set 122014
 
Associação Represa Awaodori na Festa da Cerejeira de Garça

Associação Represa: Awaodori na Festa da Cerejeira de Garça

São oito horas de espetáculo, 650 dançarinos, 55 músicos e 33 grupos de dança representando 23 países. E além do espetáculo visual, artesanato e comida típica de cada país. Assim é o Festival de Danças Folclóricas Internacionais, que está no seu 43º ano consecutivo.

O Festival de Danças é um símbolo da paz, uma vez que descendentes de países em conflito participam conjuntamente apresentando sua arte e tradição, como é o caso da Rússia, da Ucrânia, da Síria, de Israel e dos Países Árabes. O Japão será representando este ano por dois grandes grupos. O grupo de Awaodori da Associação Represa, formado principalmente por jovens e coordenado pela professora Amélia Nagai. Awaodori é uma dança típica da província de Tokushima, requer muito treino e disposição física, e é muito diferente da dança tradicional. O festival de Awaodori é um dos mais importantes eventos culturais do Japão, podendo ser comparado com o Carnaval brasileiro. Outro grupo a abrilhantar o festival é o do taikô do Requios Gueinou Doukoukai, também conhecido como taikô de Okinawa, que se apresentou junto com outro grande grupo, o Ryukyu, no clássico do futebol entre Corinthians e Santos, em 2012.

O evento, promovido pelo Bunkyo, Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, acontece no dia 27 de setembro de 2014, sábado, a partir das 16 horas, e no dia 28, domingo, a partir das 15 horas. Os ingressos têm valores simbólicos e podem ser adquiridos antecipadamente ou na portaria.

Local: Bunkyo – Grande Auditório – Rua São Joaquim, 381, Bairro da Liberdade, São Paulo/SP.

Informações e ingressos: Tel. 11 3208-1755 – contato@bunkyo.org.br

set 122014
 
Foto de Tamaki Sono

Foto de Tamaki Sono

No dia 19 de setembro de 2014, sexta-feira, às 19h30, será aberta a exposição comemorativa da Associação de Ikebana Kado Ikenobo Tatibana da América Latina. A exposição continuará e poderá ser vista no dia 20/9, das 13 às 18 horas, e no dia 21/9, das 13 às 22 horas.

Haverá demonstração de ikebana no dia 20/9, no horário das 14 às 16 horas.

Local: Clube Monte Líbano. Av. República do Líbano, 2267, bairro do Ibirapuera, São Paulo/SP. Entrada franca.

ago 262014
 

pavilhao japones ibira 010O Pavilhão Japonês foi um marco da diplomacia, numa época em que havia as cicatrizes da 2ª Guerra Mundial. Ele foi construído pelo governo japonês em conjunto com a comunidade nipo-brasileira e doado à cidade de São Paulo, que comemorava o 4º Centenário de fundação, em 1954.
Mesmo sem considerar essa questão diplomática, o Pavilhão Japonês merece ser visitado. Trata-se de uma réplica do Palácio Imperial Katsura 桂離宮 (Katsura Rikyū) que fica em Quioto, construído pelo príncipe Toshihito Hachijo (1579 a 1629). O projeto foi executado pelo professor da Universidade de Tóquio e construido pela Construtora Takenaka no Japão, e a sua principal característica é o emprego de materiais e técnicas tradicionais, como as pedras que saíram do solo vulcânico japonês e a lama de Quioto empregada nas paredes. Tudo foi cuidadosamente montado por artesãos especializados no Japão e transportado para o Parque Ibirapuera, em São Paulo.
O Pavilhão ocupa uma área de 7.500 m² e é composto de um edifício principal suspenso por palafitas, e diversas salas, como a sala para cerimônia do chá, corredores, salão de exposições e recintos de serviço, além de um lago com carpas, jardins interno e externo.
Essa arquitetura é conhecida como Shoin, que se desenvolveu no período Azuchi-Momoyama (1573 a 1603), e tem forte influência dos templos zen-budistas. Um belo jardim japonês com suas vistosas pedras adornam o lado externo da construção. Ao lado do Pavilhão está o memorial do Imigrante japonês com um altar budista.
pavilhao japones ibira 011O acervo histórico disponível nesse Pavilhão também merece destaque. Há, por exemplo, os bonecos em terracota conhecidos como Haniwa (século V), máscaras de teatro Nô, uma pintura em rolo (emaki mono) do Genji Monogatari e uma de ilustrações cômicas, “choju giga”, mostrando macacos, coelhos e rã agindo como seres humanos, atribuída a Toba Sojo Kakuyo (1052 a 1140), entre outros objetos artísticos. Há também uma curiosa maquete do palácio de Himeji construído por estudantes de arquitetura da USP.

