franca
Dia 12 de março de 2013, terça-feira, às 17h30, no Hall do balcão de informações, térreo – bloco F, prédio principal da UERJ – Rua São Francisco Xavier, 524 – Maracanã – Rio de Janeiro Tel.: (21) 2334 0114

fev 202013
 

A Fundação Japão realiza a exposição do projeto “Ukiyo-e Heroes”, com 15 obras (xilogravuras) do ilustrador norte-americano Jed Henry, durante o período de 04 de março a 12 de abril de 2013 no JOH MABE Espaço Arte & Cultura, Av. Brigadeiro Luiz Antônio, 4.225 – Jardim Paulista – São Paulo – Tel: (11) 3885-7140.

“Ukiyo-e Heroes” é um projeto sem precedentes. Uma série de paródias envolvendo personagens de videogames já foi feita, é verdade. Mas o que eles (Jed, o artista ilustrador e David, o gravador) fizeram quando decidiram juntar cultura pop com gravura tradicional japonesa resgata o próprio pensamento do Ukiyo-e. Para tal é preciso enfatizar que as estampas japonesas, que encantaram os impressionistas europeus do século XIX, sobretudo pela nostalgia e exotismo, eram, na verdade, retratos da vida cotidiana e de ícones, tais como as cortesãs e os atores famosos, contemporâneos à época em que foram feitas. Jed, ao trazer sua paixão por videogames, juntamente com seu magnífico traçado e composição, para o universo da gravura japonesa, o qual David domina e executa com exímio talento há mais de 30 anos, atualiza a tradição desta arte e nos aponta para as origens dos videogames.”, afirma Fernando Saiki, autor do artigo sobre a prática da estampa japonesa no livro “Imagens do Japão II”, organizado por Christine Greiner e Marco Souza.

Além da exposição, haverá um bate papo e demonstração da técnica do “Mokuhanga “(Imagem impressa pela madeira), no dia 02 de março de 2013 (sábado), em dois horários, às 10h e 14h, com o ilustrador, Jed Henry. O artista plástico brasileiro Fernando Saiki, que desenvolve obras em xilogravura japonesa, também participa do evento. A conversa, toda em inglês, terá tradução consecutiva para o português. As inscrições para o bate papo, limitadas a 35 pessoas por turma, devem ser feitas pelo site www.fjsp.org.br.

Durante a passagem pelo Brasil, Jed também profere uma palestra fechada aos alunos da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo.

Ukiyo-e Heroes – O projeto iniciado em abril de 2012, em parceria com o gravador anglo-canadense residente em Tóquio, David Bull, já arrecadou U$ 313,000 na plataforma digital Kickstarter, ganhando destaque na mídia internacional, noticiado no jornal The Japan Times, na revista GQ, no site CCN Money e na versão digital da revista Wired (edição japonesa e inglesa).

Ukiyo-e – A tradução de Ukiyo-e (“Figuras de um mundo flutuante”), nascido no Japão durante o Período Edo (1603-1868), refere-se a um termo budista sobre a brevidade e a incerteza da vida. Sua criação reflete basicamente às mudanças comportamentais da época (como o nascimento da classe burguesa), quando a arte se tornou popular. As primeiras gravuras foram realizadas para ilustrar livros, mas Ishikawa Moronobu (?-1694), considerado o pai do Ukiyo-e, cunhou a gravura Ichimai-e ou Ichimai-zuri, ou seja, folha avulsa, sem ligação com qualquer livro. Mas foi com Okumura Masanobu que o ukiyo-e ganhou inovação, com o desenvolvimento da gravura de perspectiva (uki-e) e de pilastra (hashira-e). E o artista Suzuki Harunobu a elevou a um grau de complexidade e sofisticação, compondo imagens de até dez cores impressas em blocos diferentes.

A temática era variada, mas se concentrava na vida urbana e as cenas do cotidiano (cortesãs, lutadores de sumô e atores de teatro kabuki, também nascido na época), com destaque, para as paisagens, cidades japonesas e as inúmeras representações/vistas do monte Fuji, um dos maiores cartões postais nipônicos. Com a abertura do Japão ao Ocidente, na Era Meiji (1868-1912), e a popularização de métodos mais baratos, como a gravura em metal, litografia e a fotografia, o ukiyo-e cai em desuso. Usado como papel de embrulho de porcelanas e cerâmicas exportadas para Europa, iria influenciar drasticamente pintores impressionistas franceses, como Claude Monet.

Jed Henry – Ilustrador norte-americano, graduado em Bacharel em Fine Arts Animation (2005-2008) pela Brigham Young University (BYU), em Utah, Estados Unidos. Na área da animação, estagiou na SONY Pictures e ganhou prêmios como o primeiro lugar (Student Emmys) e terceiro (Student Academy Awards), com “KITES”, seu filme/tese de graduação, em 2008. Ilustrou livros infantis da editora Houghton Mifflin, entre outras como a Penguin, Harper Collins e Candlewick. Além disto, se considera um jogador de videogames profissional, japanófilo e nerd assumido.
Fernando Saiki – Artista plástico formado pela Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP), com especialização em Escultura, em 2004. Pesquisa e desenvolve trabalhos plásticos em xilogravura japonesa (mokuhanga), além de ministrar cursos e oficinas, desde 2006.