Cultura Japonesa

jun 252015
 
Bon Odori no domingo em Garça

Bon Odori no domingo em Garça

A 29ª Festa da Cerejeira de Garça 2015 será realizada nos dias 3, 4 e 5 de julho, como sempre, ocupando toda área do Lago Artificial J. K. Williams, que é repleto de cerejeiras. A festa é a mais importante da região e atrai grande público de cidades vizinhas. A comissão organizadora, coordenada pelo Secretário de Turismo, Maurício Massao Ogawa, vem caprichando na programação e na organização das barracas de alimentação e comércio.

Programação de sexta-fera – 3 de julho de 2015

18h30 – Taikô Dantai Fênis de Presidente Prudente
19h15 – Abertura Oficial
21h00 – Odori – Nikkey Clube de Garça
21h15 – Banda Conexão Litoral – Mongaguá/SP
22h30 – Banda Dr. Sin – São Paulo – até 24h

Programação de sábado – 4 de julho de 2015

10h00 – Workshop Origami Modular – Lilian Letrinta
11h15 – Workshop Orquídeas para Iniciantes – Walter H. da Silva
12h30 – Workshop de Cosplay – Cleiton de Souza – São Paulo
13h45 – Workshop de Origami Modular – Lilian Letrinta
15h00 – Workshop de Taikô – Hibiki Wadaiko de Marília
16h15 – Workshop de Origami Modular – Lilian Letrinta
17h30 – Workshop de Taikô Ryuusei da Liberdade – São Paulo
18h45 – Workshop de Mangá – Mangá Arte Garça

Concha Acústica

11h45 – Grupo de Teatro Hokage São Paulo – peça “Sadako”
12h30 – Taikô Ryuusei da Liberdade – São Paulo
13h15 – Aikido Shinbu Dojo – Sensei Lucas – Bauru
14h00 – Odori – Nikkey Clube de Marília
14h30 – Kassa Odori de Tottori – Engueibu São Miguel Paulista
15h00 – Dança do Bunkyo de Brasília
15h15 – Yosakoi Soran – Seicho no Ie de Garça
15h30 – Taikô Kishouraku de Brasília
15h45 – Bon Odori – Hikari de Londrina e outros grupos
17h00 – Banda Vovódika de Marília
18h15 – Taikô Hibiki do Nikkey Clube de Marília
19h00 – Prêmio Garça em danças 2015 – abertura
20h15 – Banda Gaijin Sentai – São Paulo
22h00 – Banda Homem de Lata – Araraquara

Programação de domingo – 5 de julho de 2015

09h00 – Workshop Origami Modular – Lilian Letrinta
11h00 – Workshop Taikô Ryuusei da Liberdade – São Paulo
11h15 – Workshop Origami Modular – Lilian Letrinta
12h30 – Workshop Orquídeas para Iniciantes – Walter H. da Silva
13h45 – Workshop de Ilusionismo com Demian Koji – Marília
15h00 – Workshop de Cosplay – Cleiton de Souza – São Paulo
16h15 – Workshop de Ilusionismo com Demian Koji – Marília
17h30 – Workshop de Mangá – Mangá Arte de Garça

Espaço do Nikkey Clube de Garça

11h00 – Karaokê – vários o dia todo

Concha Acústica

11h45 – Grupo de Teatro Hokage São Paulo – “Crossover Chapolin”
12h30 – Taikô Ryuusei Liberdade – São Paulo
13h15 – Dança Templo Honpa Hongwanji de Lins
14h00 – Yosakoi Soran – Seicho no Ie de Garça
14h15 – Bon Odori – grupo Hikari de Londrina e outros
16h00 – cantora Karen Ito – São Paulo
17h00 – Kassa odori de Tottori – Engueibu São Miguel Paulista
17h45 – Taikô Requios Gueino Doukoukai – Okinawa Marília
18h30 – Banda Phoma – Garça
20h15 – Banda Brasil 2000 – Maringá – até 22h30

Veja as fotos do ano passado: 28ª Festa da Cerejeira de Garça 2014

昨年のガルサ市桜祭りの写真を上のリンクで見てください。

jun 232015
 

O 50º Gueinosai, Festival de Música e Dança Folclórica Japonesa, foi realizado nos dias 20 e 21 de junho de 2015, no Grande Auditório da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, no bairro da Liberdade, em São Paulo.