Programação de aniversário:

Dia 29 de agosto de 2014 (sexta-feira), às 13h
Solenidade comemorativa aos 60 anos do Pavilhão Japonês
- homenagem aos pioneiros
- inauguração do monumento “Espaço – Espírito Japonês”

Exposição Conjunta e Oficinas de Ikebana
Sete escolas da Associação de Ikebana do Brasil realizam uma exposição conjunta ocupando diferentes espaços do Pavilhão Japonês: Ikenobo Kadokai Nanbei Shibu, Instituto de Ikebana Ikenobo do Brasil, Associação de Ikebana Kado Ikenobo Tatibana da América Latina, Saga Ryu, Associação Cultural de Ikebana Kooguetsu Ryu, Ikebana Sogetsu, Ikebana Sangetsu.
Além disso, durante o mês de setembro, aos domingos, às 14h, a Associação estará ministrando oficinas gratuitas (turmas 10 alunos)

Exposição de quimonos
Quimono, tradicional vestuário japonês, caracteriza-se pela simplicidade de sua estrutura modular.
No entanto, nesta aparente simplicidade, sua estampa, cores, tecidos, comprimento das mangas, entre outros elementos, incorporam e expressam determinadas etiquetas e hierarquias.
Certamente, reside aí o poder de atração que esses quimonos exercem junto aos ocidentais.
Ciente dessa característica, ao comemorar os 60 anos do Pavilhão Japonês, o Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil preparou uma exposição de quimonos, cujas peças estarão dispostas em diferentes pontos e que busca destacar a ambientação focada em diferentes aspectos da cultura japonesa.

Dia 30 de agosto de 2014 (sábado), às 14h
Abertura da Exposição e Oficina de Cerâmica “Caminhos e Encontros”
Prossegue até o dia 28 de setembro, aberta às quartas, sábados e domingos, das 10h às 12h e das 13h às 17h.
Esta exposição reúne 10 dos mais renomados ceramistas japoneses que trouxeram em sua bagagem a técnica e estilo de cerâmica do Japão. Cada convidado indicou mais dois ceramistas completando assim a proposta da mostra “Caminhos e Encontros”, com os seguintes artistas: Eliana Kanki – Beth Shiroto Yen e Iweth Kusano, Hideko Honma – Acácia Azevedo e René Le Denmat, Ikoma – Vivi Faria e Beamar, Kimi Nii – Ricardo Woo e Dalcir Ramiro, Kimiko Suenaga – Marcelo Tokai e Luciane Yukie Sakurada, Megumi Yuasa – Nádia Saad e Sara Carone, Mieko Ukeseki – Cidraes e Mario Konishi, Olga Ishida – Ryoko e Fátima Rosa, Shoko Suzuki – Ivone Shirahata e Massaco Koga, e Shugo Izumi – Rafael Dai Izumi

Esta mostra se realiza em parceria com o Hospital Santa Cruz que comemora 75 anos de fundação. Além da mostra, cada artista participante doou uma peça, cujo valor de venda será revertido em prol do Pavilhão Japonês e do Hospital Santa Cruz.

Programação das Oficinas de Cerâmica – Setembro
Dia 6/9 (sábado) – Olga Ishida e Eliana Kanki
Oficina de modelagem manual – a partir de 5 anos c/ duração de 30 minutos cada oficina:
Manhã: das 10h às 12h – 4 turmas c/ 10 alunos
Tarde: das 13h às 15h – 4 turmas c/ 10 alunos

Dia 7/9 (domingo) – Olga Ishida e Eliana Kanki
Oficina de modelagem manual – crianças a partir de 5 anos e adultos c/ duração de 30 minutos cada oficina:
Manhã: das 10h às 12h – 4 turmas c/ 10 alunos
Tarde: das 13h às 15h – 4 turmas c/ 10 alunos

Dia 13/9 (sábado) – Hideko Honma
Oficina de torno elétrico – crianças a partir de 5 anos e adultos c/duração de 30 minutos cada oficina:
Manhã: das 10h às 12h – 4 turmas c/ 6 alunos
Tarde: das 13h às 15h – 4 turmas c/ 6 alunos

Dia 27/9 (sábado) – Kenjiro Ikoma
Tema: Oficina de bonecas e animais – crianças a partir de 5 anos e adultos
Manhã: das 10h às 12h – turmas de 12 pessoas com duração de 15 minutos
Tarde: das 13h às 15h – turmas de 12 pessoas com duração de 15 minutos

Concertos de Música Clássica Japonesa
A Associação Brasileira de Musica Clássica Japonesa programou uma série de concertos especiais comemorativos, sendo que o primeiro realiza-se no sábado, dia 30 de agosto, a partir das 15h, com Trio Kagurazaka (formado por Shen Kyomei/Tamie Kitahara/Gabriel Levy). No dia seguinte, dia 31 (domingo, às 11h), haverá o Concerto de Danilo Tomic.

Programação do Concerto Comemorativo – Setembro
Dia 6/9 (sábado), às 15h – Associação Michio Miyagui do Brasil
Dia 7/9 (domingo), às 11h – Associação Michio Miyagui do Brasil
Dia 13/9 (sábado), às 15h – Miwakai Soukyoku Seiguensa do Brasil e Shinzankai Tozanryu Shakuhachi do Brasil
Dia 14/9 (domingo), às 11h – Miwakai Soukyoku Seiguensa do Brasil e Shinzankai Tozanryu Shakuhachi do Brasil
Dia 20/9 (sábado), às 15h – Concerto de violão solo com Camilo Carrarapavilhao japones mapa
Dia 21/9 (domingo), às 11h – Concerto de Shakuhachi – estilo Kinko e Tozan
Dia 21/9 (domingo), às 15h – Concerto de Flauta (Shen Ribeiro) e Harpa (Soledad Yaya)
Dia 26/9 (sábado), às 15h – Grupo Seiha do Brasil
Dia 27/9 (domingo), às 11h – Grupo Seiha do Brasil

SERVIÇO
Pavilhão Japonês – Parque do Ibirapuera – acesso mais próximo pelo portão 10 (próx. ao Planetário e ao Museu Afro Brasil)
Funcionamento: quarta-feira, sábado, domingo e feriados – Horário: das 10h às 12h e das 13h às 17h
Contribuição adulto: R$ 7,00, Estudante com carteirinha e crianças de 5 a 11 anos: R$ 3,50, Menores de 5 anos e idosos acima de 65 anos: entrada gratuita. Para participar das oficinas, informe-se antes, pois as vagas são limitadas.
Informações: (11) 5081-7296 / (11) 3208-1755 / patrimonio@bunkyo.org.br – www.bunkyo.org.br

ago 192014
 

Uma teoria do século 17, que recebeu o nome de Nichiyu Dousoron (日ユ同祖論), levantou a hipótese de que o povo do Japão descende em parte das dez tribos perdidas de Israel. O primeiro a falar nisso foi um missionário jesuita chamado João Rodrigues (1561~1634). Ele disse, em 1608, que os povos da China e do Japão descenderiam das tribos perdidas de Israel, embora, posteriormente, ele tenha mudado de ideia.
Em 1870, o escocês Nicholas McLead publicou “Epitome of the Ancient History of Japan”, citando semelhanças entre o Imperador Jimmu e Moisés, e xintoísmo e judaísmo. No Japão, em 1908, o professor Saeki Yoshiro (1872~1965) da conceituada Universidade de Waseda, publicou um livro falando do mesmo assunto e teorizando que o clã Hata (família de presença marcante em Tokushima), que chegou ao Japão passando pela Coreia, era na verdade um grupo judeu.