Trata-se do maior encontro entre os praticantes dessas artes no Brasil, e por isso é muito respeitado.  A programação é composta de várias modalidades, como “kayo buyo” – dança tradicional com música popular, “minyo” – música folclórica, “buyo kouta” – dança com música de ozashiki, “nagauta” – canto tradicional, “ryukyu buyo” – dança de Okinawa,  mas há também “shibu” – dança dos samurais, “wadaiko” – tambores, “hougaku” – música clássica japonesa e “minbu” – dança folclórica.

As fotos são de sábado. As fotos desta matéria podem ser utilizadas, mas é obrigatória a colocação de link ou a citação da fonte: www.culturajaponesa.com.br
Obs. A presença do “karaokê” como modalidade é estranha, quando se canta música comum e sem usar trajes típicos. Porém, há que reconhecer que os cantores selecionados são ótimos. Há também uma modalidade chamada “youbu” – que pode ser traduzida como danças do Ocidente, mas é estranho assistir a uma dança de tango num evento de cultura japonesa. Mesmo assim, é importante manter esse evento tradicional da coletividade nipo-brasileira. É fundamental que a comunidade assista e incentive esses dedicados artistas, alguns dos quais jovens e crianças, para que essas artes tenham continuidade. Parabéns aos organizadores e patrocinadores.

 

jun 232015
 

Programa de Convite a Descendentes de Japoneses das Américas Central e do Sul de Visita ao Japão (Resumo da Inscrição)

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Com o objetivo de aumentar a compreensão sobre a realidade do Japão e as políticas do país, o governo japonês oferece, através de sua Embaixada no Brasil, um programa de convite a descendentes de japoneses que possam divulgar em suas comunidades suas impressões acerca do Japão.

Os interessados no programa devem verificar os requisitos para inscrição (item 1 abaixo) e entregar os documentos necessários ao Setor Consular da Embaixada do Japão* no Brasil até a data-limite de inscrição (item 2 abaixo).

*Para os residentes no Distrito Federal, Goiás, Tocantins, os estados do Nordeste, Pará e Amapá, devem entrar em contato com o Departamento Consular da Embaixada
Tel: (61) 3442-4200 – E-mail: consular.japao@bs.mofa.go.jpo

Os demais deverão procurar as representações consuladores da sua região. Em São Paulo: Av. Paulista, 854 – Bela Vista, São Paulo – SP, 01311-000 – Tel.(11) 3254-0100

1. Requisitos

  • (1) Ser descendente de japoneses com nível de pós-graduação em áreas como Pesquisas Internacionais sobre Ásia, Estudos Japoneses ou Jornalismo.
  • (2) Ter um nível de conhecimento de língua inglesa suficiente para discussões e trocas de ideias (todas as atividades relacionadas ao programa no Japão serão realizadas em inglês).
  • (3) Apresentar um curriculum vitae e uma redação. O tema da redação, que pode ser escrita em português e deve ter por volta de 2 páginas (tamanho A4), é: “Qual é o modo mais eficaz de se transmitir para a sociedade brasileira os pontos atraentes do Japão?”.
  • (4) Comprometer-se a organizar e realizar de maneira independente uma apresentação sobre o programa dentro de um prazo de 3 meses após o retorno ao Brasil.

2. Período de Inscrição

  • De 24 de junho de 2015 a 08 de julho de 2015 (os documentos devem ser entregues no departamento consular da Embaixada até 08 de julho de 2015)

3. Processo de Seleção

  • (1) Avaliação de documentos pela Embaixada do Japão no Brasil
  • (2) Entrevistas com os candidatos que forem selecionados na fase anterior (em meados de julho)
  • (3) Avaliação final pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão

4. Detalhes do Programa

  • (1) Duração: chegada ao Japão em 23 de agosto de 2015 e saída do Japão em 30 de agosto de 2015
  • (2) Número de participantes: 10 pessoas
  • (3) Programa principal (sujeito a modificações)

i) Encontro com autoridades do governo japonês
ii) Sessão explicativa sobre a política externa japonesa no Ministério dos Negócios Estrangeiros.
iii) Palestras de especialistas
iv) Debates
v) Possibilidade de conhecer e experimentar a cultura japonesa em local próximo a Tóquio

  • (4) Despesas: o governo japonês arcará com despesas relacionadas ao programa e suas atividades, como passagens de ida e volta (classe econômica), hospedagem, refeições, deslocamento no Japão e seguro.