De tempos em tempos a teoria volta à tona. Não há como comprovar essa ideia, mas os indícios são pelo menos interessantes. Nesta matéria apresentamos um desses indícios, de que o lendário ser das montanhas, o narigudo Tengu, era um judeu.

Tengu é o mais famoso dos espíritos que habitam as montanhas, explica o site oficial da Japan National Tourism Organization. Acredita-se que ele tenha ensinado a arte da espada a um garoto chamado Ushiwakamaru, no século 12. O garoto era o nono filho de um poderoso nobre, mas ao ter seu pai assassinado num conflito, foi recolhido por monges do templo Kurama, e teria sido adotado pelo Tengu, um ser estranho, que habitava no monte Kurama, em Kyoto. Após duros anos de treinamento, Ushiwakamaru recebeu de seu mestre um documento valioso chamado “Tora no Maki” e deixou o monte. Ushiwakamaru se tornou um grande guerreiro, com o seu nome verdadeiro de Minamoto no Yoshitsune e liderou o clã Guenji para derrotar a rival Taira que governava o Japão.

Yoshitsune é um personagem real e o templo e o monte Kurama existem de fato. Agora, o Tengu teria existido? Esses personagens ainda hoje são lembrados no Japão. “Kurama Tengu’ é uma famosa peça do Teatro Noh, e a cena do treinamento de Ushiwakamaru está num belo ukiyoe de Utagawa.

Observação: A nossa ideia é dar abertura para se falar sobre um assunto tão curioso, e que, a partir da simples curiosidade, todos possam pesquisar e aprender mais sobre a história, a geografia e os costumes desses dois povos culturalmente ricos. Acreditar ou não fica a critério de cada um. Publicaremos outras matérias na sequência, apresentando outros indícios apontados por estudiosos do Japão e de Israel. Aguarde!

ago 182014
 

morokawaYuho Morokawa, nascido em Pirajuí e crescido na 1ª Aliança, Mirandópolis, morando depois em Uraí, Londrina e Presidente Prudente, se formou no Colégio Roosevelt da Liberdade, e na PUC em Administração de Empresas. Depois de estagiar no Japão, ganhou bolsa de estudos na 4 H Foundation dos Estados Unidos. Depois de uma longa carreira e estar sempre em contato com os japoneses e seus descendentes, escreveu seu livro que recebeu o título de “Os Japoneses e Seus Legados”, em português e com comentários em japonês. A obra tem 70 páginas.

Morokawa fará o lançamento desse livro no dia 11 de setembro de 2014, quinta-feira, ás 19h30, no Centro Brasileiro de Língua Japonesa, que fica na Rua Manoel de Paiva, 45, Vila Mariana, próximo à estação de metrô Ana Rosa. Ele convida todos os apreciadores da cultura japonesa a prestigiarem o lançamento. Entrada franca.

“Este livro apresenta, de maneira simples e resumida, a filosofia de vida dos imigrantes japoneses enraizados no solo brasileiro. A cultura milenar japonesa adotada na vida cotidiana em família – o modo de pensar, de agir e de educar – certamente contribuirá na formação do caráter humanístico dos brasileiros. É um livro imprescindível no lar, nas escolas, nas empresas e associações, a ser lido e assimilado por crianças e jovens. São os legados e ensinamentos que os japoneses almejam perpetuar no Brasil em prol do desenvolvimento social deste país”. Hyogen Komatsu, presidente do Centro Brasileiro de Língua Japonesa.

「本書は日本人の思想、特質、生き方、教訓、等を日常の生活の内から、ブラジルで生まれた日系二世によって、簡単に解りやすく書かれた短本です。日本移民がブラジルにおいて築いた信用、勤勉さ、協調心、其の他、日本人の心の持ち方、考え方を、良きブラジル人育成のために伝えようとする一冊で有ります。日本人の生活文化継承を永く残すために各家庭に、企業に、一冊備えて、子供達に、社員達に、ぜひ読ませて頂きたい本です。」 小松 雹玄 – ブラジル日本語センター評議員会会長

jun 112014
 

Uma organização sem fins lucrativos da província de Gifu, Japão, trabalha há anos para arrecadar calçados usados para doar às crianças de Costa do Marfim, primeira adversária do Japão na Copa do Mundo de Futebol.

Toshio Sugiyama, de 60 anos, é líder dessa entidade. Ele tem uma floricultura em Gifu e visitou Costa do Marfim pela primeira vez em 2008, onde viu crianças descalças chutando cocos no lugar da bola. Ele criou a organização no ano seguinte e começou a angariar doações de sapatos para aquelas crianças. Até agora, ele fez quatro remessas de doações totalizando 19 mil pares.

Quando o grupo fez a primeira doação, ainda em 2009, Sugiyama recebeu o título de prefeito honorário de uma vila localizada a dezenas de quilômetros a sudoeste de Yamoussoukro, capital da Costa do Marfim.

Em meados de Abril, cerca de 40 membros dessa organização japonesa se reuniram num estacionamento em Gifu para arrecadar doações, e conseguiram juntar quase 10 mil pares de tênis esportivos e chuteiras doados principalmente por estudantes da província.

O quinto lote de calçados será uma carga contida em dois caminhões de 4 toneladas e deverá chegar à nação africana em julho deste ano, de acordo com a Kyodo News.

jun 112014
 

O famoso e tradicional Festival Yosakoi Soran de Sapporo foi realizado entre os dias 4 e 8 de junho de 2014, na fria província de Hokkaido. Embora o verão esteja chegando por lá, os dias têm sido frios, mas esquentou bastante com a chegada dos animados grupos de Yosakoi Soran. Foi aqui que começou essa dança, que hoje pode ser vista em vários lugares do mundo, inclusive no Brasil. Em 2014, o Festival Yosakoi Soran de Sapporo registrou 27 mil dançarinos participantes de 270 times, sendo 69 times de fora de Hokkaido, incluindo uma equipe de Taiwan. O público visitante totalizou 1.875.000 pessoas, sendo o evento de maior público do Japão.

No dia 4 de junho, uma grande praça de alimentação começou a funcionar atraindo os visitantes. No início da noite, houve a abertura oficial com a apresentação do “gakusei soran”, onde 12 times representando escolas de Sapporo se apresentaram acompanhados por uma banda de metal. Houve também a apresentação de parte dos grupos de Sapporo.

Street Dance e Yosakoi Soran se fundiram no dia 5, quando o palco denominado “Yosakoi Street Dance Stage” recebeu a fusão de jazz e hip hop com o Yosakoi Soran, formando uma nova dança divertida. Houve também a apresentação do restante dos grupos de Sapporo.

Vários palcos começaram a ser utilizados simultaneamente para o show das equipes de Sapporo e as de fora, no dia 6. Foram vistas as equipes vencedoras dos anos anteriores de todas as categorias.

No dia 7, sábado, houve o desfile dos grupos nas ruas de Sapporo e as apresentações competitivas ocorreram em todos os palcos. Às 16 horas começou a fase final da categoria junior, vencendo a equipe de Aomori pelo segundo ano consecutivo. A categoria U-40 (abaixo de 40 anos) que estreou este ano, consagrou a equipe YaMa#Ni.

No dia 8, domingo, foi o último dia do Festival e foram realizadas as premiações. O grande prêmio ficou para o Yume Soran Esashi, que participou pela 18ª vez, e o segundo grande prêmio foi dividido entre Hokkaido Daigaku “En”, de Sapporo, em sua 16ª participação, e o Iki Hokkai Gakuen Daigaku, também de Sapporo, que se apresentou pelo 18º ano. Além desses, outros 9 times foram premiados.

O publicitário Leonardo Obara, diretor geral da Abrademi, entidade que divulga a cultura pop japonesa no Brasil, esteve conferindo o 23º Festival Yosakoi Soran de Sapporo e teceu os seguintes comentários:

Uma coisa interessante é que, por ocorrer na primavera, durante a noite assistíamos as apresentações com uma nuvem enorme de pólen voando por cima do palco.

É interessante ver que os grupos exploram temas variados nas apresentações. Além de temas japoneses como samurai, kabuki, o maguro, ou uma coreografia inspirada no awaodori, teve grupos com temas com western, halloween e cheerleaders.