Foto: Oglethorpe University

jun 192015
 

Com o último show no dia 20 de Junho, sábado, no 4º Festival do Japão de Brasília, o grupo “Yui” se despede do Brasil. O trio veio a convite da Fundação Japão, como um dos shows comemorativos do 120º aniversário do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre o Brasil e 0 Japão.

Tocando instrumentos tradicionais do Japão, Chie Hanawa (Tsugaru Shamisen), Ko Kakinokihara (Koto) e Yoshimi Tsujimoto (Shakuhachi) deram um belo show e incluiram na programação a explicação dos instrumentos e o som de cada um, sabendo que tais equipamentos são raros no Ocidente. Assim, o som típico do Japão pôde ser conhecido, assim como as tradicionais músicas, como “Tsugaru Jonkara Bushi”, “Sakura Sakura”, “Hanagasa Ondo”, “Tokyo Ondo” e “Soran Bushi”. O repertório incluiu uma música composta por Chie Hanawa, “Experience” onde o shamisen se transforma numa guitarra. A música fez parte do comercial do Sony Xperia. A surpresa foram as duas músicas brasileiras no repertório: “Brasileirinho” e “Tico-tico no Fubá”, que foram muito bem executadas. O show contou com a participação especial do brasileiro Shen Kyomei, com shakuhachi,  na música “Koujou no Tsuki”, composta por Rentaro Taki em 1901. Todos os quatro se formaram na mesma Tokyo University of the Arts. Em São Paulo, na apresentação feita na Sala Adoniram Barbosa do Centro Cultural São Paulo, faltou lugar para todos os interessados e o grupo foi aplaudido em pé.

Ao final da apresentação, o trio ainda teve fôlego para enfrentar os jornalistas.  Algumas perguntas feitas na ocasião:

Como surgiu a oportunidade de montar o trio “Yui”?

Chie Hanawa: Nós três estudamos na mesma universidade, e são poucos os que se destacam tocando instrumentos tradicionais. Assim nos conhecíamos e, mantendo os nossos afazeres com outros grupos e como artistas solo, resolvemos formar o “Yui”.

Soube que começaram muito cedo. O que as levou a se interessarem por esses instrumentos?

Chie Hanawa: O meu avô tocava “shamisen” por hobby e eu disse que queria aprender. Ele tocava um outro tipo de “shamisen” e aconselhou-me a aprender o “tsugaru shamisen”, que seria mais adequado para jovens. Eu comecei com 9 anos de idade.

Ko Kakinokihara: Eu comecei com 5 anos de idade. Na minha família ninguém tocava “koto”, mas eu assisti a um “taiga dorama” (novela de época) da TV NHK e uma personagem tocava “koto”. Me interessei e disse que queria aprender, e não parei mais.

Yoshimi Tsujimoto: Eu comecei a tocar “shakuhachi” muito mais tarde, aos 16 anos. Resolvi aprender a tocá-lo.

O que viram no Brasil até agora?

Chie: Foi impressionante conhecer a Amazônia. Fizemos um passeio de barco pelo Rio Amazonas e não fazia idéia de que o rio fosse tão grande.

Yoshimi: Vimos a pesca de piranhas!

Ko: No meu caso, eu tinha um objetivo bem particular nesta primeira viagem ao Brasil. É que a minha avó materna é brasileira. Filha de imigrantes japoneses, ela nasceu no Brasil, gostava muito e falava bem do Brasil. Não sei exatamente quando a família veio para o Brasil, mas a minha avó tinha 20 anos quando retornou ao Japão, pegando o último navio para o Japão antes da Segunda Guerra Mundial. Ela disse que foi uma viagem longa e complicada, pois não pôde seguir a rota normal por causa do conflito. Eu trouxe algumas lembranças da minha avó na viagem. Uma delas é uma foto onde ela aparece com a família na frente do Monumento de D. Pedro, no Museu do Ipiranga. Fomos lá, e com a ajuda do grupo e de outras pessoas, conseguimos tirar uma foto muito parecida. Foi um acontecimento emocionante.