Lá vimos uniformes variados, que não são obrigatoriamente algo 100% japonês. além de não terem sido projetados para ser uma roupa que faz sentido. Principalmente porque a maioria dos grupos usa o recurso de mudar o uniforme no meio da coreografia, e isso ocorre não apenas através de hanten (casaco curto de inverno) com duas faces, mas os uniformes são projetados de uma forma que alguns grupos chegam a mudar até 3 vezes na mesma apresentação. Além de explorarem recursos como frente e costas com designs diferentes.

Ao contrário do que costuma se ver no Brasil, de um grupo com várias pessoas sincronizadas perfeitamente executando coreografias complexas, no festival de Hokkaido dava para ver que a forma de se trabalhar o grupo é totalmente diferente: eles trabalham as pessoas como um elemento só e cada membro executa o seu papel para compor um movimento maior. Não necessariamente vemos todos os membros em cima do palco dançando juntos ou todos executando exatamente os mesmos movimentos, mas o conjunto no geral compoem um elemento único.

Os movimentos são também bem diferentes. Sempre executam movimentos bem fortes e rápidos, mas com freada lenta e gradual, e alternam com movimentos lentos. Outro ponto bastante diferente é que não fazem o uso excessivo do naruko. Existem trechos específicos com naruko, e as coreografias sempre têm várias partes onde dançam sem instrumento nenhum. Além de muitas vezes manusearem leques, kassa, bastão, lenços, bandeiras, ou até o próprio hanten.

Enfim, uma consideração final que eu teria a fazer é: depois de ver o festival daqui e comparar com os que eu assisti na Via Funchal, percebi que o brasileiro não aprendeu um detalhe importante: yosakoi soran não é uma dança tradicional.

Leonardo Obara

Saiba tudo sobre o Yosakoi Soran

Fotos do 23º Festival Yosakoi Soran de Sapporo, Hokkaido, Japão 2014 – crédito ©Leonardo Obara

jun 042014
 

historia_do_japao_meiji_eraO engenheiro mecânico e pesquisador de história Hidemitsu Miyamura ministrará uma palestra gratuita sobre a Era Meiji (1867 a 1911), um período de grande transformação na história do Japão, quando o país abriu as portas para o mundo após mais de 200 anos de isolamento. É quando os avanços na medicina, invenções como a ferrovia a vapor, alimentos como a manteiga e roupas ocidentais chegam ao país do sol nascente.

Na segunda parte da palestra, Miyamura comentará a palestra proferida pelo ex-comandante da Força Aérea do Japão, Toshio Tamogami, realizada com muito sucesso, no dia 25 de maio de 2014, em idioma japonês.

O ex-comandante falou na ocasião sobre a situação atual do Japão e as distorções na história do Japão no pós-guerra.

A promoção é da associação Nippon Kaigi do Brasil, uma entidade formada por idealistas que querem estudar e divulgar o Japão (não é religião)

Dia 14/06/2014, sábado, das 16 às 18 horas

Local: Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, Rua São Joaquim, 381, Liberdade, 1º andar, sala 13 (era para ser no 5º andar, mas mudou, ok?)

A palestra será em português, a entrada é gratuita e não precisa se inscrever antes.

abr 022014
 

isadora 70065_n

Quem assistiu às Olimpíadas de Inverno de Sochi, na Rússia, deve ter percebido que o Brasil não tem tradição em esportes de inverno e vários atletas que já residiam e treinavam no exterior se inscreveram pelo País. No caso da patinação artística, quem representou o Brasil na primeira participação brasileira da modalidade foi a Isadora Marie Williams, americana, com mãe mineira e pai americano. Como tem dupla nacionalidade, ela pôde representar o Brasil em Sochi, mas ela já representa o País há mais tempo. Por exemplo, ela conquistou a medalha de bronze no Golden Spin of Zagreb, de 2012,  representando o Brasil. Ela terminou em 12º lugar no Troféu Nebelhorb de 2013 e com isso garantiu a vaga brasileira nas Olimpíadas de Inverno.

Nas provas de patinação artística, há um programa curto (no máximo 2 min e 50 sec) e um programa livre (4 min), e a soma de ambos dá a classificação final de cada atleta. Pelo regulamento olímpico, somente aquelas que ficarem entre as 20 melhores no programa curto podem participar do programa livre. E assim, Isadora, que sofreu uma queda no programa curto, não pôde apresentar a coreografia preparada para o programa livre, que foi baseada no tema do famoso filme “Memórias de uma Gueixa”.

De sua casa em Washington D.C., Isadora Williams, que completou 18 anos em Sochi, concedeu uma entrevista exclusiva para o site CulturaJaponesa.com.br.

1 – Você foi a primeira representante brasileira na patinação artística. Qual foi a sensação de representar o Brasil em Sochi?
Eu senti um orgulho enorme de estar lá honrando as cores da bandeira brasileira. Infelizmente, não consegui patinar com todo o meu potencial já que eu tinha condicoes de ir para as finais, mas não consegui controlar o nervosismo e fui dominada pelo “Olympic nerves”. Só de estar lá entre as 30 melhores patinadoras do mundo ja foi um grande começo e uma grande vitória para o Brasil.

2 – Sei que você não chegou a apresentar em Sochi, mas como você escolheu o tema de “Memórias de uma Gueixa”? Achei que foi uma escolha ótima para o programa longo.
Eu tenho uma enorme admiração pela cultura japonesa. O Japão está na lista dos meus paises favoritos. A escolha da música para o programa longo se deu quando eu assisti ao filme “Memorias de uma Gueixa”. A historia de Chiyo é fascinante e marcante. Ela foi vendida pelo pai que era um pescador para uma casa de gueixas. Já perdi a conta de quantas vezes assisti este filme. A trilha sonora é belíssima e foi muito premiada, ganhou o Oscar de melhor trilha sonora. Conversei com o meu treinador sobre criar o meu programa longo com a música do filme e ele aprovou.

3 – O design do quimono estilizado ficou ótimo. Quem criou o modelo?
O quimono estilizado passou por um processo de pesquisa. Eu peguei um livro japonês na biblioteca que contava a história do quimono, tinha lá uma variedade enorme de estilos, cores e desenhos. Eu moro na cidade de Washington D.C onde acontece o festival anual que se chama “Cherry Blossoms” que em japonês se chama Sakura (o festival da chegada Cerejeiras). Então me inspirei nas cerejeiras para finalizar a criação do quimono. Eu tive a ajuda da minha mãe, e de uma grande amiga que mora na Ucrânia cujo nome é Nataliia Shultz, uma excelente figurinista que fez também o meu vestido do programa curto.

4 – Vi o vídeo da sua apresentação em Zagreb 2013, que foi muito boa. Quem criou a coreografia? A sua coreografia, a roupa e a música se encaixaram perfeitamente, mas vejo que nem todos os competidores parecem seguir esse raciocínio. O fato de tudo estar de acordo com o tema escolhido melhora na pontuação?
Eu sou muito exigente na escolha da música e do figurino, é um processo complicado porque eu tenho que sentir a música, e a roupa, além de confortável, tem que ter um bom visual. A musicalidade é um dos meus pontos fortes. Sim, eu vejo isto também. Alguns competidores ficam perdidos na música ou na coreografia. A música tem tudo a ver com a personalidade do competidor. Os juízes olham muito isto, a música deve estar de acordo com a roupa e com a coreografia também. Eu tive a sorte de ter duas coreógrafas maravilhosas que me ajudaram imensamente a desenvolver uma coreografia forte e bem feita. São elas a Danielle Rose e a Natasha Timonchenko.

5 – Além do filme “Memórias de uma Gueixa”, o que mais aprecia do Japão?
Eu sou apaixonada pela cultura e culinária japonesa. Gosto muito de comer Sushi, da sopa com missô (Miso Soup), adoro a arquitetura dos templos, a biodiversidade e a mistura da era feudal com a era moderna. Até meu cachorrinho que é um Shih Tzu se chama Sachi (felicidade em japonês).