Quando treinaram as duas músicas brasileiras no estilo Chorinho?

Todas: Nós ouvimos as músicas pela primeira vez em janeiro deste ano, e treinamos juntas apenas em maio. Essas músicas são difíceis, o compasso é outro, muito rápido e tudo é diferente, mas deu certo.

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jun 072015
 

Existem músicas de ninar, compostas para os bebês dormirem, e músicas cantadas por quem tomava conta dos bebês, ou seja, pelas babás. Esse é o caso dessa muito bem composta e triste música. “Itsuki no Komoriuta” 「五木の子守唄」

(1)おどま盆ぎり盆ぎり
盆から先ゃおらんと
盆がはよくりゃはよもどる

(2)おどまかんじんかんじん
あん人たちゃよか衆
よか衆よか帯 よか着物

(3)おどんがうっ死んだちゅうて
誰が泣てくりゅうか
うらの松山蝉が鳴く

(4)おどんがうっ死んだら
道ばちゃいけろ
通る人ごち花あぎゅう

(5)花はなんの花
つんつん椿
水は天からもらい水

Explicação do conteúdo:

Itsuki é um vilarejo da província de Kumamoto e a música é cantada no antigo dialeto local. A história começa muito tempo atrás. Em 1185, a família Taira é derrotada numa guerra contra o clã Minamoto. A família derrotada se retira para Gokanoshou (hoje cidade de Yatsushiro), na província de Kumamoto, mas os Minamoto, desconfiados, mandam famílias de samurai se mudarem para a cidade vizinha de Itsuki, com a finalidade de observarem os movimentos do antigo adversário. Essas famílias de samurais eram proprietárias de terras e eram ricas, mas havia pobres que se dedicavam a trabalhos de todo o tipo servindo aos ricos. Conta-se que as meninas de 10 anos já trabalhavam como babás nessas casas.

O termo “odon”, significa “eu”. Na primeira estrófe, ela fala que o trabalho dela acaba no festival dos finados (Obon), e se o Obon vier logo, ela poderá retornar para sua casa mais cedo. Certamente, não se trata de um retorno de férias, mas um retorno definitivo.

Na segunda estrófe, ela fala que é “kanjin kanjin”, repetindo que é “pobre e pobre”, e compara com as “outras pessoas” que nasceram em família rica, que vestem o “obi” e o “quimono” de boa qualidade.

Na terceira estrófe, ela fala que ninguém chorará se ela morrer. Só chorará a cigarra (semi) na montanha de trás.

Na quarta estrofe, ela reforça a ideia depressiva desse momento. “Se eu morrer, me enterre na beira da estrada e darei flores para as pessoas que por lá passarem”.

Na quinta estrofe, ela pergunta “Flor? Qual flor?”. A resposta é “tsuntsun tsubaki”, “tsubaki” é camélia, uma flor muito comum no Japão. E não precisa dar água, pois o céu se encarregará disso.

Existem outras versões dessa mesma música, que ficou perdida por muito tempo até ser descoberta em 1935. “Itsuki no Komori Utá” passou a ser muito conhecida na década de 1950, quando vários cantores gravaram sua versão, tornando-se um hit popular.

A versão do video que postamos é cantada pela atriz e cantora Yoshiko Yamaguchi, que nasceu na atual Taiwan, numa família japonesa. Ela era atriz e cantora desde antes da Segunda Guerra Mundial, atuando no Japão e na China. Ao final da guerra, Yoshiko estava em Xangai (hoje RPC), sendo acusada como traidora da China. Conseguindo provar que ela era mesmo uma japonesa, foi expulsa do país e foi morar no Japão. Após essa fase, ela continuou o seu trabalho, tendo atuado com o nome artístico de Lee Hsiang Lan em Hong Kong, e de Shirley Yamaguchi nos Estados Unidos. Yoshiko Yamaguchi faleceu em 7/9/2014, em Tóquio, aos 94 anos de idade.