6 – As atletas japonesas da patinação não saíram satisfeitas de Sochi, principalmente a Mao Asada, em quem o público japonês depositava muita esperança. Você chegou a falar com elas?
A Mao e uma pessoa extremamente simpática, a gente sempre troca um “olá”,  no momento quando estamos focadas na apresentação. Trata-se de um momento tenso para todas nós e o que a aconteceu com a Mao em Sochi foi muita pressão, querer demais fazer uma boa apresentação e no final ser dominada pelo nervosismo. Como aconteceu comigo, a Mao também foi vitima do “Olympic nerves”, tanto que depois que ela descarregou esta pressão ela fez uma apresentação brilhante no longo, ela emocionou a todos nós. Admiro também muito a garra da Akiko Suzuki, ela é uma patinadora muito elegante.

7 – Antes da apresentação final, todos esperavam a Yulia Lipnitskaya no pódio, mas ficou a outra russa no lugar, e até houve algumas reclamações em relação à coreana Yuna Kim, que não caiu mas ficou em segundo. O que achou do resultado geral de Sochi na patinação feminina?
Eu sou uma grande admiradora da Yuna. Ela é a minha grande inspiração. Foi por causa dela que que resolvi representar o Brasil. A Adelina e a Yulia são jovens e com o tempo vão ganhar mais experiência. É tão difícil comentar algo quando o voto dos juízes é secreto, e tudo tão controverso. Apesar de não ter patinado com todo o meu potencial eu achei a minha nota muito baixa, eu acho que esse sistema deveria passar por uma revisão, eu sou a favor de que o nome do juiz e a nota sejam abertos ao público. E que a musicalidade e o lado artístico sejam mais valorizados, e que o foco não fique somente em saltos.

8 – Você carregou a bandeira no encerramento de Sochi. Como se sentiu na hora? Aquela entrada e a maneira de segurar a bandeira é ensaiada antes?
Foi como um sonho. Eu carregando a bandeira do Brasil no encerramento de Sochi. Sabe aquela sensação de caminhar nas nuvens, não foi  nada ensaiado, mas a gente tem que seguir uma regra. É uma energia muito boa segurar a bandeira do seu país e entrar num estádio lotado, é um energia muito positiva.

9 – Como é o seu dia a dia, fora das competições? É possível encontrar tempo para ler, ir ao shopping ou ao cinema, como uma jovem de sua idade normalmente faz?
Antes de Sochi eu treinava 4 horas por dia, ia para a cama cedo, as 10 horas da noite já estava dormindo, acordava cedo e às 7:30 já estava no rinque. Era isso todos os dias da semana. Agora estou em outro ritmo, o meu foco é terminar os estudos, estou no momento sem treinador e sem treinar intensamente, mas não estou fora do gelo. Eu pedi um tempo para a minha confederação, a CBDG eo presidente Emilio Strapasson para rever algumas coisas e até mesmo uma mudança de cidade e de treinador. Eu levo uma vida típica de uma adolescente da minha idade, tenho muitos amigos, adoro ir ao cinema, adoro ler um bom livro, gosto de ouvir música, de dançar e de viajar.

Jornalista: Francisco Noriyuki Sato

Todas as fotos postadas aqui são do arquivo da família da Isadora Williams e a publicação foi autorizada para este site. O vídeo é da apresentação de Isadora em Zagreb, em 2012, quando patinou sob a música do filme “Memórias de uma Gueixa”.

Para quem não assistiu “Memórias de uma Gueixa”, uma matéria bem completa está aqui.

Para quem quer saber mais sobre as gueixas, deve ler este texto em nosso site.

abr 022014
 

gueinosaiGueinosai é o mais tradicional festival de música e dança folclórica japonesa, e este ano será realizado nos dias 21 e 22 de junho, em São Paulo. Como são muitos os artistas e grupos que querem se apresentar, há uma seleção para escolher aqueles que se apresentarão no 49º Festival Gueinosai.

Essa seletiva acontecerá neste domingo, dia 6 de abril de 2014, a partir das 12 horas. É uma oportunidade para ver as danças e músicas típicas japonesas que são mantidas pela coletividade nikkei do Brasil. A entrada é franca!

Local – Grande Auditório do Bunkyo – Rua São Joaquim, 381 (metrô São Joaquim) – Liberdade – São Paulo/SP. Informações: 11 3208-1755